Reading your mind.
21 Stand by me
Notas iniciais
O destino, as vezes nos surpreende.. as vezes ele faz com o que tudo o que você planejou, sonhou ou pensou sobre sua vida, mudasse totalmente o rumo, deixando-o de cabeça para baixo. Como uma roda gigante.. as vezes você esta em cima e pensa, bem.. eu não vou cair.. vou continuar aqui e essa é a minha vida, mas quando você menos percebe.. esta caindo.. esta descendo e ficando para baixo. Cedendo a tudo o que você menos imaginou ceder e se entregando com cada fibra do seu ser ao que você achava absurdo, talvez errado, talvez algo que você menos imaginou que iria acontecer, mesmo desejando que aquilo acontecesse no seu interior mas jamais pensou que se concretizaria.. e no fim.. o destino te surpreende de uma forma tão inesperada, que você até quer rir de forma irônica de como se reverteu. E é assim que eu estou me sentindo nesse momento.. olhando aos dois seres, aos dois idiotas que eu sempre odiei na minha vida e por incrível que pareça o ódio não permanece. Sinceramente estou mais me sentindo com medo, insegurança, do que ódio.. não existe motivos pra mim odiá-los mais.. bom, não sempre pelo menos.
Sinto minhas mãos suando, meu coração acelerado e minha posição se encontra ereta pelo meu nervosismo. Emma não estava diferente a o meu lado. Os olhares dos dois estavam me assustando, por já estarmos eu diria que vários minutos a frente deles, sentadas naquele sofá um pouco desconfortável do apartamento de Emma. Snow White, a mulher que eu tanto odiei e desejei matar, agora me observava com um olhar sério, concentrado, semi cerrando os olhos, como se estivesse me lendo, ou me analisando.. testando, ou talvez apenas bolando um plano na sua 'brilhante' cabeça para me matar enquanto durmo.
Charming já se encontrava um pouco diferente. Seus olhos azuis, revezam o olhar entre mim e sua filha, suas sobrancelhas estavam estreitas, e seu olhar focava em nossos rostos, em cada expressão ou gesto. Mais precisamente nos meus gestos, minhas reações. Seu olhar revelava curiosidade, tentando nos entender, ou nos analisar de uma forma suspeita. Sua mão apoia seu maxilar no braço do sofá onde estavam a nossa frente.
Um barulho de uma porta se abrindo bruscamente toma conta do local, onde todos nós olhamos em direção a porta de entrada, onde revelava uma Ruby eufórica.
– Hãn.. — Seus olhos cresceram um pouco vendo que estávamos numa pequena reunião de 'família' que ainda não tinha sido formulada uma palavra se quer. — Péssima hora né? — Pergunta me direção a nós. Olho rapidamente em direção a eles que permaneciam na mesma posição olhando a mulher. Olhei a Emma que indicava nervosamente com a cabeça pra ela sair. — Entendi.. volto outra hora.. — Seus lábios revelaram um sorriso nervoso, então ela balbuciou com a boca um "Boa sorte" em direção a mim e Emma, fechando a porta em seguida.
Voltamos a mesma posição de anteriormente, e lá vinha os olhares dos dois sobre nós duas. Estava me sentindo em algum tipo de teste da verdade. Enfim sugo o ar até meus pulmões e tomo a coragem para falar.
– Snow.. — Digo a fitando, ela apenas lança a mão no ar, em sinal para mim para de falar, fechando os olhos brevemente.
– Mãe.. — Emma se inclina no sofá na mesma tentativa minha, porém Mary repetiu o mesmo ato com ela. — deixa eu só..
– Shiup! — Fez o mesmo sinal, sem muita paciência dessa vez, semi cerrando os olhos de volta.
– Mary nós podemos..
– Shiup!!! — Repetiu de forma mais impaciente possível na minha direção.
Na mesma hora ouvimos o grito de Neal, e David olha para a esposa.
– Mary..
– Shiup! — Fez o mesmo com ele que a olhou confusa.
– Hãn? — Perguntou perdido em direção a ela. — Deixa que eu.. — Se levanta lançando um último olhar a nós. — Pego.. — Sai dali, deixando o clima o mais tenso possível ainda.
– Ouça Mary.. — Emma se pronuncia, mas Snow põe sua mão no ar novamente.
– Não!
– Não, você preci..
– Não!! Quieta Emma..!! — Branca a xinga como se fosse uma criança que acabara de fazer alguma travessura. — não quero saber.. não quero saber!! — Estende as mãos no ar frustrada. — Sabe o que eu quero saber..? — Revesa os olhares entre nós e sem esperar resposta continua. — como vocês fizeram toda essa encenação e brincadeira de mal gosto!! Isso eu quero saber!!
– Não foi uma brincadeira mãe.. pra mim nunca foi algo tão real na minha vida inteira.. — Emma responde concentrada no olhar da mãe. Mary solta uma risada debochada.
– Faça me o favor Emma.. vocês estão loucas??? Sempre se odiaram.. sempre!! E agora vocês começam com essa idiotice? Na frente de toda a cidade!? — Exclama vociferando as palavras.
– Amor verdadeiro é idiotice pra você?? — Pergunta Emma nervosa.
– É claro que não.. mas isso não tem nada a ver com vocês!! Vocês são duas mães que lutavam por seu filho, e agora acertaram as contas e resolveram dividi-lo entre vocês, isso não quer dizer que devem virar namoradas!
– Tem razão, e não foi por isso que eu me apaixonei por Regina.. eu me apaixonei por ela desde a primeira vez que a vi.. o que o nosso filho fez, foi me trazer até essa cidade.. com o propósito de quebrar a maldição, mas o destino queria nos unir para construir de pouco em pouco o nosso amor..! — Emma pega a minha mão, a acariciando e me olhando apaixonadamente. Retribuo sorrindo de lado.
– Pare de falar besteiras Emma.. seu destino não é Regina!! — Mary se levanta do sofá aumentando o tom de voz.
– E por que não seria?? — Emma repete o seu ato e eu faço o mesmo engolindo em seco.
– Por que.. por que.. — Snow parecia procurar uma resposta e Emma arqueia as sobrancelhas esperando a resposta. — por que ela.. ela é mulher Emma.. o final feliz de toda a princesa é um príncipe, um homem!! Além disso ela é a Regina!!
– Ahh então essa é a sua desculpa!?!? — Esbraveja Emma aumentando seu tom de voz também. — Por que ela é mulher.. — Concorda ironicamente sorrindo do mesmo modo. — Quer saber Mary, eu não sou e NUNCA fui uma princesa!! Então tecnicamente no seu mundinho de conto de fadas eu não posso me casar com um 'príncipe'.. por que eu sou a Salvadora e não uma Rapunzel da vida! Eu tenho todo o direito de gostar de quem eu quiser.. só que com Regina eu não tive escolha.. eu me apaixonei, e você sabe como é se apaixonar sem ter a escolha, você por experiência própria devia saber!!
– Seu destino não é a minha madrasta, que te privou de uma vida com sua família, te trazendo pra cá e lançando uma maldição.. que queria tirar-lhe o filho e te matar.. coloque isso na sua cabeça dura! — Mary estava eufórica e enraivecida, cuspindo as palavras.
– Regina é o meu amor verdadeiro por que com ela, eu sinto que estou com quem deveria estar, sinto borboletas no estômago, sinto que estou em casa, sinto meu coração saltar pra fora do peito toda vez que estou com ela, sinto que devo e preciso estar sempre com ela, e sinto que a amo tanto, como jamais amei alguém.. eu NUNCA senti isso por Hook, nunca o amei de verdade.. mas com ela.. — Seu olhar permanece no meu por um curto tempo. — com ela sinto que finalmente estou começando a viver.. você entende esse sentimento Mary.. você entende, por que foi o que sentiu com David.. Ela me privou de uma vida com meus pais sim.. lançou a maldição.. mas tudo contribuiu para estarmos apaixonadas.. eu passaria tudo novamente se no fim eu pudesse estar com ela em meus braços.. — Uma lágrima solitária desce pelo meu rosto, então sorrio puramente a ela que retribuiu.
Nesse instante David aparece com Neal nos seus braços, mas o pequeno não parava de chorar de jeito algum.
– Não.. não pode ser.. isso não esta certo! — Mary sussurra mais para si, mas todos pudemos ouvir. — Regina..!! Como você pode?? — Snow pergunta com desprezo a mim.
– Ela não teve a culpa.. eu que me aproximei.. eu que lutei por ela, e assim ela fez por mim.. — Emma responde na tentativa de defesa.
– Mary.. sei que tivemos nossas diferenças e ainda temos algumas mas.. — Me aproximo dela pegando nas suas mãos. O ato a fez estreitar as sobrancelhas. — Lembra quando eu disse a você.. anos atrás quando você flagrou.. eu e.. Daniel.. então eu fui atrás de você e lhe disse como era o amor verdadeiro? Que o amor é a magia mais poderosa de todas..? — Seu olhar se direciona pra baixo, então continuo sem esperar resposta. — O que eu senti com Daniel.. não se compara ao que estou sentindo agora.. é algo muito maior..! Você havia visto o quanto eu o amava, mas agora tudo parece estar entrando nos eixos pra mim. Estar com sua filha.. estar com Emma.. é como se fosse realmente minha segunda chance de amor verdadeiro.. eu sinto dentro de mim que é ela.. é com ela que eu devo estar.. é ela quem eu amo e daria minha própria vida.. eu finalmente encontrei meu final feliz, finalmente encontrei o amor verdadeiro.. — A fito com sinceridade sentindo meus olhos parejados. Ela levanta seu olhar e analisa meus olhos, alternando entre eles, e piscando seguidamente em seguida, e ali eu vi.. eu a conheço e vi que ela sabia que eu estava sendo sincera, que não era nenhum tipo de vingança que ela poderia estar pensando, e seu olhar a entregou, ela viu que aquilo poderia ser verdade.
– Não.. isso não esta certo.. e eu não apoio.. — Tira suas mãos das minhas. Sabia que ela não aceitaria facilmente. — ela é minha filha Regina.. minha filha.. não quero você perto dela.. não quero você encostando nela e nem olhando pra ela.. você me entendeu? — Pergunta com a maior frieza possível.
– Você não decide nada por mim Mary.. eu sou sua filha, mas já tenho idade o bastante pra tomar minhas próprias decisões e você sabe disso! Eu vou toca-la, vou olha-la e vou estar sempre com ela.. já sabíamos que íamos passar por isso mas eu não posso esconder mais meu amor por ela.. eu amo Regina Mills! — Emma responde convicta olhando aos pais.
– Não pode fazer isso com nós Emma.. não com sua mãe.. você sabe como ela é, e isso não vai ser fácil! — David comenta balançando Neal nos braços que berrava sem parar. — Além do mais.. nem eu sei se aprovo isso também!
– Mas é claro que não apoia..! Somos os pais dela e sabemos o melhor pra ela e esse melhor não é Regina!! — Snow grita em minha direção, fazendo o bebê aumentar o choro.
– Como você pode dizer isso Snow? Como pode saber o que é o melhor pra sua filha.. e se esse melhor for eu, com toda a certeza terei o maior dos prazeres em tomar conta dela.. em faze-la feliz todos os dias da minha vida! Por favor.. só peço que aceite.. eu vejo nos seus olhos que você também sabe que temos o amor verdadeiro..! Toda a minha vida eu esperei por alguém como Emma.. pode ao menos deixar eu ser feliz dessa vez? — Pergunto me alterando um pouco.
– Como é? Dessa vez? Vai começar a jogar as coisas na cara agora? Quer trazer o passado agora não é?
– Não é isso que estou tentando dizer, você me entendeu bem!
– Claro que entendi.. e a resposta é NÃO! Sempre será NÃO! Jamais aceitarei isso.. JAMAIS!
– Por que você simplesmente não pode aceitar que eu estou feliz com quem eu amo? — Emma comenta a ela em um tom de voz baixo, e quando me virei a ela pude notar que estava chorando. — por que você não aceita que eu estou apaixonada por Regina?
– Por que eu não acredito.. eu não acredito no amor que vocês duas projetaram nas suas cabeças.. eu não acredito.. — Seu tom de voz amargo, revelava que ela estava decepcionada, porém eu pude ver que ela apenas estava sendo o mais cabeça dura possível!
– INHÉÉÉÉÉ.. — O menino não parava um segundo de berrar então me aproximo de Charming.
– Deixe eu segura-lo.. — Quando David estava me entregando o bebê Snow interfere o pegando e se afastando de mim.
– Não.. você não vai tocar no meu filho Regina.. eu não confio mais em você! — Engulo em seco, ouvindo os passos de Emma se aproximando de mim. A mulher balançava o pequeno na tentativa falha de acalma-lo. — Vamos embora David.. — Snow diz impaciente se aproximando do carrinho do menino que estava ao meu lado, e no mesmo instante ele parou de chorar por estar por alguns segundos ao meu lado. Mary se afasta e ele volta a berrar.
– Espera.. — Charming pego a criança e o aproxima de mim, então ele parou de chorar na hora. Ele o tira de perto de mim e ele volta a berrar. — Segure.. — Ele dá o bebê a mim.
– David!! — Exclama Mary a ele que colocou o dedo na boca em sinal para fazer silêncio.
– Shiii.. calma pequeno..! — Sussurro a ele enquanto o balanço de leve nos meus braços. No mesmo instante ele se acomodou ali e fechou os olhos em um sono tranquilo.
– Como isso? — Perguntou David a mim confuso enquanto eu via Mary cruzar os braços impaciente.
– Eu não sei.. mas.. dizem que.. quando uma mulher carrega outra criança, é mais fácil de acalmar.. — Falo me punindo em seguida por dizer tais palavras. Sinto o braço de Emma me abraçar levemente enquanto vejo Mary virar o rosto.
– O que esta dizendo Regina? Você esta grávida? — O homem pergunta curioso.
– Ela esta sim pai.. ela está grávida de mim..
– Só pode ser piada..!! — Snow exclama incrédula.
– O que estão dizendo.. isso é impossível! — David diz a nós.
***
– Mark? Mark o imbecil que esta preso por tentar te agredir Regina? — David pergunta incrédulo depois de explicarmos cada detalhe do que aconteceu. Passou-se alguns minutos e eu já estava sentada no sofá com Emma ao meu lado e David a nossa frente. Neal já estava ferrado no sono em meus braços. Snow estava sentada na cozinha com as mãos na cabeça e os cotovelos escorados no balcão.
– Sim.. ele é o Autor David e tudo que acabamos de contar é verdade!
– Ele quer a liberdade pra nos ajudar com nosso bebê e tentar impedir esse tal de Merlin.. de vir e destruir tudo o que construímos!
– Então.. é verdade.. você foram destinadas uma a outra.. — Comenta coçando o cabelo.
– É a verdade pai.. — Afirma Emma ao meu lado.
– Só acredito vindo da boca dele.. — Se levanta pegando sua jaqueta. — Vamos a delegacia.. conheço Mark.. e se ele estiver mentindo eu vou saber!
– Eu vou com você.. Regina precisa repousar e por isso vai pra casa.. ok? — Se vira a mim perguntando cautelosamente. Por fim respiro fundo e respondo em um sinal com a cabeça.
– Ok.. e Mary.. — David se aproxima, mas ela o ignora se afastando dele e indo em direção a Regina.
– Devolva meu filho.. — Responde ríspida erguendo os braços e com cautela para não acordar o menino, entrego em seus braços. — Nunca mais encoste nele..
– Mary.. — David chama sua atenção mas ela o ignora novamente.
– Eu vou para minha casa.. — Afirma colocando o pequeno no carrinho e o levando porta a fora.
Olho a Emma que tinha seus olhos marejados e eu pude perceber que ela estava angustiada e triste pelo desprezo da mãe, me senti culpada naquele momento.
– Isso.. isso não é sua culpa Emma.. quer dizer.. ninguém tem culpa.. ok? Eu vou falar com ela.. isso vai passar.. só.. vamos ver o Mark.. — Charming acaricia as costas da filha e a abraça. Emma o puxa para si, aumentando o choro e depois de alguns segundos se separam.
– Tudo bem.. — Ela enxuga suas lágrimas se recompondo. — Vamos.. mas antes vou ligar para Ruby que ficou com Henry. — Diz ao pai que concordou e saiu dali me lançando um olhar neutro.
– Vou para a delegacia! — Afirma saindo do apartamento.
– Emma.. — Me aproximo dela tocando seu ombro. — seria idiota demais, perguntar se você esta bem agora? — Pergunto dando um sorriso triste, e ao mesmo tempo ela também sorri da mesma forma e me abraça fortemente. Suspiro em meio ao braço me aconchegando ali.
– Não, não seria.. eu estou bem.. — Nos separamos apenas para nos fitarmos. Enxugo uma lágrima teimosa que descia do seu lindo rosto.
– Não esta não.. — Digo olhando nos seus olhos esmeraldas.
– Não.. mas vai ficar..
– Isso é culpa minha.. por eu ser quem sou.. por isso Snow não me aceita com você..e.. — Seu rosto se aproxima delicadamente, tomando meus lábios de uma forma suave.

– Nunca diga isso.. nunca diga que isso é por sua culpa por que não é.. se quiser culpar alguém culpe o destino Madam Mayor! Minha mãe precisa aceitar isso mais cedo ou mais tarde.. ela terá que nos aguentar.. — Sussurra a última parte voltando a me beijar. Sorrio docemente pegando seu rosto em minhas mãos. Ao final do beijo, ela me dá um selinho e tira seu celular do bolso.
– Eu vou pra casa.. diga ao Henry para ir depois.. — Digo a ela já indo em direção a porta mas sinto sua mão no meu braço.
– Eu levo você.. e pego Henry no Granny's.. levo vocês pra casa e depois vou até a delegacia.. pode ser?
– Melhor assim.. — Sorrio de canto enquanto ela retribui e começa a falar com Ruby no celular, explicando a situação e desligando em seguida.
– Agora vamos.. — Sua mãos se entrelaça com a minha, e nossas alianças brilharam intensamente por um instante. — namorada.. — Sorrio com seu olhar sobre mim e analiso as alianças em nossas mãos.
– São lindas Emma.. até que o poder da sua magia não é tão inútil assim.. — Implico com um risinho.
– Oh obrigado vossa 'Majestade'! — Fez uma pequena reverência a mim em um tom irônico.
– Não força.. — Pego sua mão e ela sorri enquanto caminhamos até o carro.
***
POV's Emma.
– Ok.. estão entregues! — Digo estacionando o carro em frente a casa de Regina, depois de termos pegado Henry e contarmos tudo o que aconteceu a ele e Ruby.
– Mães.. vocês vão passar por isso.. vai ficar tudo melhor.. a vovó vai aceitar e seremos finalmente uma família.. tudo bem? — Henry comenta no banco de trás, ele parecia realmente preocupado.
– Obrigado filho.. — Regina se vira pegando sua mão junto a mim.
– Obrigado kid.. agora você precisa cuidar da sua mãe frágil aqui.. — Beijo o canto da sua testa. Ela faz uma careta um pouco ofendida, o que me fez rir de canto.
– Me diga que a palavra "Frágil" não saiu da sua boca xerife!
– Ops.. — Pisco em sua direção e sorrio de canto. Revira os olhos e vejo Henry saindo do carro.
– Até mais mãe!
– Até logo Henry! — Respondo a ele e assim que ele sai, sinto meu braço ser puxado por Regina e seus lábios nos meus rapidamente. Como sempre, seus beijos tão deliciosos e marcantes me deixam nas nuvens.
– Só.. tome cuidado Swan.. vou lhe esperar! — Sussurra recuperando o ar e eu concordo acariciando seu rosto e beijando-lhe a testa suavemente.
Assim que o amor da minha vida sai do carro, eu paro e penso em tudo que havia acontecido. Claro que esperava uma má reação de Snow, mas não era pra tanto.. suas palavras me magoaram várias vezes, e acabei deixando-me chorar. Não sei se com o tempo ela aceitará ou sempre irá me odiar pelo que estou fazendo, mas não posso esconder a verdade. Agora todos sabem do nosso amor, e por Regina eu faria tudo de novo. Por outro lado me coração se aqueceu por meu pai ser mais compreensivo de certa forma. Lembrando disso ligo o carro e vou até a delegacia.
Chegando lá caminho até a sala de interrogatório, onde Mark e David conversavam tranquilos, o que me deixou mais aliviada. Assim que abro a porta e entro eles me observam.
– Então? — Pergunto curiosa aos dois.
– Eu acredito em vocês Emma.. acredito e.. — David olha a Mark que sorria de canto. — acredito em Mark.. fizemos as pazes e.. esclarecemos tudo! — Olho a Mark estreitando as sobrancelhas.
– Só disse que servi de cúpido.. — Responde a mim com seu sorriso sarcástico.
– Mesmo com a reação da sua mãe.. acredito que ela algum dia entenda.. com o eu entendi agora.. vou apoiar vocês.. e vou ajudar a combater todo o mal que vier atrás do filho de vocês.. — Se levanta e eu o abraço apertado novamente.
– Pai você não imagina o quanto isso é importante pra mim.. você não imagina!!
– Eu sei minha filha.. eu sei.. — Ele se afasta e beija o topo da minha cabeça.
– Então.. será que poderia..? — Mark aponta as algemas nos seus pulsos e David se aproxima as tirando. — Muito melhor.. obrigado! — Sorri e se levanta. Não quero ser chato.. mas teria algum lugar pra mim ficar essa noite? Não quero voltar a um apartamento onde anões 'saquearam' tudo!
– Pode ficar no meu apartamento! — Jogo a chave no ar e assim ele pega. — Vou tomar conta de Regina de agora em diante.. ela precisa de mim!
– Muita gentileza sua Emma.. — Sorri a mim.
– Claro.. mas se ousar roubar ou mexer nas minhas coisas, corto suas mãos fora.. entendido?
– E-entendido sim..! — Concorda nervosamente. Sorrio de canto e me despeço deles saindo dali e indo até a mansão.
***
– E então? — Regina pergunta assim que abre a porta me puxando para um abraço que retribuo intensamente.
– Foi bom.. David acreditou em tudo que Mark disse e o liberou.. disse que nos ajudaria de agora em diante!
– Emma.. isso é ótimo..! — Sorri se afastando do abraço, mas permaneço com meus braços contornados pela sua cintura.
– É sim.. e Henry?
– Está bem.. acabou de ir dormir.. esta cada vez mais atencioso comigo.. até me surpreendi! — Seu sorriso se estende revelando seus dentes branquinhos.
– Ele sabe que a mãe frágil dele precisa de cuidados agora.. — Implico sorrindo.
– Não vai querer implicar com uma rainha grávida Swan.. ainda mais comigo! Posso te matar apenas com meus hormônios! — Solto um risinho e me agacho a sua frente, colocando minhas mãos na sua barriga.
– Não liga pra ela.. mamãe jamais teria coragem de matar sua mãe aqui! — Beijo ali e me levanto. Me surpreendo com uma lágrima solitária descendo por seu rosto. — Hey amor, o que foi? — Pego seus braços cuidadosamente.
– Eu te amo.. — Sorri e me beija docemente, retribuo aprofundando o beijo e a apertando contra mim. — Assim vai sufocar o bebê.. — Diz entre o beijo e eu sorrio me afastando dos seus lábios.
– Sabe que ele tem apenas um dia de vida não é? — Pergunto acariciando seu rosto.
– Ora, não era eu quem estava conversando com ele há poucos segundos! — Cruza os braços arqueando as sobrancelhas.
– Tem razão.. acho que estou muito ansiosa.. só isso.. — Deposito as chaves em cima da estante ali e tiro minha jaqueta a colocando no gancho.
– Não tanto quanto eu Emm.. — A olho por alguns segundos e sorrio de lado. Começo a caminhar até a sala e vou até onde ficava as bebidas, pego um copo e coloco um pouco de Whisky dentro, tomando um gole e me virando a Regina que permanecia ainda de braços cruzados me observando.
– Estou precisando relaxar um pouco.. — Aponto o copo e respiro fundo, sentindo o líquido forte passar por minha garganta.
– Nesse caso eu também..!
– Não, não.. você não pode amor.. — Digo enquanto ela se aproximava.
– E quem disse que só a bebida ajuda a relaxar.. — Arqueia uma sobrancelha e sorri de canto, a olho curiosa e ela se direciona até o som.
Ouço o toque leve da música e sorrio pelo seu gosto antigo de músicas. Com o copo na mão, ela o tira e o coloca por cima da estante ali. Ela pega a minha mão e me me leva até o meio da sala, depois me larga e começa a dançar sozinha de um lado para o outro no ritmo da música.
When the night has come
And the land is dark
A observo tão linda daquele jeito, perdida na sua dança, fechando os olhos e sentindo a música, enquanto se movimentava, então ela começa a sorrir e abre os olhos em minha direção.
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
Seu braço se estende e seu dedo indicador se move em um chamado para me aproximar. Abro um sorriso, e lentamente caminho até ela que começa a andar em volta de mim ainda dançando suavemente.
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Seus braços me abraçam por trás, então imitei seu gesto com a dança dançando de uma lado para o outro. Coloco minhas mãos sobre as suas na minha cintura e fecho os olhos sentindo aquela música.
Oh stand, stand by me
Stand by me
Me viro e a puxo contra mim abraçando sua cintura e ela meu pescoço ainda com o ritmo. Pego sua mão a guiando pra cima, então ela gira e depois põe a mão no meu ombro.
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Então seguimos assim sorrindo uma pra outra. Sua mão ergue a minha em sinal para mim girar também e assim faço, mas ao me virar de volta agarro sua cintura e afundo meu rosto no seu pescoço e sinto ela afagar meus cabelos, e a sincronia dos nossos quadris estavam perfeita com a música.
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
Fecho os olhos sentindo seu perfume e seu corpo contra o meu.
Whenever you're in trouble, won't you stand by me
Era o suficiente pra me acalmar e me fazer esquecer os problemas e todas as confusões, era o bastante para me fazer sorrir e relaxar. Apenas ela estando comigo.
Oh stand by me
oh won't you stand now?
stand by me
Assim que a música acabou nos jogamos no sofá sorrindo.
– Tem razão.. isso também pode ser relaxante! — Sorrio a ela que retribui.
– Com a pessoa certa.. sim..! — Ela se joga pra cima de mim, abraçando meu pescoço e me beijando lentamente. Os beijos foram se aprofundando aos poucos. Acaricio suas costas enquanto sinto sua língua na minha em perfeita sincronia. Sabia que ela estava cansada então aos poucos paro os beijos. Mas continuamos a centímetros de distância de olhos fechados, agarradas uma a outra.
– Você precisa descansar.. vamos para a cama? — Sussurro abrindo meus olhos encontrando a imensidão castanha.
– Vamos.. — Sorrimos e caminhamos até o quarto. Tomo um rápido banho e quando saio a vejo dormindo como um anjo na cama.
Me deito ao seu lado e ela puxa meu corpo contra o seu, sussurrando algumas palavras que não consegui identificar. Beijo sua testa e a puxo mais ainda para meus braços, me aconchegando ali, com seu cheiro e em pouco tempo, estava adormecendo.
***
– Mãe.. MÃE..!! — Desperto com o grito de Henry, e pulo da cama vendo Regina fazer o mesmo e olhamos a ele que estava na porta com um olhar assustado.
– O que.. o que aconteceu Henry?? — Pergunta meia sonolenta me recuperando do susto e Regina se encontrava com a mão no coração. — Não pode ficar assustando sua mãe kid!!
– Desculpa.. ma-mas.. olhem pela janela!! — Estreito as sobrancelhas e vou junto a Regina olhar pela janela.
– Nossa senhora! — Exclamo apavorada e Regina arregala os olhos.
Parecia que toda a Storybrooke estava na frente da casa em tumultos, querendo entrar e invadir a casa..
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