Rebel new generation
9 Capitulo 9
Por Mosca
Estava lá no porão tendo que aturar aquele ser que não sabe tocar violão
– Tá errado Eduardo, tá errado — falei.
– Tô ligado Mosca, mas isso precisa de um tempo né — disse o Eduardo.
– Tá vendo? não tendo saco pra ensinar — falei.
– É, tô vendo — disse o Eduardo.
– Me dá aqui — falei pegando o violão.
– E aí? — disse a Beatriz chegando rápido.
– Aí chegou — disse o Eduardo.
– Até que enfim, já tava ficando maluco ouvindo o Eduardo tentando aprender a tocar violão.
– Eu vou aprender, você vai ver — disse o Eduardo.
– Aham, vai sim — disse a Beatriz rindo.
– Ô Mosca, a Bia fez uma coisa pra gente — disse o Eduardo.
– Não fiz nada, só peguei o que estava pronto — disse a Beatriz.
– Do que vocês tão falando? — perguntei.
– A Vivi fez uma letra pra aquela sua musica — disse a Beatriz.
– Ela fez escondida, mas a Bia achou — disse o Eduardo.
– E a gente mostra pra ela, quando ela chegar — disse a Beatriz.
– Éh... e cadê ela? — perguntei.
Por Viviane
– Tô aqui... — falei olhando pro meu pai (não estava no colégio pois o jonas autorizou minha saída hoje para eu ir junto com meu pai a não sei onde porque seria surpresa).
– Agora pega a sua bolsa logo por que estamos já um pouco atrasados filha — disse o meu pai.
– Para ir onde mesmo? — perguntei.
– Isso é segredo, mas garanto que você ira adorar — disse o meu pai.
– Vai ter fotógrafos? — perguntei.
– Vai sim — disse o meu pai
– Ai, eu tô tão feliz que você lembrou de ir me chamar — falei.
– Tá, tá bom , mas anda logo se não a gente se atrasa — disse o meu pai.
– É muito longe? — perguntei.
– Deixa de ser criança, menina — disse o meu pai.
– Vai demorar quanto tempo? — perguntei.
– Você vai ver — disse o meu pai, e saímos de casa.
Por Eduardo
Estávamos ainda no porão, eu estava tocando violão (meio que ruim, mas estava), a Milena já tinha chegado, mas nada da Viviane.
– Gente cadê aquela garota hem ? — perguntou a Beatriz.
– Ela tá muito atrasada — disse a Milena.
– Acho que deve ter acontecido alguma coisa com ela — disse o Mosca.
– Hum... defendendo ela agora? Vai entender o que passa dentro dessa tua cabeça — falei rindo, junto com a Beatriz, e a Milena estava encarando a gente.
– Só tô dizendo que ela não é disso — disse o Mosca.
– Ah... sei, sei , daqui a pouco nos vamos ter é que ir embora — falei.
– Se ela fez de proposito por minha causa... eu vou lá e trago ela pelos cabelos — disse a Beatriz.
– O que você fez dessa vez Bia? — perguntei.
– Nada, ela ficou bravinha por que mexi no caderninho dela, patricinha — disse a Beatriz.
– Pera aí... você leu o diário dela? — perguntou o Mosca, e a Beatriz revirou os olhos — Bia isso não se faz — disse o Mosca.
– Diário o que? é só um caderninho que ela escreve letra de música — disse a Beatriz
– Não interessa, você não pode fazer isso — disse o Mosca.
– Nossa... Jura? Não posso fazer, engraçado por que tive uma leve impressão de que eu já fiz — disse a Beatriz.
– Você entendeu o que ele quis dizer, nada haver você fazer isso — falei.
– Ai, pronto, já vai ele ficar bravinho também por que eu peguei a garrafinha dele — disse a Beatriz.
– Que garrafinha ? — perguntou o Mosca.
– Éh... isso não vem a o caso — falei.
– Vai, tá... eu vou lá atrás dela, e se me bater uma culpa absurda, e eu der de cara com os meus erros, eu até peço desculpas, tá bom assim? Tá? — disse a Beatriz.
– Oi... — disse o Samuel chegando no porão.
– FUI — disse a Beatriz saindo do porão.
– Ei espera !! — disse a Milena indo junto.
– E aí Samuel — disse o Mosca.
– Eu preciso falar com vocês — disse o Samuel.
Por Viviane
Finalmente chegamos a o local onde seria a tal surpresa (Preferia ter ficado do colégio)
– Vivi — disse o meu pai, já fora do carro para que eu saísse de dentro do carro.
– Eu não quero ir a o show da Manuela Messi, pai !! — falei.
– Agora já é tarde filha — disse o meu pai.
– Você devia ter me dito antes que era isso — falei.
– Ela é uma mulher lindíssima que canta muito bem — ia dizendo o meu pai mas eu o interrompi.
– E louca que nem a filha — falei.
– Viviane, saí do carro agora, por que minha paciência tem limites — disse o meu pai.
– Vou ter que falar com ela depois do show também? — perguntei.
– Ou você saí do carro agora ou... — ia dizendo meu pai, mas o interrompi de novo.
– TÁ!! — falei e sai do carro, na entrada tinha bastantes fotógrafos, eu estava totalmente séria.
– Sorriso — disse o meu pai baixo para que só eu ouvisse, e sorrimos em seguida para os fotógrafos que estavam tirando fotos.
Por Beatriz
Estávamos eu e a Milena procurando a Viviane pelo Colégio, fomos até o dormitório para ver se a patricinha estava por lá, assim quando saímos do dormitório se demos de cara com a Marian.
– Algum problema? — perguntou a Marian.
– Além de você nenhum — falei.
– Procurando a Viviane? — perguntou a Marian.
– A gente? Pra que garota? Pirou? — falei.
– Vai ver eu me enganei né — disse a Marian
– Como sempre — disse a Milena baixo.
– Agora se você quiser saber eu sei onde ela tá, posso te falar — disse a Marian.
– Não que eu faça muita questão... mas se você tiver louca pra conta eu escuto — falei.
– Ela foi com o Pai, ver um show da tua mãe — disse a Marian.
– Como é que é? — perguntei.
Por Mosca
O Samuel nos contou que a Marian tentou subornar a Gabi para saber onde nos sempre vamos quando sumimos.
– Dá vontade de encher essa Marian de porrada — disse o Eduardo.
– Como se isso fosse resolver alguma coisa, ela vai correndo chorrar no colo do papaizinho diretor — falei.
– Mas a coisa é séria, ela tá no meu pé pra saber o que vocês estão fazendo — disse o Samuel.
– Mas ela não pode fazer nada contra você, ou com a gente — disse o Eduardo.
– O problema é que a Gabriela tá desesperada pra saber quem ela é, de onde ela veio, e a pista mais quente é que alguém paga pra ela estudar aqui — disse o Samuel.
– E a Marian diz que sabe, ou tem como descobrir — falei.
– Eu aposto que é mentira dela — disse o Eduardo.
– E se não for? — perguntei.
– A Gabi não quer ceder a chantagem, mesmo desesperada pra descobrir — disse o Samuel.
– Eu tive uma ideia... deixa comigo, agora vamos voltar pra lá galera — falei.
– E o violão? — perguntou o Eduardo.
– É melhor deixar aqui, dá menos na cara — falei, e saímos do porão.
Por Viviane
O show já tinha acabado mas meu pai fez questão de ficar ali esperando ela aparecer, para os dois conversarem.
– Tô com sono, pai — falei.
– Nós vamos esperar — disse o meu pai, e logo aquelazinha apareceu e veio até nós, apenas revirei os olhos, e meu pai sorriu para a Manuela — Manuela Messi — disse o meu pai.
– Manu, esse é o Franco Albuquerque — disse uma mulher a o lado da Manuela, parecia que era assessora dela.
– Prazer — disse o meu pai, a o apertar a mão da Manuela.
– Que delicia você ter vindo em meu show — disse a Manuela.
– Eu não perderia mais um show seu — disse o meu pai.
– PAI!! — gritei.
– Você tá com fome? — me perguntou a assessora da Manuela.
– Eu tô com sono — falei.
– Lá no camarim tem um sanduíche que você vai adorar — disse a assessora.
– Ah, mas eu não vou pra lá por nada — falei.
– Vamos lá, vamos ? — perguntou a assessora, eu simplesmente olhei para o meu pai e para a Manuela que estavam sorrindo, bufei e sai dali com a assessora.
Por Marian
Estava na sala de estar, assistindo TV, quando o meu pai chega...
– Boa noite crianças, hora de recolher — disse o meu pai fazendo com que todos que estavam na sala fossem pros seus dormitórios.
– Fazendo trabalho dos funcionários pai? — perguntei.
– Menos filha, menos, aqui todo mundo faz sua parte, você podia começar pela sua me tratando como diretor — disse o meu pai, e eu fiquei calada, e logo em seguida ele saiu da sala de estar e o Mosca veio até mim.
– Jogo duro o seu pai hem — disse o Mosca.
– Ele tá fazendo o trabalho dele — falei.
– É, mas as vezes ele pega pesado, é mais diretor do que pai né? — perguntou o Mosca.
– As vezes... — falei.
– Vem cá, queria te chamar pra uma parada — disse o Mosca.
– Parada é? Que tipo de parada? — perguntei.
– É, eu você e uma galerinha aí, a gente não chama muita gente porque não queremos que o lance se espalhe, pensei que você ia curtir — disse o Mosca.
– Jura? — perguntei.
– Juro, falei com a galera e todo mundo topou pra te incluir — disse o Mosca.
– Tô achando alguma coisa estranha, sei que o pessoal não gosta de mim — falei.
– E você não gosta de ninguém, não concorda que já tá na hora de mudar isso? — perguntou o Mosca.
– Uhum — falei.
– Você tem que ser mais amiga, legal, e alguém tem que dar o primeiro passo — disse o Mosca.
– Tá bom, acho que vou até gostar disso aí — falei.
– Mas olha o papo é sério — disse o Mosca, e fez sinal com as mãos para que eu o seguisse.
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