Reading your mind.
23 What the hell?
Notas iniciais
– Deve ser deste modo.. e depois virar assim e parafusar aqui!
– Não.. não é o que diz no manual! — Digo ao Mark vendo o papel do manual que vinha junto com o berço que eu ele e David compramos na loja.
– Manuais são para principiantes! Deixa que eu consigo! — Ele teima de joelhos, tentando parafusar as duas peças que eu tinha certeza que não era daquele jeito mas nunca havia conhecido um homem tão teimoso na vida.
– Eu já montei uma vez com meu pai para o Neal, e é preciso fazer cada detalhe certinho.. — Digo me levantando do chão e lendo seguidamente aquela papelada.
– Montaram.. e pelo que vi quando cheguei vocês estavam bem enrolados.. — Sigo a voz de Regina que estava sentada em uma cadeira de braços cruzados nos observando.
– Você mal tinha chegado e depois foi embora então não pode falar nada.. — Resmungo concentrada enquanto lia.
– Estava tão linda naquele dia.. — A olho lentamente abrindo um sorriso de canto.
– Você me ensinou a usar minha magia naquele dia..
– Ou ao menos tentei não é? Mas meu coração saltou pra fora do peito quando vi você cair daquela ponte.. quando voltou, eu pude respirar finalmente. — Me aproximo dela e me inclino perto do seu rosto.
– Eu pude notar o quanto você ficou aliviada.. sabia que não viveria sem mim.. — Ela sorri e lhe dou um selinho demorado.
– Não estou afim de ficar de vela garotas então vem me ajudar Emma! — Mark chama um pouco impaciente.
– Foi você quem quis vir ajudar Mark.. por mim você pode sair por aquela porta e nos dar a devida privacidade! — Regina comenta mostrando a porta com a mão e eu solto uma leve risada.
– Viu só? É isso o que ganho por tentar ajudar! — Ele fala um pouco indignado olhando a mim.
– Por que simplesmente não deixa eu montar Emm? — Regina pergunta se levantando e pegando minhas mãos, atirando o manual pra longe. — Sabe que posso fazer isso em segundos e até você, poderia..
– Ainda não aprendi muito bem como funciona Re.. e se eu deixar você montar tudo com um estalar de dedos vai perder toda a graça!
– Eu poderia.. — Seus dedos pegam uma de minhas mexas, começando a brincar com ela. — te dar a melhor aula que você poderia ter.. — Sorri maliciosa enquanto me fita da mesma maneira. Suspiro e sorrio sem jeito enquanto olho para seus lábios. — mas tudo bem.. vai perder a graça mesmo.. a graça de ficar três horas olhando para um manual entendiante, tentando montar as peças uma por uma.. — Se afasta de mim, mas eu a pego levemente pela cintura e tomo seus lábios de forma doce e lenta. Suas mãos bagunçam os meus cabelos com carinho.
– Ok.. você venceu..! — Sussurro ao fim do beijo ainda a abraçando.
– AH QUE DROGA! — Mark levanta olhando o dedo que estava sangrando. Nos separamos assustadas e nos aproximamos dele.
– O que você fez cabeça oca? — Regina pergunta pegando sua mãos mas ele grita de volta em seguida.
– Eu só quis martelar o prego e ele gostou muito do meu dedo! — Diz segurando a outra mão com um semblante de dor.
– Aqui.. deixa que eu te curo.. — Regina pegou sua mão de volta mas ele a tirou.
– Não.. vou ao hospital..
– Por que, se é bem mais simples dessa forma? — Pergunta a ele e eu sorrio.
– É por que ele quer ver a enfermeira.. — Afirmo e ele cora levemente, descordando.
– Não.. bom, talvez.. — Regina revira os olhos, sorrindo depois.
– Sabia.. — Digo cruzando os braços.
– Mães? O que esta acontecendo? Chegamos e ouvimos os gritos! — Henry chega no quarto seguido de David.
– Mark martelou o próprio dedo e precisa ir ao hospital!
– Bom, Regina pode..
– Ele quer ir ao hospital.. — Regina e eu dizemos ao mesmo tempo e David estreita as sobrancelhas, mas concorda por fim chamando o amigo e o levando consigo.
– E então? Como esta ficando? — Henry pergunta fazendo uma careta ao olhar o berço ainda desmontado.
– Esta indo kid.. — Digo com um sorriso amarelo, e quando me viro o berço esta todo montado. Me viro a Regina frustrada.
– Desculpe.. não aguentei! — Encole os ombros sorrindo.
– Agora ta melhor.. — O garoto comenta olhando a nós duas e depois indo para o quarto.
– Não estava tão ruim assim, ta? — Pergunto estendendo os braços.
– OH claro que não amor.. mas agora parece um berço.. — Olha ao berço depois volta seu olhar a mim contendo o riso. — não acha?
– Ficaria melhor depois de eu ter terminado, mas..
– Cala a boca.. — Sinto sua mão puxar minha nuca, e seus lábios contra os meus novamente. Enlaço sua cintura, enquanto ela abraça meu pescoço. Aprofundamos o beijo entre sorrisos. Seu cheiro estava me fazendo delirar junto aos seus lábios tão macios contra os meus.
Por impulso a levo até a parede a prendendo lá e agarrando mais o seu corpo, descendo minhas mãos por suas costas ao mesmo tempo em que suspiro e ela solta um leve gemido entre os beijos intensos. — Melhor pararmos.. — Sussurra antes de eu capturar seus lábios novamente, agarro sua bunda e a aperto, seguindo meu desejo insano por ela. O calor já estava presente em mim assim como nela.
Junto todas as minhas forças e paro as caricias ousadas, agora apenas a abraçando e me afastando dos seus lábios lentamente. — Tem razão.. — Ela estava ofegante assim como eu. Sorrio analisando seu rosto, assim como ela.
Me ajoelho a sua frente e meu sorriso se entende vendo que sua barriga estava um pouquinho maior. Isso que só se passaram quatro dias. Fomos a Whale e fizemos o ultrassom. Dava pra ver claramente pelo monitor o mini bebezinho na sua barriga. Não aguentei minhas lágrimas e acabei desabando em choro com Regina enquanto sorriamos. Felizmente os enjoos de minha amada pararam e agora ela esta apenas com uma fome maior que a do normal. Os últimos dias foram simplesmente incríveis, ficamos em família, unidos e felizes. As vezes jogávamos vídeo-game, víamos um filme ou apenas conversávamos sobre como seria com o bebê em casa. Caminhávamos pela cidade e pro meu alívio as pessoas não encaravam tanto. Quando me deparava com Snow e meu pai, ela evitava me ver o que me magoava, mas meu pai tentava me consolar o que já significa grande coisa. Todas as noites eu dormia com Regina, estava praticamente morando na mansão e Mark no meu apartamento. Claro que apenas dormíamos, não que eu não quisesse muito mais que isso, mas sei da situação dela e compreendo totalmente. Ainda não tínhamos brigado nenhuma vez e eu estava feliz com isso, nosso relacionamento estava como todo casal apaixonado, trocando carícias e conversando até altas horas da noite. Ainda trabalhava na delegacia com David e tudo estava parecendo voltar ao normal. Mas ainda tínhamos em mente o mal que estava por vir.
– Não se preocupe garotinha.. sua mãe vai se comportar! — Beijo ali e me levanto olhando a Regina.
– Quem..? eu?

– Você mesmo.. — Sorrio convencida.
– Quem estava me agarrando era você querida..
– Mas a culpa é sua por ser irresistível! — Caminho até a porta e ela me segue com um sorriso.
– Esta ficando ótimo.. — Comenta enquanto olhamos o quarto que já estava pintado e com o berço montado no canto. No dia anterior resolvemos deixar o próprio guarda-roupa do quarto para o bebê e ajeitamos as roupinhas ali. — Só falta as cores virem e depois o resto é comigo..
– Como assim é com você? — Questiono curiosa a fitando.
– O que? Acha que vai ficar assim sem vida? Esse quartinho vai ficar perfeito depois de um retoque de Regina.. agora é só esperar pra ver se é menino ou menina..
– É menina.. eu já disse.. — Meu instinto dizia isso assim que saímos do hospital no dia do ultrassom.
– Ah claro.. por que seus instintos te disseram..! — Diz ironicamente revirando os olhos.
– Eu confio neles.. eles me disseram para te amar.. eu os segui e aqui estamos nós! — Lhe dou um selinho e desço as escadas indo até a cozinha. Em seguida vejo Regina e Henry descendo e sentando no balcão.
– Vai fazer o jantar mãe? — Henry pergunta sorrindo.
– Sim, hoje eu farei o jantar do jeitinho que vocês gostam! — Nos últimos dias eu preparava todas as refeições, o que deixou Regina um pouco desconfortável mas claro que eu a aliviei dizendo que ela precisava continuar não fazendo muito esforço e eu faço questão de ver o sorriso estampado no rosto dos dois depois de provarem a minha comida.
– Maneiro.. e o que vai ser hoje? — Penso um pouco e apoio minhas mãos no balcão, olhando para Regina em seguida.
– Por que não escolhe Rainha? — Ela lambe os lábios e abre um sorriso.
– Bacalhau.. estou com desejo de.. bacalhau! — Responde arqueando uma sobrancelha.
– Bacalhau saindo! — Dou uma piscada aos dois e começo a cozinhar ouvindo Henry conversando com Regina como ele queria uma lasanha bem recheada e Regina começou a explicar o quanto esse prato era mais saudável e ainda sim muito saboroso. Por fim quem ganhou a "guerra" de palavras foi minha morena.. ainda sorrio como uma boba ao pensar nela dessa maneira, nunca pensaria nisso há um ano atrás. Henry saiu resmungando e foi jogar o vídeo-game depois disso.
– O cheiro já esta incrível!! — Ela comenta juntando as mãos por cima dali.
Sorrio e pego um pouco na panela com a colher alcançando até sua boca. — Prova.. — Sua boca se abre experimentando. Seus olhos se fecham e ela parecia estar degustando. Limpo o canto da sua boca delicadamente e pego seu queixo lhe dando um rápido selinho. — e então?
– Odeio admitir mas esta divino! — Solto uma pequena risada e me viro voltando a panela.
Suspiro sentindo suas mãos se apoderando de minha cintura em um abraço aconchegante. Sua mão retira o meu cabelo do ombro e sinto seus beijos ali seguidamente, lentos e profundos, mal consigo prestar atenção na comida e fecho os olhos.
– Você não tem noção.. do quanto.. — Sussurra ao pé do meu ouvido. — é maravilhosa.. tudo o que eu sempre desejei.. tudo o que eu sempre esperei..
– Tudo o que você merece Regina.. — Abro os olhos e me viro a guiando até o balcão com meu corpo grudado ao seu. — tudo.. — Sussurro e tomo seus lábios com paixão e desejo. Sua língua invade a minha boca, começando um duelo sublime, acaricio minhas mãos por sua cintura e ofego quando seus dedos tocaram minha nuca.
– Mães.. eu to com fome!! — Henry grita da sala e nos separamos ofegantes, mas ainda coladas uma a outra.
– Você me faz apaixonar por você todo dia novamente e ainda mais.. — Diz em um sussurro contra meus lábios. Sorrio largamente analisando seus olhos intensos, em seguida seu rosto, seu nariz, suas sobrancelhas, suas covinhas, seus lábios, sua cicatriz e começo a pensar em todas as maneiras de como ser possível ela ser tão linda e tão minha. Coloco uma de suas mexas atrás da sua orelha delicadamente e acaricio seu rosto com meus dedos.
– Eu te amo.. — Dou-lhe um selinho e ela sorri pegando meu lábio inferior entre seus dentes e puxando com lentidão. — Não provoca.. — Alerto abrindo um sorriso malicioso.
– Vamos.. que o 'desnutrido' do seu filho esta morrendo de fome! — Solta uma pequena risada e pega a minha mão. Concordo, revirando os olhos e fomos preparar a mesa.
Henry chega em seguida reclamando de fome e assim que começa a cheirar o prato que eu levava a mesa ele abriu um sorriso gigante. Sentamos e começamos a comer. Regina fechou os olhos enquanto mastigava o bacalhau como se o seu desejo fosse totalmente realizado. Henry experimentou e fez o mesmo, depois ambos começaram a falar o quanto qualquer comida minha ficava deliciosa, implico dizendo que é um dom, tirando gargalhadas de nós três, e o resto do jantar se resumiu a isso.
Assim que acabamos de comer, limpamos a louça e sentamos no sofá. Eu e Regina sentamos em um e Henry no outro a nossa frente.
– Não acho que seja menina, eu quero um irmão pra me ajudar a passar nas fases do vídeo-game e não uma menina que vai querer brincar de boneca comigo..! — Henry resmunga cruzando os braços.
– Mesmo que seja menina, talvez ela possa gostar de vídeo-game também kid! — Comento estendendo meu braço pelo ombro de Regina, a puxando contra mim, então ela repousa sua mão por sobre minha perna.
– Duvido muito!
– Bom, se ela puxar a sua mãe, acredite ela vai adorar jogar de tudo com você, mas se puxar a mim.. garanto que só vai gostar de se produzir, ou produzir as bonecas! — Regina fala enquanto sorri da careta de Henry.
– Ou os dois! — Digo contendo o riso.
– Aí eu to ferrado..!
– Henry.. olha a boca..! — Regina repreende o olhando com repreensão.
– O que? A mãe fala, por que eu não posso? — Pergunta apontando pra mim.
– Viu só Swan.. vai ter que se comportar muito bem na frente dos nossos filhos de agora em diante!
– O que?? — Estendo o outro braço com cara de vítima. — Ah Regina, isso nem chega a ser tecnicamente um palavrão.. é normal dizer.. — A olho e ela estava fazendo aquele olhar, respiro fundo e reviro os olhos. — ta.. vou me comportar..
– Isso mesmo.. muito bom! — Ela pega meu queixo e me dá um breve selinho. — E você também mocinho! — Diz olhando a Henry que agora já tinha pegado o celular e estava vidrado na tela, enquanto digitava.
– Aham.. ta bom mãe.. — Pronuncia sem tirar os olhos do celular. — Regina apena o fita por alguns segundos, franzindo o cenho, depois retornando a olhar pra mim arqueando as sobrancelhas, eu simplesmente encolho os ombros.
– Henry.. o que tanto você faz nesse celular? — Ela pergunta curiosa ao garoto que olhou para os lados nervoso e começou a corar.
– E-e-eu.. eu jogo mãe.. — Como se fosse óbvio ele diz.
– E o que mais?
– Eu troco mensagens.. com meus amigos, olho as redes sociais, o que foi? Vai me stalkear agora?
– Ele troca mensagens com os 'amigos' amor.. claro que é só amigos não é? — Digo dando um sorriso sapeca.
– Stalkear.. já ouviu isso Emma? Olha só isso..
– Eu nunca ouvi.. ele deve estar pegando essas gírias com a Grace não é garoto? — Implico arqueando uma sobrancelha com o mesmo sorriso e assim que falo o nome da garota ele vira um tomate completo e sorri sem jeito.
– Vocês querem parar.. todo mundo sabe o que é Stalkear, vocês estão por fora.. e não, e-e-eu-eu não nã-não falo muito com a-a-a Grace ta-ta? — Ele estava nervoso e todo vermelho gaguejando sem parar. Começo a gargalhar e Regina cruza os braços arqueando as sobrancelhas a ele. — Para gente.. já chega, eu vou subir.. vou fazer meu dever e dormir.. — Se levanta e começa a caminhar até as escadas.
– Sei.. dormir né!? — Pego minhas mãos e finjo que estou digitando algo no ar pra ele ver o que estou tentando insinuar. Ele revira os olhos ficando mais nervoso ainda e começa a subir as escadas.
– Boa noite mães!! — Fala em tom mais alto do andar de cima e fecha a porta do quarto.
Continuo sorrindo e me viro a Regina que estava na mesma posição, descordando com a cabeça.
– Por que ele cresce tão rápido? — Comenta um pouco triste, então paro de rir e a puxo para ela repousar sua cabeça em minhas pernas e deitar no sofá. Acaricio suas madeixas e vejo que ela parecia pensativa, olhando para o teto.
– A vida é assim, as horas, os dias passam rápido demais.. por isso devemos aproveitar o melhores momentos sempre! — Digo afundando meus dedos naquela imensidão escura e macia.
– Desde quando virou poeta?
– Engraçadinha.. só tentando animar.. eu sei que você tem medo que já possamos perder o Henry, mas não vamos.. e além disso, agora vamos ter o nosso próprio bebê pra cuidar.. vai ser uma nova e maravilhosa experiência pra nós Re.. — Ela respira fundo e concorda, depois de um tempo ela abre um sorriso tímido.
– Eu não vejo a hora de poder segurar esse bebê em meus braços.. — Diz colocando suas mãos por sobre a pequena barriga.
– Já pensou em algum nome..? — Pergunto levando minha mão a sua, acariciando sua barriga junto a ela.
– Eu pensei sim.. e.. se for menino eu quero.. Alexander.. ou Alex.. — Penso um pouco e sorrio de canto.
– E se for menina, então.. será Alexandra, ou Alexia..
– Gostei.. ou ela pode ser Alexandra, mas podemos chama-la de Alexia..
– Gostei.. — Olho para seu rosto e abaixo, encontrando meus lábios ao seu, em um beijo doce.
– Eu quero que nasça loirinho.. igual a você.. também quero que puxe seus olhos claros.. — Sussurra entre os beijos.
– Eu quero.. que ela tenha o seu olhar.. e uma boquinha linda como a sua.. quero que ela tenha o seu sorriso.. e o seu jeito meigo de falar.. quando quer! — Sorrio com ela entre os pequenos beijos.
Ela se levanta e senta em meu colo, aprofundando os beijos. Me deito de volta junto a ela no sofá enquanto não tirava o sorriso do rosto. Suas mãos acariciam minhas costas, até os meus cabelos, minhas dedos circulam por sua cintura. Ouço um leve gemido dela entre os beijos gulosos e sinto meu corpo inteiro se arrepiar, mas então paro de a beijar dessa maneira e acaricio seu rosto. — Se controle prefeita.. — Sussurro no seu ouvido, dando um leve beijo em sua nuca em seguida e me deitando ao seu lado.
– Estou tentando muito, Swan! — Suspira e abraça minha cintura. Com isso afago seus cabelos e abro mais um sorriso. — Assim que tudo isso acabar.. eu quero fazer amor tantas vezes com você, que vamos precisar da semana inteira..
– Ah eu mal posso esperar rainha! — Abro um largo sorriso e a fito ainda afagando suas mexas. Ela toca meu rosto passando seus dedos por ali, me analisando com carinho.
***
POV's Regina.
Minha vida não poderia estar mais perfeita, eu não poderia estar mais feliz e me sentir mais amada do que estou me sentindo. Estar com Emma nos últimos dias foi como estar no céu, ela me fez tão bem e me enche de uma alegria tão maravilhosa que eu mesma me pergunto se algo de ruim vai acontecer qualquer hora por estar tão bom desse jeito. Como não se apaixonar cada vez mais por aquela loira perfeita? A Amo tanto.. cada detalhe, cada sorriso, cada gesto, e cada som que sai da sua boca, e penso como eu sou sortuda, como tenho orgulho de tê-la como minha namorada.. minha namorada.. é isso mesmo Regina, ela é sua namorada. Só de pensar.. meu coração acelera e eu sorrio como uma idiota. Confesso que os enjoos não foram fáceis e até mesmo as tonturas, mas com ela ao meu lado me ajudando, parece que tudo foi mais simples.. de um jeito bom.
Abro meus olhos, já arrastando meu braço pela cama, tentando encontrar seu corpo, mas não o encontro. Suspiro frustrada e me ergo para ver se ela se encontrava por perto, mas ela não estava ali. Olho o horário e já ouço a porta se abrir, e vejo que Henry estava pronto para ir a escola.
– Mãe.. tenho que ir! — Me levanto passando as mãos nos cabelos e bocejando.
– Desculpe filho.. eu me atrasei..
– Pode deixar que eu vou sozinha mãe.. é aqui na frente!
– Ok.. mas tome cuidado e me ligue qualquer coisa!
– Tudo bem.. até logo! — Ele sai descendo as escadas e eu me espreguiço, tentando espantar a preguiça do meu corpo.
Vou até o banheiro e tomo um rápido banho. Hoje penso em sair um pouco, e ver como estão as coisas na prefeitura. Me arrumo adequadamente, e decido ir andando devagar mesmo. Antes de sair, mando uma mensagem para Emma perguntando onde ela esta. Penso em passar no Granny's para pegar um café, e assim que chego perto dali, adentro o local e sento em um dos bancos no balcão.
– Olha só, quem é vivo sempre aparece! — Ruby se aproxima sorrindo.
– Sim, nos últimos dias fiquei repousando em casa..
– Sei.. repousando nos braços da linda e perfeita namorada.. — Ela abraça seus próprios braços fazendo uma careta. Reviro os olhos sorrindo.
– É.. ela é maravilhosa.. e só 'minha'! — Enfatizo a encarando e ela solta uma risada.
– O de sempre? — Pergunta depois de terminar. Concordo e ela se retira.
– PESSOAAAAL!!! PESSOAAAAAAAL! — Ouço os gritos ensurdecedores daquele anão maluco adentrando o restaurante. — PESSOAL!!
– Oh pelo amor de Deus homem, fale logo! — Digo impaciente me virando a porta onde ele estava ofegante.
– Robin Hood voltou!! Robin voltou! — Nesse momento meus olhos crescem, meu coração acelera e minhas pernas tremem. Engulo em seco e sigo Leroy que saiu pela porta.
Paraliso quando vejo ele, Marian e o pequeno Roland se aproximando da entrada dali. Assim que ele me enxerga, abandona os dois e vem correndo na minha direção, e eu permaneço estática.
– Regina..!! Regina eu voltei.. — Ele abre o maior sorriso e assim que se aproxima me pega em seus braços me rodeando e me colocando de volta no chão. Fico sem reação, com a boca entre aberta tetando formular alguma palavra. — eu voltei pra você meu amor.. eu voltei! Estou aqui.. — Ele sorri de novo e aproxima seus lábios dos meus, me beijando de súbito, foi tudo muito rápido então pego seus ombros o afastando.
– O que diabos esta acontecendo aqui!!?? — A voz enraivecida de Emma me invade os ouvidos, e olho a ela junto a Robin que sorriu normalmente enquanto ela o fuzilava com o olhar.
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