Notas iniciais
Oi, amores. Tudo bem com vcs? espero que sim. Gente, tô aqui a trancos e barrancos, mas estou me esforçando para finalizar essa história, afinal Luiza e Marcelo merecem um final feliz, não é mesmo? Contudo, sei que muitos de vcs querem a conclusão de One and Only, porém tá difícil, galera. A faculdade e o trabalho estão osso! enfim, espero que gostem e vejo vcs lá embaixo.

Os dias se passaram como num rompante, Marcelo e Luiza estavam vivendo um verdadeiro sonho, pois ambos, finalmente, haviam se rendido ao que sentiam. Três semanas desde a discussão com Rafaela e Pedro se sucederam e nenhuma das partes entraram em contato para uma possível conciliação, e cada vez mais essa situação perturbava a cabeça da jovem babá. Marcelo, não parecia estar diferente, ele via em Pedro um irmão e em Rafaela uma grande amiga, ele matinha firme seu posicionamento e achara ainda ser muito cedo para tentar uma conversa civilizada com os dois.

—Lú, você viu onde eu coloquei a chave do carro? Não a encontro em lugar algum. -Marcelo estava atrasado e caminhava a passos largos por toda a casa atrás da chave.

—Meu bem, deve está na bancada do escritório, você sempre deixa várias de suas coisas por lá. -Luiza dava o café da manhã do pequeno Joaquim na cozinha, ela estava feliz e distraída com as gracinhas que a criança fazia com a boca enquanto chupava a banana suculentamente.

—Achei! -gritou com uma voz alegre.

—O que o papai faria sem nós dois na vida dele, heim? – Joaquim como se entendesse o que a loira lhe perguntara, sorriu largamente batendo as mãozinhas.

—Não tenho a mínima ideia, querida. -ele se aproximou e abaixou-se ao entre a cadeirinha do seu filho e a de Luiza, ficando paralelo aos dois. _Vocês chegaram e iluminaram minha vida completamente. Eu amo vocês! -o sorriso que estampara o rosto do jovem pai era estonteante, qualquer um perceberia o quanto ele estava feliz naquele momento.

Luiza parou o que estava fazendo e se colocou a encarar o rosto do homem da sua vida, visto que aquela fora a primeira vez que ouvira aquelas palavras saindo da boca de Marcelo sendo direcionadas a ela. Seu coração acelerou, ela jamais pudera imaginar que ouviria as três tão sonhadas palavras tão rápido. Seus olhos marejaram e ela ficou de pé, colocando o prato que segurava em cima da mesa ao seu lado. Marcelo a imitou e tocou seu rosto com o polegar, enxugando a lágrima que insistira em molhar o rosto da moça.

—O que foi, Luiza? -ele já sabia o motivo para aquela emoção toda, pois também compartilhava do mesmo sentimento, mas queria que ela o expressasse, queria ouvir o mesmo.

—Você! Por favor, repete o que acabou de dizer. Preciso acreditar que não estou sonhando.

—EU AMO VOCÊ! -falou pausadamente, fazendo com que entre lágrimas e sorrisos a loira o abraçasse apertado.

—Eu também te amo, Marcelo. Amo como nunca amei ninguém em toda a minha vida. -sussurrou no ouvido dele, tendo como resposta um abraço mais forte ainda.

O beijo que os tomou foi forte, seguro e urgente. Luiza segurava e puxava ao mesmo tempo os cabelos rentes a nuca de Marcelo, já ele, com uma mão segurava sua cintura vigorosamente, enquanto com a outra mão segurava o rosto da mulher que havia feito com que ele renascesse para a vida. Os dois só se afastaram porque Joaquim reclamou atenção. Juntos, eles olharam um nos olhos do outro e sorriram largamente, logo após juntos, olharam para o pequeno que fazia uma carinha emburrada com um biquinho manhoso, pedindo colo. Marcelo pegou o filhos nos braços e o abraçou, Luiza não pôde contentar-se só e olhar a cena e sem demora juntou-se ao abraço.

Por volta das 10Hrs daquela manhã, Luiza preparava uma macarronada de carne simples, enquanto, entretido, Joaquim brincava com seus legos no tapete colorido que ela colocara no chão da cozinha próximo a ela, uma vez que o menino estava crescendo e assim estava mais serelepe e sagaz do que nunca. A fase da curiosidade havia chegado para o garoto, e quanto mais ele conhecia a casa, mais queria desvendar. Luiza começou a acreditar que, muito provavelmente, Joaquim estivesse atrás de algum tesouro escondido na casa, pois as vezes se via louca procurando-o ou correndo ao seu encalço. Depois de terminar o recheio do macarrão, ela sentira seu celular vibrar em seu bolso, rapidamente ela o desbloqueou e viu que era uma mensagem sms. Não sendo da operadora, ela a abriu para ver quem estava enviando algo via sms, aquilo era tão raro em dias atuais...

“Quanto tempo pode durar a felicidade de alguém?”

Nada mais do que essa única frase preenchia a mensagem. Luiza deixou-se encarar a tela do aparelho por mais que cinco segundos, sem entender o motivo daquilo, ela abriu seu app de conversa e escreveu para Júlia com os dedos um pouco trêmulos.

“Hey, bom dia, amiga! Uma coisa muito estranha acabou de acontecer. Recebi uma mensagem sem remetente com apenas isso aqui: Quanto tempo pode durar a felicidade de alguém? “

“Ué, que estranho, Lú! Será que a louca da Rafaela ou o Pedro estão querendo brincar com você?”

“ Não sei, mas acho que não. Eles não se passariam pra isso. Talvez a Rafaela, mas com certeza, o Pedro jamais faria algo assim, ele ainda é sócio do Marcelo, creio que ainda queira manter seu trabalho.”

“ Mais que merda, heim!? Amiga, será que não foi o rei dos idiotas?”

“Não consigo nem imaginar isso! Mas se for, ele não perde por esperar. Dessa vez eu o denuncio sem pena alguma.”

“Tudo bem. Qualquer coisa estou por aqui, mas agora tenho que voltar ao trabalho, senão seu namorado me mata!”

“mata nada, hahahaha”

“bj”

“bjs”

Luiza tentou transparecer uma calma que não existia dentro de si, seu corpo tremia e ela não conseguia imaginar viver todo aquele inferno novamente. O Thiago precisava sair de sua vida de uma vez por todas. Mas querendo deixar aquilo de lado, ao menos, por enquanto ela continuou a fazer o que havia parado e ocupando-se de suas atividades cotidianas, ela conseguiu esquecer o ocorrido. Logo as horas se passaram, e Luiza foi arrumar-se para ir a faculdade. Marcelo chegou um pouco mais cedo em casa e encontrou Joaquim brincando em seu quadrado no quarto do pai, enquanto Luiza tomava banho com a porta encostada. Ela sempre fazia isso, pois se algo acontecesse ela teria mais chances de ouvir.

— Oi, meu bem! Chegou mais cedo. -falou um pouco envergonhada com uma toalha lhe envolvendo o corpo.

—Oi. Terminei tudo um pouco mais cedo hoje, pois quero te levar a faculdade. – o olhar do homem estava em cima do corpo da mola, ele a desejava mais do que nunca, dia após dia ficava mais difícil controlar seus impulsos.

—Tudo bem! Vou só me arrumar rapidinho e já saímos. Você poderia trocar o Joaquim? Eu já dei o banho dele. -disse aproximando-se para dar um selinho em Marcelo.

—Claro... -antes que a moça se afastasse, ele ficou de pé colocando-se bem próximo a ela, Luiza deu um meio sorriso e desviou o olhar. Logo, Marcelo também sorriu e deu um passo de lado para que ela pudesse passar.

Luiza caminhou até a cama de Marcelo e pegou a muda de roupa que havia separado, mas antes que chegasse ao banheiro, seu namorado se aproximou dela e por trás passou uma mão por seu ventre abraçando-a, com a outra ele afagou seu pescoço de modo que Luiza acabou encostando a cabeça com seus cabelos molhados no peito do homem.

— Eu amo você, Luiza. A cada dia que passa, me sinto mais feliz e realizado ao seu lado, meu bem. -disse como num sussurro próximo ao ouvido esquerdo da loira que fechou os olhos e sorriu em resposta, sentindo que sua pele arrepiou-se por constatar o hálito quente de Marcelo e sua presença tão próxima a ela.

—Desse jeito vou acabar me atrasando, moço. -falou num fio de voz, desejando mais do que tudo não ter que ir a lugar algum naquela noite.

—Eu quero você, Luiza! -falou virando-a e colocando seus lábios aos dela sem nenhuma reserva.

—Eu também te quero, Marcelo. Você não imagina o quanto. -disse sorrindo sofregamente, após o beijo intenso que haviam trocado. _Porém, esperemos só mais um pouco, o momento certo chegará. -pediu sem entende o por quê de ter falado aquilo, pois anteriormente só permanecia esperando por ainda não ter obtido uma declaração de Marcelo, mas agora ele já havia dito tudo o que ela esperava.

—Tudo bem, eu sei que não demorará. Vá se arrumar, minha linda. Vou arrumar o Joaquim para irmos. -sorriu beijando a testa da moça e deixando que ela entrasse no banheiro.

Luiza se arrumava enquanto ponderava sobre o que havia dito, então lhe ocorreu que poderia fazer algo especial para a primeira vez dos dois. Sim, ela faria algo muito especial.

No caminho para a faculdade, Luiza acabou por perder-se entre os carros que passavam da janela, Marcelo notou o comportamento da moça e a olhou de lado, ela não podia estar bem, pensou consigo mesmo.

—O que está acontecendo, Lú? -a voz de Marcelo a tirou do lugar distante onde estava, fazendo com que ela o olhasse rapidamente.

— Oi, nada, meu bem. Nada demais! Eu que acabei recebendo uma mensagem muito estranha hoje sem remetente, mas não há nada com o que se preocupar. -respondeu sorrindo levemente, tudo o que ela não queria era que Marcelo se preocupasse em vão.

—Não sei, Lú. O que tinha na mensagem?

— Quanto tempo pode durar a felicidade de alguém, apenas. Achei estranho, mas deve ter sido um engano ou algo do tipo, amor. – falou tentando transmitir o máximo de segurança possível.

—Foi ele, Luiza. Foi aquele imbecil! -disse sem dúvida alguma.

—Não sei, mas se tiver sido ele creio que logo saberemos. – falou olhando para o namorado ao seu lado.

—Por favor, não me esconda nada. Eu não me perdoaria se algo acontecesse com você. -sorriu levemente estacionando o carro no estacionamento da universidade.

—Jamais, amor. Não se preocupe, por favor. Está tudo bem! Vou indo. – ela desencaixou o cinto de segurança e o beijo carinhosamente, depois sorriu para o pequeno no banco de trás que lhe acenou com sua mãozinha despedindo-se.

—Qualquer coisa me liga, por favor. Te amo! -disse pela janela segurando a mão da moça.

—Também amo você, amor. Eu ligo sim. Até amanhã! -despediu-se, dando um último selinho em Marcelo.

As aulas da noite transcorreram tranquilamente. As 22:00Hrs em ponto, Luiza começou a arrumar suas coisas e pediu um carro para leva-la em casa pelo seu app. Não demorou muito e ela já estava a caminho de casa, chegando ao prédio onde dividia um apartamento com Júlia, ela encontrou um Pedro cabisbaixo na portaria, aguardando sua chegada.

—O que você está fazendo aqui uma hora dessas? -perguntou sem demora olhando para ele que prontamente ficou de pé ao vê-la.

—Preciso falar com você, Luiza. Eu realmente preciso te pedir desculpas, estou muito arrependido com o que te disse e por ter duvidado tão fortemente de você. – ele a olhava nos olhos enquanto falava, tentando passar ao máximo sua sinceridade.

—Não se preocupe, eu não guardo mágoas. -ela estava sendo verdadeira em suas palavras, jamais conseguiu odiar ninguém. Nem mesmo o Thiago havia sido merecedor de tão horrível sentimento.

—Graças a Deus, Lú. Muito obrigado! Eu te quero muito bem e não conseguiria viver com essa dor por ter te magoado.

—Está tudo bem, Pedro. É sério. Eu e Marcelo nos acertamos, não adianta esconder. Também quero te pedir perdão, pois não deveria ter começado um relacionamento com você, enquanto meu coração pertencia a outra pessoa. -pediu olhando nos olhos do rapaz.

—Eu sempre soube, Lú. Não há o que perdoar. Eu te namorei sabendo que você não era apaixonada por mim, mas sempre carreguei a esperança de que isso poderia mudar com o tempo, mas não foi o que aconteceu e tudo bem. De verdade. Tudo bem. Eu só quero a sua felicidade. -falou aproximando-se da loira que sorriu levemente indo ao seu encontro para abraça-lo, afinal ela também queria o bem do jovem rapaz.

—Obrigada pelo o que vivemos, você ainda encontrará alguém que te fará muito feliz! -falou afastando-se dele.

—Eu também te agradeço por tudo. Bom, vou indo, está ficando tarde e você precisa descansar. Até mais, Lú. — despediu-se e caminhou em direção a saída.

Luiza caminhou até o elevador e ao entrar em casa sorriu largamente por ter resolvido e finalizado aquela etapa de sua vida. Luiza era assim, nada que alguém tivesse lhe feito de mal a deixava com raiva ou ódio por muito tempo. Nem mesmo Thiago conseguiu esse feito. Com Júlia já em seu quarto, Luiza foi direto para o seu, tomou um banho quente e colocou seu pijama, dormindo logo em seguida. A vida nunca é fácil, quando achamos que tudo está bem, algo acontece para que nossa opinião mude, contudo é assim que ela deve ser, visto que se tudo fosse sempre flores, não haveriam vitórias, não saberíamos como lutar por nossos objetivos, não amadureceríamos ou teríamos noção do que é sonhar em ter algo. Na verdade, cada luta é importante para dizer quem nós somos e qual o papel ocupamos no mundo. Sorria, não guarde rancor, pois a vida é curta demais para gastarmos tempo com coisas ruins e medíocres.

Notas finais
É isso, gente. Por favor, comentem, pois são os comentários de vcs que me ajudam com o decorrer da história.Um beijo no coração de cada um e até o próximo!