Razão
2 Sorriso
Notas iniciais
Espero que gostem. O que esta entre aspas são pensamentos.
Enjoy...
Ulquiorra a levou até os aposentos que Aizen-sama preparou especialmente para ela.
Inoue sentou-se no sofá e encarou o espada com os olhos brilhantes. Ficaram assim em silencio por algum segundos. “Veja só que patética. Cumpriu minhas ordens sem pestanejar. Tão fraca...Um lixo. É o que são os seres humanos....”.
- Mulher você ficara aqui até que Aizen-sama precise. Voltarei com sua refeição. Escapar é impossível.
- Eu não quero escapar. – Falou com um leve sorriso. Ulquiorra fitou aquele olhar que de repente era de determinação. “Ela esta sorrindo.”
- Porque sorri? – Perguntou curioso
- Porque meu coração está tranquilo. – “Sei o que fazer.” Pensou Inoue. “Por isso estou tranquila, meus amigos estão bem e eu vou acabar com isso.”
- Coração. Vocês humanos são definitivamente patéticos.
- Vocês espadas, não tem coração? – Perguntou num tom quase desafiador. Ulquiorra aborreceu-se com seu tom. Tirou a mão do bolso e abriu o colete para que a garota pudesse ver o buraco no peito.
- Como você pode ver.... Não. – Disse encerrando o assunto e dando de costas.
- Mas ele não fica ai.... – Disse Inoue inocentemente intrigada. Ulquiorra virou-se surpreso. A fitou por um segundo e saiu. “Como assim? Onde fica então? Era exatamente no peito que deveria estar. Com a função de bombear o sangue. O que o sangue tem a ver com o seu sorriso?” Balançou a cabeça para afastar tantas perguntas. “Melhor não ficar de conversa com a prisioneira”.
Inoue fitou as costas do espada enquanto ele saia. “Ele não sabe onde fica o coração?” Levou a mão ao peito “Mas o que eu estou dizendo? Nesse momento não sei onde o MEU esta”. Levantou-se e encarou a lua solitária iluminando o céu:
- Ichigo.... – Sussurrou pra ninguém.
Do lado de fora da sala, Ulquiorra dava ordens aos subalternos para que preparassem uma refeição para a prisioneira. Estava escorado na parede, de olhos fechados, mãos nos bolsos refletindo sobre a situação, quando foi interrompido por Grimmjow.
- Onde esta a pet-san? – Perguntou com aquele sorriso debochado. “Porque todos sorriem tanto por aqui?” – Pensou Ulquiorra extremamente incomodado.
- Nos aposentos especiais. Logo vou levar a comida e roupa dela.
- Ahhh... – Disse disfarçadamente desinteressado.
- O que vc pretende Jaegerjaquez?
- Hm... Talvez o mesmo que você.... – Disse com malicia – A nossa Pet-san é mais bonita do que qualquer arrankar do Hueco Mundo.
- Porque acha que pretendo algo com ela?
- Eu não acabei de responder? Aquela inocência toda chega a me arrepiar – Completou rindo com gosto. O quarto espada apenas observava o colega sem entender nada.
- Você esta falando uma porção de tolices, se não tem o que fazer vá treinar. Para quem sabe, um dia, se tornar um adversário digno. – Com isso dirigiu-se ao quarto de Inoue seguido por um empregado empurrando uma mesinha com a comida. Grimmjow apenas encarou as costas dele serio. “Uma hora você vai ter que sair daqueles aposentos Ulquiorra. E eu vou finalmente conhecer o corpo de uma mulher humana. Dizem que é muito quente”. – Pensou Grimmjow lambendo os lábios obscenamente.
- Vou entrar – Anunciou Ulquiorra e Inoue o fitou sem expressão. Já não estava mais assustada. Sabia que ninguém podia matá-la. Eram ordens de Aizen. Olhou para a refeição que o espada a mandava comer. E percebeu o quanto estava faminta, começou a comer com gosto.
- Não é a melhor das refeições sabe – Disse de boca cheia – Mas é bom experimentar algo tão diferente pra variar. Eu gosto de cozinhar minhas próprias refeições. As pessoas aparentemente não gostam muito, mas eu não sei o por que. – Olhou para Ulquiorra que a encarava sério. – Já comeu? Quer um pouco?
Suas pupilas dilataram levemente com a surpresa. “Essa mulher só pode ser louca. Ela esta oferecendo sua comida para quem a mantêm presa.” Sentou-se ao seu lado suspirando.
- Não mulher, apenas coma.
Sem precisar falar duas vezes, Inoue voltou a comer com vontade. Ulquiorra lembrou-se do que Grimmjow lhe falara. O quanto a mulher era bonita e prestou atenção nela. Realmente, tinha algo diferente das arrankars, mas não sabia dizer bem o que era. Notou que tinha um corpo com muitas curvas e seios fartos como nunca viu antes. Inoue percebeu que o outro a encarava e fitou seus olhos esmeraldas enquanto ele estava perdido em pensamentos. “Nenhuma cor é bem definida nessa mulher, seus cabelos são de uma cor diferente... Um laranja meio vermelho, e os olhos de um azul acinzentado e agora mesmo seu rosto começou a ficar rosado”. – Pensava totalmente compenetrado.
- Você tem olhos bonitos – Disse Inoue de repente. O encarava com os olhos grandes de interesse. “Ulquiorra não parece ser como os outros espadas”. A boca dele abriu alguns milímetros de espanto. Sentiu uma coisa desconfortável no peito e levantou-se.
- Coloque a roupa que Aizen-sama ordenou. – Disse friamente. Ficar confuso lhe deixava irritado.
Inoue levantou-se imediatamente com o vestido entre as mãos. Ficou encarando o espada. Que perguntou irritado:
- O que foi mulher? Já não terminou sua refeição?
-Por favor, você tem que virar de costas. – Disse com o rosto levemente corado. Apesar de tudo, Ulquiorra era um homem. E nenhum homem ainda viu seu corpo... Estava guardando para alguém especial. “Ichigo” foi o nome que veio a sua mente. Mas seus pensamentos logo se voltaram novamente ao Morcego. “Será que ele tem... Aquilo dos homens” e corou brutalmente. “Ai ai ai Inoue o que esta pensando?” – Pensou levando as mãos ao rosto, corado e sacudindo a cabeça. Ulquiorra a olhava estranhando tudo.
- Porque eu devo virar de costas?
- Hmm? Porque eu não quero que veja meu corpo... – Respondeu simplesmente.
- Porque?- Insistiu Ulquiorra, ainda com sua voz fria e suas mãos nos bolsos.
Inoue fitou seus olhos e ponderou a pergunta “Talvez se eu demonstrar algo... Veja seu lado que um dia foi humano”.
- Porque quando uma mulher mostra o corpo para um homem, este homem deve ser a pessoa mais especial de sua vida.
- Como assim? O que você esta querendo me dizer? Que nenhum homem já viu seu corpo?
Extremamente corada Inoue afirmou com a cabeça, fitando o chão envergonhada. “Nenhum homem me viu ainda” – Pensou um pouco triste.
Sem mais perguntas o espada virou de costas. Estava extremamente irritado por estar se sentindo tão confuso “Droga mulher, diga coisas com mais sentido”. Lembrou do que ela falou sobre seus olhos. Ela não tinha medo? Porque dizia tanta coisas sem razão? Ouviu uns ruídos e sentiu uma movimentação frenética que chamou sua atenção. Olhou para Inoue que estava de costas agitando os braços loucamente tentando alcançar o zíper para fechar o vestido em suas costas.
- Deixa que eu faço isso mulher.
A garota ficou quietinha com aos mãos junto ao peito. Ulquiorra observou as costas dela, lisas e esguias com uma cintura muito fina.
-Ninguém tocou no seu corpo?
-Não.
Teve vontade de tocá-la. Parou com a mão no ar antes de chegar no fecho. “ O que eu estou pensando?”. Cerrou o vestido com violência virando-se de costas novamente. Ficava cada minuto mais irritado.
-Bem, estou pronta.
Virou-se para olhar a humana e parou estupefato. Estava linda. A garota estava iluminada pela lua, com os cabelos dançando loucamente com o vento que correu naquele instante, colocou uma mecha atrás da orelha e fitou Ulquiorra. Corou.
Vendo o rosto da garota se tingir de vermelho aproximou-se e levou sua mão até ele.
- Porque seu rosto fica vermelho as vezes?
- É quando eu fico envergonhada. – Disse fitando o chão, estranhando o toque do espada. Tão gelado.
Inoue tinha tantos sentimentos, Ulquiorra não entendia nada.
- Ficou bem em você – Disse simplesmente, deixando o quarto.
“Mas que mulher forte” Pensou Ulquiorra sobre o fato de não ter sido dominada pela “roupa” especial de Aizen. Encontrou Nnoitra na saída
-Como esta nosso bichinho? – Perguntou sorrindo asquerosamente.
- Nnoitra...
- Eu já sei de tudo. Aizen-sama disse-lhe para ficar de olho nessa mulher, certo? Mas que belo trabalho.... – E seu olhar era desafiador – Então, até onde “ensinou” ela?
Ulquiorra fez menção de sair mas o outro espada o impediu. Para que o deixasse em paz, contou os planos de Aizen e deu as costas, finalmente sem interrupções.
Sabia de 3 coisas. Que a pet-san era bonita, que os espadas a desejavam e que sua pele era enfeitiçada por algo que fazia ter vontade de tocá-la. “Talvez fosse uma bruxa” — Refletiu enquanto se locomovia até seus aposentos.
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