Reading your mind.
15 Surprise..!
Notas iniciais
Abro os olhos, sentindo um ar puro se adentrar pelos meus pulmões. Olho em volta e apenas consigo capturar com meus olhos uma silhueta de uma mulher perfeitamente escultural, vindo correndo na minha direção, mas ela vinha lentamente como se fosse uma câmera lenta. Vestia um vestido solto pelo o que eu puder ver, pois uma parte dele voava junto a brisa. Meu sorriso não poderia ser maior ao contemplar aqueles cabelos negros e desengrenhados ao vento, seu sorriso transparecendo seus lindos e perfeitos dentes, seu olhar não poderia brilhar mais. Sinto seu cheiro inconfundível de maçã se aflorar perto de mim. Meus lábios se esticaram ainda mais alongando o sorriso contente que estava presente nele. Com isso começo a correr até ela, e nenhuma curiosidade a mais vinha a minha mente, apenas queria chegar até ela e toma-la em meus braços. Assim que chego perto o suficiente, a puxo para os meus braços firmemente e sinto ela me apertar de um jeito mais intenso ainda contra si, como se necessitávamos uma da outra, com um desespero maravilhoso. Afago meus dedos naqueles cabelos ainda no abraço, fecho os olhos e subitamente um arrepio se faz por minha espinha assim que sinto seu nariz em minha nuca, aspirando de forma lenta.
– Emma.. — Ela afasta o rosto para me fitar. Ainda permaneço com o sorriso de felicidade estampado em meu rosto. — Emma.. Emma.. — Ergo minhas pálpebras de supetão, saindo de um transe. Na verdade um sonho incrível. Ouço seu sussurro no meu ouvido. Eu ainda estava dormindo, porém fui acordada com seu peso sobre o meu e seu tom suave no meu ouvido.
– O que faz aqui Madam Mayor? — Pergunto com um risinho faceiro nos lábios. Ela se afasta da minha orelha e ergue-se, ficando sentada em cima do meu ventre.
– Não estava conseguindo dormir.. — Suspiro lentamente, sugando todo o seu perfume pra mim. Aproxima seu rosto do meu roçando seus lábios nos meus. Seu olhar era firme e intenso sobre o meu que a fitava com maior carinho e desejo. — não sem você comigo Xerife.. — Suas mãos passam por meus braços acariciando de forma lenta e delicada, ofego apenas com isso. Meu sonho não poderia estar melhor se tornando tão real naquele momento. — Posso saber o porque de você estar rindo tanto enquanto te observava dormir? — Solto um risinho irônico olhando todo o seu corpo. Mordo os lábios e sinto um certo lugar se tornando úmido com aquela visão que estava presenciando. Regina com apenas roupas íntimas e ainda por cima sexy, numa mistura de vermelho e preto. Não consigo ver claramente pois um Hobby de seda escuro estava por cima, o que me veio instantaneamente a vontade de tirar.
– Quer mesmo saber? — Acaricio suas pernas com certa firmeza, o que arrancou um gemido rouco de sua boca e seus olhos se fecharam. OH GOD, que visão mais excitante.
– Sim.. — Seus olhos se abrem, e seu rosto volta a se aproximar do meu, quase tocando meus lábios.
– Então.. me deixe tirar isso.. — Puxo o pequeno nó do seu Hobby delicadamente, o tecido era tão fino que escorregou levemente por seus ombros. Trato de tirar e lançar para um lado qualquer, quase perco o ar vendo-a de um jeito tão sensual. — Você só pode estar tentando me matar.. — Digo enquanto a analiso de cima a baixo sobre mim.
– Depende de que Swan.. — Suas mãos se afastam do meu braço se erguendo até seus cabelos, que ela tratou de ajeita-los devagar, tentando me enlouquecer mais um pouco.
– De desejo.. — Ergo meu tronco puxando sua nuca e a beijando urgente e passivamente. Suas mãos param na minha cintura me puxando contra si com firmeza, enquanto meus braços enlaçavam seu pescoço e minhas mãos se afundavam nas madeixas sedosas.
Seus beijos pediam dominância, porém eu não dava o braço a torcer e tentava a dominar também, o que virou uma briga tanto quanto selvagem, porém ainda calma. Minha língua massageava a sua com calma enquanto seu gosto se misturava ao meu, assim como sua boca a minha. Viro meu rosto aprofundando o beijo intenso. Meus dedos não ousavam parar de se aprofundar por aqueles cabelos. Nos afastamos para recuperar o ar, pois os suspiros estavam se prolongando conforme não separávamos a boca uma da outra.
– Eu estava sonhando.. com você! — Sorrio em busca do ar, acariciando seu rosto com meus dedos. Fito seus olhos por longos segundos que me encaravam com perdição. — por quem mais eu iria rir enquanto sonho?
– Vai saber Srta. Swan.. uma mulher tão linda.. não poderia ser só minha.. poderia? — Indaga com um sorriso discreto, ela sabe que sou absurdamente louca de apaixonada por ela e não teria olhos pra mais ninguém nem se todas as preciosidades da terra fossem dado em troca.
– Como você pode dizer isso? — Agarro sua cintura e inverto as posições a deitando na cama. — Eu que deveria ter ciúmes de você!! — Beijo sua nuca fortemente. — Eu que deveria te prender no meu quarto todos os dias só pra uma beleza tão grande não sair por ai sem mim!! — Repito o ato no outro lado da sua nuca. — Eu que sou apaixonadamente, — Beijo seu ombro seguindo até seu pescoço novamente. — loucamente, — Beijo seu rosto inteiro analisando seu sorriso largo. — intensamente, inexplicavelmente, absurdamente e completamente.. — Beijo seus lábios com intensidade. — sua!
– Não estou com ciúmes.. — Solto uma risada tomando seus lábios novamente.
– De tudo o que eu falei você só captou isso? — Mordo seu lábio inferior lentamente. — Sinto meu corpo girar e lá estava ela de novo por cima de mim. Sorrio maliciosamente.
– Não sei.. o que você falou depois? — Pergunta se fazendo de desentendida.
– Parece que vou ter que provar isso pra você.. — Levanto minhas mãos por trás das suas costas tirando seu sutiã lentamente.
– Prove Swan.. — Sussurra no meu ouvido cada palavra lentamente. — Prove pra mim.. — Tiro totalmente a peça e observo seus lindos seios, com um certo fogo nos olhos.
– Você não estava conseguindo dormir Majestade..? Suponho que o que eu vou fazer, não trará seu sono de volta e sim tira-lo! — Comento em um sussurro massageando seu abdômen nu.
– E quem disse que eu quero que o sono venha Emma? — Sinto seus dedos tirando minha regata lentamente.
– Não suportou esperar por amanhã? — Permaneço com um sorriso safado enquanto ergo meus braços, pra ela tirar totalmente a peça. Meu sorriso se estende assim que seus olhos brilharam com um tom mais escuro, me comendo da cintura pra cima com seus olhos, pois eu raramente dormia de sutiã.
– Não, eu não suportei.. — Seus lábios invadem os meus com possessividade e carinho. — senti uma vontade de inaugurar esse lugar com você o quanto antes! — Solto um risinho entre o beijo.
– Então vamos inaugurar! — Prenso-a contra mim apertando suas costas, buscando o máximo contato dela com o meu, enquanto lhe invadia com minha língua e mordia seus lábios. Ouço seus gemidos entre os beijos e sinto seus seios se amassando contra os meus, por isso não deixo de ofegar também. Continuo a prensando contra mim sem parar um segundo de misturar minha boca a sua.
Tiro sua calcinha lentamente, e em seguida acaricio a extensão das suas coxas até as suas costas, vezes apertando com certa força e arranhando seu corpo tão gostoso. Seus lábios se encontram no meu pescoço, beijando, chupando e mordendo com certa força. O que me fazia gemer lentamente e passar meus dedos por todo o seu corpo, até se encontrar nos seus cabelos novamente.
Ela se afasta depois de um tempo ali, fitando meus olhos. Minha respiração quanto a dela já se encontrava falha, seu olhar no meu ardia como chamas. Suas mãos descem até a barra da minha fina calcinha, começando a tira-la lentamente e jogar pra qualquer lado depois. Meu centro se contrai com tal ato, sinto-me pulsar fortemente enquanto tento recuperar o fôlego. Sua presença comigo era algo tão fervoroso que me deixava estasiada.
Ofego novamente pois seus lábios macios beijavam meus seios delicadamente, revesando entre eles beijos molhados. Fecho os olhos e agarro seus cabelos, suas mãos acariciam minhas costas e minha cintura com firmeza.
– Regina.. — Suspiro com suas carícias quentes. Sua língua se arrasta por meu abdômen até a entrada do meu sexo. Arranho suas costas com força e deixo escapar um alto e longo gemido quando sinto seus lábios ali e sua língua me adentrando iniciando movimentos habilidosos, não deixo de erguer meu quadril e gemer seu nome várias vezes. Suas mãos apertam minhas coxas as acariciando em seguida.
Seus movimentos se tornam a cada investida mais rápidos e suas mãos me possuíam com carinho. Sinto-me num paraíso, meus olhos se fecham apertadamente, meus dentes se apertam e meus gemidos se ecoavam pelo quarto seguidamente. Em mais alguns segundos chego ao ápice gemendo lentamente e cravando minhas unhas por seus ombros, sua lambidas continuam, fazendo como se um choque elétrico se passasse por meu corpo. Recupero o ar o mais rápido possível e puxo seu corpo de volta contra o meu, a beijando ligeiramente com o maior desejo que sentia.
Reverto as posições agarrando minhas mãos por suas coxas sem parar de beija-la com fervor, em seguida passo meus lábios para seu pescoço cheiroso e chupo ali intensamente. Ouço seus gemidos manhosos e sinto meu cabelo ser afagado por suas mãos. Desço os chupões até seus seios depositando vários entre os dois, e sigo caminho por seu abdômen, cheirando, arrastando meus lábios junto a minha língua. Chego ao seu centro, e estava tão molhado. Mergulho meu rosto ali e a invado com minha língua do mesmo jeito que ela me invadira, e sugo-lhe sem parar os movimentos.
– EMMA! — Sua voz era falha, porém alta junto a gemidos imensuráveis. Minhas mãos acariciam suas pernas macias enquanto eu desfrutava do seu sexo tão viciante e macio. Ouvir meu nome saindo de sua boca, em meio aos suspiros, gemidos e ainda com aquela voz exuberante, era simplesmente maravilhoso.
Trato de acelerar meus movimentos dentro dela e em pouco tempo ouço seu mais alto gemido. Lhe sugo totalmente e ergo meu rosto. Um largo sorriso se forma nos meus lábios. Ela recuperava a respiração rapidamente, suas unhas cravadas nos lençóis e seu peito descia e subia com rapidez. Beijo a parte interna das suas coxas e sigo a trilha por seu corpo até me encontrar com seus lábios e toma-los delicadamente. Me atiro ao seu lado em seguida.
– Como é bom não estar com sono.. — Comenta depois de um tempo. Solto uma risada e sua mão se entrelaça a minha, mesmo com nossos olhos pregados ao teto.
– Quando acordei do meu sonho.. e vi você aqui comigo eu pensei.. certamente o meu sonho virou realidade!
– Então me diga.. o que sonhou amor? — Ela se vira de lado, apoiando seu cotovelo no colchão e sua mão no seu rosto. Sorrio docemente sentindo seus dedos acariciar meu abdômen.
– Sonhei.. que você vinha ao meu encontro.. — Me virei imitando sua posição e abraçando sua cintura com a mão livre, acariciando ali delicadamente. — e não poderia estar mais feliz.. assim como eu.. eu fui correndo te encontrar.. nos abraçamos com um desespero, como se fazia tempos que não nos víamos.. você cheirou meu pescoço e.. se afastou falando meu nome.. então acordei e vi apenas a realidade ali.. por isso estava sorrindo e por isso eu acordei sorrindo.. toda vez que eu te ver.. vou sorrir, é inevitável!
– Se soubesse que você seria assim Emma.. ah eu já teria te agarrado há muito tempo! — Sorri pra mim de forma carinhosa. Ergo minha mão até seu rosto levemente suado, acaricio junto aos seus cabelos.
– E depois diz que não sou sua.. como hen? — Agarro sua cintura em um abraço, assim ela faz comigo, enquanto solto um risinho junto a ela. — Como Regina? — Beijo-lhe calmamente.
– Eu te amo.. — Declara pausadamente. — e sei, que você é só minha.. — Me beija intensamente. — até por que se não fosse.. eu daria um jeito em quem estaria encostando na minha mulher.. — Seu tom de Evil Queen se faz presente por um minuto, porém seu sorriso era perceptível.
– Que possessiva vossa majestade.. — Sorrio enquanto tomava seus lábios novamente.
– Apenas tomo conta do que é meu Swan..
– Não pense por um minuto que você é a única.. você ainda não conheceu meu lado ciumento! É muito sombrio.. — Enfatizo as últimas palavras contendo um riso.
– Na verdade, já conheci várias vezes seu lado ciumento.. e só pra constar.. você disfarça muito.. muito mal Emm.. — Sua risadinha se prolonga enquanto afaga meus cabelos e brinca com alguns fios.
– Ok.. isso eu devo admitir.. quando se trata de você, eu não sei disfarçar.. só não esqueça que eu sempre sei quando você esta mentindo.. e todas as vezes que você também sentiu ciúmes.. — Aproximo do seu ouvido sussurrando. — eu sabia!
– Tu-chê! — Sorrimos com seu comentário francês.
Enquanto os sorrisos se mantinham os olhares faziam o mesmo. Seu corpo me deixa tão aquecida grudado ao meu. Minhas mãos acariciam sua pele suavemente, assim como ela a minha. — Esta com frio? — Pergunto um pouco preocupada, pegando o cobertor e colocando sobre ela e mim. — eu sei que aqui não é sua casa.. mas espero que tenha gostado..
– Eu nunca sinto frio com você.. e.. eu gosto de mudar um pouco de cama.. afinal o que importa não é a cama em si.. — Sorrio um pouco boba com suas palavras e a beijo de novo, dessa vez a aperto contra mim e afundo meu rosto no seu pescoço.
– Eu te amo tanto.. e quero mais visitas como essas todos os dias, e noites é claro! — Digo ainda no abraço, e fechos os olhos com suas mãos acariciando minhas costas.
– Será um enorme prazer meu amor! E um dia quem sabe.. você.. possa morar comigo.. eu tenho toda aquela mansão pra mim.. e Henry. Mas claro que isso seria em um futuro não muito próximo!
– Claro amor.. claro.. temos muitas coisas a acertar ainda.. mas eu adoraria.. ok? — Me afasto só pra olha-la nos olhos e passar minha mão por sua bochecha.
– Ok.. — Sorri de forma sincera e me dá um leve selinho. — E como você esta com o dia que passamos?
– Eu.. estou bem.. poderia ter sido pior! Só não foi por que eu estava com você!
– E você ajudou muito, dizendo que tinha roubado o carro, e praticamente nem tinha reparado na cor quando o roubou! — Solto uma risada seguida dela e a beijo novamente.
– Digamos que na época eu não tinha a opção de escolher..
– Entendo.. você sofreu bastante.. e ficou sozinha.. sem sua família..
– Yeah.. mas em seguida eu conheci Neal.. e tudo aconteceu como tinha que acontecer.. esse era o meu destino, não posso negar isso.. mesmo sofrendo, acho que.. valeu a pena.. se não eu não estaria aqui.. com a minha família, meu filho e principalmente você..
– Confesso que.. as coisas nunca foram fáceis pra mim também.. desde garota a minha vida sempre foi horrível por causa da minha mãe.. e então depois com a morte dela, eu achei.. — Fecho brevemente os olhos com suas caricias no meu rosto. — que podia melhorar, mas não melhorou por que.. eu queria a felicidade que eu não tinha, e com uma maldição das trevas eu pensei.. bom, vou ter todos na palma da minha mão e terei o respeito de todos além de tirar a felicidade daquela que me tirou.. e nem assim eu consegui.. então vi que uma criança poderia alegrar uma alma sofrida e vazia como a minha era.. no fim acabei adotando Henry, que trouxe você e depois de tudo.. senti como se minha alma se preenchesse e meu coração pudesse de alguma forma voltar a clarear por ter encontrado a tão esperada felicidade, e agora.. eu.. — Seus olhos vagueiam por meu rosto até meus olhos novamente. — sinto como tudo fizesse sentido.. como se tudo se encaixasse corretamente agora..
– Eu sinto o mesmo.. depois de crescer em orfanatos, indo de família em família.. ficar sem os pais.. acabar conhecendo o mundo da pior forma possível.. ter o meu filho e doa-lo, e depois de tanto tempo ele voltar e me levar pra cá.. conhecer você.. isso é realmente muito irônico.. mas.. faz todo o sentido! E eu ainda lembro do vestido cinza que você usava assim que abriu a porta e foi desesperada até Henry..
– Ah você lembra é..? — Abraça meu pescoço com os braços e eu enlaço sua cintura com os meus, prendendo meus olhos nos seus enquanto um sorriso se formava em meus lábios.
– Claro que eu me lembro.. o cabelo mais curto.. o tom inseguro quando perguntou se eu era a mãe biológica de Henry.. e aquele vestido.. te deixava extremamente sexy.. — Ela solta uma risada enquanto sorrio. — serio.. eu era muito fraca pra admitir na época.. e claro sempre com o inseparável batom vermelho.. que por sinal eu adoro.. ahh e aquele perfume.. céus.. tão cheiroso.. você sempre foi cheirosa Regina.. até mesmo se você estivesse sem perfume!
– Ora, ora Swan.. não sabia que tinha a memória tão boa! — Sinto seus lábios nos meus lentamente. — e sim.. sou sempre cheirosa.. e não sabia o por que mas... toda a vez que fosse te ver eu ajeitava os cabelos, colocava mais perfume que o normal, como se eu quisesse te provocar.. ou te impressionar.. e você sempre com a inseparável jaqueta vermelha.. quando fui até Henry e depois vi você.. eu me surpreendi quando soube que você era a mãe do meu filho.. por que nunca achei que fosse uma mulher tão linda.. seus cabelos.. — Começa a afaga-los lentamente acompanhando com o olhar. — estavam mais ondulados.. e o seu tom parecia de uma intrusa quando disse.. 'Hi'.. — Prolonga a última palavra tentando imitar minha voz. — achei que se te tratasse da pior maneira possível você iria embora, mas isso só fez você ficar mais.. eu odiava isso.. eu odiava te achar tão atraente, odiava quando você estava certa, e aparecia na minha casa com suas calças de jeans apertadas.. — Seu olhar era fixo num ponto qualquer como se olhasse a cena em seus olhos. Seu sorriso se estende e ela revira os olhos. — Odiava querer agarrar você..
– Nossa.. — Solto um risinho e passo meu polegar por seus lábios. — e agora você odeia? — Pergunto de forma risonha.
– Não, eu adoro! — Suas mãos me puxam para um beijo quente e demorado. — eu amo muito.. — Nos afastamos recuperando o ar. — queria ter feito isso na mina.. você lembra..?
– Suéter preto, calça social.. você estava assustada por causa de Henry.. eu falei que ele também era meu filho.. e ai.. você se aproximou.. meu coração congelou por um momento e eu fiquei tão nervosa com a sua aproximação que recuei depois.. eu lembro como se fosse ontem, depois daquilo tentei afastar com todas as forças meus pensamentos sobre você..
– Eu lembro de estar insegura.. com medo por Henry, mas mesmo assim eu me aproximei não ligando pra nada.. — Ela se põe por cima de mim analisando meus olhos com um sorriso carinhoso. — você lembra até das minhas roupas Swan.. por que? Reparava muito nelas? — Sua última frase foi um sussurro. Abro um sorriso sapeco.
– Eu reparava muito.. por que queria muito ver por baixo delas.. — Sussurro de volta. — E ainda reparo.. principalmente quando você usa seus vestidos colados, e os decotes... — Fecho os olhos mordendo o lábio inferior. — é demais pra mim. — Abro e a olho maliciosamente. — No entanto.. — Reverto as posições prendendo seus braços acima da cabeça. Seu sorriso não poderia ser mais malicioso, enquanto lambe seus lábios. — prefiro sem roupas..
– Acredite Emma.. eu usava meus decotes muito mais quando estava com você.. queria que você.. — Suspira enquanto beijo seu pescoço lentamente. — reparasse..
– Você fez muito bem Regina.. — Digo em um fio de voz, voltando ao outro lado da sua nuca.
– Você lembra.. de Neverland? — Transformo os beijos em leves chupadas.
– Como não lembrar? Quantas vezes não me deu vontade de arrancar aquele terninho azul! — Ouço sua risada baixa. — Você com ciúme de Hook..
– Eu? — Pergunta num tom incrédulo. Sorrio e ergo a cabeça para fitar seus olhos.
– Oh vamos amor.. você dizendo.. "your boyfriend" com aquele tom? Seriously?
– Mas era verdade, vocês estavam tão melosos que me deu enjoo, e ainda mais com o outro.. e os dois começando a brigarem por você.. pareciam dois cachorrinhos brigando pelo osso! — Suspira pesadamente.
– Ou seja.. com ciúme..! — Enfatizo sorrindo, assistindo ela revirar os olhos.
– Ok.. eu senti ciúmes sim.. satisfeita? — Arqueia as sobrancelhas de um jeito fofo. Arranco um beijo intenso do seus lábios carnudos.
– Muito.. mas é engraçado.. por que quem eu realmente desejava não era nenhum dos dois.. e sim uma Rainha mandona.. — Volto aos seus lábios.
– Eu.. me continha muito.. pra não reparar nos seus braços.. — Suas mãos passam por eles sorrateiramente. — nossa.. que braços mais lindos.. delicados, mas ao mesmo tempo fortes e musculosos.. me faziam perder o ar por um momento.. e quando você caiu do barco.. eu entrei em um desespero interno.. não saberia o que fazer se você não tivesse voltado!!
– Eu nem poderia imaginar isso.. nunca achei realmente que uma mulher tão perfeita.. poderia sentir isso por mim..! — Beijo-a de novo, e de novo.. lentamente, com fervor.
– Pois eu sinto.. — Diz entre os beijos sedentos. — sinto até demais.. e você sabe.. — Desço ao seu pescoço de novo, deixando várias mordidas. — sabe que não sou perfeita..
– Pra mim agora.. você é perfeita.. perfeita pra mim..! — Colo meu corpo ao seu, entre suas pernas, enquanto acaricio sua cintura. Suas mãos bagunçavam meus cabelos, enquanto os beijos era um mais urgentes e precisos que o outro.
Começo a rebolar lentamente, encontrando meu centro ao seu. Isso foi o bastante pra mim soltar um gemido alto entre os beijos, suas mãos se agarram a minha bunda, intensificando os movimentos. Nossos suspiros eram sincronizados, e os gemidos revezados entre os beijos desesperados.
Acelero as reboladas, grudando meu corpo no seu e gemendo seu nome no seu ouvido. Suas mãos me apertavam fortemente e um "Isso!" foi dito em um fio de voz, seguido de um gemido demorado. Me aperto nela a cada investida indo cada vez mais rápido. Estava delirando sentindo mais uma porção maravilhosa de prazer junto aquele corpo sensual, delicado e delicioso. Suas unhas se cravam nas minhas costas, o que me fez gritar levemente e chupar o seu pescoço com força.
Digo seu nome em um gemido alto, assim como ela, enquanto o fogo toma conta de mim e me vejo em mais uma extraordinário orgasmo, e vejo que ela também chegou assim que suas unhas me arranham com força e de sua boca sai um gemido alto e rouco.
Deixo meu corpo sobre o dela, enquanto recuperamos o ar, levemente suadas e exaustas.
– Oh Emma.. case comigo..! — Diz entre a respiração falhada, eu sorrio alegremente, e fito seus olhos.
– Sim.. mas primeiro.. namore comigo Regina.. — Junto suas mãos com as minhas de cada lado da sua cabeça, entrelaçando nossos dedos. — mas não diga nada.. quero fazer surpresa quando lhe pedir! — A beijo delicadamente e junto seu nariz ao meu, parando por um momento e admirando suas íris castanhas.
– Você já percebeu que somos muito parecidas em muitas coisas Emm? — Sinto seus braços me enlaçar pela cintura, ao mesmo tempo que as minhas mãos pairam sobre seu rosto.
– Você acha?
– Sim.. sofremos e passamos por muitas coisas ruins.. não deixamos o braço a torcer facilmente e sempre lutamos por aquilo que amamos! E tudo.. nos levou até agora.. até este momento.. até nos amarmos.. e termos uma a outra..
– Tem razão.. acho que encontramos o amor.. na hora certa..
– Também acho isso amor.. — Seus dedos passam por minhas bochechas carinhosamente.
– Agora vem aqui.. — Me deito a seu lado, a puxando para deitar perto de mim, e assim ela descansa sua cabeça no meu ombro e enlaça um dos braços na minha cintura. Afago seus cabelos com meus dedos e com a outra mão pego a sua. — Com sono? — Pergunto tranquila, cheirando suas mexas.
– Não.. eu só quero.. ficar assim com você.. o resto da noite.. estar com você tem sido estar no paraíso.. como nunca estive antes..
– Vou tentar fazer com que esse paraíso dure pra sempre!
– Pra sempre é muito tempo.. — Comenta brincando com meus cabelos.
– Não quando estou com você! — Seu rosto se ergue até o meu me analisando. Em seguida me beija com ternura lentamente. — Você quer chocolate quente? — Pergunto me afastando levemente. Um sorriso dócil brota dos seus lábios. — Podemos tomar aqui mesmo.. e conversar.. beijar.. abraçar..
– Eu adoraria.. — Lhe dou um selinho e começo a me levantar.
– Onde você vai? — Pergunta estreitando as sobrancelhas e pegando meu braço.
– Preparar o.. — Sua outra mão se estende, tornando uma fumaça em volta e aparecendo uma caneca de chocolate quente. — chocolate..
– Esta muito frio pra você sair da coberta.. deita aqui.. — Bate levemente no colchão ao seu lado. Abro um sorriso e sento de volta pegando a caneca da sua mão. Logo outra caneca se faz de volta na sua mão.
– Precisa me ensinar a fazer essas coisas.. estou tão acostumada a não ter magia que agora que a tenho.. nem lembro! — Levo a caneca aos lábios.
– Espere.. — Diz de repente me impedindo de tomar. — o seu é com canela.. — Move os dedos e a canela se faz por cima do chocolate.
– Obrigado xeru.. — Beijo sua bochecha, volto a derramar a caneca e tomar o líquido doce e quente.
Começamos a tomar olhando nos olhos uma da outra com um silêncio tranquilo.
– Emm.. você acha que.. Hook ou Mark.. podem falar de nós a todos, só pra se vingarem? — Pergunta pensativa acariciando minha mão.
– Eu não sei.. Mark talvez, mas Hook acho que não esta em condições ainda pra isso.. — Suspiro pesadamente pensando nele. — vou conversar com ele.. esclarecer tudo de uma vez.. vou visita-lo no hospital..
– Vou procurar Mark..
– Não.. ele já sabe sobre nós.. e que nos amamos.. e se ele contar.. bom, iriamos ter que assumir qualquer hora.. mais cedo ou mais tarde. E-eu não quero.. que você fale com ele.. não mais.. tudo bem? — Pergunto hesitante. Sei que Regina é orgulhosa, mas eu tinha uma insegurança com aquele homem, algo nele não se encaixava. Ela respira pesadamente tomando outro gole.
– Quem esta com ciúmes agora?
– Não é ciúmes.. — Ela arqueia uma sobrancelha e eu reviro os olhos. — Ta.. é ciúme também mas.. eu não vou com a cara dele, acho que ele esconde algo.. só acho que é melhor pra você ficar longe dele..
– Tudo bem.. vou manter distância.. faço questão disso.. — Sorri de canto deixando a caneca de lado depois de tomarmos, e assim faço eu. Nos aconchegamos no colchão em baixo dos cobertores e nos agarramos uma a outra, entrelaçando nossas pernas, colando nossos corpos.
– Obrigado.. — Sussurro contra seus lábios, não deixando de acariciar suas costas, e ela meus cabelos.
Ela sorri tão maravilhosamente e beija meus lábios delicadamente. Nos separamos e continuamos nos fitando até tudo se apagar.
***
– Humm.. — Murmuro com preguiça mal querendo abrir os olhos. Me viro e de imediato abraço Regina que estava de costas entre os cobertores.

– Amor.. — Ouço seu murmuro rouco.
– Hum..? — Me aconchego mais nela.
– Que horas são? — Continua no mesmo tom.
– Eu não sei.. — Digo tentando voltar a dormir, e do nada ela se senta rapidamente.
– Já amanheceu?? — Pergunta assustada.
– Acho que sim.. — Murmuro manhosamente.
– Droga eu preciso levar Henry na escola e acordar antes dele.. — Vejo ela saindo da cama e pegando seu celular. — Bem na hora.. eu preciso ir.. — Suas mãos se mexem e a sua famosa névoa lilas se faz presente a vestindo por completa.
– Não.. fica aqui comigo.. — Resmungo me erguendo um pouco.
– Temos um filho, esqueceu Emm? — Ajeita seus cabelos, bocejando em seguida. — Vai ser um dia longo.. vejo você mais tarde amor..
– Ok.. até.. — Mal começo a falar e ela já some. — mais, amor.. — Suspiro e jogo meu corpo de volta na cama voltando a dormir.
***
– Emma!! — Desperto ouvindo a voz de Ruby.
– O que, o que foi? — Perguntou um pouco zonza desapoiando minhas mãos do meu rosto.
– Aqui é uma lanchonete, não um hotel.. — Sorri de canto. Eu esfrego os olhos tomando meu café no balcão. — Pelo jeito a noite foi longa.. problemas em dormir?
– Não.. na verdade a minha noite foi.. — Ouço o sino da porta e me viro. Assim que vejo Regina se aproximando com um vestido lilas e seu sobretudo, abro um enorme sorriso. — maravilhosa..
– Ruby.. um café.. — Regina pede se sentando ao meu lado. — Olá Swan.. — Me cumprimenta com um olhar doce e um sorriso meigo. Estremeço só de ouvir sua voz um pouco rouca.
– Olá Regina.. — Sorrio igualmente, com vontade de agarra-la.
– Vou pegar seu café Regina.. Emma pelo jeito sua noite foi das melhores.. — Desvia o olhar pra mim sorrindo maliciosamente em nossa direção e saindo dali.
– Então.. quanto tempo não é? — Pego suas mãos as acariciando.
– Tempo até demais.. — Solta uma risadinha passeando seu polegar nas costas da minha mão. — Acha que Ruby desconfia?
– Eu acho que ela até já sabe..
– Como? E se ela contar?
– Ela não vai, pode acreditar.. — Asseguro-lhe com um sorriso confiante. Pelo jeito que conhecia Ruby não esperava que ela contasse a qualquer um, mas sei que a loba é esperta e deve ter percebido.
– Aqui esta.. — Ruby se aproxima colocando o café de Regina sobre o balcão, então separamos rapidamente as mãos uma da outra. — Não se acanhem por minha causa pombinhas.. — Sorri divertidamente, com nossos olhos levemente arregalados. — Não se preocupem.. seu segredo esta a salvo comigo.. só uma dica.. — Inclina- se a nossa frente falando mais baixo. — Tentem disfarçar melhor.. sinto o cheiro do fogo entre vocês de longe! — Se afasta alargando mais o sorriso e indo para as mesas.
– Ela tem razão Emma.. não podemos ficar muito próximas.. não na frente de todos.. — Regina comenta com um olhar perdido.
– Se eu conseguisse..! Você é muito irresistível.. — Ela sorri docemente, arqueando uma sobrancelha.
– Tente Swan.. — Fala, tomando um gole do seu café.
– Regina! — Ouço a voz de Mary atrás de nós e me viro junto a ela.
– O que foi Mary? — Regina pergunta tranquilo, mas Mary a olha com repreensão indicando para ela ir, o que eu não entendi. Depois ela começou a sorrir como se disfarçasse.
– Ah claro!! Desculpe Swan, eu tenho que ir! — Se levanta e vai até Mary.
– Bom dia filha.. como esta com o apartamento só seu?
– Bom dia mãe.. esta indo tudo bem.. — Comento estreitando as sobrancelhas, Regina puxa seu braço e as duas vão saindo pela porta.
– Ok, fico feliz.. até logo!
– Ok.. até.. — Digo depois de elas terem saído, e volto ao meu café pensando no que elas poderiam estar fazendo, e por que estão tão próximas..
– Vejo que a dupla.. "Nora e sogra" já esta em andamento.. — Ruby comenta voltando ao balcão com o mesmo riso.
– Como você soube? Quero dizer.. esta tão óbvio assim? — Pergunto me referindo a mim e Regina.
– Não para a maioria.. todos pensam que é só amizade.. mas eu sempre notei algo a mais entre vocês.. como uma chama.. uma química muito forte. Mas digo para tomarem cuidado por que.. posso não ser a única a ter notado e.. talvez a ideia de ter a Salvadora e a Rainha juntas possa não agradar a todos..
– Eu sei disso.. e por isso mesmo que estamos as escondidas.. mas eu quero muito estar com ela toda hora.. e demonstrar que a amo na frente de todos e mesmo que não gostem eu não me importo.. o que temos é amor verdadeiro eu sei disso.. eu me importo só com ela e nossa família.. só achamos que por enquanto.. queremos aproveitar enquanto ninguém sabe.. nem que seja escondido.. nem que dure pouco..
– Eu entendo.. vocês encontraram a felicidade uma na outra.. e agora querem desfrutar disso ao máximo.. então eu digo.. — Sua mãos pousa sobre a minha e um sorriso sincero se faz nos seus lábios. — desfrutem! — Devolvo o sorriso, e ela se afasta dali novamente.
Penso mais um pouco e vejo que Ruby estava mesmo tentando mudar. Termino meu café ainda pensando no que Regina e Mary foram fazer com tanta pressa, com esses pensamentos vou até a delegacia.
***
– Filha, vou precisar ir ao hospital e fazer algumas perguntas ao Hook.. ele finalmente acordou.. você pode ficar aqui tomando conta da delegacia? — David me pergunta se levantando da cadeira.
– Não pai.. pode deixar que eu faço isso! — Pergunto me levantado e me pondo na sua frente, não queria que Hook falasse mais que o necessário ao meu pai.
– Você tem certeza? — Pergunta preocupado.
– Tenho sim.. pode deixar! — Afirmo segura com um sorriso de canto.
– Ok.. qualquer coisa você me liga.. — Beija minha testa e eu concordo, saindo dali e indo até o hospital com meu fusca.
Peço ao Dr. Whale pra ver Hook, então ele me leva até um dos quartos afastados, onde ele estava na maca acorrentado com algemas, então me lembro da última vez que o encontrei ele assim a um tempo.
– Swan.. — Seu tom era surpreso e um pouco sarcástico. Agradeço ao doutor e caminho até o lado da maca.
– Oi Hook.. — Digo fitando seus olhos cansados. Seu rosto estava levemente machucado, junto a um dos seus braços que estava enfaixado.
– Só quero que saiba.. que eu..
– Eu não quero saber.. só vim aqui pra saber o por que de você ter feito aquilo.. já não bastava ter me magoado com Ruby e agora isso? — Pergunto um pouco indignada.
– Do que esta falando? Eu não me lembro de nada Emma.. — Comenta confuso, eu o olhos cerrando os olhos.
– Como não lembra? Você perseguiu Regina e eu com uma pistola.. você queria matar ela!! — Pego seu braço que estava na algema com força, o que fez ele rosnar um pouco de dor.
– Swan eu não lembro.. ok? A última coisa de que lembro foi que eu estava no Rabbit Hole.. estava bebendo e um homem apareceu.. bebemos juntos e depois.. tudo se apagou.. estou dizendo a verdade!! — Penso um pouco e tiro minha mão do seu braço, o deixando respirar fundo e se livrar da dor. Ainda tenho meu superpoder e acredito que ele esteja falando a verdade.
– Quem era aquele homem?
– Eu.. eu não lembro.. ele não disse um nome específico.. eu não queria ter te prejudicado mais Emma.. nem matar Regina, não sou um assassino! Não mais.. — Seu olhar suplicava. Ele pega minha mão acariciando ali. — Entendo se não acreditar em mim.. eu falhei com você, como sempre faço.. mas peço o seu perdão.. não espero que possamos voltar a ser como antes, mas espero que pelo menos possamos ser amigos.. por favor..
– E-eu não sei Killian.. eu.. acredito em você.. mas preciso saber se você sabe.. que..
– Eu sei.. você a ama.. — Ele sorri irônico. — e ela ama você.. e eu não sei por que mas.. algo dentro de mim já sabia disso.. só não aceitava por que queria você comigo.. mas a verdade é que.. você tem razão, não nascemos um para o outro.. não temos aquele amor, ou aquela chama que.. você tem com ela.. por isso eu.. vou deixar você livre.. não vou mais te incomodar.. vou seguir em frente Emma.. mas você sempre vai ser alguém especial na minha vida, saiba disso! — Abre um meio sorriso, como se compreendesse a situação verdadeira. Só eu estou achando que daqui a pouco toda a Storybrooke já sabia sobre mim e Regina?
– E você também vai sempre ser especial pra mim Hook.. você me fez feliz por um momento.. eu te agradeço por entender.. e te desejo a verdadeira felicidade.. — Sorrio de volta me sentindo bem e de um certo ponto aliviada por esclarecer tudo com ele e de uma boa forma.
– Também lhe desejo isso.. prometo que não contarei a ninguém enquanto vocês não contarem.. e assim que eu lembrar de algo.. eu te aviso..
– Obrigado.. — Sorrio e beijo sua testa, bagunçando seu cabelo em seguida. Ele sorri de forma fraca e depois saio do quarto deixando ele descansar.
Respiro fundo assim que saio do hospital. Deixar as coisas esclarecidas com seu ex pode ser uma coisa muito tensa. Mesmo assim fiquei feliz por sua compreensão e que não tinha sido ele a querer matar Regina. Começo a pensar em quem poderia ser o homem que o fez perder a memória e ficar louco daquele jeito. Penso em Mark pois nunca mais o vi, mas não creio que ele possa ser capaz de tal ato, ainda mais se fosse pra ferir Regina, porém ele não deixa de ser meu suspeito numero um.
Depois disso pego o carro e vou até a escola buscar Henry, e Regina estava lá encostada ao seu carro com os braços cruzados.
– Olá moça.. — Digo num tom galanteador me aproximando dela com um risinho.
– Olá.. vem sempre aqui? — Pergunta no mesmo tom. Eu solto uma risada e invado seu espaço pessoal.
– Só pra ver você.. — Beijo sua bochecha lentamente. — E buscar nosso filho..
– Se já temos um filho, nada mais justo que você pegar o meu telefone.. — Abro mais o sorriso e ela me acompanha. Me afasto assim que o sinal da escola toca. Henry se aproxima com a garota que ele gosta ao seu lado.
– Oi Mães.. — Beija a minha bochecha depois a de Regina.
– Olá.. — A garota cumprimenta um pouco tímida.
– Como foi a aula filho? — Regina pergunta ignorando um pouco a pobre garota.
– Olá, você é Grace não é? — Pergunto a ela que concorda com a cabeça.
– Foi ótima mãe.. eu estava pensando se não poderíamos tomar um sorvete e levar Grace junto.. os pais dela deixaram..
– Claro kid, seria ótimo não é Regina? — Pergunto a ela que fez um leve careta para a garota e depois olhou de volta a Henry que pedia permissão com os olhos.
– Sim.. sua.. amiga, pode ir junto.. — Sorri falsamente a menina que sorriu docemente.
– Yes!! — Exclama contente olhando a garota que soltou uma gargalhada.
***
– Não gostei dela.. — Regina comenta olhando Grace e Henry andarem mais a frente enquanto tomavam o sorvete e conversavam alegremente.
– Amor.. um dia isso ia acontecer.. ele já é quase um adolescente, isso é normal na idade dele.. além disso a menina parece ótima..
– Eu sei.. mas mesmo assim acho que o meu garoto ainda é jovem pra isso.. não quero que ela o roube de mim! — Fala enquanto respira fundo. Me ponho na frente dela pegando seus braços com delicadeza.
– Ele sempre vai nos amar e estar conosco.. ela não vai roubar ele de você e nem de mim.. estão no começo de algo saudável.. vai demorar muito pra nos afastarmos de Henry Re.. — Ela respira fundo de novo.
– Tem razão.. mas tenho saudades de quando ele era menor.. parece que foi ontem quando ele estava no meu colo pedindo pra comprar as revistas em quadrinhos que ele mal sabia ler.. — Sorri docemente como se lembrasse de tudo.
– É.. nosso garoto esta crescendo.. — Digo voltando a caminhar com ela. — Espere.. vou comprar um sorvete pra nós também.. — Me afasto indo até a sorveteria e pegando um sorvete de creme pra ela e outro de chocolate pra mim. — Creme.. — Dou o sorvete a ela que abriu um sorriso. — Seu favorito.. — Sorrio também e voltamos a caminhar tomando o sorvete.
– Agora esta parecendo que Henry esta crescendo, mas nós rejuvenescendo.. — Solto uma risada, fitando seus olhos em seguida. — Agora vejo por que colocou o nome daquele ursinho de Chocolate.. — Aponta para o meu sorvete.
– Amo chocolate.. — Sorrio dando uma lambida. — por isso me amarrei nos seus olhos também.. — Dessa vez, ela solta uma risadinha.
– Tente provar o de creme.. é muito bom também.. — Aproxima o sorvete da minha boca, e dou uma lambida, mas em seguida ela o coloca no meu nariz sujando-o e solta outra risada com minha cara amarrada.
– Engraçadinha.. vem aqui vem.. — Vou atrás dela com o meu sorvete, ela se afasta contendo o riso.
– Não.. não.. — Abraço ela por trás antes que fuja e esfrego no seu nariz também sorrindo perto do seu pescoço. — Você é um monstro Emma.. — Se vira e eu vejo seu rosto lambuzado. Solto uma gargalhada.
– Você mereceu.. — Sorrio vitoriosa, mas vendo sua careta, pego um lencinho que tinha no bolso da calça e limpo seu rosto. — Melhor assim?
– Não.. mas vem aqui.. — Puxa meu braço me levando para um canto e beija meus lábios com intensidade. — Melhor agora.. — Sorri recuperando o fôlego junto a mim, e voltamos a caminhar pra perto de Henry e da garota que só sabiam sorrir e brincar um com o outro. Em seguida falei sobre Hook e da nossa conversa. Ela não gostou no começo mas depois sorriu contente, depois disse que ficaria alerta se visse Mark.
Depois de um tempo pergunto o por que de ela e Mary saírem as pressas mais cedo. Ela desvia do assunto e vai até Henry, dizendo que tínhamos que voltar pra casa. Estranho um pouco, mas iria esperar até ela falar, pelo menos por enquanto.
***
– Ok.. já chega.. — Digo a Regina que me puxava pela mão até algum lugar que eu não sabia. Haviam se passado uma semana e ela estava me evitando um pouco, e mudando o assunto toda vez que eu perguntava sobre o que ela e Mary falavam. Na maioria das vezes ela dizia que tinha que ir, e quando Mary aparecia as duas trocavam um olhar estranho. Ou saiam juntas para outro lugar que eu não sabia, e aquilo estava remoendo dentro de mim, já não estava aguentando esse 'segredo'. Não houve sinal de Mark, e algumas vezes eu fui visitar Hook no Hospital. Ele estava se recuperando. Regina mal tinha aparecido no meu apartamento depois daquela noite. — Você vai me contar o que esta acontecendo ou não?? — Pergunto indignada parando de andar.
– Emma..
– Você esta me evitando, não apareceu mais no meu apartamento, sempre foge com a minha mãe.. eu não estou entendo mais nada! — Ela sorri de lado e revira os olhos, como se tivesse se divertindo e eu estreito as sobrancelhas.
– Vem comigo.. vem e eu te esclareço tudo!! — Diz por fim pegando meu braço novamente.
– Você parece estar se divertindo.. o que ta me deixando mais confusa ainda!! — Exclamo enquanto ela me arrastava entre as ruas de Storybrooke. Já estava de noite e eu realmente não fazia ideia do que ela estava 'tramando'.
Chegamos perto da sua mansão, e ela me leva até lá chegando perto da porta. — Regina, eu.. — Ela abre a porta e eu arregalo os olhos totalmente surpresa.
– SURPRESAAAA!!
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