Por Cristina

Depois que o diretor falou aquilo tudo fui andando pelo corredor e fiquei tento algumas trocas de olhares com um garoto, eu apenas sorri, e fiquei esperando a maioria do pessoal sair dali, para que eu conseguisse ver o quadro de avisos.

– Sim pai, cheguei no colégio já... vou ficar num quarto com duas meninas... com uma tal de Cristina Paz, e outra que se chama Beatriz, ok pai, vou ficar bem sim, ah... Pai volta logo dessa viagem tá? beijo. — disse uma garota falando ao celular, e assim que ela guardou o celular me aproximei.

–Oi? acabei escutando sua conversa, bom.. sou a Cristina Paz, somos companheiras de quarto -falei a o estender minha mão.

–Meu nome é Viviane -ela disse sorrindo.

–Sabe o número do nosso quarto? -perguntei.

– Sim, 27 -respondeu a Viviane.

–Então, vamos? -perguntei.

–Obvio — ela disse e fomos rumo a o quarto 27.

Por Beatriz

Estava com preguiça de olhar no quadro de avisos o quarto no qual eu fiquei então decidir dar uma volta pelo colégio quando quase esbarrei em um garoto que estava no meio corredor, ele me olhou, e depois de alguns segundos sorriu.

– Vai babar avisa que eu te dou um balde — falei.

– Babar não, mas de boca aberta com certeza -disse o garoto.

– Muito original -falei revirando meus olhos, e saindo de perto dele.

– Os quartos podiam ser mistos -gritou o garoto para que eu o ouvisse.

– Aí você dormia no canil — gritei para que ele escutasse também, e fui rumo a ver o quadro de avisos.

Por Viviane

Estávamos eu e a Cristina rumo a o quarto

–Vamos logo Cris!!! Quero escolher minha cama primeiro, e qual o número do quarto mesmo? -falei

– Quarto 27 Vivi, mas calma aí, minha mala tá pesada -disse a Cristina puxando sua mala, chegando no quarto, escolhi minha cama e a Cristina escolheu a dela, e fomos arrumar nossas coisas, cada uma com seu armário.

– Que armário pequeno, já estou odiando isso aqui — murmurei.

– Argh... sobrou uma gaveta aqui, pode ficar — disse a Cristina, apontando para a gaveta, ouvi o ranger da porta sendo aberta mas não liguei muito para isto, guardei alguns pequenos objetos naquela gaveta...

– Oi, você deve ser á Beatriz...- eu ia falando sem a olhar ainda.

– A própria -disse a Beatriz, que logo jogou a sua mochila em uma cama vaga que lá estava, e eu a olhei.

– Filha da Manuela Messi? — perguntou a Cristina sorridente, e eu a olhei e ela parou de sorrir.

–Sim — respondei a Beatriz.

– Filha daquelazinha lá não fica no mesmo quarto que eu, NÃO -falei.

– Eu não saio daqui, quem sair é você -disse a Beatriz me encarando.

– GENTE!! Brigar não né? -falou a Cristina interrompendo a discussão.

– Mas essa selvagem... — eu ia dizendo mas a Cristina me interrompeu

– MAS NADA, imagina se o rolo desta briga fosse parar na diretoria! -disse a Cristina.

– Que ódio!!! -falei e fui a o banheiro do quarto.

– Que ódio!!! — disse a Beatriz me imitando e saiu do quarto batendo a porta forte.

Por Mosca

Já estava a noite, não tinha nada para fazer, então.. fui até a sala de estar onde só havia uma garota , me sentei em um sofá perto dela, e comecei a fazer pequenos barulhos com os dedos (do tipo como se estivesse tocando bateria) ela me olhou e eu sorri.

– Atrapalho? — perguntei.

– Curte musica ? — ela me perguntou.

– Gosto.. -falei.

– Toca bateria de verdade? -ela me perguntou.

– Ah, quem dera... — falei.

– chato isso...bom.. meu nome é Milena, pode me chamar de Mili, e o seu? — ela me perguntou.

– Me chama de mosca -falei.

– Pena que aqui eles não dão muitas forças para artes né? -ela perguntou.

– SÓ arte clássica, tipo balé, e tals, mas é coisa de menininha -falei.

– Ah, eu adoro dançar -disse a Milena.

– E oque mais gosta de fazer? -perguntei.

– Gosto muito de escrever, ler.. ouvir musicas — Ia falando a Milena e eu simplesmente sorria.

Por Tati

Estava correndo pelo corredor do colégio, quando escuto alguém falando e paro de correr...

– Indo onde? -perguntou um garoto, que me parecia ter a mesma idade que eu.

– Isso não é muito da sua conta -falei.

– Ainda... -falou o garoto, baixinho.

– Oque? -perguntei.

– Nada não, prazer sou o Rubens, mas pode me chamar de Binho — ele disse e sorriu.

– Sou a Tatiana, mas pode me chamar de Tati — Falei e o olhei, e ele ainda estava sorrindo, e eu ri dele — então, vou indo.. — Continuei a falar e dali sai correndo, mas dessa vez pra sala de estar.