Notas iniciais
Olá...estava pensando em postar essa estória aki para ver se tomo jeito e acabo de escrevê-la. Tenho a 1 temporada toda e o inicio da segunda. Bom, pra quem for ler, me digam se vão gostar.
Para quem já me conhece, sei que sou meio imprevisivel. Peço desculpas pela fic anterior, mas realmente não dava para continuar com ela por motivos maiores. BOm, boa leitura para vcs!

Rebecca acordou e foi tomar banho. Depois de cozinhar a si mesma na água escaldante do chuveiro elétrico da casa de seu pai, ela foi arrumar-se. Colocou uma calça jeans e uma blusa azul, prendeu os longos cabelos louros em um rabo de cavalo e deu uma olhada pelo quarto. Estava tudo arrumado e pelo visto sua mala já havia sido levada para o andar de baixo. Olhou para sua cômoda, onde havia as fotos dela com seu pai e acabou lembrando de quando ainda era parte do orfanato onde crescera. Albert Fidgeman a adotara quando ela ainda tinha onze anos. Segundo ele, ela sempre despertara nele grande afeição, uma vez que ele visitava sempre o orfanato e quando descobrira que ela era uma bruxa, tudo fez sentido e ele resolveu adotá-la. Desde então Rebecca já havia ido a Hogwarts, a escola dos bruxos, e feito diversas amizades.

– Filha, desce para tomar café! – gritou Fidgeman do andar de baixo da casa.

–Estou indo pai! – gritou Rebecca em resposta. Ela levou quase três anos para conseguir se acostumar a chamá-lo de pai.

– Estamos no horário, por isso não precisa correr. – disse ele colocando café na xícara dela.

– Está bem. – respondeu ao sentar-se à mesa. – Tem leite quente?

– Muito bem lembrado. Eu havia esquecido. – disse Fidgeman tirando uma pequena vara do paletó e acenando em direção à cozinha. A leiteira veio flutuando e pousou diante de Rebecca. A menina riu.

­ – Logo eu também poderei fazer isso aqui em casa. — disse ela demonstrando ansiedade.

– Mas até a senhorita fazer aniversário terá que se comportar como trouxa. — disse Fidgeman dando uma piscadela a ela.

– Como se eu não soubesse me comportar assim.

Uma vez prontos, eles saíram e pegaram um táxi. Dirigiram-se ao aeroporto para viajar para o Japão. Fidgeman tinha que fazer algo que não explicou muito bem a Rebecca e não podia deixá-la sozinha. Normalmente ele iria de vassoura, o que seria mais barato e rápido, mas pela aversão da menina a voar no objeto, ele foi obrigado a comprar duas passagens de avião. Chegaram ao aeroporto meia hora antes do vôo partir, esperaram até a hora de embarcar e decolaram.

Durante os primeiros momentos do vôo, Fidgeman se rendeu ao sono e adormeceu. Rebecca, por outro lado, permaneceu acordada a viagem inteira. Veio a sua mente momentos que vivera em seus cinco anos em Hogwarts. Fizera bons amigos como Katheryn Devon, uma menina de uma família rica e muito antiga, mas que não era nem um pouco esnobe. Pelo contrario, Kathy era a pessoa mais doce e meiga que Rebecca conhecia. Lembrou-se de Riego Jacker, um menino que ela conhecera no primeiro ano. Ele um pouco gordinho, mas uma ótima pessoa. Sempre engraçado e de bem com a vida. Ele era um nascido trouxa, assim como Rebecca, e por isso talvez se dessem tão bem. O único problema é que Kathy era da Grifinória, e Riego, da Lufa-Lufa. Hogwarts era dividida em casas, quatro no total. Rebecca era da casa Corvinal. Mas o fato de não estar na mesma casa de seus amigos não diminuía o afeto que eles tinham uns pelos outros, pelo contrário. Kathy, por exemplo, tinha afeto até demais por Riego, mas a menina ainda não havia tido coragem para se declarar e Riego era muito bobão para perceber. Rebecca só esperava que ninguém saísse magoado no fim das contas, pois ela gostava muito dos dois e não saberia escolher entre eles.

Mas Rebecca tinha suas controversas com alguns alunos. Principalmente Demetry Devon, irmão de Kathy. Ele, ao contrário da irmã, não era nem um pouco simpático e nem doce. Rebecca o achava extremamente arrogante e metido.

Rebecca sentiu uma mão em seu ombro e saiu de seu transe de pensamentos. Seu pai a chamava para desembarcar. Eles chegaram ao hotel e o Senhor Fidgeman deixou Rebecca em um quarto grande e confortável prometendo voltar em, no máximo, três dias. Rebecca passou o primeiro dia lendo sobre feitiços.

No segundo dia, Rebecca descobriu como era legal brincar com o serviço de quarto. Ela passou o dia todo ligando e pedindo um monte de coisas. Por volta de seis da tarde ela pediu uma torta de maçã; passou-se uma hora e nada havia chegado ainda. Ela estava ficando entediada, então resolveu ir buscar a torta ela mesma. Ao sair para o corredor, abaixou para amarrar o cadarço de seu tênis, não vendo um homem andando em sua direção que estava olhando para trás. O homem estava perto demais quando avistou Rebecca e não conseguiu desviar. Os dois se chocaram e Rebecca, que havia se levantado, caiu sentada; o homem caiu de frente para ela. Entre eles havia uma caixa de uns trinta centímetros e um livro aberto. No topo da pagina Rebecca conseguiu ler: “Elehtrico Espiritus”. Sua curiosidade falou tão alto que ela agiu sem pensar e pegou o livro para ler o que havia abaixo daquele título. Mas no momento em que tocou o objeto ouviu o homem dizer:

– Accio Diário!

O diário voou do chão até a mão do homem. Rebecca abriu a boca de espanto. O homem era um bruxo. Antes que ela conseguisse falar qualquer coisa, surgiram, no final do corredor, dois homens. A menina percebeu que os homens, ao notarem que o bruxo em que esbarrara estava com a varinha em mãos, começaram a correr na direção dele. O bruxo por sua vez disparou feitiços contra seus perseguidores a fim de atrasá-los. Rebecca abaixou-se a tempo de desviar de um dos feitiços. Ao ver que nenhum de seus ataques surtira efeito, o homem desatou a correr na direção oposta. Seus perseguidores passaram por Rebecca e a menina, após eles virarem no final do corredor, os seguiu. Porém ao virar no fim do corredor, não havia ninguém. Rebecca voltou e percebeu que o homem em que esbarrara havia esquecido de recolher a caixinha que caiu de seu bolso. Apanhou-a e sentiu que era um pouco pesada. Enfiou no bolso e desceu para a recepção a fim de reclamar do seu pedido que não viera. Assim que recebeu seu pedaço de torta de maça, voltou ao seu quarto e jogou a caixinha na cama, sentou-se na mesa e começou a comer.

Quando já estava na metade, ouviu um barulho. Olhou em volta e não viu ninguém. Ignorou o fato e continuou comendo a torta, que por sinal estava uma delicia. Ouviu um barulho de novo, agora um gritinho vindo da cama. Olhou para a tal e viu que a caixinha não estava mais lá. Levantou e olhou em volta da cama, achando a caixinha jogada no chão. Pegou-a e sacudiu, espantando-se ao ver que os gritinhos vinham de dentro da caixa. Observou o objeto por um momento e notou que havia um feixe ali. Ela pressionou com o dedo e uma criatura saiu voando de dentro da caixa e foi pousar em cima da mesa. Rebecca aproximou-se dela e viu que parecia ser uma pequena menina, mas com asas. A menina olhava fixamente para a torta de maça.

– Ah, oi. – disse Rebecca, fazendo a criatura olhar para ela como se nunca tivesse visto alguém.

– Oi. – disse a criatura com uma voz fininha.

– Er, quem é você?

– Quem é você?

– Hã, meu nome é Rebecca. Você é uma fada?

A criatura ficou visivelmente ofendida com a pergunta e rapidamente voou ate pertinho do rosto de Rebecca e gritou:

– EU NÃO SOU UMA FADA!!!!! — e virou-se de costas.

– Hããã... Desculpa mas, o que você seria então?

– O que você acha?!?!

– Sinceramente? Não tenho a mínima ideia, por que não me diz?

A criatura virou-se lentamente e encarou Rebecca.

– Eu sou uma many. Somos diferentes de fadas. Nós realizamos desejos. Nós não somos antipáticas e metidas. E nós somos muito melhores!

– Ah sim, desculpa pela confusão, mas eu nunca havia ouvido falar de uma many, e muito menos visto uma. Qual é o seu nome?

– Meu nome é Febes. Você vai comer essa torta? – perguntou a pequena criaturinha apontando para a torta em cima da mesa.

– Pode comer se quiser. – respondeu Rebecca.

Febes então voou até a mesa e pegou a colher que era bem grande diante do tamanho dela. Franziu sua testa e largou a colher, apontou para ela e a fez encolher. Depois pegou a mini-colher satisfeita e pôs a comer.

– Nossa, estava muito boa! – disse Febes, trinta minutos depois, quando terminou de comer a torta. – Ah, e obrigada por me libertar daquela caixa.

– O que aconteceu com você? Como foi parar dentro de uma caixa?

– Bem, eu estava voando tranquilamente por uma bela floresta quando um homem com um capuz preto encobrindo o rosto me acertou com um feitiço e eu desmaiei. Quando acordei já estava dentro da caixa e não importava o que eu fizesse a caixa não abria. Até que chegou um momento em que eu desisti de tentar abrir e fui tentar dormir. – contou a many – Mas então do nada tudo começou a balançar e eu acordei. E depois de duas tentativas que também não resultaram em nada, você abriu a caixa e me libertou.

– E por que o homem queria te pegar?

– E eu que vou saber? Como disse, nós concedemos desejos, mas somente a quem nós quisermos. Tem mais torta?

– Tem sim, espera um pouco que vou ligar pro serviço de quarto.

Rebecca pegou o telefone e discou para o serviço de quarto.

– Vocês poderiam mandar mais um pedaço de torta?

– Poderia escolher? – disse a voz do outro lado da linha.

– Ah, só um minuto. – Rebecca tapou o telefone com a mão – O que vai querer Febes?

– Hum...Um bolo de chocolate com cobertura de chocolate e recheio de chocolate com pedaço de chocolate por cima!!

– Nossa, quanto chocolate, tem certeza?

– Tenho!

– Está bem. – Destampou o telefone. – Um bolo de chocolate, por favor, com cobertura e recheio de chocolate. – disse Rebecca. – E coloca uns pedacinhos de chocolate por cima também, pode ser?

– Eba! – E Febes tacou-se na cama suspirando de alegria.

– Você gosta tanto assim de chocolate? – perguntou Rebecca após desligar o telefone.

– Sim. Eu amo chocolate.

– Muito mesmo? — perguntou Rebecca sorrindo.

– Muito, muito, muito!!!! – gritou Febes pulando em cima da cama.

***

No dia seguinte Rebecca sentiu algo em seu nariz, o que a fez acordar de seus sonhos. Passou a mão nele e jogou o que quer que fosse longe sem abrir os olhos. Sentiu de novo algo em seu nariz, desta vez apertando ele. Começou a sentir um aperto no peito. ”Mas é claro que estou sentindo isso, não estou respirando." pensou Rebecca."Não estou respirando!?!?" pensou novamente, e logo depois disso levantou-se apressadamente com falta de ar, jogando Febes quase fora da cama.

– Já era hora de levantar! – exclamou Febes.

– Febes, eu estou de ferias, e as pessoas acordam tarde nas ferias.

– Essas manias dos humanos, o dia está lindo, o Sol já nasceu, o que você iria aproveitar se estivesse dormindo?!

– Eu não posso sair mesmo, estou esperando meu pai chegar de uma missão.

– Serio? – surpreendeu-se Febes. – Quer dizer que não vamos poder sair daqui? – choramingou Febes.

– Ah, deixa disso. Olha, vou pedir um pedaço de torta de chocolate pra você, aceita?

– Mas é claro!!

Vendo Febes comer a torta, Rebecca se lembrava do dia anterior. Por tê-la salvo, Febes concedeu um desejo a Rebecca, cujo pedido recusou alegando que já era muito feliz. Depois de alguns instantes com Febes tagarelando no ouvido de Rebecca sobre como era ofensivo recusar um desejo de uma many, Rebecca decidiu pedir que Febes fizesse o que quisesse, e o que a many quis, para sua surpresa foi ficar amiga dela. Foi desperta dos seus pensamentos com uma batida na porta.

– Sim? – gritou sem levantar da cadeira.

– Filha? Sou eu, abre a porta!

– Ah, pai! Já vai! – e cochichou para Febes. – Febes, se esconde, é o meu pai!

Febes engoliu mais uma garfada do bolo e escondeu-se embaixo da cama. Rebecca foi até a porta e abriu-a, dando um longo abraço no pai. Ele aparentava não ter dormido pelo tempo que ficou fora. Os dois entraram e sentaram na cama.

– Que bom que voltou pai, estava preocupada!

– Sim minha filha, agora deixe seu pai descansar está bem?

– Está bem pai, como foi sua missão? – perguntou enquanto preparava a cama de seu pai.

– Ah, minha filha, não encontramos nada. Aquele cara desapareceu! – respondeu Fidgeman do banheiro enquanto trocava de roupa.

– Que cara?

– O que estávamos procurando. Ele é completamente louco e criminoso bem perigoso. Acredita-se que ele matou a própria mulher e filha.

– Mas que horror!!

– É sim. E estamos procurando ele há anos. Por onde ele passa, ele mata. Ele já matou uma família inteira atrás de um simples livro. O Ministério acha que ele pode ter alguma ligação com esses dementadores.

– Então ele é o culpado pelos ataques dos dementadores?!

– Bom, ainda não se tem certeza.

– Que horror! E esse homem estava aqui na ilha de Okinawa?

– Sim, vasculhamos toda a ilha e não encontramos nenhum sinal dele... – disse Fidgeman deitando na cama.

– Hum...Quantos bruxos existem aqui, pai?

– Aqui em Okinawa? Os bruxos somente vêem aqui para passear. – respondeu Fidgeman.

– Ou pra fugir.– completou Rebecca.

– Por que alguém iria querer fugir pra cá? Só se for do trabalho! – e soltou uma gargalhada. – Tirando o meu! – e voltou a rir.

– É, mas aquele cara de ontem estava fugindo de dois bruxos.

– Que cara?

– Um bruxo, nunca tinha visto antes.

– Aqui no hotel?

– É, por que a surpresa?

– Porque aqui foi o único lugar em que não procuramos o fugitivo! E ele estava sendo perseguido? E como ele era? – perguntou Fidgeman pulando da cama e indo parar no chão perto da cadeira onde Rebecca estava sentada.

– Ah, ele era... Alto e. Eu não me lembro bem, ele estava com um capuz.

– Maldito. Ele não te fez nada né?!?! – perguntou Fidgeman com os olhos arregalados.

– Não, ele estava fugindo de dois bruxos. Eu apenas esbarrei nele. E ai dele se tentasse alguma coisa. – disse Rebecca tirando do bolso a varinha e rindo.

– Filha, ele é um criminoso. Ainda bem que você está bem. – disse Fidgeman. – Vou pedir agora mesmo dois bruxos para ficaram de guarda aqui no hotel, e os outros que ainda estiverem na ilha vão comigo procurar o Japhir.

– Pai, uma hora dessas, ele já deve ter ido embora da ilha, se ele estava com tanta gente atrás de ele assim. Isso aconteceu ontem. Eu até tinha ido atrás deles, mas eles sumiram do hotel.

– Como assim você foi atrás deles?!?!

– Hããã... Eu não sabia que eles eram perigosos pai! E acho que você tem que descansar um pouco, se esforçou muito na procura desse cara. – disse Rebecca levando o pai até a cama e o cobrindo.

– Está bem, mas eu não quero ouvir de você indo atrás de criminosos de novo, ouviu mocinha? Ou então eu boto você de... Castigo... Hum...

Rebecca apagou a luz para que o pai pudesse dormir e chamou Febes para dar um passeio pelo hotel. Febes se abrigou debaixo dos longos cabelos loiros de Rebecca e as duas foram para a sala de jogos passarem a manhã. Após almoçarem no restaurante, com Febes ainda escondida, as duas foram para o lado de fora do hotel que dava para uma praia enorme que quase ninguém visitava. Após andar um pouco, encontraram um lugar para brincarem. Apesar de Rebecca não poder usar feitiços fora da escola, Febes tomou a forma de humana e as duas se divertiram no mar como duas trouxas normais, ou pelo menos, quase normais.

No dia seguinte, quando Fidgeman acordou, levou Rebecca para conhecer os atrativos da ilha, levando-a aos lugares mágicos, como as pequenas ilhas de Tori-shima, onde existe uma colônia de testrálios. Rebecca surpreendeu-se quando descobriu poder ver testrálios em seu segundo ano em Hogwarts, pois soube que somente se pode vê-los quando se teve algum contato com a morte. Após passar duas semanas passeando por Okinawa, Rebecca e seu pai voltaram para Telford, pois logo iria começar o próximo ano letivo de Rebecca.

Notas finais
Me deêm opiniões, por favor! Só posto o segundo capitulo se tiver alguém que ache bom... :p