Notas iniciais
Olá. Olha quem voltou mais uma vez com fandom de KHR. Desta vez trago um imagine com Xanxus, faz vários anos que não escrevo nada relacionado ao chefe da Varia. Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio Quero agradecer aos magos maravilhos sem eles a fic não estaria aqui: @Blue_bird7 que foi meu helper e avaliou a história, @Nanahoshi pela betagem e @Arachnidea pela capa fantástica que fez. O que será que vai acontecer com [Nome] e Xanxus? Espero que gostem

[Nome] decidiu passear pelas ruas de Sicília, aproveitar que estava de folga porque em breve iria começar a trabalhar em uma nova empresa, depois de ter sido despedida no seu antigo trabalho. Antes de explorar as ruas, decidiu comprar um copo de café enquanto caminhava para admirar os edifícios lindos que a cidade tem.

Enquanto percorria a rua principal da cidade, algo chamou a atenção à [Nome]. Um grupo de crianças parado à frente de uma loja, olhando para os bolos que se encontravam em exposição na vitrine. Percebeu pelas roupas dos mais novos que eles deviam ter alguma dificuldade financeira. Por isso [Nome] decidiu que ia entrar na loja para comprar comida para oferecer às crianças.

Como estava concentrada nas crianças ao andar para entrar na loja, não reparou por onde os seus pés andavam e acabou tropeçando no chão. Quando tentou ganhar algum equilíbrio, sentiu um empurrão de alguém que passou por ela. Viu o seu copo café voar para a camisa da pessoa que acabava de passar naquele momento.

— Desculpe! Não fiz por mal. — [Nome] levantou a sua cabeça para ver quem era a pessoa que tinha atingido. Viu a cara do homem, que estava fechada. Dava para ver que encontrava-se de mau humor e reparou que a camisa era de marca.

Ela desviou o seu olhar para sua mala, procurando a sua carteira para tirar algumas notas para a limpeza da camisa que atingiu. Ao pegar o dinheiro para dar, reparou que o desconhecido já não estava por perto.

Então [Nome] olhou para trás e viu que o homem estava seguindo o seu caminho. Resolveu ir atrás dele; correu para conseguir apanhá-lo antes que ele entrasse no meio da multidão.

— Senhor da cicatriz. Podia dar um segundo? — chamou [Nome] que tentava acalmar a sua respiração pela corrida que deu.

O homem parou ao escutar novamente a voz de [Nome] e virou-se para ver o que ela queria. Já não bastava o dia estar a correr mal, ainda levou um banho de café na sua camisa preferida. Preferia mil vezes ignorar a mulher desastrada porque não queria descontar a sua raiva em alguém que não conhecia.

— Dá para ver que a camisa é valiosa. Queria dar este dinheiro para a limpeza dela. — [Nome] estendeu a sua mão com o dinheiro para o jovem e esperou um pouco para ver se ele pegaria Como viu que estava a demorar, levantou os seus olhos para ver o que se passava.

— Moça, se liga. Eu não quero o seu dinheiro para limpeza, esses trocados não vão resolver nada. – Xanxus respondeu numa maneira arrogante para ver se a garota desaparecia da sua frente. Reparou que [Nome] continuava firme para ver se ele aceitava o dinheiro. A sua única solução para recusar o dinheiro foi colocar suas mãos no bolso e virar as costas para ela.

— Não precisava ser tão arrogante. Só estava tentando ser educada. — [Nome] gritou ao ver Xanxus entrar no meio da multidão. Decidiu voltar ao seu objetivo inicial: comprar alguns bolos para dar às crianças que ainda continuavam a olhar para a loja.

Os dois jovens voltaram para os seus respectivos caminhos, ambos com um mesmo pensamento em comum: que nunca mais queriam voltar a se encontrar frente a frente. Só que não imaginavam o que o futuro proporcionaria para eles. Iriam de certeza arrepender daquele pensamento…

(...)

No dia seguinte, [Nome] acordou com o barulho do despertador, ao desligar reparou nas horas e viu que se encontrava atrasada para o seu novo trabalho. Levantou-se às pressas, vestiu a roupa separada na noite anterior, para aquele caso de se atrasar. Ao sair pegou em uma peça de fruta e algumas bolachas para comer enquanto apanhava o transporte para chegar ao trabalho.

O ônibus parou perto do local de seu trabalho, começou a correr para conseguir entrar a tempo pelo portão, que tinha uma hora certa para fechar para segurança de quem vive e trabalha ali.

Chegou às escadas da porta principal da mansão, encontrou os seus colegas em fila, à espera que viesse o chefe que ia dar ordens aos novos trabalhadores que haviam chegado à Vongola. Enquanto esperavam, os trabalhadores novos foram conversando um pouco para conhecer os colegas que iam conviver durante esta nova jornada.

A conversa foi interrompida pelo barulho da porta, onde os membros da Varia saíram dela para conhecer os novos membros que iam entrar para a sua organização. Iriam dividir eles por tarefas e também pelas chamas para irem ao seu departamento correto.

Pela ordem de chegada, os trabalhadores foram conhecendo os seus chefes e recebendo a lista do seu treinamento e do que podiam e o que não fazer na mansão. Como foi a última a chegar por ter se levantado um pouco tarde, [Nome] se encontrava nervosa por seus colegas já terem entrado dentro do edifício. Não era a primeira vez que ela entrava naquele ramo do mundo mafioso, mas no seu antigo trabalho, fora muito injustiçada por ser mulher, e muitos ignoravam as ideias que tinha para resolver alguma situação complicada.

Como era mais baixa que a maior parte dos outros trabalhadores, não tinha olhado muito para a cara dos seus chefes. Ao se aproximar cada vez mais dos membros principais da organização, uma cara chamou a sua atenção.

[Nome] ficou frente a frente do seu chefe que não era nada mais e nada menos que o homem da camisa que atingiu com café. Os outros membros da Varia ficaram em silêncio porque estavam achando estranho aquela interação entre a novata e Xanxus.

Ambos ficaram em choque, porque nunca pensaram que iriam voltar a se encontrar tão cedo desde do acidente do café.

— Bem, sou a [Nome]. Espero aprender imenso com vocês. — [Nome] cumprimentou todos os membros da Varia com um aperto de mãos com toda a educação que aprendera de seus pais.

Xanxus ignorou [Nome]; deixou que o resto da sua equipa passasse as ordens à novata. Decidiu ir para a sua sala assimilar este pequeno reencontro de menos de 24 horas.

— Voi, não sei que passou com o maldito chefe. Bem-vinda a família. — Squalo passou os papéis para novata que ainda olhava para lugar onde Xanxus havia sumido. O guardião da chuva estava habituado a ver o seu chefe de mau humor, mas hoje estava ainda pior e não sabia qual era a razão.

— Muito obrigada — agradeceu [Nome] viu que ia se dar imenso bem na Varia pela recepção que recebeu.

Entrou no edifício junto de Squalo, que ia mostrar as instalações a ela, já que ambos tinham a mesma chama, chuva. Durante a visita à mansão, [Nome] ainda pensava em Xanxus e percebeu que ele não havia gostado de vê-la ali. Como não era do seu feitio desistir, ficou determinada a fazer de tudo para conseguir conquistar o líder da Varia para se darem bem, enquanto trabalham juntos e quem sabe se a relação deles torna-se mais profunda do que já é.

(...)

Nos dias seguintes, [Nome] trabalhou com calma, sempre pensando em algum plano para ver como ia tirar aquela má personalidade do seu chefe, Xanxus. Aos poucos foi percebendo que ele só escapava dela quando ficavam sozinhos no mesmo ambiente. Quando estavam juntos dos outros membros, o guardião do céu tentava não demonstrar na frente dos seus guardiões como [Nome] o afetava imenso principalmente em relação aos seus sentimentos.

Durante a sua hora de trabalho, [Nome] foi observando aos poucos os gestos e ações do Xanxus para ver como iria conseguir lidar com ele. Decidiu aproveitar a deixa de que os seus colegas iriam sair da sala depois de terem terminado a reunião. Percebeu que era uma boa hora para ganhar coragem para ter uma conversa com seu chefe. Estava farta de ver como o guardião do céu a evitava desde do dia do café, quando começou a trabalhar ali.

— Sei que queria ficar sozinho. Podíamos conversar? — [Nome] bateu na porta e trazia consigo uma garrafa da bebida preferida do Xanxus. Tentava não demonstrar que estava nervosa.

— Entra, [Nome]. Senta onde quiseres — Xanxus demorou a responder, porque não tinha a certeza se ia conseguir ficar bastante tempo na mesma sala com a pessoa que não se lembra dele, sem ser do acidente do café.

Sentou-se na cadeira da frente do Xanxus, colocou a garrafa em cima da mesa e encheu o copo vazio do seu chefe. Estava pronta para ser sincera do que achava sobre o líder.

Ambos trocaram olhares vendo quem começaria a falar primeiro. Para ver se o nervosismo ia embora, [Nome] resolveu beber um pouco para se livrar dos pensamentos que estavam surgindo naquele momento. Xanxus não ficou de pé atrás, decidiu experimentar a bebida que sua companheira trouxe para ele.

— Eu percebi no primeiro dia que entrei aqui na mansão, que tu me odeias. Por causa do acidente da camisa. — Desde de criança, [Nome] decidira ser sincera com pessoas que estão ao seu redor. Não gostava de mentir; havia aprendido com seus pais a sempre falar a verdade, mesmo se outros no fim decidissem se afastar dela.

— Sei que ando sempre com cara fechada para todo mundo. É a minha maneira de ser e para ninguém vir me chatear. — Xanxus sabia muito bem do que outra gente pensava nele, de ser arrogante. Ele não fazia aquela cara de propósito; era uma maneira para se proteger e defender das pessoas que queriam o mal dele, quando era mais novo.

— Toda gente tem uma faceta para se proteger. Estou mais curiosa por saber a razão que me evitas quando ficamos sozinhos no mesmo local. — [Nome] não era burra e percebeu que seu chefe estava tentando enrolar a conversa.

— Não te queria tratar mal no dia que o café caiu em cima de mim. Não estou com raiva de ti por causa disso. — O líder da Varia decidiu mostrar os seus verdadeiros sentimentos do que aconteceu naquele dia específico.

— Ah não! Qual foi o motivo por não teres aceitado o dinheiro? — Olhou seriamente para o Xanxus. [Nome] ficou agora curiosa pelo que outro falou.

— Pelo passado, uma vez quebrei a tua caixa favorita, onde guardavas as tuas recordações preciosas. — Xanxus pousou o seu copo com calma em cima da mesa para ver a reação de [Nome].

— Espera aí. Tu me conheces desde criança? — A cabeça de [Nome] tentava processar a informação que tinha acabado de receber. Na sua infância, chorou quando viu a caixa quebrada, já que foi o seu pai que a havia dado quando fora embora para outro país a trabalho. O pior é que não tinha muita recordação naquela época por causa do acidente que sofrera. Algumas memórias haviam desaparecido da sua mente.

— Nós éramos vizinhos e estávamos sempre juntos em todo lado. Depois vim para Vongola e nunca mais soube nada de ti, até nos esbarramos naquele dia. — Xanxus ficou mais aliviado por contar de onde conhecia a [Nome]. A sua infância não foi ruim, graças a [Nome] que ficou ao seu lado, onde teve momentos felizes, sempre o convidava para brincar juntos e fazia sempre sorrir quando estava triste com os problemas que sua mãe tinha em casa.

— Acho que vou te pedir novamente desculpas. É que perdi a maior parte das minhas memórias da infância por ter sido atropelada. — [Nome] queria muito lembrar das memórias que havia feito durante a infância, só que nunca conseguira voltar a lembrar, mesmo com tratamentos. Só teve que aceitar no fim que nunca ia voltar a ter as memórias e decidiu registar sempre o seu dia a dia, para o caso voltar a acontecer.

— Fiquei um pouco zangado, por ver que não lembraste de mim — revelou Xanxus. A primeira coisa que ele havia feito naquele dia fora olhar para ver quem tivera a coragem de o atingir com café. Na hora, ficou surpreendido por reencontrar [Nome] depois de anos sem ter notícias dela. Enquanto ficou observando ela pegando na carteira, reparou que a sua amiga de infância, não lembrava dele. O humor dele ficou ainda pior, e por isso decidiu afastar porque queria que [Nome] continuasse a ter uma vida normal. Só que o mundo decidiu trocar as ideias dele no dia seguinte, fazendo com que ele a encontrasse com ela na Varia. Nunca imaginaria que [Nome] tinha entrado no mundo da máfia e decidiu continuar a ser ele próprio, fazendo de conta que não a conhecia.

Depois deste confronto, os dois decidiram continuar conversando. Onde [Nome] ficou escutando a versão de Xanxus como haviam se conhecido na infância. Observou como a cara fechada que mantinha todo o dia mudou só de falar como foi os tempos deles juntos. As memórias de [Nome], que estavam fechadas a sete chaves, estavam abrindo só por estar perto do líder da Varia.

[Nome] nunca imaginou que seu objetivo de conquistar o Xanxus no trabalho, desse sucesso. Este mérito só aconteceu por terem crescido juntos durante a infância até a pré-adolescência. Deu para ver na cara de Xanxus que nunca esqueceu dela e sentia uma grande admiração por ela ser quem é hoje.

Graças ao momento que tiveram sozinhos, o ambiente pela mansão da Varia mudou imenso e os outros guardiões reparam nesse cenário. Depois de terem se resolvido, Xanxus encontrava agora mais leve e calmo perto de [Nome]. Deixou de fugir dela e começaram a fazer algumas brincadeiras uns com os outros como se tivesse voltando ao tempo de quando eram novos, onde as suas preocupações eram brincar com os seus amigos.


Notas finais
Bem, desejo a todos uma boa semana. Até próxima história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!