​Kristine observava a cena, surpresa com a mudança repentina no comportamento de Arthur. Quando voltaram a ficar sozinhos, ela tocou o peito da túnica dele, sentindo o coração do príncipe batendo forte sob o linho.

​— Você é muito protetor, Arthur — ela sussurrou.

​— Eu sou um Tudor, Kristine. Nós não dividimos o que consideramos sagrado — ele admitiu, segurando a mão dela e levando-a aos lábios. — Eu tenho uma vida inteira de decisões políticas pela frente. Casamentos por aliança, tratados, guerras... Mas aqui, neste jardim, eu me pergunto: devo seguir a Razão que me pede um casamento estratégico, ou o Coração que acaba de me dizer que eu nunca mais vou querer olhar para outra mulher?

​Kristine sorriu, uma lágrima de emoção brilhando em seus olhos. Ela buscou algo em um pequeno bolso secreto de seu vestido e revelou uma pequena pedra de rio, polida e gravada com uma letra "A" rústica.

​— Você me deu isso quando eu tinha três anos e você cinco, antes de eu partir para a França. Você disse que era para eu nunca esquecer quem era o meu cavaleiro. Eu guardei por dezessete anos, Arthur. Acho que o meu coração já tinha decidido muito antes da minha razão entender.

​Sob a luz da lua de Whitehall, o futuro Rei e a Princesa da França selaram aquele reencontro com o primeiro beijo de uma nova geração. O ciclo recomeçava, mas onde Edward e Selene encontraram dor, Arthur e Kristine prometiam encontrar a redenção definitiva das duas linhagens.