Reading your mind.
11 Forgive me?
Notas iniciais
– Regina.. me escuta, por favor.. — Minha respiração esta descompassada, meu coração batendo a mil e eu estava me torturando por dentro com o seu olhar marejado sobre mim.
– Então.. todo esse tempo.. você sabia os meus segredos.. — Se aproxima de mim. — Sabia que eu estava gostando de você, por que lia todos os meus pensamentos..
– Seja lá o que o Mark tenha dito, ele esta fazendo isso pra nos separar Regina.. ele ficou com inveja da paixão.. — Pego as suas mãos com as minhas a fitando em seus olhos. — do amor.. que nós temos, e quer acabar com isso.. — Ergo uma mão até seu rosto acariciando sua bochecha com meus dedos. — Não deixe ele fazer isso, por favor.. demoramos tanto tempo, pra nos entregar uma a outra.. eu só quero você agora..
– Então me diga Emma.. diga que ele esta mentindo.. que você não tem esse poder, que não leu os meus pensamentos.. até agora.. — Olho os lados nervosa, e mordo os lábios, era a hora de contar a verdade. — É verdade, não é? — Seus olhos ficam mais marejados ainda, fazendo lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
– É verdade.. — Seu choro aumenta, mas eu pego seu rosto com as mãos, enxugando suas lágrimas com os dedos e olhando no fundo daquela imensidão castanha. — mas eu não tenho mais esses poderes.. eu os perdi.. quando você me beijou no carro, quando admitiu que tinha sentimentos por mim.. eu parei de ouvir.. isso aconteceu de repente Regina.. eu não pude controlar isso.. e.. — Ela pega minhas mãos, as colocando pra baixo e se afastando.
– Você.. me enganou.. eu achei que você tinha gostado realmente de mim.. mas foi tudo por causa dos meus pensamentos.. e você se aproveitou Emma..
– Não, Regina eu..
– E eu pensando.. — Suas lágrimas eram incessantes, e começo a sentir meus olhos marejados. — que eu finalmente.. tinha encontrado meu final feliz, o problema é que eu sempre me iludo!
– Não.. você não se iludiu Regina.. eu tenho sentimentos por você, que nem eu mesma consigo controlar.. eu estou totalmente apaixonada por você.. o meu dia inteiro eu penso em você.. no seu olhar, seus cabelos, sorriso.. eu não sou eu mesma mais.. minha vida esta resumida apenas em você.. eu estou louca por você, e eu faço qualquer coisa pra não te perder, depois de tanto tempo, finalmente ficamos juntas eu faço qualquer.. — Respiro fundo falando tudo em um fôlego só. — coisa por você.. — Me aproximo dela colocando minhas mãos no seu pescoço, enquanto acaricio suas mexas. O seu olhar ainda era triste e cheio de lágrimas que escorriam sem parar. — E os poderes.. eu acordei há um mês com eles, não sabendo o por que.. fui até Gold e ele disse que era temporário.. era um teste, e só depois de eu realizar o meu desejo eles sumiriam..
– E o seu desejo era saber os meus segredos..? — Pergunta num tom amargurado.
– Não.. eu achei no começo que era.. eu queria ler seus pensamentos por que, você nunca dava o braço a torcer.. sempre sendo o que você não era de verdade.. mas o meu real desejo era que você me amasse.. e depois de você ter me beijado.. o poder sumiu..
– E por que você acha que só por que eu beijei você, eu te amava?
– Você não amava? — Ela olha os lados depois enxuga as lágrimas, enquanto as minhas caíam. — Ou melhor.. ama? — Continua enxugando as lágrimas me ignorando, mas eu pego suas mãos, entrelaçando seus dedos com os meus e erguendo até a altura dos nossos ombros.
– Isso.. isso não esta em discussão agora! — Fala seria olhando as nossas mãos e eu sorrio fraco com as minhas lágrimas descendo. — Você me enganou Emma.. não tem desculpa pra isso..
– Eu não enganei você.. eu não tinha controle.. ouvia os pensamentos de todos, e quando você chegou perto.. e eu ouvi seus pensamentos eu.. — Continuo com o toque de nossas mãos acariciando a sua com os dedos. — fiquei muito surpresa.. nunca achei que você.. tão linda e perfeita.. fosse gostar de mim.. — Sorrio de lado. — é engraçado por que.. eu me senti boba.. eu queria que você sentisse aquilo.. só não aceitava, como sempre.. sempre fomos assim.. tendo esse sentimento dentro de nós, mas guardando pra si mesmas.. enfim.. fomos nos encontrando mais vezes e eu fiquei intrigada com o seu jeito tão diferente por dentro.. só me ajudou a ver mais quem eu já sabia que você era e não pude deixar de me apaixonar mais ainda.. — Aproximo meu rosto do seu, ficando a centímetros de distância. — Eu acho que esse dom apareceu, pra eu e você, finalmente nos amarmos.. e sim.. eu desejei ouvir seus pensamentos e foram os pensamentos mais fofos que eu já havia lido. Não enganei você.. só fiz nos aproximarmos mais, e se você não acredita.. eu faço qualquer coisa pra te provar.. que é verdade! — Caminho contra ela nos levando a parede ao lado da porta. Desentrelaço nossas mãos e volto ao contato do seu rosto, acariciando as maças do seu rosto com meus polegares, com meus lábios quase tocando nos seus.
– Emma.. e-eu.. eu.. — Aproximo mais meus lábios a beijando apaixonadamente. Ela retribui com todo o carinho e abraça minha cintura.
– Eu te amo.. — Declaro me afastando e fitando seus olhos com minhas lágrimas descendo novamente. — Eu te amo.. você é a razão de eu acordar feliz, mesmo se antes você não estava comigo.. e não importa o que aquele Mark faça ou qualquer um.. eu vou sempre amar.. você!
– Emma.. — Põe uma mão sobre o meu rosto respirando pesadamente, com um olhar perdido.
– Eu nunca senti algo tão forte por alguém assim.. eu me perguntava se ficar com Hook era a coisa certa, se ele era realmente o meu destino.. mas não.. agora tudo faz sentido, por que eu te amo! Eu sou a sua luz e você o meu destino.. — Beijos seus lábios de novo com intensidade, e ela retribui abraçando a minha cintura novamente.
– Emma.. eu acredito em você.. agora! — Se afasta recuperando o fôlego. — mas isso é muita coisa pra mim processar.. quando você pretendia me contar?
– Nesse exato momento!... Eu fui até Gold e ele falou que Mark havia passado lá, feito um acordo com ele pra saber meu segredo, no mesmo tempo em que eu estava vindo te dizer toda a verdade.. eu já teria dito que te amava antes.. mas ainda precisava resolver isso, e não queria dizer tendo mentiras mas agora.. eu disse toda a verdade a você, e por isso eu digo que te amo..! Mais que qualquer coisa! — Passo meus dedos pelos seus lábios.
– Você me ama.. — Acaricia meu rosto.
– Amo.. — Sorrio entre o choro. — Amo loucamente.. — A beijo de novo, e ela se afasta ao final do beijo, retomando uma postura seria.
– Ele disse tudo.. Mark.. disse tudo como se.. você me odiasse.. eu fiquei tão.. tão triste.. — As lágrimas voltam ao seu rosto e eu retomo seus braços.
– Nem nesse mundo, nem em outros eu te odiaria! Ele só quer destruir o que conseguimos de maravilhoso.. você tem que acreditar em mim meu amor.. se ele soubesse o quanto eu te amo..
– Eu.. eu acredito Emma.. só que.. — Abaixa meus braços de novo, descordando com a cabeça. — é muita coisa pra mim processar.. eu preciso de um tempo.. pra pensar sobre isso.. eu já me magoei tanto..
– Um tempo? Você não quer passar esse tempo comigo?
– Eu quero.. mas também preciso pensar sobre o que você fez..! Eu.. eu preciso.. — Pega a maçaneta da porta se colocando pra dentro da casa. — pensar! — Fecha a porta tristemente e eu fico sem reação.
***
– Vocês já tiveram segredos? — Levo uma garfada a boca mastigando lentamente, enquanto observava meus pais a minha frente. — entre vocês..?
– Bom.. — Mary se pronuncia olhando David. — tivemos alguns, mas sempre acabávamos contando um ao outro..
– E se o segredo fosse revelado antes de vocês terem a chance de contar um ao outro? — Pergunto curiosa e meu pai olha de volta para Mary.
– Eu conquistaria sua mãe.. ou ela a mim, até resolvermos e voltarmos a nos entender..
– Simples assim.. — Olho o prato apreensiva mexendo na comida.
– Não é tão simples filha.. mas precisa lutar pra reconquistar um amor que vale a pena.. e te digo algo.. para um relacionamento dar certo, confiança é a base de tudo! — Pega a mão de Mary, e os dois trocam um sorriso.
Haviam se passado dois dias.. DOIS DIAS que eu não a tocava, nem mesmo a olhava, apenas levava Henry e não descia. Ela estava me evitando ao máximo, e isso estava me deixando em um tormento profundo.
– Você.. anda vendo Hook Emma? — Ouço a voz de Mary e saio dos meus devaneios.
– Quem? — Pergunto confusa.
– Hook..
– Não.. eu nunca mais o vi..
– Hum.. e Regina? — Meu coração acelera ao ouvi-la falar o nome dela.
– O-o que que tem ela? — Tomo um gole do suco, nervosa.
– Como ela esta? soube que ela e Mark não estão mais juntos..
– É uma pena mesmo.. — David acrescenta.
– E- eu.. não sei.. — Me levanto e eles me olham confusos. Pego o prato o levando a cozinha, depois subindo e tomando um banho demorado.
Dois dias pra mim era o mesmo que duas semanas sem ela. Eu ligava, mandava mensagens direto, e nenhuma era respondida. Estava louca de saudades, queria ao menos só ver ela.. já me satisfaria.
Deito na cama e pego no sono pensando nela, e como já era esperado, sonho com ela comigo, e isso me tranquilizava. O tormento era quando eu acordava e ela não estava comigo. Acordo já pensando nela, e me visto com roupas de inverno, já que estava nevando de tanto frio. Desço, digo bom dia aos meus pais e Neal, depois pego as chaves do carro e dirijo até o Granny's.
Assim que abro a porta, vejo uma surpresa no balcão. Regina estava sentada em um dos bancos conversando com Ruby, e tomando um café.
– Bom dia Ruby.. — Sento ao seu lado olhando a loba com um sorriso malicioso, pra ela depois desviando a mim. Nessas horas eu agradeço por não ler mais pensamentos, se não eu teria carne de lobo para o jantar!
– Bom dia Emma.. o mesmo café com canela de sempre?
– Sim, por favor!
– É pra já.. ah e.. eu sinto muito por você e Hook..
– Sente mesmo? — Pergunto irônica.
– Sim.. mas estou feliz por você.. afinal ele que me agarrou! — Se vira voltando a cozinha e eu respiro fundo retomando a paciência.
Olho pra Regina ao meu lado, mas ela até agora não tinha desviado o olho pra mim, com uma pose seria e as duas mãos no copo, o rodeando com os dedos.
– Oi Regina.. — Olho dentro dos seus olhos, e ela me olha por um milésimo de segundo, em seguida desviando. E como sempre ela estava linda, com um sobretudo branco e seus cabelos negros caídos sobre seus ombros.
– Olá Emma.. — Começa a girar mais o copo nervosa e se remexendo no banco.
– Sinto sua falta.. — Ponho minha mão na sua, tirando do copo e a beijando. — Sinto tanto..
– Emma eu..
– Ainda precisa pensar.. — Acaricio sua mão e a fito, ela continua olhando pra frente, então com minha outra mão puxo seu queixo levemente até me olhar. — eu entendo.. mas saiba.. que eu vou tentar te reconquistar a todo tempo.. e lutar por nós.
– Aqui esta Emma.. — Ruby chega com meu copo de café e nós duas desmanchamos o contato das nossas mãos.
– Obrigada.. eu tenho que ir.. até mais Regina.. — Me aproximo dela beijando o canto da sua boca lentamente, desejando beijar seus lábios. Tudo isso na frente de Ruby.
– T-tchau.. Emma.. — Seu olhar era como se dissesse que queria que eu ficasse, e eu sinto uma vontade de pega-la no colo e leva-la pra casa junto comigo, mas suspiro voltando a mim, e pego o café saindo dali e trocando um último olhar com ela.
Pego o celular, mandando uma mensagem pra David, dizendo que tiraria o dia de folga, já que tudo estava tranquilo na delegacia. Tinha muitos planos para reconquistar o meu amor e iria por todos em prática.
***
– Em que posso ajudar xerife? — A moça do balcão pergunta assim que entro na floricultura.
– Eu quero o maior buquê de rosas vermelhas que você tem! — Digo empolgada e sorrindo. Ela assenti e caminha até os fundos da loja, trazendo em seguida um buquê gigante de rosas vermelhas. Caminho pela loja vendo milhares de rosas de vários tipos, uma mais linda que a outra, e paro em uma estante com milhares de cartões românticos. Pego um em específico e levo até o balcão.
Eu pago, pego as rosas e saio dali colocando-as no carro e dirigindo até a mansão, queria deixar essa surpresa antes mesmo de ela chegar em casa.
Estaciono em frente a mansão, e pego o cartão para escreve-lo. O cartão é apenas uma leve folha dobrada, porém com vários detalhes dourados e sem nenhuma escrita, quero expressar tudo com minhas próprias palavras.
"Querida Regina.. queria lhe perguntar se você conhece aquela sensação de vicio.. sim, vicio, por alguém. Um vicio tão grande que a cada mínimo segundo do dia aquela pessoa não sai da sua cabeça.. você pensa no que ela pode estar fazendo.. vestindo.. pensa se ela esta feliz, triste.. se esta pensando em você também! Pois esse é o vicio que eu tenho por você.. pode me chamar de viciada, por que eu admito que estou. Eu penso no seu sorriso, e o jeito que você revira os olhos quando esta nervosa, no gosto dos seus lábios, e a saudade é tanta.. que eu me seguro com todas as forças pra não ir atrás de você, te raptar e te levar pra longe comigo! Sinto falta do som da sua voz.. do seu toque delicado e ao mesmo tempo intenso sobre mim.. das brincadeiras e de estarmos juntas.. sinto falta do seu cheiro, sua fragrância tão sedutora no meu corpo. Fazem apenas dois dias.. mas pra mim, todo esse tempo longe de você, é como se fosse dois anos! Eu agi errado em não te contar sobre o meu dom.. mas eu nunca menti sobre meus sentimentos.. por isso trago essas rosas pra você.. cada uma representa um sentimento meu.. e elas ainda são poucas.. existem muito mais.. nem ao menos um jardim inteiro delas, poderia representar meus sentimentos por você..! Sou péssima com cartões, então por favor não me julgue. Com amor.. 'E'.
Fecho o cartão e coloco em meio as rosas, desço do carro e corro até a porta da frente, deixando o imenso buquê na entrada. Volto ao carro o estacionando em um local mais distante, mas que dava pra enxergar toda a mansão. Aperto as mãos, sentindo-as suadas, eu estava nervosa e com medo de ela não gostar e joga-las fora.. ou quem sabe até queima-las.
Meu coração acelera vendo ela chegando com o seu carro e o estacionando. Caminha até a entrada, olhando para as rosas e depois para a rua, tentando avistar alguém mas em seguida desistira. Se agachou, pegou as rosas e as cheirou, e o que aqueceu meu coração, foi o enorme sorrido dela em seguida. Respiro fundo, abrindo um sorriso, ela pega o cartão e começa a abri-lo e lê-lo.
Mexo o pé nervosamente no carro, olhando as expressões dela, sem piscar. Depois de um tempo, ela fecha o cartão e coloca-o de volta com as rosas. Abro mais o sorriso, vendo ela enxugar uma lágrima, depois sorrir e descordar com a cabeça. Passa as mãos pelos cabelos pensativa, depois entra fechando a porta.
Respiro fundo em alívio e saio do carro, fazendo uma dancinha e sorrindo.
– Isso.. isso!! — Mexo os braços e as pernas de um lado pro outro sorrindo.
– Olá Emma.. — Me viro bruscamente pra trás, vendo Gepeto e Pinóquio passando por ali e acenando um 'tchau' com as mãos.
– O-Oii.. oi.. — Aceno de volta sem jeito e retomando a postura e eles sorriem se afastando. Olho para os lados pra ver se ninguém mais tinha visto e entro no carro, segurando pra não dar risada de mim mesma.
Avisto ela abrindo a janela, sem o sobre tudo com uma blusa branca linda, e consigo ver ela colocando as rosas em um vaso, as cheirando novamente. Não paro de sorrir vendo a cena e já coloco meu outro plano em prática.
Pego o carro e vou até uma loja de chocolates e donuts. Peço duas caixas cheias e em formatos de corações, depois volto a mansão e de fininho vou até a entrada, colocando as duas caixas e um cartãozinho, escrito: "Nem todos os chocolates e doces do mundo seriam mais doce que você"
Aperto a campainha e saio em disparada voltando ao meu carro, me escondendo.
Ela abre a porta e olha em volta não enxergando ninguém, olha pra baixo e pega as duas caixas, lendo o cartãozinho. Abro um largo sorriso quando vejo ela sorrindo boba e descordando com a cabeça. Leva as caixas pra dentro e meu coração acelera de alegria por ela ter aceitado e entrado com as caixas. Penso mais um pouco nervosa, e outra ideia surge.. só que com essa eu precisava usar magia, então precisava me concentrar muito bem.
Fecho os olhos pensando no que eu queria fazer, mas abro vendo um homem, ou melhor, "Mark" indo até a porta de entrada. Meus nervos já se contorcem e aperto a direção do carro com força, sentindo vontade de levantar e dar uma boa surra nele.
Ele toca a campainha e Regina abre o cumprimentando seria. Ela estava sorrindo e parecia que ele estava tentando consola-la, então eu já entendi tudo, ele pensou que não estamos mais juntas e agora quer se aproveitar pra ganhar Regina e ser o ombro "amigo". Regina sorri de canto e concordando com suas palavras, mas depois não deixando ele terminar. Vejo eles discutindo e já penso em sair do carro e dar um soco na cara dele, mas ela descorda com a cabeça e ele sai dali com uma feição desapontada. Estava louca de curiosidade e queria muito conversar com ela, mas ela não sabia que eu estava ali e ainda não estamos totalmente juntas.. ainda! Preciso muito ficar com ela.. e ainda esfregar na cara do Mark que ele não pode impedir o nosso amor.
Recebo uma ligação de Mary pedindo ajuda na prefeitura e saio dali pensando no que ele poderia ter dito a ela, e como ela estava. Chego na prefeitura e Mary precisava que eu cuidasse de Neal, pra ela ver uns papéis, o que eu fiz com maior carinho e com meu jeito desajeitado. Meu irmão era tão fofinho que eu sentia vontade de morder suas bochechas, fiquei brincando com ele no colo até minha mãe terminar a papelada e pegar ele de volta. Crianças e bebês sempre gostaram de mim, e com isso eu também amava ficar com elas, mas aguentava até um certo ponto.
– O que fez hoje Emma? — Pergunta colocando Neal no carrinho.
– Eu.. quis caminhar um pouco e relaxar.. — Sorrio de canto e ela concorda.
– Entendo.. você deve estar muito ruim com toda essa situação..
– Você nem faz ideia.. — Penso em Regina mas sei que provavelmente ela esta falando de Hook. — Mas eu sei que.. o meu amor verdadeiro ainda esta por ai.. ele pode estar na minha.. — Olho para a entrada e Regina entra pela porta. — frente.. agora..
– Olá Mary.. — Se aproxima de nós e meu coração acelera.
– Oi Regina.. algum problema? — Me olha, mas depois desvia pra Mary, nervosa.
– Não.. eu só trouxe alguns papéis que.. era da prefeitura! Acho que podem ser úteis a você.. — Entrega os papéis a Mary que analisa tranquilamente.
– Oi Regina.. — Digo me aproximando dela e vejo ela mais nervosa.

– Swan.. — Diz em cumprimento, desviando os olhos dos meus.
– Claro, esta tudo certo neles.. bom eu vou.. — Se encaminha pra porta de saída do escritório. — Vou bota-lo com os outros.. Emma, você cuida do Neal até eu voltar?
– Yep.. sem problema.. — Sorrio e ela sai.
– Eu posso.. pegar ele? — Pergunta se referindo a Neal.
– Claro.. — Sorrio surpresa, e ela caminha até o carrinho pegando o bebê e balançando nos braços sorrindo.
– Oi Neal.. — Ela dá um risinho, vendo ele sorrir pra ela e aquela cena não podia ser mais linda, eu só observava com um sorriso bobo. — Ele é lindo.. você é muito lindo, sabia? — Beija as bochechas do pequeno, fazendo ele abrir mais o sorriso.
– Ele gostou muito de você.. — Me aproximo pegando na sua mãozinha, sorrindo e virando meu rosto a ela observando seus traços perfeitos. — Impossível não gostar de você.. — Vejo seu rosto rubro, mas ela continua brincando com Neal e me ignorando, depois o beija de novo e o coloca no carrinho.
– Ele é um bebê perfeito.. eu lembro do Henry.. são parecidos! — Sorri de canto e se vira a mim.
– Você deve ter sido uma mãe maravilhosa.. — Me aproximo dela, invadindo seu espaço pessoal.
– Eu era.. até ele aparecer com você..
– E isso foi uma coisa ruim? — Pergunto em um sussurro a centímetros dos seus lábios, com uma saudade de senti-los.
– Você soube que.. eu tenho um admirador secreto..? — Pergunta ignorando o meu comentário.
– Ah você tem? — Arqueio as sobrancelhas e ela contém o riso.
– Tenho.. e o nome é "E".. conhece?
– Não.. não conheço nenhuma "E" não.. — Contenho o riso e ela arqueia uma sobrancelha.
– "Nenhuma.." — Ela sorri de lado. — Acha que vai me reconquistar assim tão fácil? Com flores.. chocolates.. cartões..
– Não.. eu acho que.. — Passo as costas da minha mão no seu rosto. — uma rainha como você, merece muito mais.. mas ainda não ouvi nenhuma reclamação sobre isso.. — Sorrio e ela arqueia as sobrancelhas. — então eu vou continuar..
– Você é realmente muito atrevida..
– Só pra ter o que eu quero.. — Abro um enorme sorriso e ela sorri não se contendo. Depois para de sorrir e se afasta respirando fundo.
– Pronto.. — Mary chega abrindo a porta. — obrigada filha..
– Não há de que mãe..
– Eu já vou indo.. — Regina sorri e depois sai pela porta.
– Ok, obrigada Regina! — Snow diz antes de ela ir.
– Eu também já vou indo.. até logo mãe! — Ela assenti e eu saio pela porta, até Regina. — Regina, espera.. — Ela se vira me olhando em seguida. — Pegue.. — Ponho um cartãozinho na sua mão. — Só leia quando você sair pela porta! — Sorrio e ela estreita as sobrancelhas.
– O que você ta aprontando Emma?
– Você verá.. — Ela sorri de lado e sai pela porta, em seguida eu saio, vendo ela caminhar pela calçada lendo o bilhetinho que dizia: "Aprecie a natureza.. as árvores, o céu.. entre toda essa beleza, você foi a mais perfeita criada!". Me concentro no meu poder e conforme ela andava as árvores se marcavam com um "E+R" e um coração em volta. Isso acontecia com cada árvore que ela passava, e o seu sorriso era enorme, ao mesmo tempo em que descordava com a cabeça. Começo a segui-la sem ela perceber, e no fim do caminho faço um desenho no céu, junto com as nuvens, escrito: "Eu te amo!"
– Emma.. você não tem jeito.. — Diz em meio a um sorriso na entrada da sua casa, enquanto eu me escondo, pra ela não me ver. Coloca o bilhete no peito com as duas mãos, depois anda até a porta entrando em casa.
Se eu me visse assim antes, fazendo tudo isso por alguém me chamaria de louca, mas quando você sente algo assim, tudo o que você faz para a pessoa que ama, ainda é pouco. Não podia estar mais feliz por ela aceitar tudo com carinho, eu sei que eu tinha errado em não contar a ela a verdade, e por isso pensei que seria muito pior pra ela aceitar.
Fico sorrindo, no meio da calçada, como uma boba apaixonada, já pensando em outra ideia, mas primeiro deveria ir pra casa e tomar um banho.
Cheguei em casa e Mary e David já estavam jantando, então me juntei a eles depois fui tomar meu banho. Me agasalhei e assim que desci eles já estavam dormindo, junto com Neal. Pego as chaves do carro e vou até a mansão. Desço e começo a caminhar até a janela do quarto de Regina, como uma adolescente, pego uma pedrinha e jogo na janela, mas nada acontece. Jogo mais uma vez, e a luz é acesa, com ela abrindo a janela.
– Mas o que é... — Olha pra baixo e eu abro um sorriso convincente. — Emma.. o que você esta fazendo aqui? A essa hora? — Se enrola mais no casaco de lã.
– Henry esta? — Pergunto em um sussurro e ela arqueia as sobrancelhas.
– Não.. ele foi posar na casa de um amigo, o que.. você ta fazendo? Não sabe que existe a porta da frente? — Pergunta irônica.
Eu estalo os dedos e aparece um violão nas minhas mãos em seguida, não estava acreditando no que eu ia fazer, mas seria divertido.. nunca fui boa em cantar mas nunca recebi reclamações também. Sim.. eu iria fazer uma serenata pra ela.
– O que.. você.. vai fazer? — Pergunta estreitando as sobrancelhas e contendo o riso.
Começo a tocar o violão seguindo as notas da música, e ela apoia os cotovelos na janela, observando.
– You are the one... Oh my darling! (Você é a única.. Oh meu amor!) — Sorrio enquanto fazia a batida da música e ela descorda com a cabeça, começando a sorrir. — You are the one for me... (Você é a única para mim.)
You are the one for me...(Você é a única para mim.) You are this song.. (Você é a canção.) That I'm singing, darling.. (Que estou cantando, amor) — Reveso os olhares entre as notas e a batida, olhando pra ela em seguida sorrindo sapeca. — You are the song I sing... You are the melody! (Você é o som que eu canto, você é a melodia!)
– Sua louca.. — Diz entre um sorriso, com um olhar incrédulo.
– Louca por você! And I'm singing.. I, I, I want to belong.. (E eu estou cantando.. eu, eu, eu quero pertencer..) To you ohhh.. To you ohhh.. (A você.. a você..) I'm singing I, I, I want to belong... (E eu estou cantando, eu, eu, eu, quero pertencer..) To you ohh.. To you ohh.. (A você.. a você..) Oh and time.. Is like a river flowing.. It's rushing over us.. It's rushing over us.. (Oh e o tempo é como um rio fluindo... Está correndo por nós... Está correndo por nós..)
Reveso os olhares de novo, entre o violão e depois a olho, sorrindo e me aproximando mais da janela. — And if the current pulls us under... If were turned around unbroken.. (E se a corrente nos afundar.., E mesmo assim sairmos intactos dessa..) You'll be the one I want.. You'll be the one I want.. (Você será a única para mim.. Você será a única para mim)
I'm singing.. I, I, I want to belong... To you ohhh... To you ohhh... I'm singing.. I, I, I want to belong.. To you ohh.. To you ohh.. (E eu estou cantando.. eu, eu, eu quero pertencer.. a você.. a você.. E estou cantando, eu, eu, eu quero pertencer.. a você.. a você..)
And if my frequency's unclear... Static buzzing in your ears.. To your heart, to your heart.. Till you hear who we are.. Let it take us to the start.. (Se ainda não fui clara, minha música.. Tocará até que alcance seu coração.. E você irá descobrir quem somos.. Deixe isso nos.. Levar ao começo!) And I'm singing.. I, I, I want to belong.. To you ohhh... To you ohhh.. I'm singing.. I, I, I want to belong.. To you ohh.. To you ohh.. To you ohh.. To you ohh.. Oh I want to belong to you.. Ohh, ohh, ohh.. (E eu estou cantando, eu, eu, eu quero pertencer.. a você.. a você.. E eu estou cantando.. eu, eu, eu quero pertencer.. a você.. a você.. a você.. Oh eu quero pertencer a você.. Ohh..) — Toco a última batida e a música acaba, a olho sorrindo sem jeito enquanto ela ainda me olha incrédula.
– Você.. é inacreditável... Emma.. — Sua boca esta entre aberta e um sorriso se forma no seus lábios. — Uma serenata.. serio?
– Eu fiquei.. ouvindo essa música milhares de vezes até decorar e aprender as notas no violão.. e eu decorei.. cada letra pensando em você.. por que você é única pra mim Regina.. posso estar parecendo uma doida, ou uma adolescente apaixonada.. mas é o que eu sou quando estou com você.. — A fumaça saia da minha boca a cada palavra que eu falava, o frio estava insuportável, e eu estou com uma blusa de lã e minha jaqueta marrom claro por cima, junto a uma toquinha na cabeça e minhas calças jeans.
Ela me analisa, parando de sorrir e pensando um pouco apenas se perdendo nos meus olhos assim como eu nos dela. Ela sai da janela a fechando e ouço a porta da frente ser aberta, então caminho até lá, fazendo o violão sumir com a minha magia, e avistando ela de braços cruzados e um olhar serio, mas ao mesmo tempo feliz na entrada.
– Você.. esta congelando.. entra. — Abre caminho pra mim passar, em seguida ela fecha a porta e ficamos nos olhando por mais um tempo sem falar nada, mas eu queria a agarrar naquele momento.
– Você.. quer.. se sentar? — Pergunta desviando o olhar e sorrindo de canto.
– Não.. eu quero.. te levar a um lugar! — Pego suas mãos, que estavam quentinhas.
– Suas mãos estão congelando.. — Aperta suas mãos nas minhas as acariciando, e eu abro um sorriso me aproximando mais dela.
– Por que elas não estavam com as suas, pra deixa-las quentinhas.. — Acaricio sua mão também fitando seus olhos e me perdendo neles novamente.
– Onde você.. quer me levar? — Pergunta arqueando as sobrancelhas.
– É surpresa..
– Não gosto de surpresas.. — Diz tentando parecer seria, como se ainda estivesse brava comigo, pra não mostrar nada a mais.
– Essa você vai gostar.. — Me aproximo a centímetros dos seus lábios, me segurando pra não toma-los de uma vez. — mas você precisa se agasalhar muito, antes de irmos.. vai ficar um pouco frio.. você aceita? — Ela pensa um pouco me olhando, e seus olhos estavam brilhando.
– E-eu..
– Por favor.. me dê só mais essa chance.. — Ela respira fundo, desviando o olhar depois voltando a me olhar.
– Tudo bem.. eu vou subir, e colocar o casaco.. — Sorri e depois sobe as escadas. Espero ansiosa, estava nervosa e meu coração batia a mil. Não sabia se ela tinha gostado da serenata, mas também não perguntaria, esperaria ela dizer, por enquanto quero por o meu último plano em prática. — Pronto.. — Ela desce as escadas, e vejo que seu rosto esta levemente mais maquiado, e seus cabelos escovados, junto a um sobretudo preto dessa vez.
– Nossa.. — Deixo cair levemente o queixo enquanto assisto ela descer as escadas com sua pose majestosa. — Vo-você.. esta.. — Ela se aproxima de mim depois de descer e empurra levemente meu queixo de volta.
– Não vai babar Emma.. — Sorri de canto e eu sinto minhas bochechas queimarem.
– Que perfeição! — Sorrio analisando todo o seu rosto e abro mais o sorriso. — Se arrumou toda linda assim.. só pra mim? — Arqueio uma sobrancelha e ela começa a corar, mas vira o rosto e revira os olhos.
– Vamos logo.. estou curiosa pra saber onde você vai me levar a essa hora da noite.. — Passa por mim indo até a porta.
– Não esta tão tarde.. ainda posso te levar em um lugar ótimo.. — Pego a sua mão e saímos dali de mãos dadas, até o meu carro.
– Não não.. no meu carro ou nada feito.. — Regina para tirando sua mão da minha.
– Ah Regina.. — Faço um bico tentando convence-la com meus olhos.
– E não adianta fazer esse olhar.. — Suspira. — que você tem.. não vai rolar comigo.. — Contém o riso e eu aceito ir no seu carro depois de um tempo.
Indico o caminho e começamos a ir até a divisa da cidade.
– Vamos sair da cidade? — Pergunta enquanto dirigia.
– Sim.. nós podemos..! — Sorrio de canto a ela que retribuiu e atravessamos a divisa.
O caminho durante a viagem foi silencioso, porém trocávamos olhares a todo instante, e as vezes ela desviava com um jeito fofo, mas tentando parecer difícil. Eu olhava sem ser discreta, queria apreciar aquele rosto lindo a todo tempo que eu pudesse. A viagem até Boston foi longa, mas enfim chegamos e lá estava nevando demais. Sim queria leva-la a Boston, um lugar onde ninguém poderia saber sobre a gente, um lugar com paz, onde podia existir Emma e Regina.
A guio pela cidade até estacionarmos na frente de um lugar enorme e fechado.
– Que lugar é esse Emma? — Pergunta curiosa olhando em volta, e eu pego a sua mão de volta a levando até a entrada.
– Deixa eu te mostrar.. — Passamos pela entrada, avistando um enorme lugar com uma pista enorme de patinação no gelo mais abaixo, e envolta várias escadas para assistir. Algumas pessoas patinavam felizes, outras com suas famílias e casais românticos, tentando se equilibrar enquanto patinavam.
– Patinar no gelo? Mas não mesmo..! — Regina diz ao chegarmos perto da pista.
– E por que não linda? — Pergunto sorrindo e abraçando sua cintura, não me contendo.
– Por que.. — Aproximo meu rosto. — eu sou péssima nisso! E além do mais túnel do terror já foi o bastante pra mim..
– Mas não é um túnel do terror.. é só.. uma pista com gelo.. nada demais.. eu também não sou nenhuma profissional.. mas eu te ajudo.. — Pego os patins de gelo que estavam deixados ali para serem usados e ergo mostrando a ela.
– Você me trouxe até aqui.. pra patinar no gelo? — Pergunta incrédula e eu sorrio.
– Sim..
– E por que? — Pergunta se sentando na escada e eu me agacho tirando suas botas.
– Por que.. — Coloco os patins e os amarro, fazendo um nó em cada um dos seus pés. — eu acho romântico.. — Abro um sorriso e ela sorri descordando com a cabeça. — Por que você sempre faz isso?
– O que? — Pergunta enquanto eu me sento e coloco os meus.
– Descorda com a cabeça.. — Termino de amarra-los e pego suas mãos a levantando e colocando um pé na pista junto ao dela. Ela escorrega em falso e eu agarro sua cintura, a impedindo de cair e ficamos com os rostos muito próximos.
– Isso não vai dar certo, eu disse que era péssima.. — Sorrio recuperando o fôlego jundo dela e retomamos a postura, mas eu continuo a agarrando pra ela não escorregar.
– Vai dar certo sim.. é só você se agarrar em mim que eu te guio.. — Falo enquanto entramos totalmente na pista, e eu começo a andar com o patins agarrada a ela enquanto ela se abraça com força em mim.
– Estou com medo de mexer os pés.. — Ela diz num tom um pouco assustado e eu sorrio analisando seu rosto.
– Pode mexer.. é só me seguir.. assim... — Indico com os pés pra ela me seguir enquanto ando para o meio da pista agarrada nela sentindo aquele perfume maravilhoso, e seus braços me apertando, em volta do pescoço, enquanto eu aperto sua cintura.
– Assim..? — Começa a me imitar e andamos lentamente pela pista.
– Isso.. — Sorrio boba analisando seus pesinhos me imitando e seu olhar era concentrado, olhando pra baixo, vendo que ela poderia escorregar de novo, volto a agarrar a sua cintura, e ela minha nuca.
– E então? — Pergunta enquanto deslizávamos juntos com algumas pessoas naquele gelo. O frio era muito, mas eu sentia o hálito quente de maçã que saia da sua boca junto a fumaça e já me sinto quente, ainda mais com seu corpo grudado ao meu. — Flores.. cartões.. chocolates.. desenhos nas árvores, e no céu.. elogios.. uma serenata de amor.. e agora.. patinação no gelo.. é.. — Arqueia uma sobrancelha. — você é boa nisso Swan..
– Em que rainha? — Sorrio sapeca.
– Em ser.. romântica.. — Analisa o meu rosto e eu contenho o riso.
– Eu disse.. que faria de tudo pra te reconquistar.. tudo que estivesse ao meu alcance.. e o que não estivesse.. eu daria um jeito! — Ela sorri descordando com a cabeça.
– Ta fazendo de novo.. — Beijo sua bochecha lentamente depois sorrio.
– Acho lindo o seu jeito nervoso.. e tudo o que você fez hoje.. eu fico.. admirada com o seu romantismo e criatividade.. por isso eu faço assim.. — Descorda com a cabeça e eu solto uma risada.
– Eu ainda acho pouco.. perto do que você merece.. eu não deveria ter.. eu.. deveria ter dito a você desde o começo que eu lia pensamentos.. eu deveria.. — Olho pra baixo um pouco triste, mas em seguida voltando ao seu rosto e sua expressão era de carinho. — me perdoa.. por favor.. não vivo sem você!
– Eu.. também não vivo sem você.. esses dois dias foram os piores da minha vida mas eu precisava.. — Tomo seus lábios a beijando com muita vontade, desejo e principalmente saudade. Parecia que eu tinha voltado ao paraíso sentindo seus lábios amassados aos meus, enquanto misturava minha língua na sua, virando meu rosto e ficando sem sincronia perfeita com a sua boca, enquanto ficamos paradas no meio daquela pista. Ela aperta mais os braços no meu pescoço, aproximando mais o seu corpo ao meu não deixando um centímetro de fora. Aperto sua cintura em um abraço e tudo o que desejava era ficar naquele ato pra sempre. — pensar.. — Se afasta apenas pra recuperar o fôlego com nossas testas juntas.
– Por favor, me diga que já pensou.. — Sorrimos e ela fita meus olhos.
– Sim.. eu pensei.. e.. eu acho que você canta muito bem.. — Abre mais o sorriso eu dou risinho. — ninguém nunca tinha feito, uma serenata pra mim antes..
– Imagine eu.. que nunca tinha feito uma serenata pra alguém antes! — Arqueio as sobrancelhas e ela solta uma risada. — É serio.. eu nunca tinha ficado tão nervosa na minha vida..
– Foi lindo.. — Acaricia meu rosto. — foi.. perfeito! Eu amei.. eu.. estava absolutamente louca.. pra ir atrás de você, e retornar as suas ligações e mensagens.. mas eu.. eu tinha que pensar.. por que eu sempre acabo me machucando quando encontro alguém que.. a-a-alguém especial.. e eu senti medo de você estar comigo só por que lia meus pensamentos e.. — Descordo com a cabeça enquanto me aproximo e tomo seus lábios de volta, a beijando com paixão. — Nossa.. — Sussurra se afastando e ambas de nós ainda de olhos fechados, então fomos abrindo aos poucos.
– Eu te amo.. isso já não é o suficiente? — Pergunto dando selinhos nela.
– Isso já serve.. — Abre um sorriso e puxa a gola da minha jaqueta, voltando a me beijar.
– A é? — Pergunto num tom ameaçador a virando e nos fazendo andar pelo gelo.
– Emma.. não! — Fala em meio a um sorriso, e acaba escorregando. Enquanto tento segura-la acabo caindo primeiro e ela em cima de mim gargalhando. — Você é péssima nisso! — Eu solto uma risada e a beijo.
– Eu disse que não era profissional..
– E pelo visto nem amadora! — Sorri de canto e eu faço uma careta, me levantando e a ajudando a se levantar.
– Não me subestime Regina Mills.. — Lanço um sorriso sapeco e a guio até a saída, a escorando na parede dali e arrancando um beijo daqueles lábios doces. — Senti tanta saudade! — Digo me afastando e ela sorri recuperando o fôlego.
– Como se fosse duas semanas..
– Como se fosse dois anos! — Ela me beija carinhosamente e eu pego sua mão a guiando pra se sentar nas escadas, desamarrando e tirando seus patins.
– Eu consigo fazer isso sem mesmo encostar querida.. — Comenta depois de eu tirar e colocar suas botas. Eu sorrio e sento ao seu lado tirando os meus.
– Eu sei.. mas gosto de cuidar de você.. e tomar conta de você.. — Coloco minhas botas e a puxo para ficar abraçada comigo, ela pega meu rosto com uma mão e me beija intensamente.
– Eu perdoo você..
– Perdoa? — Pergunto com os olhos marejados e ela sorri.
– Sim.. — Acaricia meu rosto, e eu beijo sua mão.
– Sem mentiras.. ou segredos.. nunca mais!
– Você prometi?
– Eu prometo!! — A beijo de volta me abraçando mais no seu corpo, e ela ao meu.
– Com licença senhoritas.. uma bebida quente para o casal feliz? — Um homem se aproxima interrompendo os beijos e eu sorrio a ela ouvindo ele falar "casal". Ele estica alguns copos de chocolate quente em uma bandeja.
– Claro.. obrigada! — Sorrio e pego dois copos, pagando ao moço e ele vai embora sorrindo. — Nada melhor que um chocolate quente com esse frio.. — Passo o copo a ela.
– Por mim.. só você e uma coberta, já seria o bastante.. — Pega o copo e eu começo a corar sorrindo sem jeito, depois dando um selinho nela e tomando o chocolate quente, me abraçando a ela de novo e assistindo os casais deslizarem no gelo.
– É tão bom.. ficar com você, assim.. sem ninguém nos conhecer.. ou ficar encarando! Queria que fosse assim em Storybrooke.. — Comento e ela me olha apreensiva.
– Seria muito bom.. mas já passamos por tanta coisa, que isso seria o menor dos problemas.. — Tomo mais um gole concordando, e ela começa a sorrir.
– O que foi amor? — Pergunto confusa.
– Você se sujou aqui no nariz bebê.. — Aproxima mais o seu rosto, passando a língua pelo meu nariz, tirando o chocolate que havia ficado, e eu fecho os olhos sorrindo.
– Não sou bebê.. — Faço um bico e ela solta uma risada, mordendo meu beiço em seguida, então a beijo de volta. Ficando agarrada aquele corpo quentinho, matando a saudade entre conversas, risos e beijos carinhosos, finalmente meu coração tinha voltado a bater de alegria de novo, tudo por estar com ela.
Fale com o autor