Reality plays tricks - Tmj
4 Cap três- O que houve?
Notas iniciais
Capitulo 3
Magali
Despedi-me dela e fui passear por ai. Eu ainda estava meio em choque por tudo aquilo que aconteceu, e que mudou, nunca pensei em ver Titi daquele jeito, mais o que mais me assustava era que eu sentia que aquilo era só o começo.
Aquele lugar tinha realmente me anestesiado de tanta informação, mais se não fosse aqueles bolos suculentos acho que teria desmaiado.
Eu não entendia por que estava com tanta fome novamente, geralmente fazia um lanchinho e ficava até o jantar. Se bem que comi até não agüentar mais... E já estou com fome? Estranho, mais quem liga? Tenho que satisfazer o que quero que logo essa fase passa e... Aquilo é uma sorveteria?
Corri como se aquilo fosse a minha vida, tinha sorvete de baunilha? De morango? Chocolate? Prestígio? Queria provar de todos estes sabores e muito mais, e quando avistei uma mesa vazia fui como um foguete, chamando a garçonete de tudo quanto é nome. Finalmente essa surda me ouviu!
Olhei para ela como se fosse comer a mesa, e logo á vi em minha mesa anotando algo em uma prancheta, mais quem liga não é? Quero comer!
–O que desej... – Ela dizia, mais cortei-a rapidamente.
–Quero um sorvete com oito bolas! Com uma de baunilha, outra de chocolate, morango, prestigio, alpino, torta de chocolate, kinder ovo, sensação e flocos! – Pedi salivando.
–Hãn... Senhorita, ai são nove bolas! – Ela exclamou visivelmente assustada, é mesmo! Pedi uma a mais...
–Então me vê nove bolas ué! Anda! – Mandei, quando estava com fome eu ficava até sem educação, mais que culpa tenho se ela ficava parada me olhando com cara de bunda?
–Como queira! – Falou, anotando meu pedido naquela prancheta e se virando. Daqui pude a ver falando com a gerente, que me olhou assustada mais logo vi um brilho nos olhos dela, claro dinheiro!
Em quanto esperava batia os dedos no vidro instantaneamente, estava muito ansiosa, nunca senti tanta fome assim! Mais é claro que o sorvete não era para matar a fome, sorvete é só engana a fome! Logo vi que ali perto tinha umas prateleiras com vários tipos de chips, hum! Há quanto tempo não comia um...
Minha boca começou a salivar novamente, onde ela achava tanta água? Acho que ela e meu estômago têm alguma aliança...
Corri até aquelas prateleiras cheias de gostosuras e apanhei um sensação de frango grelhado grande, o meu predileto! Sentei na minha mesa e fiz um sinal para a atendente que logo anotou na prancheta, agora era só eu e essa belezura!
Eu já ia começar a degustar meu lanche quando algo segura minha mão, ou melhor, alguém.
–Magali tenho que conversar sério com você! – Era Quim... Ele? O que ele estava fazendo ali? E por que segurava meu braço com tamanha violência?
Em quanto tentava achar resposta senti ele me arrastar até fora da sorveteria, me fazendo largar os chips esparramados em cima da mesa.
–Mas o quê... – Eu iria protestar mais logo senti uma ardência em meu rosto, ele tinha me dado um tapa? Logo, lágrimas banhavam meu rosto, o que ele tinha?
–Como você pôde? – Ele gritava em fúria, estava totalmente fora de si, muitas pessoas que passavam olhavam, mais nenhuma me defendia, aquilo me deixava triste, afinal de contas, do que é que ele estava falando?
–Como assim? E por que me... – Fui interrompida com outro tapa, que ardeu ainda mais que o anterior, ele estava me agredindo... Aquele namorado que eu achava que era fofo estava me agredindo...
–Não seja cara de pau Magali! Você sabe muito bem! – Ele ainda berrava, e parecia que com cada palavra que eu falava ele parecia ainda mais bravo. Pela primeira vez, eu estava com medo dele.
–Eu não sei... – Falei me encolhendo, mais ele me puxou novamente para ficar cara a cara com ele e desta vez me deu um soco, pude sentir a mão dele, que antes me acariciava, agora me batendo com fúria. Aquele não era o Quim que eu conhecia.
Eu sentia o sangue saindo de meu nariz provavelmente quebrado, pus as mãos em meus lábios e senti que estavam com um corte e um filete de sangue saia dele. Em quanto as lágrimas lavavam meu rosto ensangüentado.
Meu rosto estava totalmente deplorável, mais aquilo não pareceu comove-lo. Senti outro soco, e mais outro, eu já não conseguia enxergar mais nada por que meu olho provavelmente havia inchado
–Eu vou acabar com você! – Senti um medo instantâneo, vi seus punhos prontos para me dar outro soco, mais uma voz ao longe o impediu.
–Largue a Magali! – Aquela voz... Eu o conhecia...
–Quem é você para me dizer o que fazer? Seu imundo! – Sim... Com certeza era Cascão, não sei por que, mais senti raiva do Quim por chamar meu amigo daquele jeito. Vai ver é por que ele é meu amigo... E estava me defendendo, serei eternamente grata.
–Eu imundo? E o que você é? Covarde! Batendo em mulher... – Eu não via, mais pude notar que Cascão tinha uma aura séria e furiosa, coisa rara no divertido e avoado que ele costumava ser.
–Essa... Vadia merece isso! – Agora fiquei em choque, ele nunca fora de falar esse tipo de coisa, devia estar com muita raiva de mim mesmo. Mais o que foi que eu fiz mesmo?
Eu já não conseguia mais pensar em nada e nem ficar em pé, me deixei cair no chão, sendo acolhida pelo meu amigo. Ele me pegou delicadamente pelos braços e me pegou no colo, me dando um... Beijo na testa. Sinal de carinho, intimamente sentia meu estômago embrulhar, e um sorriso automático sair de meus lábios.
–O que você vai fazer seu porco? – Quim já gritava sozinho, pois Cascão não parecia dar a mínima, senti seu olhar em mim, como se estivesse analisando o estrago.
Ele me ajeitou em seu colo e apenas o olhou com um olhar mortal, como se quisesse matá-lo.
Ouvi-o dizer algo como “levar ela longe de você” e o senti andar, depois disso, tudo ficou escuro.
Continua...
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