Rebel new generation
16 Capitulo 16
Por Viviane
Estávamos ainda (Eu, o Mathias e o professor Vicente ) a tentar descobrir como poderíamos resolver a situação...
– Melhor deixarmos o Vicente fora disso, Mathias — falei, e o celular do Mathias tocou "Recebendo uma mensagem".
– Como? Vou fingir que nada disso aconteceu? — perguntou o professor Vicente.
– Vicente, eu não... — eu ia falando mas o Mathias me interrompe.
– Vicente, eu acho que tá tudo certo — disse o Mathias.
– Assim do nada? — perguntou o Vicente, e chegou uma mensagem para mim, e eu li.
– É... assim do nada — falei e sorri.
– Oque vocês estão aprontando hem? — perguntou o Vicente.
– Fica tranquilo que não é nada de mais — disse o Mathias.
– Pode relaxar, tá tudo sob controle — falei.
– Não não, eu quero saber — disse o professor Vicente.
– Você vai saber — disse o Mathias.
– E eu tenho certeza de que você ira saber — falei.
– Gente... — disse o Vicente.
– Vicente, o segredo é a alma do negocio — disse o Mathias.
– Ok... mas ainda acho que devíamos ir a sala do Jonas e contar o que aconteceu — disse o professor Vicente.
– Você tá maluco né? — perguntou o Mathias.
– Não, só estou agindo como gente grande — disse o professor Vicente.
Por Beatriz
Estava andando pelo corredor a procura do Pingo (Funcionário da cantina) quando chego na cantina lá está ele...
– Pingo, que bom que te achei — falei indo em direção dele.
– Ih... não tem comida mas não — disse o Pingo.
– Não, não quero comer agora, mas que zona hem — falei a o perceber que a cantina estava bagunçada.
– Até você Beatriz? — perguntou o Pingo.
– Deixa pra lá, deixa pra lá, a gente vai precisar da sua ajuda — falei.
– Ih... se for mais trabalho tô fora — disse o Pingo.
– A Marian vai aprontar — falei.
– Eu não gosto dessa menina — disse o Pingo.
– Ninguém gosta, mas e aí? Tá dentro? — perguntei.
– Junto e costurado — disse o Pingo.
– Vem comigo — falei.
Por Eduardo
Estava tentando convencer o Samuel a entrar no plano...
– Tá, tô dentro — disse o Samuel, e nesse momento chega o Guilherme.
– Quer dizer que temos mais um casalzinho no colégio? — perguntou o Guilherme.
– Por que? Ficou com ciumes? — perguntei.
– Imagina, posso pegar minha maquina fotográfica? — perguntou o Guilherme.
– Pra que? Pra imprimir e colocar na porta do teu quarto? — perguntei.
– Não, não obrigado — disse o Guilherme.
– Tem certeza? Por que se não puder a gente faz a foto sair do armário junto com você — falei.
– Você tá insinuando algo? — perguntou o Guilherme.
– Imagina Guilherme... mas todo mundo sabe que você esconde alguma coisa, sei lá, vai ver é esse teu segredo — falei.
– Você salvou o Mathias de levar maior surra — disse o Guilherme, e eu ri — Você está se candidatando? — perguntou o Guilherme.
– Não Guilherme, eu salvei é você de levar uma surra dele, por que eu queria ser o primeiro — falei.
– Vocês tão armando que eu sei -disse o Guilherme.
– Ah... sabe? Então conta pra gente — falei a o cruzar meus braços.
– Não sei, mas eu vou descobrir — disse o Guilherme.
– Faz o seguinte, volta pro teu armário que você faz melhor, babaca, bora Samuel — falei e dali saímos.
Por Milena
Estava perto da Piscina junto com o Mosca...
– Será que eles vão demorar muito ? — perguntei.
– Vai dar certo, relaxa — disse o Mosca.
– Tomara — falei, e nesse momento passaram por nos o Eduardo e o Samuel que confirmaram com a cabeça, e pude ver que o Guilherme estava atrás de uma arvore observando... (Isto fazia parte do plano, que alguém visse)
– Preparada? — perguntou o Mosca.
– Preparada, mas é só para ajudar os nossos amigos — falei.
– Eu sei — disse o Mosca, que logo foi se aproximando, me olhou bem no fundo dos meus olhos, foi um beijo calmo e demorado, depois de um tempo ali nos se beijando nos separamos e olhamos para a arvore onde o Guilherme estava, mas pelo que vi ele já parecia ter saído — Viu? Falei que ia dar certo — disse o Mosca.
– Foi bem contar pra Marian — falei meio que envergonhada...
Por Marian
Estava sentada vendo alguns meninos na quadra a jogar futebol, quando chega o Guilherme correndo até mim...
– Marian, Marian, Marian — disse o Guilherme a o se sentar rápido do meu lado.
– Ei calma, tá disputando a maratona? — perguntei.
– A Milena e o Mosca — disse o Guilherme
– Oque é que tem? — perguntei.
– Estavam se agarrando, lá perto da piscina — disse o Guilherme
– Tá brincando? — perguntei.
– Estavam no maior beijo, Marian — disse o Guilherme
– Aí tem, e eu vou descobrir — falei, me levantei e sai.
Por Mathias
Estávamos eu e a Viviane ainda a tentar convencer o Vicente...
– Vicente dá uma chance para tentar resolver sem a sua ajuda — falei.
– Você tem certeza que isso vai dar certo? — perguntou o Vicente.
– A gente tem que tentar — disse a Viviane.
– Ok, mas se não der certo vai ser do meu jeito — disse o professor Vicente, e nos afirmamos com a cabeça.
Por Mosca
Estávamos ali esperando que a Marian aparecesse, pude ver que a Milena estava mais vermelha que tomate...
– Eles bem que podiam ter escolhido outras pessoas né? — disse a Milena, com a cabeça baixa.
– Foi tão ruim assim me beijar? — perguntei e ela riu — E outra a gente está fazendo isso por uma boa causa — falei.
– É, eu sei... é que eu sou um pouco tímida sabe...- ela disse, mas vi que atras de uns arbustos estava a Marian com sua maquina fotográfica, apenas olhei para a Milena e a puxei para perto, a beijando.
Por Eduardo
Estava no corredor sem fazer nada, a ideia do plano foi minha mas... depois de um tempo alí parado passa a Cristina...
– Oi linda — falei.
– Que isso? Tá passando mal? — perguntou a Cristina.
– Não, não, só tô te achando linda mesmo — falei.
– Tá com febre Eduardo? — perguntou a Cristina.
– Nem é Cris, vem cá — falei chegando perto dela, mas ela se afastou.
– Sai fora Eduardo — disse a Cristina e logo saiu do corredor, e a Beatriz apareceu rindo.
– Hum... com você não rola mesmo — disse a Beatriz.
– Essa aí tá gamada no Mosca — falei.
– Então só tem outro jeito — disse a Beatriz.
– Nos dois? — perguntei e ela revirou os olhos.
– Esquece, vem — disse a Beatriz, e eu a segui, e nos fomos a sala de estar onde estava a Viviane e o Mathias, o Mosca e a Milena — Mosca vai ter que ser você — disse a Beatriz.
– Eu oque? — perguntou o Mosca.
– O Beijo na Cristina, ela não quis nada com o Duda — disse a Beatriz.
– Ah, não — disse a Milena baixo.
– Cara eu tentei — falei.
– Não vou beijar a Cristina — disse o Mosca.
– Gente, não precisa né? — disse a Milena.
– Precisa — disse a Beatriz.
– Precisar, precisa, mas o plano era pra eu... — eu ia falando mas fui interrompido pelo Mosca.
– Então arruma outro jeito, porque eu não vou beijar a Cristina e ponto final — disse o Mosca.
– Arruma outro jeito, e arruma logo — disse a Beatriz.
Por Samuel
Estavamos eu e o Pingo (funcionario da cantina, que nos ajudaria com o plano) quando vimos o Guilherme passando decidimos já fazer nossa parte do plano...
– Pingo eu tenho que te contar um segredo, mas não é para ninguém saber hem — falei num tom de voz alta.
– Não, mas fica tranquilo que da minha boca não sai nada, nunca — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Então olha lá, por que é um segredo de primeira — falei num tom de voz alta.
– Então conta logo que eu tô curioso — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Você não sabe quem o Mosca tá pegando — falei num tom de voz alta.
– A Milena, claro — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Não Pingo, o Mosca tá pegando a Cristina — falei num tom de voz alta.
– A Cristina? Mas esse menino tá pegando todo mundo — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Não tá perdoando ninguém Pingo — falei num tom de voz alta.
– Ah, então eu preciso contar isso urgente para a dona Tereza — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Pingo, você prometeu que não ia contar pra ninguém, é segredo — falei num tom de voz alta.
– Ah, não não não, com a dona Tereza não vale por que ela não é aluna — disse o Pingo num tom de voz alta.
– Ah, Pingo você sempre conta tudo — falei num tom de voz alta, e saímos andando.
Por Beatriz
Estávamos todos na sala de estar (Milena, Eduardo, Viviane, Mosca, eu e o Mathias, todos sentados no sofá...
– Meu colégio é sério — disse uma voz que parecia com a do Jonas, e nos levantamos rápido — É rígido, não é uma boate, olha aqui ô — disse o Jonas nos mostrando as fotos da maquina fotográfica — Mathias, e Milena, podem fazer as malas, por que aqui vocês não ficam mais um dia — disse o Jonas e a Marian sorria.
– Expulsos só por causa de um beijinho? — perguntei.
– Beijinho? Beijinho da conta de quem? — perguntou o diretor Jonas — Olha isso aqui, ôh, olha que pouca vergonha, total falta de respeito — disse o Jonas com a maquina fotográfica nas mãos.
– Foi uma brincadeira seu Jonas — disse o Eduardo.
– Então é muito pior, meu colégio não se presta a esse tipo de brincadeira, levantei esse colégio com o suor do meu rosto, e não vai ser um bando de desocupados...- ia falando o Jonas mas eu o interrompi.
– Ninguém aqui é desocupados — falei.
– Falta de respeito... — disse a Marian
– Eu não posso ser leniente com isso — disse o Jonas.
– Leniente? de onde saiu isso? — perguntou o Eduardo rindo baixo.
– Procura no dicionario, anta — disse a Marian, e o Eduardo a encarou.
– E por questão de manter a disciplina o Mathias e a Milena estão expulsos — disse o Jonas.
– Foi minha a ideia do beijo — disse a Viviane.
– Viviane? — disse o Jona.
– É sério, eu sabia que a Marian queria uma fotografia, e achei genial usar o Mathias pra isso — disse a Viviane sorrindo para a Marian, e o Jonas me olhou sério — Qual o problema? — perguntou a Viviane.
– A Vivi só disse isso por que não quer que o senhor faça nada comigo, eu beijei e assumo o beijo — disse o Mathias.
– Mathias, para com isso — disse o Eduardo.
– Pera aí, foi um erro, e já tá feito, e eu não irei ficar me escondendo atrás de uma menina — disse o Mathias.
– Vocês podem falar oque quiserem, mas o fato é que foi cometido uma infração, grave, gravíssima, e por mais de um aluno — disse o Jonas.
– Seu Jonas, a Milena não teve nada a ver com isso — disse o Mosca.
– Ah não? Jurava que era ela — disse a Marian.
– Marian, fica quietinha — disse o Jonas.
– Eu peguei a Milena de surpresa, se alguém tem que ser expulso aqui sou eu — disse o Mosca.
– Então a coitadinha não teve nada haver com isso? Você simplesmente decidiu dar um beijo nela? Sem motivo nenhum? Faça-me o favor — perguntou o Jonas.
– Pior que não — disse o Mosca.
– Então porque você beijou a menina? — perguntou o Mosca.
– A culpa é toda minha diretor — disse o Eduardo.
– Agora só me faltava essa, foi pra te provocar ciumes Eduardo? — perguntou o Jonas.
– Não senhor, a gente sabia que o Mathias ia se ferrar com a foto do beijo, então eu tive essa ideia da gente sair beijando todo mundo, e o senhor não podia fazer nada contra a gente — disse o Eduardo.
– Seu plano é genial, só a Milena e o Mosca se beijando? — disse o Jonas sarcástico — Genial, genial — disse o Jonas.
– É, que nem todo mundo topou — disse o Eduardo que logo me olhou, e eu dei de ombros e revirei os olhos.
– Mais ninguém topou você quis dizer né? — disse a Marian.
– Mas eu não disse que o plano era bom — disse o Eduardo.
– Ah... — disse a Marian.
– Mas foi o melhor que deu pra pensar na hora — disse o Eduardo.
– E a verdade é que a Mili não tem nada haver com isso, ela nem estava sabendo — disse o Mosca.
– Milena, chega aqui — disse o Jonas chamando a Milena, e ela foi até ele — É verdade isso? — perguntou o Jonas.
– É... — disse a Milena depois que olhou para o Mosca.
– Então tá, tudo bem, então você não esta expulsa, agora você e o Mosca vão receber uma reprimenda — disse o Jonas — Enquanto a o Mathias continua expulso — disse o Jonas olhando para o Mathias, e começamos todos a falar ao mesmo tempo — SILÊNCIO, SILÊNCIO, isso aqui é um colégio particular, não é uma democracia que todo mundo pode falar oque quiser — disse o Jonas e o professor Vicente chegou na hora.
– E eu? — perguntou o professor Vicente.
– Oque que há? — perguntou o diretor Jonas.
– Posso falar alguma coisa? — perguntou o professor Vicente.
– Vai me dizer que eu sou autoritário Vicente? — perguntou o diretor Jonas.
– Alguma vez já te dei motivos para você achar que eu não te respeito? — perguntou o professor Vicente.
– Não, claro que não — disse o diretor Jonas.
– Só queria que você pensasse um pouco, antes de fazer uma decisão, expulsão é coisa séria — disse o Vicente.
– Beijar no colégio também, você sabe disso — disse o Jonas.
– Concordo, não pode, mas eles não se beijaram assim na frente de todo mundo ou na sala de aula, a Marian tirou uma foto de um momento intimo e saiu mostrando, oque é isso? Uma caça as bruxas? — disse o professor Vicente.
– Tá me chamando de bruxa? — perguntou a Marian.
– Ô anta, tá chamando o Mathias e a Viviane de bruxa — falei.
– Publico ou não, é proibido — disse o Jonas.
– Eu sei, e não estou defendendo a atitude deles, só estou dizendo que essa punição pode estar exagerada, pensa nisso, é o nome do colégio que esta em jogo — disse o Vicente.
– Eu vou pensar, agora todo mundo FORA — ordenou o Jonas, e todos saímos.
Por Eduardo
Fomos eu Mathias e o Mosca, para o corredor do dormitorio da gente e se sentamos lá.
– O que você vai fazer agora? — perguntei.
– Não tem nada pra fazer — disse o Mathias.
– Pega lá o violão Mosca, e nos da uma aula — falei.
– Não, e até parece, nem que eu ficasse dez anos aqui te ensinando a tocar violão você não ia aprender a tocar — disse o Mosca.
– Não sou mal aluno não tá? Você que é mal professor — falei.
– Mas você já ouviu aquele ditado? Quem sabe toca e quem não sabe ensina? — disse o Mosca.
Por Viviane
– Péssimo plano — falei entrando no dormitório junto com a Beatriz.
– Também você esperava oque? Foi ideia do Eduardo — disse a Beatriz.
– Você também hem Bia, podia ter beijado ele, iria ajudar — falei.
– Hum... não é porque você sai beijando o primeiro que aparece que eu vou fazer o mesmo — disse a Beatriz.
– Você fez isso de proposito, não queria ajudar — falei.
– Hellou, eu paguei maior pau por vocês — disse a Beatriz.
– Nossa, grande coisa, você adora uma briga Bia, qualquer uma — falei.
– Não é verdade, mas se fosse você sendo expulsa eu nem me mexia — disse a Beatriz se sentando na cama dela — só que do Mathias eu gosto — disse a Beatriz.
– Gosta? Então vai embora com ele — falei.
– Não brigada, e por uma razão que eu não entendo, acho que ele só tem olhos pra você — disse a Beatriz.
– O Mathias não gosta de mim, mas e o Eduardo? — falei.
– De novo esse assunto? Não quero nada com ele — disse a Beatriz.
– Bia, você adora uma confusão, e se fosse qualquer outro você teria beijado — falei.
– É... qualquer outro pode ser — disse a Beatriz.
– Tá vendo? Você só não beijou por que tem alguma coisa aí — falei.
– Tem, tem nojo, mal estar, enjoo — disse a Beatriz.
– Hum... romance, amor — falei.
– Credo, e eu nem acredito em nada dessas coisas — disse a Beatriz.
– É? Posso saber porque? — perguntei.
– Por que eu cresci vendo minha mãe quebrar a cara com tudo que é tipo de homem, e esse tipo de coisas só existem nas musicas — disse a Beatriz.
– Não é só porque não deu certo com ela, que não vai dar certo pra você — falei.
– Porque pra você deu muito certo né? Olha oque aconteceu — disse a Beatriz.
– Não fala assim, e eu nunca mais quero beijar em toda minha vida — falei.
– Isso, bem vinda a o clube — disse a Beatriz sorridente.
– Saber oque eu queria? Voltar no tempo e nunca ter olhado na cara do Mathias — falei.
– E sabe oque eu queria? Ter pego a maquina daquela filhote de cobra — disse a Beatriz.
– Mas agora é tarde — falei a o deitar na minha cama e por minha cabeça no travesseiro, e olhei triste para o chão.
– Que isso? Vai borrar sua maquiagem, e eu sei como isso é importante para você — disse a Beatriz me olhando — falei.
– Bia, hoje não por favor, você pode me zoar quando você mas hoje não — falei.
– Tá bom hoje não, mas um dia vou cobrar essa promessa hem — disse a Beatriz rindo, e eu sorri, depois de um tempo a Beatriz saiu me deixando ali.
Por Mathias
Estava entrando na biblioteca e olhei para os lados, não havia muita gente lá, então fui para um canto mais escondido e me sentei no chão mesmo, e fiquei pensando nos momentos meus com a Viviane na Vila Lene, no restaurante do Genaro e principalmente aqui, quando sou tirado de meus pensamentos pela Beatriz
– Dia duro né? — perguntou a Beatriz.
– Já tô até acostumado — falei.
– Ô Mathias, tira a mascara que comigo não precisa — disse a Beatriz.
– É, até por que você tem uma né — falei.
– Desde pequena — disse a Beatriz.
– Eu sei — falei.
– A gente somos mais ou menos parecidos né? — disse a Beatriz.
– Mais ou menos, até porque você é uma garota, tem cabelos... — eu ia falando mas fui interrompido pela Beatriz.
– Sem mascara , Mathias — disse a Beatriz.
– Tá ok, eu acho que tô apaixonado pela Viviane, não quero sair do colégio, e tô perdido — falei.
– E eu que não queria vir a esse colégio? Mas aí a gente se conheceu, e tem o nosso porão que eu acho o segredo mais legal — disse a Beatriz.
– Tem a Viviane também — falei.
– No caso eu estou doando ela né? Porque aturar aquela garota... — disse a Beatriz.
– Não, não, não, sem mascara — falei.
– Ok... eu gosto da gente quando tá todo mundo junto, eu acho que a gente junto é forte, eu acho que fica forte — disse a Beatriz.
– É, a gente fica mesmo — falei, e sorri.
– E a gente vai deixar a Marian acabar com isso? — perguntou a Beatriz.
– Já estragou né — falei.
– Não, isso não vai acontecer — disse a Beatriz.
– Mas eu não vejo saída, e olha que eu sempre vejo — falei.
– Mathias, eu já disse que juntos somos mais fortes, o grupo tem que se ajudar — disse a Beatriz.
– Mas eu não quero ver vocês se queimando por mim — falei.
– Acontece que esse colégio sem você não vai ter menor graça, e como vou zoar a Vivi? — perguntou a Beatriz sorrindo.
– Arruma outro jeito — falei.
– A batalha não tá perdida, e vamos logo que agora é a aula do Vicente — disse a Beatriz, e eu pus minhas mãos no meu rosto — Vai, anda, vamos — disse a Beatriz que estendeu sua mão para mim e eu segurei, e fomos para aula do Vicente, chegando na sala de aula fomos todos a seus devidos lugares, e o professor estava a falar...
– Olhos de ressaca, olhos dissimulados, ou são só uma visão de um homem amargurado porque a vida não foi bacana com ele? Hum? Gente tá difícil concentrar hoje né? Tem dias que a aula de literatura é só uma aula de literatura, a vida é muito maior — disse o Vicente
– Desculpa professor mas tá difícil — disse a Gabriela.
– Pois é mas não podemos ficar assim, tem coisas nesse livro aqui... — ia falando o Vicente mas é interrompido.
– Que acontecem na vida real — disse o Mosca.
– Exatamente, Mosca — disse o professor Vicente.
– Mas acontece que na vida real é muito mais chata, e nem sempre que a gente vira a pagina é o fim — disse o Mosca.
– Mosca você andou lendo escondido? É isso? — perguntou o Vicente sorrindo fraco.
– Tá todo mundo tenso com o assunto do Mathias — disse o Samuel.
– Todo mundo oque bobão! — disse a Marian
– Todo mundo que tem coração -disse o Samuel.
– Olha como você fala comigo — disse a Marian se levantando
– Quem fala oquer ouve oque não quer — disse a Gabriela.
– No caso dela é oque precisa — disse a Viviane
– Você vai ser a próxima tá? — disse a Marian se referindo a Viviane.
– Marian, ameaças na minha aula nem pensar, se continuar assim vou fazer uma coisa que você não ira gostar — disse o professor Vicente.
– Dava pra fazer um livro bem grosso das coisas que eu não gosto nesse colégio — disse a Marian.
– Começando pelo seu papaizinho querido né? — disse a Beatriz.
– Gente chega, todo mundo voltando para o livro que eu dei — disse o professor e logo o diretor Jonas entrou na sala, e parecia procurar alguém...
– Mathias... Mathias? Mathias há... dá licença professor — disse o diretor Jonas.
– Claro — disse o Vicente.
– Mathias, você vem comigo por favor — disse o Jonas.
– E oque o senhor decidiu? — perguntou a Viviane.
– Infelizmente vou ter que ser rígido, neste episodio... e dar o exemplo, o Mathias vai mesmo ser expulso — disse o Jonas e a Marian bateu palmas pelos atos do pai, e todos da sala olharam.
– Você não pode fazer isso — disse a Beatriz que se levantou.
– Posso saber porque não? — perguntou o Jonas.
– É discriminação, eu vou denunciar na empresa, minha mãe é amiga de todo mundo — disse a Beatriz.
– Você pode denunciar pra quem você quiser, até pra revista de fofoca, no meu colégio tem regras, e regras são regas — disse o Jonas.
– Duda? — disse a Beatriz num tom de voz baixa e o Eduardo a olhou — Você acha que aquele seu plano imbecil tinha alguma chance de dar certo? — perguntou a Beatriz baixo.
– Acho que sim né — disse o Eduardo que logo olhou para o diretor Jonas que estava chamando o Mathias.
– Vai botar ele em plano agora — disse a Beatriz num tom de voz baixa — Então vai ter que me expulsar também — disse a Beatriz que puxou o Eduardo e eles se beijaram.
– Qu...Que isso? Pa...parem com isso imediatamente — Ordenou o Jonas.
– E eu também viu — disse o Mosca que foi para perto de Milena, e a própria se levantou e o beijou.
– E eu também — disse a Gabriela que foi para perto do Samuel e o beijou.
– Que ridículo — disse a Marian.
– E, e.. eu também — disse o Guilherme, e foi até a Marian e a beijou.
– MINHA FILHA, MINHA FILHA, MINHA FILHA, MARIAN, MARIAN!!! PAREM PAREM PAREM — gritava o Jonas, e eu e a Viviane fomos para um canto da sala e começamos a rir — PODEM PARAR EU ESTOU MANDANDO, FAÇA ALGUMA COISA PROFESSOR — gritava o Jonas.
– Mas eu? — perguntou o professor Vicente.
– Pa...Parem com isso — disse o Jonas que separou a Gabriela do Samuel — Pa...pa... parem, MINHA FILHA — disse o Jonas e separou o Guilherme da Marian — SAÍ PRA LÁ — gritou o Jonas.
– Ficou maluco? — gritou a Marian com o Guilherme.
– Calma, sou democrático, resolvi entrar na onda — disse o Guilherme, e o Jonas separou a Milena do Mosca.
– Qual é a sua? não quer mais que expulsem o Mathias daqui? — perguntou a Marian, e o Jonas separou a Beatriz do Eduardo, oque foi em vão por que eles voltaram a se beijar e o Jonas os olhou incrédulo, e os separou novamente.
– É claro que quero, mas eu não ia perder a oportunidade de tirar uma casquinha — disse o Guilherme.
– Idiota — disse a Marian.
– TODO MUNDO PARA COM ISSO, PAREM COM ESSA POUCA VERGONHA ESTOU MANDANDO — disse o Jonas.
– E agora vai expulsar todo mundo ? — perguntou o professor Vicente.
– SENTEM-SE — ordenou o Jonas e todos obedecemos — Vocês conseguiram, eu não vou expulsar ninguém — disse o Jonas e todos comemoramos — Mas estão todos de castigo, ninguém vai para casa esse final de semana — disse o Jonas e paramos de comemorar — Jamais em 15 anos de historia do meu colégio nunca aconteceu uma coisa dessas, e nunca mais vai acontecer — disse o Jonas e logo a Tereza entrou na sala....
– Jonas tem um pai lhe esperando na diretoria — disse a Tereza, e o Jonas olhou para cada um de nos, e saiu — Gente que gritaria foi aquela? Vocês não tem juízo mesmo né? — perguntou a Tereza.
– Ah, Tereza nem precisa dizer de quem é a culpa disso tudo né — disse a Beatriz, e a Marian olhou para a Beatriz.
– Minha culpa? Os dois se atrapam e a culpa é... — ia falando a Marian, mas a Tereza interrompe.
– FIM DE AULA MOÇADA , todo mundo pra fora — ordenou a Tereza, e todos saímos, depois de um tempo comemorando com a galera, fomos comunicados pela Tereza que o Jonas pediu para falar com a gente (Eu, Viviane, Beatriz, Eduardo, Mosca e a Milena) Entramos na sala de aula com uma cara de sofridos até porque nos tínhamos quase que acabado de sair da sala e tivemos que voltar...
– Nos chamou aqui pra que? — perguntou a Viviane.
– Pra dizer que só vocês vão ficar de castigo — disse o diretor Jonas.
– No fim de semana ? — perguntou a Viviane.
– Meu pai vai me matar — disse o Eduardo.
– Vocês iram ficar no colégio com super visão — disse o Jonas.
– De quem? — perguntei.
– Da nova inspetora — disse o Jonas.
– A Tereza? — perguntou a Milena baixo.
– Dona Tereza — disse o Jonas corrigindo a Milena e ela confirmou com a cabeça, e o Jonas saiu da sala, e nos rimos.
– E eu claro — disse a Marian chegando na sala de aula.
– Claro, a Marian — disse a Beatriz que logo revirou os olhos.
– Como eu moro aqui irei ficar de olho nos meus amiguinhos queridos, com a maquina na mão — disse a Marian.
Por Beatriz
Depois de ter escutado bla bla bla e mais bla fui a o meu quarto, coloquei meu fones de ouvido e me joguei na cama, quando olho para o lado vejo a porta sendo aberta e logo entra o Eduardo.
– Ei? Não tem educação não? -perguntei.
– Ué... bati três vezes na porta e você não escutou — disse o Eduardo a o fechar a porta.
– Não podia passar um bilhetinho por baixo da porta não? E se eu estivesse me trocando? — perguntei.
– Com porta destrancada? — perguntou o Eduardo.
– Eu podia ter esquecido — falei e revirei os olhos.
– Por que você tem que implicar com tudo oque eu faço hem?- perguntou o Eduardo me olhando.
– Culpa minha se você faz tudo errado sempre? — perguntei.
– Deixa pra lá, esquece, vou embora — disse o Eduardo a o abrir a porta.
– Ah, vai, agora que você tá aqui fala — falei.
– Porque você tem que ser tão difícil hem? — perguntou o Eduardo.
– Eu não sou difícil, as pessoas que desistem rápido demais — falei.
– Só vim te agradecer por você ter topado em participar do meu plano — disse o Eduardo.
– Foi um plano idiota, mas foi um ato de desespero — falei.
– Desespero? — perguntou o Eduardo.
– Uhum — falei.
– Desespero ou você estava doida pra me beijar e precisava de uma desculpa? — perguntou o Eduardo.
– Que beijar oque garoto? Você tá louco, eu te beijei porque você estava do meu lado, podia ter sido qualquer um — falei.
– Admite Bia, desde aquele dia na praia você não pensa em outra coisa — disse o Eduardo.
– Ah, eu penso em muitas coisas, e nenhuma iria fazer bem para sua saúde — falei.
– Tô doido pra descobrir algumas — disse o Eduardo malicioso, eu o olhei incrédula, e assim que peguei o travesseiro pra jogar nele o próprio saiu correndo do quarto.
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