Reaper Of Hades
10 Novas Pistas E Vamos Para Columbus
Notas iniciais
Pov Emy
Fazia dois dias desde o ocorrido em Detroit, estavamos no apartamento, não tínhamos pistas, todos estavam no puro tedio, apenas descansando e fazendo nada eu estava sentada na sala assistindo TV, eu poderia esta no quarto fazendo a mesma coisa, mais Lotte estava dormindo lá.
Os meninos estavam sabe lá onde, fiquei pensando em tudo isso que aconteceu nesse curto espaço de tempo, Leo e Caio aparecendo no CHB, eu e Charlotte fazendo parte de uma profecia.
Decidi acordar Lotte, mais a porta do apartamento se abriu e Caio entrou correndo junto com Leo, o menino fechou a porta tão rápido que eu vi somente um vulto e os dois ficaram me olhando e começaram a rir.
– Ai Leo cara não devíamos ter mexido com eles. — disse Caio enquanto ria.
– Talvez, mais eles deviam ter levado uns socos. — Leo disse com as mãos nos joelhos arfando.
– Concordo plenamente capitão senhor do fogo. — disse Caio batendo continência como um soldado.
– Será que alguém pode me explicar o que ta acontecendo aqui? — perguntei esperando alguém me responder.
– Mexemos com uns bad boys e eles nos perseguiram por uns dois bairros. — Leo falou dando uma piscadela.
– Onde Charlotte esta? — perguntou Caio.
– Tá dormindo. — respondi, o menino fez um expressão de entendimento e se retirou indo em direção à cozinha.
Leo ficou lá parado me olhando, voltei a ver TV, mais pouco tempo depois o olhei e ele continuava ali.
– O que foi? — perguntei sendo rude.
– Você está muito linda. — ele disse, corei e ele saiu para o seu quarto rindo.
Dei um pequeno sorriso e novamente continuei a assisti TV, depois de um tempo Caio veio para a sala e se sentou em um sofá, o menino assistia ao programa com tanta atenção que na verdade não parecia esta vendo e sim pensando em alguma coisa.
Comecei a trocar de canal, passei por vários programas, incluindo um noticiário.
– Emy volta no canal anterior. — pediu Caio, eu meio a contragosto fiz.
O noticiário mostrava um acontecimento em Columbus onde um prédio tinha desabado aparentemente do nada, a policia estava fazendo investigações mais não tinham achado nada ainda, um vídeo foi mostrado na TV do exato momento em que o prédio caiu, eu e Caio prestávamos atenção, um Drakon apareceu e derrubou o prédio.
– Eu sabia. — gritou Caio batendo com as palmas da mão na mesinha. — mais Drakons não destroem prédios a não ser que alguém esteja mandando.
– Então temos uma nova pista? — perguntei sorrindo.
– Sim, vamos para Columbus. — disse Caio e nos dois fomos avisar Leo e Lotte.
Pov Charlotte
Acordei com alguém pulando e gritando alguma coisa em cima da minha cama, abri os olhos e descobri que era Emy, a garota sorria realmente parecendo feliz.
– O que foi Emy? — perguntei com a voz sonolenta.
– Acorda, nos vamos viajar, temos uma nova pista. — ela disse me forcei a levantar e sentei na cama.
– E para onde vamos? — perguntei.
– Para Columbus, um Drakon destruiu um prédio lá. — respondeu Emy.
Fui para o banheiro e fiz minha higiene, diferente de Emy eu não estava tão feliz de sair mais uma vez em busca de sei lá o que, me lembro de como fiquei preocupada com Emy quando aquele prédio explodiu há dois dias em Detroit.
Lembro-me que fiquei preocupada com Caio também quando ele atravessou aquele prédio, com Leo quando o prédio explodiu também, de como fiquei com medo de Agis e congelei na hora, do modo como Caio o matou friamente.
Estava cansada dessa profecia, mais era o fardo que eu tinha que aguentar, afinal você nunca consegue escapar de uma.
Coloquei uma roupa e ajeitei a minha mochila para viajem, sai do quarto e fui direto para cozinha, estava com muita fome, comi algo e segui para a sala, os três estavam lá sentados e compartilhavam suas historias engraçadas.
Sentei-me do lado de Emy enquanto Leo contava como conseguiu fugir de Caio uma vez que o garoto lhe pregou uma pegadinha, Caio me olhou e sorriu, voltou a ouvir Leo e vez ou outra o corrigia dizendo que não foi exatamente isso que tinha acontecido.
– Bem, Emy me contou que vamos para Columbus. — eu disse depois de um tempo.
– Sim nos vamos. — Caio disse, se levantou do sofá. — estavamos só esperando você.
Todos ajeitaram as mochilas e fomos para o estacionamento, novamente procuramos o carro vermelho com detalhes em branco de Caio, o achamos estacionado do lado de uma Ferrari.
Caio destravou o carro, colocamos as mochilas no porta-malas e entramos no carro, o menino ligou o automóvel e saímos pela cidade até pegarmos uma estrada.
Depois de algumas horas na estrada paramos em um posto para abastecer e comer, Caio estava calado desde que entramos no carro.
Chegamos a Columbus quase ao anoitecer, o que nos deu tempo de ir a um hotel e depois ir até o local onde o prédio tinha sido destruído.
– Com certeza foi o Drakon. — disse Leo olhando com cautela o local. — Caio?
– Foi mais ainda tenho duvidas. — revelou Caio. — por que ele destruiria esse prédio?
– Vai ver alguém o mandou como você mesmo disse Caio. — explicou Emy.
– Pode ser mais por que alguém o mandaria destruir. — Caio falou. — Vamos para o hotel, esta anoitecendo pode ser perigoso andar por ai amanha voltamos aqui e vemos se encontramos alguma coisa.
Estavamos todos no hotel, do mesmo jeito como antes, Leo e Caio estavam no quarto ao lado, Emy estava lendo seu livro, ela sempre fazia isso quando não tinha nada para fazer, claro a garota tinha problemas por conta da dislexia mais ela conseguia já eu queria sair daqui fugir ir para uma festa como fazia no CHB, mais então eu lembrava o que estava me esperando lá fora.
Uma chuva forte me fez colocar um casaco, o frio me causava arrepios, estava deitada em minha cama, quando a porta foi aberta com tudo, Emy se levantou tão rápido e já estava com sua espada, eu fiquei parada olhando para Caio ele estava encharcado o corpo tremia de frio, o menino tinha um corte no lábio inferior que estava bastante vermelho.
– Caio o que aconteceu? — eu perguntei me recompondo e indo até o garoto para ver se ele não tinha mais nenhum corte.
– Eu não sei eu acordei no meio da rua com esse corte, quase fui atropelado, então eu voltei aqui e que Leo não estava no quarto, e agora estou aqui. — ele explicou enquanto eu lhe dava um pouco de ambrosia.
– Precisamos encontrar Leo. — Emy disse parecendo esta se controlando para não entrar em pânico.
– Nos vamos, dez minutos lá embaixo, eu quero lanternas, cordas tudo que possa ser útil. — disse Caio agora sendo o mesmo que era quando estava preste a cumprir uma missão.
O menino foi para o seu quarto preparar suas coisas, assim que ele saiu Emy deixou as lagrimas caírem, fui até ela e a abracei.
– Ei se acalma, Leo é esperto, vai ficar tudo bem. — eu disse a confortando mais também estava preocupada.
– E se ele estiver mais machucado do que Caio, Lotte endenta se alguma coisa acontecer com ele nunca vou me perdoar. — ela falou enquanto suas lagrimas encharcavam o meu casaco.
– Não ele sabe se cuidar, e nos vamos achar ele, agora precisamos nos ajeitar para isso. — eu disse sendo confiante, nos preparamos e descemos com as mochilas nas costas, Caio estava parado olhando a chuva e parecendo assim como Emy esta se controlando para não entra em pânico.
– Vamos não temos tempo. — ele disse e nos saímos em meio à escuridão e chuva procurando Leo, torcendo para que tudo estivesse bem com ele.
Pov Leo
Eu estava deitado em o que parecia ser terra, meu corpo todo estava dolorido, eu podia sentir o cheiro de sangue que vinha de mim, eu estava molhado podia ouvir o barulho da chuva batendo no teto de onde eu estava me sentei com dificuldade, olhei para o local, estava escuro mais a benção fez o seu trabalho e logo eu podia ver perfeitamente.
Minhas suspeitas se confirmaram quando eu vi que estava sujo de lama e sangue seco, não conseguia me lembrar do que tinha acontecido só me lembro de deitar para dormi e agora acordei nesse lugar, era uma prisão como as daqueles castelos antigos com terra e grades uma masmorra, eu precisava ver se os outros estavam bem.
Fiquei de pê e andei até as grades que me cercavam, de três lados havia somente uma parede atrás de mim, fiz chamas aparecem em minhas mãos e derreti as duas grades formando um espaço para eu sair da cela.
Logo mais a frente tinha uma escada em espiral com tijolos velhos e desgastados comecei a pensar que talvez eu estivesse mesmo em um castelo, como o que tinha ali eram mais e mais celas como a que eu estava preso, eu podia sentir um enorme poder vindo de cima, como um bom semideus que sempre procurava confusão eu subir a escada sem hesitar.
Passei por vários quartos e salões todos estavam vazios mais com varias tochas o que indicava sinal de vida, cheguei ao que parecia ser a sala do trono, nada, subi mais escadas e fui para o terraço que era um retângulo com quatro torres uma em cada canto, o poder vinha daqui, então me sentei esperando algo acontecer, a chuva me encharcando deixando-me impossibilitado de usar o fogo.
– Você se lembra de mim, Leo Valdez? — uma voz entrou nos meus ouvidos me perguntando eu conhecia a voz mais não me lembrada de onde. — pelo visto não, então eu vou refrescar sua memoria, eu sou Círon.
Pov Emy
Estava me segurando para não chorar, a chuva poderia disfarça as lagrimas mais não os olhos vermelhos, estavamos correndo pela cidade desesperados para achar Leo, eu e Lotte ficávamos mais atrás sozinhas enquanto Caio estava à frente nos guiando, o menino parecia esta a beira de um colapso, segurava a lanterna com tanta força que eu podia ouvir o estalo que fazia toda vez que ele fechava o punho mais forte.
Passamos por uma praça e um sugador nos atacou Lotte eu conta do serviço cravando uma fecha na sua cabeça, Caio pareceu percebe alguma coisa, ele então apontou para a nossa direita.
– Ele esta lá, tenho certeza, mais não esta sozinho. — ele disse, vimos que para onde ele apontava era um parque de diversões com um castelo no fim.
– Tem certeza? — perguntei cautelosa.
– Sim, vocês não conseguem senti o poder que aquele lugar emana? — ele nos perguntou.
– Não. — eu e Lotte respondemos em uníssono.
Voltamos a correr agora em direção ao castelo, entusiasmo cintilava nos olhares de cada um, mais alguns monstros tentaram nos atacar, Caio cortou ao meio um Lotte acertou flechas em outro e eu congelei um.
Chegamos até o parque, havia vários brinquedos e lojas, uma roda gigante, atravessamos o local sem monstros, um estrondo soou no céu e o clarão do trovão clareou o castelo que estava a nossa frente.
Meu coração batia forte de medo e empolgação.
– Ele esta lá em cima. — anunciou Caio aliviado.
– Vamos entrar no castelo? — perguntou Lotte que até então estava calada.
– Não vamos direto para cima. — disse Caio e estendeu uma para mim e outra para Lotte. — viajem pelas sombras.
Demos as mãos e as sombras nos engoliram rapidamente e logo estavamos no terraço, havia varias poças de um liquido avermelhado no chão.
Eu não aguentava mais o medo, a chuva caia em meus olhos dificultando minha vista mais eu pude ver uma silhueta na escuridão segurando alguma coisa, seja quem for se aproximava de nos, Caio já tinha percebido quem era eu me espantei quando vi que a silhueta era ninguém mais que Leo, ele estava com as roupas rasgadas e com vários machucados, segurava a sua espada com muita dificuldade, sangrava muito.
Ele não aguentou mais e caiu no chão desmaiado, corremos até ele, eu o segurei, Caio olhou par todos os lados como se esperasse um ataque e que de fato aconteceu alguma coisa jogou o menino para o outro lado do terraço, Lotte preparou o seu arco.
– Desistam não tentem fazer nada se tentarem ficaram como o seu amiguinho. — disse uma voz, outra silhueta saiu da escuridão.
Era um homem com um arco e uma aljava presa ao ombro, segurava duas pistolas como aquelas de faroeste, tinha cabelo preto e encaracolado e seus olhos verdes e brilhantes demostravam desprezo, usava botas de couro de cano alto, calça de couro e uma camisa de pirata.
– Quem é você? — perguntou Lotte a voz tremula os olhos cintilando pavor.
– Eu sou Círon, e vocês morreram hoje. — disse o homem apontando as pistolas para nós.
Em um piscar de olhos o homem foi lançado por Caio para o outro lado do terraço.
– Não hoje. — disse o menino sorrindo.
– Quem ousa me atacar? — perguntou Círon com raiva.
– Eu sou Caio o filho da força. — disse o menino. — e é você que morrera hoje.
Círon atirou em Caio mais o menino desviou dando pulos em varias direções.
– Emy vai ajudar Caio deixa o Leo comigo. — Lotte disse, eu confirmei com a cabeça e me levantei.
Corri até os dois e fiz uma parede de gelo que cobriu Caio no momento em que as balas o acertariam.
Círon se virou para mim, desfiz a parede de gelo e lhe lancei uma enxurrada de neve que o fez cair.
– Obrigado Emy. — agradeceu Caio, o menino pegou o cabo da espada na sua mochila a apertou o botão para lamina que logo emergiu. — mais temos que tirar ele daqui.
– Como? — eu perguntei lançando mais um pouco de neve em Círon que já estava se levantando.
– Vamos levar ele para dentro do castelo. — gritou Caio a chuva dificultava a nossa comunicação.
– Certo. — gritei.
Círon já tinha levantado e ia em direção à Lotte que estava fazendo curativos em Leo, Caio o impediu de machucar a menina e lhe deu um soco no estomago, o empurrou e gritou pra mim.
– Agora Emy. — o menino estava eufórico, eu fiz a minha parte e congelei o chão onde Círon estava o que fez o homem escorregar e cair de costa para o chão Caio fez a espada desce e guardou o cabo em um bolso da mochila, depois correu até Círon e deu um pulo e socou o homem no estomago.
– Agora você vai ver o meu poder. — gritou Caio enquanto o gelo se quebrava e o chão rachava, abrindo um buraco que engoliu os dois para dentro do castelo.
Que força eu nunca vi algo assim, com um só soco, me recompus e tirei uma corda da minha mochila, amarrei em um esteio e joguei no buraco, segurei a corda em uma mão e a lanterna em outra, meio receosa comecei a descer o buraco.
Pov Lotte
Poucos segundos depois de Emy pular eu dei um pouco de néctar para Leo, ele engasgou e abriu os olhos, estava exausto, tossiu.
– Charlotte, o que você esta fazendo aqui? — me perguntou com dificuldade.
– Nos viemos te procurar. — eu respondi ele fez uma careta de desentendido. — eu, Caio e Emy.
– Não nos temos que fugir daqui, Círon esta aqui. — Leo falou enquanto tentava se levantar, mais estava sem forças.
– Emy e Caio já estão cuidando disso. — eu falei.
O ajudei a se levantar e coloquei um de seus braços em volta do meu pescoço.
– Vamos temos que sair. — eu disse mais um grunhido chamou a minha atenção, olhei para as torres que era de onde o barulho de vindo, o clarão do trovão me permitiu ver o enorme Drakon que se prendia em uma das torres como uma cobra.
Sem hesitar levei Leo ate o buraco que Caio tinha deixado e nos pulamos sendo sugados pela escuridão.
Pov Caio
Círon era um bom oponente mais ainda não era bom o suficiente para me ganhar, assim que caímos na sala do trono eu me levantei e me escondi atrás do trono, Círon se levantou e atirou em minha direção, pelo visto ele tinha olhos aguçados.
Dei um giro no chão e corri para uma porta que estava perto de mim, Círon me seguiu e eu lhe lancei uma rajada de esferas negras.
– Você é muito mais forte do que eu pensava. — admitiu Círon rindo. — mais o meu poder não pode ser comparado com o seu.
Ele então pegou chegou perto e tentou um chute alto no meu rosto eu me abaixei e lhe acertei uma rasteira, Círon caiu e gemeu de dor, Emy apareceu atrás dele e congelou seus punhos e nos tornozelos no chão como uma algema.
– Parece que você é que não tem poder para nos ganhar. — eu provoquei sorrindo com escárnio.
– Me solte e eu vou te provar quem é que tem mais poder. — ele disse que cara chato acha mesmo que vou cair nessa.
– Porque mandou o Drakon atacar aquele prédio? — eu perguntei.
– Porque eu posso além que tinha muito dinheiro lá. — ele sorriu.
Um estrondo veio de cima de nos poeira caiu do teto, sujando nossos rostos e roupas.
– Por falar em Drakon, acho que os dois lá em cima não tem nenhuma chance. — provocou Círon e riu alto.
Segundos depois Leo e Lotte apareceram se apoiando um no outro pelo mesmo caminho que tínhamos feito.
– Acho que hoje não é o seu dia. — eu disse olhando para Círon ele rosnou de raiva.
– Cuidem dele eu vou dar um... — eu ia dizendo mais o maldito do Drakon apareceu no final do corredor que já estava destruído, ele veio rastejando destruindo as paredes do corredor, Leo foi rápido e puxou Lotte para dentro de uma das portas, Emy fez o mesmo, eu corri e vi que não teria mais como escapar, olhei para janela que estava em minha frente, Círon conseguiu se liberta e entrou na primeira porta que viu.
Sem opções eu pulei pela janela no exato momento em que o Drakon destruiu todo o corredor deixando uma cratera dividindo o castelo.
Eu cai no chão e rolei alguns cacos de vidros me atingiram e fizeram cortes, a chuva me deixou encharcado, o Drakon estava me fitando com fúria.
– Ahhh hoje não. — eu provoquei e comecei a correr o monstro logo me seguiu. — agora somos eu e você.
Pov Leo
Meu corpo todo doía mais eu consegui me levantar, Lotte fez o mesmo.
– O que aconteceu? — ela me perguntou.
– O Drakon, eu vi ele, Emy também consegui escapar, mais Caio eu não sei. — disse tentando me manter calmo, Caio sempre dava um jeito.
– Droga. — ela suspirou.
Eu abri a porta e por pouco não cai no precipício que o Drakon fez.
– Mais que... — disse a menina parando logo com certeza iria chamar um palavrão.
A porta em nossa frente do outro lado do precipício foi aberta e Círon nos olhou com fúria antes de apontar as pistolas e atirar em nossa direção, mais eu fiz uma porta com a benção e as balas a atingiram.
– Isso vai manter ele ocupado por um tempo. — disse. — mais precisamos achar Emy.
– E Caio. — Lotte acrescentou
– E Caio. — repeti.
Quando o barulho das balas cessou eu soube que Círon estava recarregando, desfiz a porta e vi que Círon não estava mais em nossa frente, então eu pulei para onde ele estava Lotte fez o mesmo.
– Onde será que Emy esta? — ela me perguntou.
– Vamos descobrir. — respondi não querendo pensar no pior.
Eu destruí uma parede espalhando uma combinação de fumaça e poeira, eu queria ver o que tinha na próxima porta já que no poderíamos entrar de uma em uma por conta do corredor.
A fumaça se dissipou e eu passei pelo buraco que eu tinha criado, e que eu ganhei? Um belo soco de alguém eu cambaleei para trás me apoiando na parede.
– Leo, droga me desculpa. — disse a menina que tinha me socado que era Emy, eu a olhei seu belo rosto estava sujo de poeira e suor, sua camisa jeans tinha vários rasgos.
– Não foi nada, temos que achar Caio. — disse. — e você esta bem?
– Estou considerando a situação. — ela respondeu.
– Então eu acho que nos devíamos dar logo um fim em Círon. — Lotte sugeriu.
– É vamos fazer isso, mais temos que trabalhar em equipe. — falei. — Círon é muito forte, se tentarmos atacar sem um plano não conseguiremos.
– O que você sugere afinal você é filho de Hefesto e um os melhores estrategistas do acampamento. — Lotte disse, Emy afirmou com a cabeça.
– Certo. — disse, coloquei a mão no queixo pensando, uma ideia me veio na cabeça. — vamos montar uma armadilha para ele, eu irei atrair ele para o terraço, e vocês vão para as torres, quando eu estiver lá em cima com ele lutando, Lotte você lança suas fechas e Emy quero que tente congelar ele, ok. — eu disse, elas concordaram. — então repitam.
Elas repetiram e então nos separamos eu destruir mais uma parede para elas passarem e irem para as torres, eu usei a viajem pela sombra para ir para a sala do trono.
Eu avistei Círon sentado no trono com as pistolas nas mãos.
– Círon o rei dos otários. — disse provocando-o
– Muito engraçado semideus de merda. — ele respondeu se levantando. — acha que pode me ganhar sozinho? A surra que você levou antes dos seus amiguinhos chegarem não foi suficiente? Quando você vai aprender?
– Desculpa é que eu demoro a aprender. — eu disse, ele atirou e eu desviei dando pulos em varias direções, quando suas pistolas descarregaram eu peguei duas granadas do meu cinto e lancei em sua direção, elas explodiram enchendo a sala de fumaça.
Eu ouvi um assovio passar por mim, soube na hora que era uma fecha a fumaça dificultava minha vista mais consegui ver as escadas que levavam até o terraço, eu as subi, cheguei ao terraço a chuva me molhou fazendo alguns cortes arderem.
Olhei para as torres e viu duas silhuetas que se não fosse pela benção não seria capaz de ver, Círon apareceu logo em seguida e me lançou várias fechas que foram desviadas.
– Semideus burro me trouxe para chuva onde você não pode usar o seu poder. — disse ele largando o arco e tirando a aljava do ombro, ele segurava uma adaga, ele veio ate mim e tentou um perfurar eu desviei e puxei a minha espada do cinto.
– Agora meninas. — eu gritei, uma fecha branca passou por mim e quase acertou Círon.
Logo uma enxurrada de neve começou a tentar acerta o homem mais ele desvia muito bem, eu fui para cima e o ataquei ele esquivou e me deu um soco, eu lhe dei um também e ele me fez um corte no braço, eu dei alguns passos para trás.
– Nada mal. — ele disse enquanto desvia da uma fecha. — mais vocês nunca conseguiram me ganhar sem o seu amigo filho da força que já deve está morto pelo meu Drakon.
– Acho que esse sou eu. — a voz de Caio surgiu da escuridão, o clarão de um relâmpago possibilitou o vermos.
A sua camisa preta estava com três cortes na horizontal deviam ter sidos feitos pelo Drakon, seu rosto estava todo sujo e arranhado, um corte no lábio inferior, além de vários cortes pelo corpo.
Ele segurava a espada em uma mão e a outra estava enfaixada.
– Impossível como, como você conseguiu? — perguntou Círon com a voz tremula.
– Logicamente matando o seu monstrinho. — Caio respondeu.
Círon estava de olhos arregalados pareceu perceber que realmente estava ferrado e não conseguiria ganhar.
– Eu não vou ser morto por semideuses, adeus. — Círon disse e correu de volta para as escadas, Caio desapareceu de onde estava e apareceu na frente de Círon impedindo a passagem do homem.
– Péssima ideia. — disse Caio enquanto levantava a perna direita até a cintura e dando um chute no estomago de Círon que gemeu de dor e foi lançado em minha direção, ele me acertaria mais eu fiz uma parede negra e ele rebateu nela e caiu no chão cuspindo sangue.
– Agora você vai contar tudo o que sabe se não vai morre de uma forma muito ruim. — eu disse o levantando bruscamente e segurando os seus braços.
– Eu não sei de nada. — ele respondeu.
– Sabe qual é problema dos subordinados Leo? — Caio me perguntou, eu fiz que não com a cabeça. — é que eles sempre dizem que não sabem de nada quando na verdade sabem.
Caio chegou perto de Círon e lhe deu um soco.
– Fale logo, e morra rápido sem dor. — Caio disse.
Círon cuspiu mais sangue formando uma poça.
– Tudo bem eu digo. — anunciou ele depois mais alguns socos.
– Aprecio sua contribuição. — Caio disse sorrindo.
– Tudo o que eu sei é que existe um covil de monstro controlado por um servo de Gaia em Louisville, eu vou te avisar filho da força, você pode ter ganhado a batalha hoje mais não ganhara a guerra. — Círon disse sorrindo, eu o larguei e ele ficou de joelhos no chão, fui para trás de Caio e fiquei olhando.
– Não me importa o que você pensa, eu vou matar todos os que tentarem machucar os meus amigos e os acampamentos. — disse Caio serio. — agora isso é tudo o que você sabe?
– Sim. — respondeu o homem com a voz rouca.
– Então adeus. — disse Caio levantando a mão uma esfera negra surgindo na mesma, então ele a lançou em Círon que gritou enquanto seu corpo era engolido pelas sombras da explosão negra.
– Não haverá piedade para aqueles que me enfrentarem. — disse Caio. — Vamos embora.
Buscamos as meninas na torre e fomos para o hotel, dormimos e de manha voltamos para Nova York, Caio se mantinha calado durante o caminho, alguma coisa me dizia que ele tinha se machucado mais do demonstrava na luta contra o Drakon.
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