Rebecca Cross - Para sempre Hogwarts
14 Natal com a familia
– Chegamos. – disse Code acordando Rebecca.
Já era de noite e eles haviam pousado numa grande clareira no meio de uma floresta. A frente havia uma casa enorme com as luzes das janelas acesas. Rebecca saiu da cabine e percebeu que estava absurdamente frio do lado de fora. Code jogou sobre ela um cobertor, o que rapidamente a aqueceu.
– Estamos quase no Ártico. É bem frio por aqui. – disse Code. – Acho que é por isso que nossa familia desenvolveu feitiços relacionados ao fogo, caso contrário todos morreriam.
Code saiu andando em direção à casa. Rebecca começou a segui-lo, mas parou ao ver um vulto se aproximando pelo céu rapidamente. Depois de um segundo Rebecca percebeu que eram dois, e vinham na direção de Code.
– Code!! Cuida....
– Aracode!!! – disse uma voz. Rebecca tomou um susto com o grito. Alguem passara muito rapido na frente de Code, fazendo pular para tras e cair no chão. O mais surpreendente é que a pessoa estava montada num dragão.
– Ernes, eu vou te pegar!!! – praguejou Code. – E eu já falei que é CODE!!!
O segundo vulto pousou estrondosamente atras de Rebecca e Code e a menina olhou assustada parava ver o que era. Se tratava de um segundo dragão. Ele era rosa escuro, da cor dos cabelos da menina que se encontrava em sua costas.
– Code, não fique bravo com ele. Sabe como ele é brincalhão. – disse a menina. Rebecca notou que ela possuia uma voz linda, assim como seu rosto.
– Eu sei, Ellyn, mas eu nao gosto de brincadeiras. – disse Code.
Rebecca não aguentou. Começou a rir. O Code que foi busca-la em Hogwarts nao era o mesmo que estava à sua frente. O riso de Rebecca fez Ellyn percebe-la. A menina saltou do dragão e andou na direção de Rebecca.
– Então você é a famosa Rebecca. – disse ela olhando Rebecca atentamente. – Prazer, eu sou Ellyn Fidgeman.
– Prazer. – disse Rebecca erguendo a mão e comprimentando a mão estendida de Ellyn.
– Vocês querem uma carona para a casa? – perguntou a menina.
– Queremos sim. – respondeu Code.
– Não se preocupe – disse Ellyn percebendo a cara de horror que Rebecca fez. – Nihra vai voar tão rapido que você nao vai nem sentir.
– Não sei se isso é uma boa noticia pra ela Ellyn. – riu Code.
– Nihra. – chamou Ellyn.
O dragão rosa escuro aproximou-se deles abaixou. Ellyn subiu primeiro, seguida por Code. Rebecca foi meio relutante, mas por fim resolveu acabar logo com aquilo. Assim que subiu no dragão e segurou em Code, o dragão levantou vôo. Ao contrário do que Ellyn disse, o dragão nao voou tão rapido e Rebecca achou que Ellyn estava voando naquela velocidade por causa dela. Ao contrário de Vulco, Nihra nao possui uma cabina de avião bimotor presa em suas costas. Ela tinha somente uma sela acolchoada.
– Por que esse dragão é rosa? – perguntou Rebecca. – Eu nao sabia que dragoes pudessem ter cores como essa.
– Bem, aqui na ilha cada membro da familia escolhe um dragao quando é pequeno, e o dragão cresce com a pessoa, sempre juntos. Os dragoes daqui nascem brancos e com o passar to tempo vao imitando os donos. No caso da Nihra, ela imitou a cor do cabelo de Ellyn. O Vulco imitou o cabelo da Vó. Curiosamente ele se dá muito bem comigo e quando eu ficar mais velho ele será meu.
– Por que nao voamos nele até a casa? – perguntou Rebecca.
– Porque ele é muito grande. Ela ja está na faze adulta e pousar com ele perto da casa nao é algo aconselhável. Nihra ainda é adolescente e nao é tão pesada quanto Vulco, alem de ser muito menor que ele.
– Entendi. – Rebecca olhou para tras, tentendo ver o dragão que fora deixado no chão e o viu indo em direção às arvores.
Quando chegaram à casa Rebecca pode perceber o quão grande ela era. Aparentemente todos da família estavam de pé, enfileirados, esperando por ela.
– Rebecca! – exclamou o pai de Rebecca. A menina pulou do dragao e foi correndo abraçar o pai.
– Senti saudades, pai. – disse ela demorando-se em um longo abraço.
– Venha, minha filha, quero te apresentar o resto da família. Você ja conheceu Aracode e Ellyn. Eles são filhos de Hugo e Yvone. – Rebecca apertou a mão do casal que seu pai apontou. A mulher, Yvone, possuia cabelos cor de rosa, o que deixou Rebecca curiosa, pois quando ela viu Ellyn pensou que a menina tivesse tingido o cabelo com algum produto quimico ou com magica, mas agora, olhando para a mae da menina, Rebecca começou a se perguntar se nao era algo natural. O homem era alto, meio calvo, com os cabelos grizalhos. Em contra partida era forte. Code havia dito a Rebecca que ele era um auror. Rebecca se perguntou se ele seria mais durão que Halena.
Um forte estrondo anunciou a chegada de mais um membro da familia. O menino estava montado em um dragao e nao devia passar da idade de Rebecca.
– Esse é Mike, e seus pais são esses aqui – disse Albert levando Rebecca até mais um casal. – Palomir e Ruthy. Palomir trabalha no Departamento de Proteção aos Trouxas, no Ministério. Acho que ele nao tem muita coisa pra te falar, mas aposto que vai adorar conversar com você. Ruthy é a maior preparadora de poções que eu conheço. Sempre que preciso de uma Poção Polissuco, eu peço a ela. Ela consegue fazer uma que tem um gosto bom, o que algo inacreditavel. E por fim, mas não menos importante, Mike, o grande mago dos animais. É ele que cuida de todos os dragoes daqui, de uma forma geral. Quando algum animal está doente ou precisa de atenção especial, Mike nos socorre.
– Você gosta de criaturas magicas? – perguntou Rebecca para Mike, que ainda estava montado no dragao.
– Gosto sim, por que?
– Você ja ouviu falar de uma criatura chamada many? – perguntou Rebecca.
– Já sim, embora nunca tenha visto nenhuma. Sinceramente, estou começando a duvidar da existencia delas.
– Hum... eu acho que elas existem.
– E agora Rebecca, eu te apresento a grande mãezona dessa familia. – disse Albert fazendo menção à unica idosa na fila.
– Venha cá me dar um abraço, menina. – chamou a senhora.
Rebecca caminhou até ela e a abraçou. Percebeu que o abraço da senhora era forte e quente, mas Rebecca nao conseguiu retribuir na mesma intensidade. Era tudo muito novo pra ela, de certa forma.
– Posso lhe fazer uma pergunta? – perguntou Rebecca à senhora.
– Claro.
– Qual o seu nome? – perguntou Rebecca, fazendo todos no local rirem. – É serio, todo mundo te chamou de "Vó", mas nunca te chamam pelo nome.
– É porque eles nao sabem o meu nome. Pra dizer a verdade, nem mesmo eu sei. Meus pais tiveram criatividade suficiete para me dar trinta e um nomes diferentes. Acho que eles não conseguiram se decidir qual nome colocar em mim e então colocaram todos. De qualquer forma, eu ja nao lembro a muito tempo qual dos trinta e um era o primeiro. Me chame apenas de "Vó" que ja está bom.
Rebecca sorriu. A Vó realmente parecia ser uma mulher muito especial. A menina entrou na casa, acompanhada pelo pai e pelos outros. Eles jantaram juntos e depois foram dormir. Rebecca estava tão cansada da viagem, que só foi reparar no enorme quarto onde estava no dia seguinte.
Ao acordar, Rebecca tomou seu banho e se vestiu. Suas malas, já estavam em seu quarto. Ela saiu do quarto e parou na porta, pois estava em um corredor enorme e não sabia por onde ir. Por sorte, seu pai virou ao fim do corredor do lado esquerdo dela.
– Que bom que acordou, Rebecca!
– Bom dia, pai.
– Bem minha filha, já ia lhe acordar. – disse ele parando ao lado dela e estendendo-lhe um papel – Tome, é um mapa da casa. Você vai perceber que é muito facil se perder aqui. Mas venha, vamos tomar café e você poderá andar por aí.
Os dois voltaram pelo corredor onde Albert apareceu. Depois de várias viradas para esquerda e direita, Rebecca já tinha certeza que não saberia aonde ir sem o mapa. Estava se sentindo como no primeiro dia de aula em Hogwarts, quando tinha 11 anos. Por fim, desceram por uma escada e chegaram em uma pequena sala onde já estavam a Vó, Hugo, Yvone,Palomir e Ruthy.
– Bom dia pequena Rebecca, como foi sua noite? – perguntou Vó.
– Bem...
– Então sente-se minha querida, venha tomar café da manhã por que, como diz um ditado trouxa, saco vazio não para em pé.
– Ei, eu que digo isso mãe. – protestou Palomir.
– Foi namorar, perdeu o lugar. – respondeu Vó.
– Outro ditado popular, Rebecca. Ela não tem jeito, fica copiando os outros.
– Na verdade, eu acho esses ditados bem estranhos. – disse Hugo.
– Bem, vamos deixar de falar sobre trouxas, Rebecca não deve entender muito.
– Na verdade, entendo perfeitamente. Afinal, convivi com eles por 10 anos. – disse Rebecca sentando-se ao lado do pai.
Todos olharam para ela sem graça.
– Ah é, Albert nos contou que você morou num orfanato. – falou Ruthy para quebrar o clima.
Todos ficaram em silêncio até que Code e Ellyn chegaram conversando e sentaram.
– Bom dia, gente! – disse Code.
– Bom dia. – disse Ellyn. – Onde está Mike?
– Ele foi alimentar os dragões querida. – respondeu Yvone.
– Ah. E então Rebecca, você gosta de dragões? – perguntou Ellyn.
– Bem, eu nunca tinha visto um de perto, tirando ontem, então...
– Ah, então você precisa conhecer nossos amiguinhos, eu te levo lá se quiser! – disse Code.
– É melhor deixar para um outro dia, Code. – disse Vó.
– Tá certo, Vó. – concordou Code.
Após o café da manhã, Rebecca decidiu ir até a biblioteca. Mesmo usando o mapa que seu pai deu, a menina demorou quase uma hora para encontrar. Por fim, conseguiu chegar à porta que seu pai descrevera: de madeira antiga com entalhes de chamas perto do batente. Era uma porta bonita, porém não tinha marçaneta.
– Eu nao faria isso se fosse você. – disse Code fazendo a mão de Rebecca, que estava estendida para empurrar a porta, recuar.
– Eu nao posso entrar ai? – perguntou ela.
– Vai poder. Essa ilha, e principalmente, essa casa são cheias de magias que protegem quase tudo. – disse ele tirando a varinha. – Essa sala é protegida contra pessoas que não são da familia. Você tem que falar com com meu pai pra ele poder incluir você na lista de pessoas que podem ter acesso à biblioteca.
– Tá, depois eu faço isso. – disse Rebecca saindo do caminho. Ela percebeu que havia um pequeno buraco na altura do local onde normalmente haveria uma maçaneta. Code enfiou a varinha no orificio e os entalhes na porta se iluminaram como se fossem brasas recém apagadas. A porta começou a se abrir. – O que tem de tão importante nessa sala, para que ela precise ser protegida? É só uma biblio...
Rebecca perdeu a fala. Atrás da porta ela viu a maior biblioteca que ja tinha visto. Ela era simplesmente enorme, com três andares lotados de estantes. Lá dentro um ou dois livros voavam para lá e para cá e eventualmente saiam ou entravam pela janela.
– Essa é a maior biblioteca que eu conheço. Acho que nem em Hogwarts eles tem tantos livros. – disse Code.
– Pode apostar que não. – disse Rebecca pasma com a visão.
– Olha. – disse Code apontando para os livros voadores. – Todos os livros aqui são enfeitiçados. Se você estiver em qualquer parte da casa você pode dizer o nome de um livro que ele voa até você. Você pode escolher a velocidade com que ele vai voar, mas não aconselho você mandar um dicionário voar muito rapido. Quando ele chegar ele pode acertar alguma coisa ou você.
Rebecca sentiu que o conselho de Code foi dado para que ele nao repeti-se que ele tinha feito. Ele subiu para o segundo andar e disse à ela que ficasse à vontade. Rebecca andou até o meio da sala. Lá havia, no chão, uma especie de tapete que ilustrava a casa inteira. O tapete era gigantesto e o mapa também.
– Esse ai é o tapete do andar! – gritou Code do segundo andar da bilioteca. – Todos os andares da casa tem um comodo que contem um desses. Os pontos são as pessoas que estão no andar.
Rebecca olhou para o mapa. Nele ela pode ver um ponto parado no meio do comodo denominado "Livroteca". Era ela.
– Code! – chamou ela.
– O que? – respondeu o menino.
– Por que está escrito "Livroteca" ao invez de biblioteca?
– Não sei, está assim desde de sempre. E nunca me despertou muita curiosidade, então nunca procurei saber. Quando der pergunte para a Vó, se tem alguem na casa que com certeza sabe o motivo deve ser ela.
Rebecca assentiu com a cabeça e o menino voltou-se para um livro que tinha nas mão. A menina olhou novamente para o tapete. Ela viu que a biblioteca era o unico comodo onde havia, além do nome, outras coisas escritas. O mapa mostrava as alas da biblioteca. Tinha "História da Família", "Feitiços da Família" e muitas outras categorias de livros. Rebecca achou que seria mais interessante começar pela ala "Feitiços da Família". Ela foi até o local indicado no mapa, chegando no fundo a sala e achando quatro estantes com plaquetas onde se lia: "Feitiços da Família". Ela escolheu qualquer livro e começou a ler.
Ali havia diversos feitiços, grande parte utilizando o fogo. Rebecca passou a manhã lendo, e anotou alguns que lhe interessaram para poder testar mais tarde. Quando deu o horário do almoço, Code apareceu e a levou para a sala de jantar. Depois de um longo almoço, Rebecca e Code pediram ao pai de Code para que adicionasse Rebecca na lista de exceções dos feitiços protetores e então voltaram a biblioteca. Desta vez, Rebecca foi até a ala "História da Familia". Abriu um livro intitulado "Gerações". Nele havia uma enorme árvore genealógica. Rebecca se surpreendeu ao ver o nome Griffinor ali. Percebeu que as pessoas que ja haviam morrido possuam o nome com uma cor de tinta menos brilhosa e quanto mais recente a pessoa era, maior o brilho dos nomes. Ela folheou o livro até chegar ao nome de seu pai. Ao lado do nome seu pai, estava nome de uma mulher, Alicia Fidgeman, com um brilho bem menos intenso do que o de Albert. Uma linha puxada dos dois nomes ia até outros dois nomes. O primeiro, era Coraline Fidgeman, também apagado, e o segundo, era Rebecca Fidgeman. O coração de Rebecca apertou de felicidade ao ver seu nome na familia. Seus olhos margearam-se de lágrimas, mas ela prendeu o choro. Era um choro de alegria. Estava tão feliz de ter uma família completa que nem conseguia por em palavras o sentimento.
A tarde se passou rapidamente e já eram quase sete horas da noite quando repentinamente a atenção de Rebecca foi tomada por um barulho no meio da sala.
– Crianças, já são quase sete horas. – Uma voz surgia vinda do tapete mágico. Rebecca reconheceu a voz como sendo da Vó.– Hoje é véspera de natal. Deixem esse espirito de cori e venham ficar conosco.
Rebecca fechou o livro abrutamente, lembrando-se de um certo garoto que a chamava assim, porém andava sem falar com ela direito.
– Eu esqueci de dizer que o tapete também funciona como uma espécie de telefone trouxa. – gritou Code. – Coloca esse livro no lugar e vamos descer.
Ela pôs o livro na estante e se dirigiu pra porta, onde Code já a esperava. Os dois foram para a sala de jantar, onde uma enorme mesa de jantar digna de Hogwarts estava repleta de comida de todos os tipos. A sala estava totalmente decorada com todos os tipos de enfeites de Natal, o que, Rebecca constatou, não estava ali quando fora almoçar.
Todos estavam conversado animadamente em vários grupos. Alguns estavam sentados em sofás, outros em almofadas postas no chão. Um grupo de adolescentes da idade de Rebecca estavam jogando o que parecia ser Snap explosivo. Crianças corriam por todos os cantos, entrando e saindo da sala. Alguns em um canto já pareciam bebados, e estavam cantando uma canção que, felizmente, pensou Rebecca, era abafada pelo som do piano, sendo tocado pela Vó. Seu pai estava ali ouvindo com alguns amigos.
– São amigos da familia. – disse Code parecendo adivinhar os pensamentos da menina. – Com uma casa desse tamanho não poderiamos deixar de convidar amigos, parentes dos amigos e parentes dos parentes dos amigos, se é que me entende.
Rebecca riu. Sabia que Code nao estava exagerando. tinha umas 100 pessoas ali. Ela foi em direção ao seu pai que ao vê-la, passou seu braço pelo pescoço dela e a apresentou a todos que rodeavam o piano e Rebecca teve certeza que não lembraria o nome de ninguém. Rebecca ouviu chamarem o seu nome e, virando-se, viu Ellyn e Code chamando-a para se juntar a um grupo de adolescente reunidos perto da mesa. Ela se dirigiu até eles e foi puxada por Ellyn para sentar.
– Gente, essa aqui é minha nova prima, Rebecca! – falou Ellyn.
– Oi. – disse Rebecca.
– Estavamos aqui conversando sobre como é bom estudar em casa. – disse uma menina ruiva.
– Conversando? Vocês estavam discutindo! – disse Code.
– Bem, – disse um menino. – eu estudo em Hogwarts e acho muito melhor ser ensinado por professores.
– Você estuda lá também? Em que casa está? – perguntou Rebecca.
– Sou da grifinória, a casa dos valentes!
– Ah, eu sou da corvinal...
– Mas eu acho que estudar em casa é melhor, – a menina ruiva retornou ao assunto. – pois temos mais liberdade.
– Bem, o auror mais famoso da história estudou em Hogwarts, se querem saber. – afirmou o menino da grifinória. – E na minha casa!
– Está falando de Harry Potter? – perguntou um menino loiro.
– É.
– Até pode ser, mas isso não diz nada. Como pode saber se ele realmente é tudo que diz ser, você nem conhece ele.
– Ele derrotou o maior bruxo das trevas! Ele é o cara! – disse o menino com o rosto vermelho.
– Hum, eu nunca vi nada de mais nele...
– Bem, eu o conheço. — disse Rebecca, não suportando falarem mal de seu herói. – Ele já até salvou minha vida. Na verdade, ele é melhor do que tudo que dizem, porém só quem realmente o conhece pode ter certeza. Eu posso ter essa certeza, se querem saber.
Todos se calaram e encararam Rebecca.
– Você ta mentindo. – disse a menina que duvidava da capacidade de Potter.
– Não! Eu nao estou mentindo! Se não querem acreditar, azar de vocês.
A menina ruiva abrira a boca para rebater Rebecca, porém a voz de Vó fez todos calarem.
– Está na hora de jantar, meus amigos. Vamos todos para a mesa.
Logo em seguida, todos se levantaram de onde estavam e foram para a mesa, sentando em cadeiras que iam surgindo a medida que a pessoa chegava. Rebecca sentou-se entre seu pai e Ellyn. Logo, todos estavam se servindo e conversando animadamente. O pai de Rebecca contava a quem quisesse ouvir suas aventuras, enquanto Vó contava a quem quisesse ouvir as histórias de seus filhos de quando eram pequenos. Todos conversavam ao mesmo tempo, fazendo um barulho um pouco incomodo, porém Rebecca pensou que esse seria o melhor Natal de sua vida. Quando todos já pareciam satisfeitos, Vó levantou e todos se calaram. Ao ver a cena Rebecca lembrou-se das cerimonias de abertura de ano em Hogwarts, quando a diretora McGonagal levantava-se após o jantar e todos se calavam.
– Meus amigos, estamos aqui reunidos em mais um Natal, e eu saudo a todos por este maravilhoso dia. Eu poderia ficar aqui falando horas e horas, porém – Ela olhou para cada criança presente na mesa. – Acho que os presentes que aguardam os donos em seus quartos já cansaram de esperar. Fiquem a vontade para irem aos seus quartos e abrir todos os que tiverem seu nome! Não esqueçam dos mapas na saída! – enfatizou a Vó.
A ultima frase de Vó ficou abafada pelo barulho instantâneo de cadeiras sendo arrastadas e crianças correndo para a saida e atropelando os elfos domésticos que ali estavam com papéis nas mãos, os mapas.
Rebecca esperou o mar de crianças sairem e levantou para ir ao seu quarto. Não esperava receber presentes além do seu pai e de seus amigos. Viu Code ainda na porta e o chamou.
_ Code! Poderia me levar ao meu quarto? É que vou demorar muito se for sozinha.
_ Tudo bem, é no caminho para o meu mesmo!
Quando Rebecca chegou ao seu quarto e abriu a porta, tomou um susto. Uma pequena árvore de Natal se erquia no meio do quarto, e embaixo dela havia mais que apenas presentes de seus amigos. Rebecca andou até a árvore, abaixou e pegou o primeiro presente. Era de Kamina, uma caixa de feijões de todos sabores. Pegou o próximo, o cartão dizia ser de Sra. Ruthy. Surpresa, abriu o pacote e dentro havia uma caixa com um bilhete. Ela pegou o bilhete e leu:
Querida Rebecca,
Sei que está destinada a muitas aventuras e de presente, lhe dou uma pequena ajuda no que for fazer. Use com sabedoria,
Ruthy.
Rebecca abriu a caixa de dentro dela havia varios vidrinhos. Pegou um e leu o rótulo:
Veritaserum. Mais surpresa ainda, Rebecca tirou todos os frascos e leu. Ali havia 1 poção veritaserum, 2 poções polissuco, 1 poção Felix Felicis, 2 antidotos para veneno, 1 frasco cheio de besoares e 1 poção do Morto vivo. Rebecca pôs os seis frascos de volta na caixa e pegou outro presente. Era de Hugo. Dentro havia um livro de feitiços da familia e um bilhete dizendo : Para surpresas e desafios. Pôs o livro junto com a caixa de poções e avistou um embrulho pequenino,do tamanho de sua mão. Puxou-o para perto e pegou o bilhete que estava preso nele e leu:
"Antes de abrir, segure-o e diga sua cor favorita."
Mike.
Rebecca nunca tinha pensado em ter uma cor favorita. Pegou a caixa nas mãos e pronunciou: Azul-água. A caixinha brilhou e logo apagou. Rebecca abriu e de dentro dela tirou uma pequena sela, parecida com a que se usa para cavalos, porém do tamanho de uma mão. Ela era toda azul-água, o que explicava o pedido do bilhete. Porém, não imaginava para quê ela iria usar isso.
O próximo presente era de Riego, uma caixa de sapos de chocolate. De Katheryn ganhou outra caixa de sapos de chocolate, de Ástimus, um saco de aboboras encantadas. De seu pai, ganhou um lindo diário, todo branquinho. De Yvone, ganhou uma bolsa pequena, porém o bilhete que à acompanhava explicava que ela poderia guardar mais coisas dentro da bolsa do que em seu quarto pois a bolsa havia sido enfeitiçada para ter um espaço interior expandido. De Palomir ganhou uma maquina fotográfica. Rebecca pensou ser uma máquina de trouxas, devido ao trabalho dele, porém o bilhete preso ao presente explicava que era uma máquina mágica, capaz de gravar um momento para sempre, como se fosse um pequeno filme, e revelar na hora. Pegou o próximo presente, era de Code e Ellyn. Era um vale-presente das Gemialidades Wesley. Rebecca olhou em volta. Recebera muitos presentes. Estava muito cansada, mas resolveu arrumar tudo.pôs os presentes dentro de sua mala e juntou todos os papeis de embrulho num canto. Passou os olhos pelo quarto para ver se faltava algo e viu caido no chão um envelope. Pegou-o e abriu.
Minha querida, o seu presente virá amanha depois do café da manhã. Leve o presente de Mike. Boa noite.
Com amor, Vó.
Rebecca olhou no relógio e viu que já eram duas horas da manhã. Tomou um banho e deitou-se para dormir. Seu pensamento vagou pela primeira vez em Febes. Antes de viajar, a pequenina disse que não poderia ir com ela, pois tinha uns assuntos a resolver. Rebecca não se opôs, mas agora estava preocupada com a amiga. Desejando que estivesse tudo bem, adormeceu.
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