Reason

29 You are the Reason


Notas iniciais
Oi, amorecos. Boa noite! Ahhhh, já sinto saudades! Mas é isso, galera. Espero que gostem e desculpem a demora. Beijos e até lá embaixo :)

Um sonho sempre será um sonho. Redundância? Não. É a mais pura verdade. Às vezes, por sermos compostos dessa natureza humana, e por ser humana ela é naturalmente falha, deixamos de acreditar naquilo em que tanto depositamos nossas esperanças. São vários os motivos que nos levam a isso, seja o cansaço por tanto esperar ele se realizar ou a dor da decepção por não ter ocorrido como desejávamos. É normal, acontece. Nem tudo é como achamos que devesse ser. Porém, existe uma coisa chamada “perseverança”, e é nela que devemos focar, de modo que, independente do obstáculo que surgir, precisamos continuar a caminhada em direção ao nosso sonho.

Era nisso que Luiza vinha pensando enquanto a equipe contratada lhe arrumava para o seu grande dia. Ela jamais achou que merecesse viver tamanho sonho, tudo parecia surreal. Claro que ela sempre acreditou que um dia se casaria com alguém que amava, por mais que Thiago houvesse contribuído para que isso não acontecesse. Era um dos seus sonhos, e fora isso que seus pais a deixaram de mais bonito, o ensinamento sobre perseverar em meio as dificuldades da vida, ela não podia decepcionar a si mesma e a eles. Seus pais a amavam mais do que tudo, e ela daria a qualquer coisa para tê-los ali com ela, mas como isso não era possível, ela, simplesmente, sorria para a vida e para o momento incrível que estava vivendo, tentando, com todas as suas forças, transformar a saudade em seu peito em algo mais leve. Era o dia do seu casamento com o homem que amava e que havia escolhido para dividir a vida. Ela estava exultante de tanta felicidade.

—Você precisa pôr um pouco mais de cor nessas unhas, Luiza. Clara, querida, pode colocar um vermelho nas mãos. Vai dar um contraste lindo quando estiver segurando o buquê, amiga. -Júlia insistia em dar mais “vida” ao casamento, assim como ela mesma dizia. Luiza apenas sorria ignorando os pitacos exagerados da amiga.

—Júlia, minha doce e linda amiga, Júlia, eu já expliquei que quero manter os tons claros e suaves que escolhi. Não tem nada a ver pintar as unhas de vermelho vivo. -disse sorrindo para amiga gentilmente, sabendo que ela só queria mesmo ajudar e dar um tom mais irreverente a tudo. _Clara, pode continuar como combinamos. -pediu piscando para a manicure que trabalhava bem como ninguém.

—Você não sabe o poder que unhas vermelhas têm, amiga. Sério mesmo, deveria colocar mais fé nas palavras dessa pessoa aqui que tem muita experiência nesse negócio. -falou fazendo uma careta engraçada, fazendo Luiza e os demais que ali estavam sorrirem.

—ok, ok. Quem sabe, antes que viajemos, eu não roube você para pintar minhas unhas para a lua de mel... -sugeriu olhando diretamente para a morena que tinha seus cachos sendo trabalhados numa linda trança lateral.

—Pode esperar que farei isso, só espero estar sóbria o suficiente para pintar as unhas e não seus dedos.

—Oh, meu Deus! Eu tinha esquecido quem era a minha madrinha. -disse fazendo uma expressão surpresa.

—Não desdenhe. Minha melhor amiga só casará uma vez na vida, preciso aproveitar. O Ricardo que não venha querer cortar o meu barato, pois se assim ele fizer, será o próximo homem solteiro do Rio de Janeiro. -alegou.

—Olha só, se ele vai ficar solteiro é porque temos alguém que está namorando com ele, não é mesmo!? -Luiza estava realmente feliz por ouvir Júlia finalmente admitindo algo que todos que a conheciam já sabiam.

—Não começa, ok? Ele me pediu em namoro em uma das nossas noites juntos. Foi bonito, simples. O jeito que tinha que ser. Odeio aquela coisa melosa que só as pessoas românticas fazem. -sorriu olhando em direção a amiga que entendeu a indireta de primeira.

—Tudo bem, tudo bem, não está mais aqui quem falou, senhorita coração de gelo. Estou, de fato, feliz por você, minha amiga. Você sabe que, mais do que qualquer outra pessoa, eu torço muito por sua felicidade. -Luiza olhava carinhosamente para Júlia enquanto falava. Ela amava aquela mulher verdadeiramente. Era mais que gratidão, era um amor de irmãs.

—Eu sei. Eu também te amo, Lú. -sorriu largamente limitando-se aquelas poucas palavras, uma vez que uma lágrima já escorria por seu rosto.

Luiza, Júlia, a tia de Luiza e a mãe de Marcelo estavam sendo arrumadas juntas no mesmo quarto. Enquanto não vestiam a roupa elegante para a festa, tinham em seus corpos um robe de cetim lilás claro, enquanto o de Luiza era branco. Em outra parte do castelo, Marcelo conversa amenidades com Ricardo e alguns primos. Ele estava radiante, um dos dias mais esperados de sua vida nos últimos tempos havia chegado, e com ele uma alegria imensa de realização por saber que estava seguindo em frente, assim como Verônica o havia recomendado. Sua ex mulher era boa, generosa e o amava com tudo de si, jamais iria preferir que ele ficasse sozinho durante todo o resto de sua vida. Não. Ela queria mais para ele e Joaquim, ela queria que Marcelo tivesse alguém para dividir os bons e os momentos ruins da vida, alguém que pudesse amar o Joaquim do fundo coração e representar uma mãe para ele. Marcelo sabia que estava fazendo o que era certo para todos, e, finalmente, depois do acidente que levou sua esposa embora abruptamente, ele sentia que a felicidade havia lhe sorrido novamente e, dessa vez, seria para todo o sempre.

Com o avançar das horas, um friozinho se instalara na barriga de Luiza, ela estava ficando nervosa. Era o dia mais importante de sua vida. Olhando-se no espelho enquanto a maquiagem era finalizada, Luiza lutava com suas emoções para que nenhuma lágrima fosse derramada antes das fotos, mas estava ficando cada vez mais difícil, visto que desde pequena sempre fora uma pessoa emotiva. Ela não conseguia ver um cachorro abandonado na rua que já corria com os olhos marejados para pedir a sua mãe que o levasse para casa. Ela sentia tudo intensamente. Não conseguia ser diferente, ou era amor ou não era, ou era alegria ou era tristeza. Tudo bem definido, mesmo que, por vezes, em momentos difíceis, a dúvida e a insegurança lhe atingisse em cheio, Luiza sempre fora intensa.

O casamento estava marcado para o fim da tarde, e quando o relógio marcara 16:00Hrs, o pai de Marcelo bateu levemente na porta do quarto onde as mulheres estavam. Logo, Luiza viu um rapazinho muito bem arrumado e elegante nos braços do avô. Seu coração bateu acelerado ao ver Joaquim tão lindo daquela maneira. Ele havia se tornado seu raio de sol, a alegria dos dias ruins, o amorzinho da sua vida. Sem demora, a loira levantou de onde estava recebendo alguns ajustes no penteado para ir ao enconro dos dois que ainda estavam na porta.

—Você está muito lindinho, meu amor. Como pode ser tão lindo assim? -perguntou Luiza para um Joaquim inquieto e feliz em seu colo. Mas capturando o olhar doce da jovem que o segurava com todo o carinho, Joaquim envolveu seu pescoço com os pequenos bracinhos e balbuciou um “mama” novamente, fazendo com que Luiza fosse ao céu mais uma vez de tanta alegria que aquelas pequenas sílabas lhe fazia sentir ao ouvi-las.

—Ele estava muito inquieto e já está quase na hora de descermos. -disse o pai de Marcelo gentilmente para sua nora e para sua esposa que havia se aproximado deles.

—Tudo bem, querido. Acho que temos mais alguém nervoso por aqui, não é mesmo!? -sorriu olhando nos olhos do marido e beijando castamente seus lábios num celinho rápido.

—Não vou negar nada. Estou mesmo nervoso, Lavinha. Nosso filho voltou a ser feliz, quando todos achávamos que não seria mais possível.

—É verdade, meu bem. Vá só mais um pouquinho lá na sala que eu e as meninas vamos nos vestir para descer. -pediu, tentando pegar Joaquim dos braços de Luiza para entregá-lo novamente ao avô, mas o pequeno não quis sair de onde estava, então, sem alternativas, o homem desceu sozinho com o coração batendo um pouco rápido. Ele estava se sentindo ainda mais feliz do que se sentiu, quando casou seu único filho pela primeira vez.

Júlia foi a primeira a ficar pronta, com um vestido longo sem alças, num tom de amarelo claro, mas que destacava bem a sua pele negra e extremamente sedosa. Seus cabelos ficaram bem arrumados numa trança lateral bem feita, com os cachos livres do lado direito e alguns cachos fininhos soltos do lado esquerdo. Um pequeno arranjo de flores em tons pastéis adornavam a trança do lado direito, muito parecido com o de Luiza só que numa versão menor. A maquiagem estava suave, mas com um leve esfumado nos olhos para destacar os orbes cor de mel. Júlia estava esplêndida.

Enquanto Lavinha se vestia, Luiza brincava com Joaquim e Júlia, tentando se distrair ao máximo para não entrar numa crise de lágrimas pela grande emoção que estava sentindo. Logo, a mãe de Marcelo estava pronta sendo seguida pela tia de Luiza. As duas vestiam vestidos elegantes e bem costurados em seda e renda. O de Lavrinha era num tom de Lilás um pouco mais forte, com mangas que iam até os pulsos, já o da Tia de Luiza era num tom de rosa claro com mangas ¾. Elas estavam completamente lindas com seus coques minunciosamente ordenados.

De repente, Luiza se viu vivendo um dos momentos mais esperados por ela naquele dia, seu vestido era rendado na parte superior e um pouco transparente abaixo do busto, as alças um pouco grossas e só rendas, ajustado até a cintura, ele descia numa saia de tule evasê, com algumas aplicações de flores em renda ao longo de toda ela. Escolhido meticulosamente, caíra muito bem no corpo bem delineado da jovem noiva. Seus cabelos estavam arrumados com longos cachos que ficaram meio presos por tranças folgadas nas laterais e soltos, escorrendo pelas costas da moça que continha um fundo decote. A maquiagem era perfeitamente ajustada em tons claros de pérola, e um dourado clarinho com notas de verde água, nos lábios, a loira escolhera um gloss rosa claro. Estava linda, extremamente linda.

Olhando-se no espelho, já completamente pronta, ela mal podia acreditar que havia chegado o momento. Sorrindo largamente ela abraçou Júlia fortemente e se despediu da sua tia e de Lavinha, também, abraçando-as. Lavinha conseguiu levar Joaquim com muita relutância, deixando sua nora sozinha à espera do avô que a levaria ao altar. Sim. Luiza havia perdoado tudo o que havia acontecido no seu passado de coração aberto e sem ressalvas, uma vez que ele era alguém muito importante em sua vida.

Com lágrimas nos olhos, ela viu quando o velho homem entrou no cômodo e colocou uma mão na boca para conter a surpresa e a emoção por ver sua neta tão linda daquela forma. Ele a amava mais do que tudo, e lamentava que o orgulho o houvesse afastado por tanto tempo dela. Contudo, aquele não era o momento para ficar penando e chorando o passado. Era um dia de celebrações, era o momento de viver o presente, e naquele momento ele só conseguia sentir amor e nada mais.

—Você está muito linda, minha neta. Eu não tenho palavras para descrever o quanto estou feliz por estar aqui compartilhando do momento mais importante da sua vida com você, e ainda lhe levar ao altar... -Ele fez uma pausa e respirou profundamente deixando uma lágrima rolar por seu rosto. _Sabe, Luiza, eu sempre ficava em casa imaginando o momento em que te veria de novo e pediria perdão por tudo o que nos aconteceu. Mal posso acreditar que esse dia chegou e que já está tudo bem novamente entre nós. Eu amo você, querida. Muito obrigado! -disse abraçando a jovem que sorria largamente para seu avô.

—Eu também amo o senhor e a tia. Não haviam motivos suficientes para mantê-los longe, vovô. Agora, por favor, mudemos de assunto, senão vou borrar toda a maquiagem e acabar atrasando. Prometi para mim mesma que não iria atrasar. -pediu gentilmente olhando nos olhos do homem a sua frente.

—Tudo bem, mas deixe que eu diga, apenas, mais uma coisa. -pediu sorrindo, e viu a jovem consentir sorridente e com os olhos marejados. _Seus ficariam muito orgulhosos em ver a mulher que você se tornou, Luiza. Você é uma pessoa de bom coração, alegre, justa e humilde. Eu também tenho muito orgulho de você. -disse, recebendo em troca um abraço apertado de sua neta.

—Obrigada, Vovô. Jamais esquecerei disso. Eu amo muito o senhor. — sem demora, os dois desceram rumo ao jardim de inverno onde seria celebrada a cerimônia de casamento.

O jardim era incrível, com um teto transparente, a luz do fim de tarde o iluminava perfeitamente. Rosas em tons claros com a predominância do branco, adornavam todo o lugar. Algumas luminárias foram espalhadas em toda a passarela e no altar. Tudo estava exatamente como Luiza havia imaginado, uma vez que fora ela pessoalmente quem planejara tudo junto a equipe da decoração e buffet.

Quando todos estavam prontos, a orquestra começou a tocar “Tenerife sea” do Ed Sheeran, de maneira suave, onde o violino e o violoncelo sobressaiam lindamente. Logo, estava o pai de Marcelo entrando com a Tua de Luiza, seguido por Pedro e Isabela o acompanhando. Quando o casal chegou ao altar, Marcelo entrou com sua mãe. Ela tentava conter as lágrimas, mas era mais forte do que ela. Marcelo mantinha um sorriso largo no rosto, cheio de alegria e emocionado com tudo o que estava acontecendo. Já no altar, Marcelo encarava os convidados, sentindo um frio em sua barriga e seu coração acelerar. Então, viu Joaquim entrando contente com uma plaquinha na mão onde dizia “Não desista, papai, ela já tá vindo”. Em vez de andar calmamente, o pequeno que já havia completado seus dois anos de idade, saiu correndo pela passarela para encontrar os braços do pai. Sorrindo, Marcelo o pegou no colo e notou o olhar emocionado dos convidados.

Assim que Joaquim chegou ao altar, Júlia entrou fazendo o papel de única madrinha, florista e noivinha ao mesmo tempo, visto que Luiza preferiu não colocar uma pessoa que ela não conhecia para entrar em seu casamento, só para que pudesse atender ao protocolo tradicional. De repente, a orquestra parou, pois todos já estavam em sus devidos lugares, menos a noiva que ainda não havia entrado. Então, para a emoção de todos, a canção “You are the reason” do Calum Scott foi iniciada, só que, dessa vez, uma voz suave masculina começou a entoa-la.

Eu escalaria todas as montanhas
E nadaria todos os oceanos
Só pra estar contigo
E consertar o que quebrei
Oh, porque eu preciso que você veja
Que você é o motivo

Luiza entrou de braços dados com seu avô, um lindo buquê de rosas coloridas em tons de rosa, amarelo, lilás e azul pairava na mão direita da moça. Ela não conseguiu se segurar e deixou a emoção do momento lhe tomar por inteira. Algumas lágrimas desciam por suas bochechas, mas o sorriso largo ainda estava lá. Era amor misturado a alegria pelo momento que estava vivenciando.

Sorrindo, o avô da moça a entrou a Marcelo pedindo que o mesmo cuidasse da sua neta com todo o amor que tinha dentro de si. Marcelo beijou castamente a testa de Luiza e enxugou uma lágrima que ainda molhava o rosto da loira.

—Eu amo você. Está linda! -falou em seu ouvido para que só ela pudesse ouvir. Também sorrindo, a moça falou um “Eu também te amo” em voz baixinha e depois de uma troca de olhares sincera e carinhosa, os dois se voltaram para o pastor.

O pastor que celebrava a cerimônia era o dos pais de Luiza, felizmente ela conseguira contatá-lo e ele pôde atender ao convite. Alegre, o pastor começou a explicar algumas coisas sobre viver em matrimônio e depois passou para o famoso 1 Coríntios 13. Logo após, pediu as alianças que o pai de Marcelo lhe passou para que ele as abençoasse. Então, as entregou para os noivos, pedindo que ambos fizessem seus votos.

—Você me mostrou que posso superar o impossível com seu amor. No início, achei que nunca iríamos viver esse momento, Marcelo. Mas, hoje, olhando em seus olhos, posso perceber que o princípio desse amor que sentimos um pelo outro já estava presente desde o primeiro momento que nos vimos, pois ele foi construído durante o nosso dia a dia. As conversas, o cuidado, o respeito, o carinho e a confiança com a qual sempre nos tratamos, estiveram presentes desde sempre e eles foram cruciais para chegarmos até aqui. Eu amo você, mas não amo pelo o que faz por mim, mesmo que você tenha salvado minha vida, literalmente. Eu te amo pelo o que você é, pelo o homem incrível que há aqui dentro. -ela sorriu largamente e tocou com a mão direita o coração do seu noivo. _Tenha a plena certeza que sempre estarei ao seu lado, te amando e te cuidando, pois não há nada que me faça mais feliz do que isso, e quando as tempestades vierem, eu prometo que segurarei firme em sua mão e juntos as venceremos. Obrigada por me permitir entrar em sua vida e na vida do nosso pequeno Joaquim. Obrigada por se permitir me amar, amor. Amo vocês!

Luiza colocou a aliança no dedo anelar da mão esquerda de Marcelo, e respirando fundo, sorriu largamente mais uma vez e se preparou para ouvir as palavras do seu amado.

—Luiza, eu sempre digo e repito que você é a minha luz. Mas como não poderia repetir isso com tanta frequência se a cada dia que passa eu sinto que posso ser ainda mais feliz só por te ter por perto? Você chegou em minha vida num momento em que tudo conspirava para que eu sucumbisse em minha tristeza e jamais voltasse a sorrir novamente. Com seu jeito carinhoso e humilde, você me conquistou no primeiro sorriso. Ele abriu as portas do meu coração, meu amor. Sem o seu sorriso, eu nunca iria encontrar o caminho de volta para a felicidade. Muito obrigada por nos amar, porque eu simplesmente amo você com todo o meu coração e prometo estar ao seu lado todos os dias da minha vida, te cuidando, te amando e te respeitando. Prometo que, quando as lágrimas insistirem em cair dos seus olhos em momentos difíceis, eu estarei lá para enxugá-las e te aconchegar em meus braços até a dor passar e quando as alegrias gritarem em seu peito, eu estarei lá para multiplicá-las. Eu amo você, meu bem. Obrigada por me trazer de volta.

Marcelo colocou a aliança na mão esquerda de Luiza e beijou sua mão. Sem demora o pastor declarou “Em nome do Senhor Jesus, eu vos declaro marido e mulher. Marcelo, pode beijar Luiza.”

Os convidados aplaudiram o beijo dos noivos numa ovação belíssima. Assim que encerraram as assinaturas, saíram felizes pela passarela com Joaquim no colo, recebendo uma chuva de arroz e muitos votos de felicidade. Os dois estavam radiantes.

Depois da cerimônia, deram início aos comes e bebes da festa. Durante o jantar, e após várias fotos oficiais, o senhor Brito pediu um momento e começou a dizer algumas palavras para os noivos.

—Sinceramente, eu quero pedir a atenção de todos para dizer algumas poucas palavras sobre esse belo casal. Marcelo, um jovem pai forte e bem-sucedido, foi e é antes de tudo isso um filho maravilhoso. Sempre pensando em nosso bem-estar e no do Joaquim em primeiro lugar, ele nos ensinou que não importa o tamanho da dor que sentimos, sempre podemos levantar a cabeça e seguir em frente, basta, apenas, darmos a nós mesmos a chance de enxergar além da tristeza. Foi isso o que você fez ao permitir que a doce Luiza entrasse em sua vida e lhe mostrasse o caminho de volta. Bom. Vocês são jovens ainda, muitas coisas ainda aconteceram na vida dos dois, então desejo todo amor de Deus para os dois, que possam saber falar no momento certo e ouvir sempre a voz do outro. Sejam felizes! Amo vocês!

Com lágrimas nos olhos, o pai foi até o filho e lhe abraçou apertado. Mas antes que todos voltassem a comer e conversar, Júlia pediu um momento a todos.

—Sei que vocês querem continuar comendo e tudo o mais, mas eu gostaria de dizer algumas coisinhas sobre a noiva mais bonita desse mundo. Lú, eu sou muito feliz por ter te conhecido naquela tarde chuvosa. Agradeço muito a Deus por ter colocado uma pessoa tão incrível como você em minha vida. Claro que as vezes você é, simplesmente, insuportável com esse seu jeito mandão de cuidar de tudo e não querer ajuda, mas eu te admiro muito por tudo o que você é. Dia após dia, consigo aprender com você. És um exemplo de força, persistência e superação. Eu jamais vou esquecer tamanho e a intensidade da dor que senti quando achei que fosse te perder para sempre... -Júlia respirou fundo e enxugou uma lágrima que lhe escapuliu. _ Eu amo você, amiga/irmã. Nunca vou me arrepender de ter aberto as postas de minha casa para você, pois só quem ganhou com isso fui eu. Juntas, conseguimos superar muitos perrengues. Lembro como se fosse hoje de você sorrindo, enquanto eu estava preocupada por que nossa comida estava acabando e eu ainda não tínhamos conseguido um emprego. Daí você fez um pouco de macarrão com um restinho de molho de tomate que ficou maravilhoso, e disse que estávamos bem, porque não estávamos passando fome. Você é assim, forte como uma rocha. Obrigada por sempre me ensinar tanto. Como sempre digo, quero ser como você quando eu crescer! -sorriu junto com todos os convidados e notou quando sua amiga mal podia se conter de tantas lágrimas que já derramava. _Marcelo, cuide bem dela, senão eu juro que você vai se ver comigo.

Júlia foi até Luiza e abraçou fortemente, depois voltaram a comer como todas as outras pessoas da festa. Após uma hora, cumprimentando pessoas e tirando fotos com elas, Luiza e Marcelo foram até o meio do salão, uma vez que eles abririam a parte dançante da noite. Logo, a música “Perfect” do Ed Sheeran começou a tocar e eles iniciaram uma bela coreografia que havia sido bem ensaiada antes do casamento.

—Juro que te amo mais do que ontem e muito menos do que amanhã, Lú. -disse Marcelo ao fim da música com Luiza em seus braços ao som dos aplausos.

—Eu te amo mais, amor. E é para sempre. -disse sorrindo largamente antes de ter os lábios tomados num longo beijo de amor.

Notas finais
É isso, pessoal. Não tenho palavras para agradecer todo o carinho compartilhado. Amo vocês e espero tê-los comigo em nosso próximo romance. beijos e Fiquem com Deus, meus amores :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!