Reaper Of Hades

11 As Lembranças Em Forma De Sonho, Um Covil, Lutas E Mais Lutas E Amuleto Da Sorte


Notas iniciais
...

Pov Caio

Eu estava mais machucado do que queria admitir, mais não era fisicamente e sim emocionalmente, durante a luta contra o Drakon, uma voz tinha entrado em minha cabeça fazendo lembranças de um passado que eu amava mais ao mesmo tempo odiava voltarem à tona com força total.

Eu estava em minha antiga casa, lembro-me muito bem do que aconteceu, tinha seis anos, estava no quarto dos meus irmãos os reparando enquanto minha mãe fazia suas mamadeiras, eu os olhava com alegria, minha irmã a mais nova tinha dois anos, sua pele negra igual a minha, seus olhos castanhos escuros me fitavam com duvida como se quisesse saber quem eu era já meu irmão que na verdade era meu primo, mais eu o amava como um irmão de pele clara e olhos azuis, tufos de cabelos castanhos em sua cabeça ele me fitava com admiração talvez ele já soubesse que nos fossemos irmãos mesmo que fossemos de cores diferentes.

Sorri para eles, e fiz caretas.

– Caio. — minha mãe me chamou lá da cozinha, eu dei um beijo na testa de cada um e desci.

– Sim mãezinha? — perguntei embora já soubesse o que ela ia responder.

– Seu pai esta te esperando na garagem para irem treinar. — ele disse e eu lhe dei um beijo na bochecha e fui para garagem onde meu pai me esperava.

Na verdade ele não era o meu pai verdadeiro, ele mesmo fez questão de deixar isso bem claro mais disse que me amava como se fosse e me protegeria de toda forma, então eu o considerava o meu pai e para mim não importava onde meu pai verdadeiro estava eu tinha um muito bom.

– Oi filho, pronto para ir? — ele me perguntou enquanto nos cumprimentávamos batendo uma de nossas mãos fechadas e depois abrindo e mexendo os dedos com uma onda.

– Sim, eu trouxe o meu quimono. — avisei, o negocio era que ele me treinava desde os cinco anos, na época disse que era para proteção mais eu gostava, então nos treinávamos vários estilos de luta, desde Boxe ao Kung Fu, mais hoje era dia da minha favorita Karatê.

– Então vamos. — ele disse foi então que as coisas deram errado, entramos no carro e quando a porta da garagem se abriu um enorme grifo estava nos esperando, quando eu o vi achei que era imaginação eu sabia o que era logico, sempre fui apaixonado por mitologia grega e suas vertentes.

Mais meu pai também viu, e abriu a minha porta do carro devagar, ele respirava forte e seus olhos fitavam o monstro intensamente.

– Caio corre. — ele gritou quando abriu a porta com tudo, eu obedeci, mais olhei para trás e vi meu pai segurando uma espada que ele tinha tirado sabe se lá de onde, o fato é que ele foi em direção ao grifo que agora estava com as garras prontas para atacar, e foi o que ele fez só que meu pai não tinha treinado tantos anos de sua vida para morrer tão fácil ele desviou e fez um corte no grifo que soltou um rosnado.

Eu não sabia que iria perder toda a minha família nesse dia começando pelo meu pai, o grifo avançou e arranhou o braço que meu pai segurava a espada ele a largou com a dor, o sangue pingando no chão e formava uma pequena poça do liquido avermelhado, então essa foi a primeira vez que eu me senti perdido e sem rumo na vida, quando o monstro atravessou suas garras pelo corpo de meu pai, a expressão de derrota de meu pai me fez começar a chorar, seu corpo sem vida caiu no chão e o sangue começou a encharcar o local.

Fiquei paralisado olhando para ele, seus olhos cintilando dor me fitavam me deixando louco, o grifo veio até mim e alguma coisa me fez correr algo mais forte do que o medo é a vontade de viver. Fui para a cozinha e chamei pela minha mãe a voz tremula e chorosa.

Subi as escadas tropeçando e por vez ou outra quase caindo e abri a porta do quarto dos meus irmãos com enorme força que ela se partiu ao meio, os bebes começaram a chorar e minha mãe tentava os acalmar.

– Caio o que aconteceu? — ela gritou comigo pouca vezes ela fazia isso somente quando estava com muita raiva.

– O papai está morto, tem um monstro lá embaixo, mãe eu estou com medo. — eu disse enquanto as lagrimas começavam a cair.

– O seu pai, não droga filho fique aqui com seus irmãos. — disse ela também começando a chorar e me deu o ultimo beijo na testa e saiu do quarto para eu nunca mais a ver.

Eu gritava e chorava ao mesmo tempo implorando para ela não me abandonar, mais então eu decidi que isso não iria ajudar em nada, me acalmei o máximo que consegui, e tentei fazer meus irmãos pararem de chorar, mais não tive sucesso, um estrondo me fez dar um pulo e os bebes chorarem mais alto, como é que ninguém na vizinhança não escutava?

O grifo apareceu em frente ao quarto me fitando e eu soube que tinha perdido mais uma pessoa em minha vida.

Isso despertou uma enorme fúria pela qual eu fui tomado e parti para cima do monstro mais ainda era fraco nessa época e ele apenas me fez vários cortes com as suas garras e eu fiquei jogado no chão derrotado, olhei para os berços onde meus irmãos estavam eu sentia uma dor imensa mais decidi que não iria perder mais ninguém.

Levantei-me com fúria, eu sentia que iria desmaiar a qualquer estande mais ainda assim fui para frente do grifo impedindo sua passagem para os berços, com os braços abertos, derrepente o monstro não era mais monstro e sim um homem careca com barba e musculoso.

– Hoje é o seu dia de sorte, não posso te matar agora mais algum dia eu te acharei e te farei sofrer. — o homem possuía uma voz rouca e falava com calma, como alguém podia falar com calma fazendo o que estava ele fazendo?

Eu não aguentei mais a fúria e com toda a minha força tentei lhe dar um soco, mais ele me segurou pelo pulso.

– Eu não posso te matar mais te deixarei um presente. — ele disse e girou o meu pulso tão forte que ele ficou de uma maneira que não era possível, a dor foi tanta que eu não resisti e pensando que não podia o deixar pegar os meus irmãos desmaiei, lembro-me de que quando acordei os corpos dos meus irmãos estavam sem vida em cada berço eu jurei que mataria aquele grifo nem que fosse a ultima coisa que eu faria na minha inútil e solitária vida.

Acordei suado e com dor no meu pulso, ele estava enfaixado por que em Columbus o Drakon quase o decepou minha mão esquerda que estava toda arranhada e ralada, o enfaixe começava na metade do meu antebraço até as mãos cobrindo os dedos, era o preço que eu tinha que aguentar já que não quis usar néctar e nem ambrosia as vezes era bom senti a dor saber que ele é real e pode chegar a qualquer estande.

Levantei-me do quarto, estava escuro mais nem preciso dizer que eu podia enxergar perfeitamente, fui para a cozinha e tomei um copo de água, depois andei até a sala e fiquei jogando videogame pelo resto da madrugada toda até que quando estava amanhecendo eu adormeci tendo um sono calmo e sem sonho pensado em minha família.

Pov Charlotte

Eu estava tendo um sono bom mais alguma coisa me fez acorda, olhei para o relógio no criado mudo perto de minha cama que marcava 08h, me levantei com preguiça, Emy dormia tranquila mesmo com os seus ferimentos, isso me fez lembra-se do sorriso que ela deu quando Leo ficou bom.

Fui para a cozinha, tinha ouvido o barulho da tv mais estava com fome, então comi algo e fui tomar banho, vesti uma roupa e andei para a sala.

Porem eu parei quando ouvi a voz de Leo.

– Caio nos sabemos que Louisville é nossa próxima cidade, vamos descansar e depois sairemos para ir. — disse ele parecendo tenso.

– Eu não preciso descansar não venha me comparar com semideuses normais. — Caio disse arrogante o que aconteceu com ele? Desde que nos voltamos ele esta assim rude com todos, ontem quando estavamos na cozinha eu pedi um copo de água e lhe me respondeu ‘’você não tem empregado’’ e saiu em passos pesados.

– Caio o que aconteceu com você? — perguntou Leo parecendo adivinhar os meus pensamentos.

– Nada, é só que na luta contra o Drakon o outro inimigo da profecia falou comigo na minha mente e me fez lembrar muitas coisas da minha infância inclusive o massacre. — respondeu Caio se abrindo.

– Ahh Caio se eu soubesse disso eu teria de deixado em paz. — disse Leo. — sei que é difícil eu só perdi a minha mãe mais ela era a minha única família, já você perdeu todos.

– Leo obrigado por ser meu amigo. — disse Caio.

– Que isso você sabe que eu que agradeço por salvar a minha vida naquele dia. — Leo falou ambos riram.

– Então eu acho que eu vou para Louisville achar esse covil, se eu não aparecer em dois dias se preocupe. — disse Caio, Leo tentou contestar mais não conseguiu fazer o menino mudar de ideia, eu não podia o deixar fazer isso não do jeito que ele estava confuso ele fazia as coisas sem pensar, então eu andei até a sala me pondo em vista.

– Você não vai a lugar algum. — eu disse com olhar desafiador e ambos me olharam surpresos.

– Pena que você não me manda, agora da o fora daqui antes que algo ruim aconteça. — ele disse com desdém.

– Serio estou apavorada de medo. — eu disse e me arrependi por que a expressão dele foi de choque acho que ele nunca tinha sido desafiado assim.

– Eu nunca quis brigar com você mais você ta pedindo. — ele disse.

– Caio não. — Leo gritou e quando eu percebi Caio estava tão perto que poderia me beijar, corei com esse pensamento mais não foi isso o que ele fez foi algo bem doloroso e nada prazeroso, senti uma dor no estomago e quando olhei para ele, a mão enfaixada de Caio estava socando, ele deu alguns passos para trás e antes de desmaiar vi o rosto de Caio que demonstrava pavor talvez ele não quisesse fazer isso.

Eu sentia dor no estomago, estava escuro, demorei a perceber que eu estava deitada em minha cama, os olhos fechados minha barriga doía, me fazendo lembrar o que tinha acontecido.

Duas pessoas conversavam perto de mim.

– Eu vou matar ele. — reconheci a voz de Emy. — como ele pode fazer isso com ela, que filho da puta covarde.

– Ei se acalma, a Charlotte está bem, deve ficar com dor no estomago que não vai ser de fome mais ela está bem, agora temos que achar ele. — Leo disse tentando a acalma.

– Ele que se... — Emy ia dizendo mais ele a interrompeu.

– Olha a boca. — disse ele sorrindo.

Soltei um suspiro chamando suas atenções, eles vieram até mim, eu abri os olhos e eles me encaravam com preocupação.

– Lotte finalmente acordou. — disse Emy sorrindo. — faz uma hora que você ta apagada.

O que? Uma hora não eu não posso ter ficado uma hora desmaiada.

– Como assim uma hora? — eu perguntei.

– Uma hora não sabe o que é uma hora? São sessenta minutos. — Leo disse sorrindo.

Serio que eu fiquei desmaiada todo esse tempo

– Eu fiquei mesmo desmaiada todo esse tempo? — eu perguntei ambos assentiram com a cabeça. — e ele onde está?

– Bem deve está em Louisville, mais disse que se não voltasse em dois dias era para eu me preocupar. — disse Leo.

– Acho bom ele não voltar se não eu mato ele e o ressuscito e mato de novo. — Emy disse.

– Você não teria a mínima chance, isso não foi nem dez por cento do poder dele. — disse Leo apontando para a minha barriga.

– Leo me conta o que aconteceu com ele no passado, antes da gente brigar vocês estavam conversando sobre isso. — eu pedi o encarando com cara de pidona.

– Pelo visto você não me deixar em paz, até eu contar? — ele perguntou já sabendo a resposta.

– Você sabe que não. — eu disse, ele sorriu.

– Bem é uma historia meio chata, mais resumindo ele perdeu toda a família em um ataque de monstro em sua casa. — ele disse mexendo no cabelo.

– Como? — eu perguntei interessada e com pena do menino que agora devia esta em perigo.

Então Leo contou tudo, como o Caio estava indo para o seu treino, o garoto lutava dede os seis anos agora eu sabia por que ele era tão bom em lutas, ele contou como os pais e os irmãos de Caio morreram, e eu me senti com menos raiva dele quer dizer ele me socou e me deixou apagada mais ainda assim ele sofreu muito, eu mesmo não gostando da minha família mortal ainda tinha uma já ele perdeu tudo com seis anos e treinou pesado desde então.

Fechei os olhos pedindo aos deuses que ele estivesse bem.

Pov Caio

Eu me sentia culpado, por ter batido em Lotte eu só ia dar um susto nela mais acabei me descontrolando e fiz o que não devia, ainda assim não era hora de pensar nisso, até por que era bem difícil fazer isso enquanto você estava cercado por monstros.

Sangue escorria da minha testa passando pelo nariz e terminando no queixo e então pingando na agua lamacenta que chegava até os meus tornozelos.

Sim eu estava em um esgoto debaixo de Louisville, logo que cheguei não sabia onde procurar mais depois de algumas informações, eu descobri que pessoas estavam desaparecendo e sendo encontradas mortas nos esgotos.

Normalmente eu teria vindo de carro, mais usei as sombras.

O ciclope na frente me fazia lembrar John sorri com esse pensamento por o monstro que vinha para cima de mim nesse momento certamente queria me matar, mais eu lhe atravessei a espada e ele virou pó.

Pássaros da Estinfália tentavam me atacar com suas pernas metálicas e com seus bicos de bronze mais eu desviava e as cortava, um minotauro me deu um soco e eu fui jogado a metros longe dos monstros.

Levantei-me mesmo com o meu manto de ceifeiro e estando encapuzado pelo mesmo meu rosto e corpo ficaram sujos pela água lamacenta e cuspi um pouco de sangue.

– Então é assim. — eu disse segurando a minha espada com mais força. — Acho que vou ficar um pouco mais serio.

Um dos pássaros tentou me bicar mais eu cortei sua cabeça a tempo e virou pó, Harpias apareceram no final do túnel complicando mais a situação.

Respirei fundo e decidi que já estava cheio desses monstros precisava encontrar o aliado de Gaia logo e consegui mais pistas, passei muito rápido com as sombras por todos eles fazendo cortes em seus corpos que eles nem perceberam, até que eu cheguei ao final do túnel e todos eles viraram pó, apertei o botão e minha espada diminuiu até o cabo que guardei no meu cinto que tinha um espaço para isso feito por Leo.

Olhei para as duas bifurcações uma para direita e outra para a esquerda, se eu procurasse uma saída iria pela direita, pois era onde o fluxo de água era maior indo até a escuridão, fui pela da esquerda dobrando depois para a direita, e vendo mais uns monstros.

Voltei a passos lentos e sem fazer barulho, minha mão enfaixada latejava diferente da bênção de Leo a minha tatuagem ficava no antebraço inferior chegando até o pulso inferior.

Cansado e com dor usei as sombras para sair do esgoto e ir para o quarto de um hotel que eu estava aqui, resolvi descansar um pouco e trocar o enfaixe.

Pov Leo

Eu devia ter parado Caio não impedido que ele fosse, impedido ele de dar um soco em Charlotte eu sei que ele fez isso sem querer mais ainda assim.

Emy e Lotte conversavam na cama da loira, estava decidindo como se vingariam quando Caio aparece, falando nele olhei para minha benção, senti ela lateja o que não era um sinal bom.

Eu sabia que ela era uma bênção muito forte perdendo somente para a de Poseidon e Zeus, mais ela me dava muitas vantagens, eu podia ver no escuro, materializar as sombras, viajar por elas, podia sentir as áureas de poder das pessoas sabendo se elas são fortes ou fracas, se Caio fosse capturado igual a mim em Columbus eu poderia achar o caminho sentindo o poder dele.

Mais Hades não ficou satisfeito só com isso, havia um ultimo método caso você precisasse, esse método lhe dava poder ilimitado por um curto espaço de tempo do qual você poderia ser capaz de superar o poder até mesmo de um deus. Porem tinha um efeito colateral à morte de quem o utilizava.

Mais Hades queria que eu e Caio tivéssemos um meio de nos comunicarmos de longe, saber se um estava bem ou se outro precisava de ajuda, então ele fez conexão em mim e Caio a qual funcionava como a de Percy e Grover, nos não poderíamos mandar mensagens em sonhos, nem conversar telepaticamente mais se um estivesse precisando do outro sentíamos uma dor muito forte ou então um latejar na tatuagem da bênção.

– Leo você esta bem? — perguntou Lotte percebendo minha preocupação. — Ele vai ficar bem.

– Não eu não estou bem, ele está machucado e precisa de ajuda, eu sei que você esta com muita raiva dele, mais ele fez isso sem querer às vezes ele perde o controle, com tudo isso acontecendo e as lembranças da família e da Mariko. — eu disse me arrependendo logo por ter falado de mais.

– Mariko? — Lotte perguntou curiosa.

– Isso não vem ao caso, o negocio é que temos que ir ajudá-lo, Emy você também eu sei que deve está com muita raiva dele. — eu disse mudando de assunto.

– É eu estou mais não vamos abandona-lo. — ela disse.

– Ótimo peguem só suas armas e vamos. — eu disse aliviado, sendo que se elas não fossem eu iria do mesmo jeito.

– Mais só as armas, nada de roupas? — Lotte disse fingindo que iria chorar.

– Sim loira sem desfile de moda hoje, vamos pelas sombras. — eu disse brincando e ela me jogou um travesseiro no meu rosto.

Apesar e tudo eu sorri estava fazendo amigos legais, que apesar do pouco tempo éramos muitos unidos.

Quando elas terminaram de se ajeitar eu peguei na mão de cada uma e fomos para Louisville achar aquela cabeça dura do meu melhor amigo.

Pov Caio

Só porque eu sou uma pessoa inteligente eu tinha trazido o livro de feitiços comigo, então o que eu fiz foi recitar um feitiço de invisibilidade e pronto lá estava eu de volta ao esgoto parado no ande tinha saído da ultima vez, os monstro ainda estavam lá, sem saber se o feitiço tinha ou não funcionado, eu andei para frente devagar com a mão no cabo da minha espada que era só um cabo atualmente.

Mais deu certo e os monstros não me viram, eu cheguei perto do ciclope.

– Seu idiota não pode me ver. — eu disse sorrindo, meu sorriso se desfez quando ele virou para mim mais ainda não me via, bem para o meu azar o feitiço não os deixava surdos, então eles começaram a atacar o vazio e eu desviava quando um chagava perto, mais tive o azar de um ciclope está segurando uma lança ele me atacou e eu fui lerdo e ganhei um corte na horizontal na barriga, a dor era suportável, mais ardia, e eu senti que agora eles podiam me ver, pois todos estavam me olhando com sorrisos nojentos.

– Eu e minha boca grande. — disse peguei o cabo do cinto e apertei o a lamina de ferro Estígio surgiu.

Eles vieram com tudo, eu desviava e os cortava os transformando em pó, ganhei mais alguns cortes pela minha burrice o sangue escorreu da minha esta por conta o corte que se reabriu, e então perdi a calma, soltei um grito e uma áurea escura em volta de mim explodiu por todo o local matando todos os monstros.

Andei por mais e mais bifurcações até que achei uma porta dupla grande de madeira, abri e entrei e vi um apenas um homem sentado em uma cadeira de balanço, mais o sorriso dele deixava claro que ele não era apenas um homem normal.

O homem parecia um soldado, usava uma camisa preta apertada por baixo do colete aprova de balas, uma calça de camuflagem e botas de couro cano alto, além de está segurando uma metralhadora.

– Eu estou tendo um dia bem chato então eu vou perguntar só uma vez e não me responder vou te matar. — eu disse esperando um tempo. — quem é você?

O homem sorriu e destravou a metralhadora.

– Essa belezinha aqui vai cuidar de você. — ele disse dando tapinhas na metralhadora. — mais mudando de assunto eu sou o maior mercenário do mundo, nunca revelo o meu nome mais pode me chamar de bárbaro.

– Serio? — eu disse enquanto gargalhava um mortal mercenário querendo me ganhar, Gaia e seu aliado precisavam dar um upgrade nos seus servos.

– O que foi duvida do meu potencial? — ele disse parecendo magoado.

– Escuta aqui apenas morra logo. — eu disse. — eu só... — eu ia dizer mais ele me interrompeu.

– Não, não sou eu que vou morrer aqui vai ser você. — sorriu quando terminou de falar.

– Eu quero é que você va para o inferno e se me interromper mais uma vez, eu vou te mandar para lá da pior forma possível. — eu disse quase partindo para cima dele. — agora que tal nos pularmos esse blábláblá e irmos logo para a ação?

– Não nos vamos esperar os outros logo eles chegaram. — ele disse confirmando com a cabeça, esse cara é maluco.

– Não vem mais ninguém aqui, você nem sabe para quem está trabalhando. — eu gritei.

– Sei sim, eu posso ver através da nevoa e esse não é o único truque que eu sei fazer. — ele disse o que me enfureceu mesmo sabendo que era Gaia e sabendo o que ela vai fazer ele decidiu ficar do lado dela.

– Tudo bem então... — eu ia dizendo mais passos atrás de mim me fizeram parar de falar e virar para trás.

Eu não pude acreditar que eles estavam aqui, principalmente ela.

Pov Charlotte

Eu olhava Caio com cautela seus olhos demonstravam surpresa, usava o mesmo manto negro do dia que nos conhecemos, a espada na sua mão direita, ele estava sujo de lama e suor, sangue seco também, tinha um corte na testa de onde o sangue escorria até o queixo.

– Eu disse que eles vinham. — uma voz atrás de Caio disse, olhei o homem sentado no final da enorme sala se ele não era um mercenário era um soldado, segurava uma metralhadora. — e o seu papo de que se te pular o blábláblá e for logo para a ação?

– Já era hora. — foram as primeiras palavras de Caio desde que nos chegamos, ele se virou para o homem, e correu, o homem levantou a mão esquerda aberta na direção de Caio e então apontou para o teto, Caio subitamente parou e foi puxado para o teto por nada, o garoto se chocou com o teto e cuspiu sangue.

– Eu disse que ver através da nevoa não era o meu único truque. — o homem deu uma gargalhada. — eu controlo a gravidade.

– Finalmente uma luta boa. — Caio disse sorrindo ainda no teto, derrepente sumiu pelas sombras e apareceu bem na frente do homem, mais esse abaixou a mão e Caio foi derrubado ao chão não conseguindo se levantar.

Emy lançou agulhas de gelo, as qual o homem fez atingir Caio que gemeu de dor, elas fizeram cortes na costa do menino.

– Droga, eu odeio quando tenho que agir. — Leo disse e jogou uma adaga na direção do homem, esse prestou atenção na adaga e a fez cair no chão, mais Leo não estava mais do nosso lado e sim na frente do homem, vimos sangue pingar no chão e depois Leo vou para o teto e caiu no chão.

– Mesmo sem me perceber ele conseguiu mudar a trajetória da minha espada no ultimo momento, ele é bom para um mortal. — Leo disse sorrindo, o homem tocou no seu corte no braço feito por Leo.

– Mais nos somos melhores. — disse Caio, ele gritou e uma áurea negra em sua volta passou por todo o local, quando ela passou por mim eu senti uma enorme força.

Mais Caio sorriu e se levantou Leo também repetiu o gesto e mais uma áurea negra passou pela sala depois disso ele se levantou.

– Meninas eu quero que vocês fiquem um pouco para trás infelizmente essa luta vai ser chata, Lotte você não pode usar o seu arco se não corremos o risco que alguém morrer, Emy pode acontecer à mesma coisa com você e suas agulhas de gelo. — disse Caio. — quando eu e Leo terminamos isso aqui, eu quero falar com você Charlotte.

Eu tossi, Emy riu, nós nos afastamos ficando bem na porta.

– É isso ai, senhor gravidade, você é grande mais não é dois e eu sou pequeno mais não sou metade. — disse Leo eu e Emy não aguentamos é rimos.

– Leo isso não é hora para copiar frases de animes. — disse Caio sorrindo.

Ele meteu a mão dentro de um bolso no manto, Leo tirou varias adagas do seu cinto e jogou uma por uma no homem, Caio jogou varias shurikens no homem também.

O homem levantou a mão e todas as adagas e shurikens pararam no ar, e voltaram na direção dos meninos, quando elas os acertariam eles pularam por cima delas e sorriram.

Leo apontou uma mão em forma de arma e lançou uma bola de fogo grande, Caio com a mão aberta lançou uma esfera negra no fogo de Leo, que o cobriu transformando-se em uma bola de fogo negro.

Os dois caíram de pê no chão.

– Combinação fogo e escuridão, chamas negras! — os dois gritaram juntos sorrindo, a bola negra de fogo atingiu onde o homem estava espalhando fumaça pelo local.

A fumaça se dissipou revelando uma cratera onde o homem estava sentado mais ele não estava lá e sim mais a frente arfando e com a camisa rasgada em uma das mangas.

– Isso foi demais. — ele disse ainda arfando. — por pouco eu não morro, mais perdi a minha metralhadora.

– Sentiu a pressão foi? — perguntou Leo sorrindo.

– Senti mais agora vamos lutar serio. — o homem respondeu e levantou a mão, instantaneamente Leo foi jogado ao teto e depois para a parede, Caio não perdeu tempo e lançou mais uma esfera negra mais o homem desviou facilmente.

O homem deixou Leo não chão e fez o mesmo processo com Caio o lançou ao teto e depois ao chão, pelas paredes e cada vez mais o garoto cuspia sangue e gemia de dor.

Eu olhei para Emy e ela sabia o que eu estava pensando.

– Ok Lotte temos que distrair o homem para os meninos conseguirem usar os poderes. — ela disse, concordei com a cabeça.

Corremos por entre os dois, Leo estava em uma parede e Caio no teto, eu puxei o pingente de sol da minha pulseira e logo um arco estava na minha mão eu joguei fechas no homem, mais ele as redirecionou para Caio e Leo, os dois usaram as sombras para escapar, Emy lançou uma enxurrada de neve o homem desviou.

Ele olhou para nos duas e sorri eu não senti nada mais percebi que não estava mais no chão e sim indo com velocidade ao teto no qual eu bati de costas cuspi sangue e senti que ia perder a consciência mais então olhei para meus três companheiros, Emy tinha uma corte na bochecha, Leo estava todo aranhado e cuspia sangue, Caio o que diria dele, além de lascado, era assim que ele estava seu manto com vários rasgos, sangrava em vários lugares, tinha um corte na horizontal na barriga e seu antebraço esquerdo enfaixado estava todo coberto por sangue, além de está sujo de lama, suor, sangue seco e mais lama.

Todos estavam machucados mais nenhum dessistia e foi isso que me fez ficar acordada.

Ainda no teto vi Caio jogar mais umas shurikens no homem, que as parou no ar.

Leo lançou bolas de fogo fazendo o homem se desconcentrar e perder o foco em mim, eu comecei a cair mais Caio fez uma cama com a escuridão que foi onde eu caí.

Levantei-me e fomos para luta, o homem não poderia controlar nos quatro ao mesmo tempo.

– Leo, usa o fogo! — Caio gritou e Leo obedeceu.

O homem desviou mais Caio usou as sombras para aparecer bem em sua frente e lhe dar um soco no estomago, um chute na cabeça, o homem cambaleou para trás e Leo apareceu na sua retaguarda e lhe um chute nas costas, o homem veio para frente e Emy congelou suas mãos com grandes blocos de gelos.

– Você deu azar de lutar conosco agora não pode usar o seu poder sem mexer as mãos. — disse Caio sorrindo.

– Agora que tal nos contar sobre Gaia e dizer onde estão mais aliados dela. — diz Leo com charme em sua voz era impressão minha ou ele estava flertando com o homem?

– Se eu for morrer que pelo menos seja por você. — ele disse sorrindo.

– Desculpe mais eu sou o único do grupo capaz de matar um homem sem sentir remorso. — Caio diz serio.

– Você daria um bom mercenário. — o homem falou.

– Pare de enrolar. — Emy diz.

– Tudo bem, o que eu sei é que tem mais um covil em Nashville controlado por um aliado de Gaia, e que ela fara de tudo para ver vocês mortos, já estão deixando ela de saco cheio. — ele diz. — o aliado principal dela disse que quer você. — ele apontou para Caio. — somente para ele.

– Ele pode vir quando quiser. — Caio diz. — o que Gaia planeja?

– Ela vai atacar os acampamentos e depois dar um fim ao mundo. — o homem diz.

– Mais ela procura alguma coisa? — Emy pergunta.

– Sim procura uma relíquia poderosa que dará ela um poder mais forte ainda. — ele disse.

– Que relíquia? — eu perguntei.

– Um colar usado por Urano antes de ela o derrubar. — ele responde. — isso é tudo o que eu sei agora me mate ou ela me matara.

– Tudo bem eu te pouparei da dor, saiba que para um mortal você foi um bom oponente. — disse Caio, ele apontou a palma mão e lançou uma esfera negra, que explodiu em escuridão e o homem desapareceu sem deixar vestígios de existência.

– Vamos para casa. — Leo diz e todos nos demos as mãos e a escuridão nos engoliram.

Já no apartamento e na sala todos gemiam de dor.

– Enfermeira Lotte cuida de mim. — Emy fingia chorar, olhei para todos.

– Vamos ver quem vai ser o meu paciente. — eu digo sorrindo e aponto para todos parando em Caio. — logicamente é você idiota que foi sozinho para lá achando que dava conta, Emy e Leo seus ferimentos não são graves, bebam néctar, comam ambrosia e tomem um bom banho.

– Sim enfermeira. — eles dizem juntos.

– Onde tem um kit de primeiros socorros? — perguntei.

– Ali, lá é uma sala de enfermagem. — Caio diz apontando para o único lugar onde eu não tinha entrado ainda no apartamento a porta direita da sala.

Peguei sua mão e o puxei para a sala de medicina deixando Emy e Leo sozinhos.

Pov Emy

Assim que Lotte fechou a porta da enfermagem Leo chegou perto de mim, e com uma mão segurou minha cintura e outra na minha cabeça, chegou mais perto e me beijou, eu fiquei surpresa corei, era um beijo calmo e doce, então correspondi mais pouco tempo depois para a minha decepção ele deu um fim.

– Considere isso um amuleto da sorte. — ele disse indo para o seu quarto.

E que amuleto bom, sorri pensando que talvez o garoto me amasse da mesma forma que eu o amava, afinal ele beijava bem.

Notas finais
Gostaram?