Notas iniciais
Obrigada mais uma vez pelo carinho nos reviews! Vocês são uns amores *-* Aproveitem a leitura, pequenos CSIs ♥

Enquanto isso, Grissom procurava Warrick, que estava se preparando para interrogar Mariah, outra vez.

- Warrick? Espere!

- O que foi Grissom? Algum problema?

- Na verdade, sim. Eu queria saber qual foi a bebida alcoólica encontrada em excesso no organismo da vítima...

- Espere só um momento que eu já te respondo. – disse, procurando o relatório feito pelo Dr. Albert da autópsia. – Vejamos... Aqui! – Exclamou. – foi uísque. Por quê?

-Porque Hodges encontrou uísque nas roupas dela.

- Estranho...

- Um pouco. Vá interrogar a menina.

- Estou indo. – Disse Warrick, entrando novamente na sala de interrogatório.

- Oi Mariah.

- Sr. Brown? O que foi desta vez?

- Eu encontrei sangue nas suas roupas e eles são de sua... de Gabriella.

- C-como?

— Como ele foi parar ali?

- E- eu não sei...

- Conte-me tudo o que aconteceu naquela noite. Eu sei que você não foi só na casa de Gustav.

- Tudo bem... Eu sai de casa por volta das oito e meia da noite. Minha mãe foi jantar com seu novo namorado e eu aproveitei para ir à casa de Gustav. Só que ele disse para nos encontrarmos na escola, pois ele estava numa reunião e esta só terminaria por volta das nove e meia. Eu esperei e por volta das dez, fui me encontrar com ele. Entrei pelos fundos do colégio e ele estava na sala dos professores. Conversamos um pouco e saímos. Ele também entrou pelos fundos. Seu carro estava na rua de baixo da escola. Fui ao banheiro e vi pela janela a vadia pendurada. Dei um grito e Gustav foi ver o que tinha acontecido. Foi ele quem acionou a polícia e nós saímos de lá. O sangue que vocês encontraram em minha blusa foi da vez em que nós brigamos no banheiro. Deve ter pingado em mim. Sr. Brown, eu NÃO matei a Gabriella. Eu tinha muitos motivos para matá-la, além do mais que eu descobri que...

- Que?

- Bom. Hoje eu estava remexendo nas coisas de minha mãe e encontrei uma cópia de certidão de nascimento. Era dela e estava escrito o nome de meu pai lá. Eu era irmã dela. Infelizmente. Nunca vou perdoar minha mãe por ter me escondido isto. Nós merecíamos saber a verdade, quem sabe nosso relacionamento seria mais agradável?

- Sabe Mariah, nunca é uma palavra muito forte. Você deveria perdoar sua mãe. Ela fez isso para te proteger.

- Eu sei. Mas isso foi errado Warrick. Posso te chamar assim?

- Claro. Eu te entendo. Mas a sua mãe te ama e você pelo que eu sei é a única pessoa que ela tem.

- Você é muito compreensivo. Os homens geralmente não são assim.

- O meu trabalho me faz assim Mariah. Pode ir, se quiser.

- Obrigada Warrick.

- Não foi nada.

No fundo, Warrick sentia que a menina não tinha nada a ver com o caso. Ela era daquele tipo de pessoa que não faria mal a uma mosca quem dirá matar alguém. Mais no trabalho de CSI, Warrick aprendeu a duvidar de tudo e de todos e era assim que ele levava. Como um filósofo iluminista, que baseava seu conhecimento na razão humana, o trabalho de um CSI era seguir a razão e as evidências, não a emoção e a impressão. Warrick saiu da sala com um aperto no coração e foi tomar um café com Henry e Nick, que discutiam qualquer coisa sobre futebol. Chamaram Warrick para a roda:

- Hey War. Vem cá com a gente. – Disse Henry

Warrick sentou-se do lado dos colegas, quando Greg chegou, com seu fone de ouvido no último volume, tocando This Is Halloween do Marilyn Manson.

- Cara dá pra escutar de longe o que você está ouvindo. – reclamou Henry.

- Me desculpem. Do que falam?

- Futebol.

- Ah! Viram o último episódio de The Big Bang Theory?

- Nerds. – Disseram os três juntos, saindo da sala. – melhor irmos trabalhar. – Disse Nick, desta vez.

- Pessoal! – chamou Greg... – Mal educados.

- Vamos trabalhar Sanders. – Disse Henry.

- Tudo bem...

Andaram os quatro no corredor. Encontraram Catherine e Sara no meio do caminho.

- Nossa! Aonde os rapazes vão com todo este charme? – Falou Catherine, dando uma risadinha.

- Faço a mesma pergunta para as senhoritas. – disse Nick.

- Vamos trabalhar.

- Que coincidência! Nós também.

- Então? O que estamos fazendo aqui?

Foram cada um para a sua analise quando escutaram alguns gritos, vindos da recepção.

- ONDE ESTÁ MINHA GAROTINHA? O QUE FIZERAM COM A MINHA GABRIELLA? HEIN? SEUS INCOPETENTES?

- Senhor. Por favor. Se acalme que o supervisor está vindo para te atender. – disse a moça da recepção.

- O que está acontecendo aqui Aminah? – Perguntou Nick para a moça, que havia sido contratada a pouco tempo.

- Esse senhor é pai da vítima da escola... Ele está um pouco exaltado.

- Senhor, por favor, acalme-se.

- COMO EU POSSO ME ACALMAR SE A MINHA FILHA ESTÁ NUMA MESA DE AUTÓPSIA? SE EU PEGO O DESGRAÇADO QUE FEZ ISSO EU MATO, EU JURO.

- Acalme-se senhor, vamos conversar. Se o senhor não se acalmar eu vou ter que detê-lo.

-Tudo bem... – o pai da menina se acalmou aos poucos e logo estava conversando normalmente, porém, abatido.

- Tome. Como é seu nome a propósito? – Perguntou Nick, dando-lhe uma xícara de café.

- Meu nome é Christopher. Christopher Bowen.

- Sr. Bowen, onde o senhor estava?

- Em Dubai, tratando de negócios.

- Sim. Quando o senhor viajou?

- Sexta feira. De manhã.

- Sua filha morreu à noite. A mãe dela não te avisou? Já é terça feira e o senhor só chegou hoje?

- Bom... Eu não podia deixar os sheikes na mão. Era um contrato milionário que eu ia fechar. Era importante.

- Seu contrato milionário era mais importante do que sua filha?

- Não! Claro que não Sr. Stokes. Mais eu não podia deixar tudo lá.

- A sua filha está morta senhor. Parece que não se importa.

- Eu me importo com a minha filha!

- Como você se importa com Mariah?

- Mariah... Ela é uma menina difícil... Eu compro os presentes mais caros para ela e ela não dá bola.

- Ela não conhece seu rosto Sr. Bowen. Um pai tem que dar muito mais do que presentes caros para um filho. Um filho necessita de carinho, amor. Não de presentes.

- Mariah nunca quis saber de mim.

- Você nunca quis saber dela. Ela nem conhece o senhor.

- Essa conversa já deu pra mim senhor Stokes. – disse o homem exaltado, saindo da sala.

Enquanto o homem saia da sala, Mariah e sua mãe iam embora. Christopher olhou bem para a menina e a mãe, mas não disse nada.

- O que este cara tanto olha mamãe? – perguntou Mariah.

- Nada meu amor. Vamos.

- Ele está dando em cima de você.

- Não está.

- Está sim!

- Mariah! Deixe de besteiras e vamos embora.

- Porque ficou tão nervosa?

- Nada.

- Aquele é o meu... Pai?

- Não querida. Quer um refrigerante? – desconversou.

- Não minta pra mim. Ele é o meu pai. – A menina virou-se e foi correndo até o homem de terno cinza, elegante.

- Olá. – Disse Mariah.

- Eu te conheço menina?

- Eu sou aquela que você esnobou durante dezoito anos. Papai – Dissesarcasticamente.

- Eu não sei do que fala.

- A única coisa que eu sei de você seu desgraçado é que você traiu minha mãe com aquela vagabunda da Sylvia e que seu nome é Christopher.

- Olha como fala comigo mocinha. Eu sou seu pai.

- Agora você é meu pai? Eu não preciso de todos aqueles presentes que você me dava no meu aniversário. Eu nunca precisei de você. Vai chorar em cima do cadáver da sua queridinha Gabriella porque ela sim é sua filha. São da mesma laia.

- O que está acontecendo aqui? Mariah! Vamos embora querida. Não discuta com este homem. – disse a mãe, puxando o braço da garota.

- São duas prostitutas! Isso que vocês são! Putas.

- Repita o que você disse. – ameaçou Mariah.

- São duas PUTAS.

Mariah deu-lhe uma bofetada forte no rosto.

- Nunca diga isso da minha mãe. Ouviu? Nunca.

- Ei! Ei! Que palhaçada é esta no meu laboratório? – Disse Ecklie, acompanhado pelo policial Rodriguéz , Jim e Nick.

- Essa menina me agrediu. – Disse Christopher.

- Quer mais uma?

- Podem parar com isso. As duas vão embora para eu não lhes prender. Sem tumulto! – Disse Jim.

- E você. – Apontou Nick. – senta ai.

- Eu não vou te obedecer seu investigador de merda.

- Rodriguéz. Prende ele ai vai. – Disse Nick para o policial que pegava as algemas.

- O quê? Mais eu não fiz nada.

- Desacato. Isso que você fez. E estamos esperando sair o mandado para irmos até sua casa e seu escritório.

- Mais isso é um...

- Cala a boca e anda. – Disse o policial Rodriguéz.

- Que cara chato. – Disse Nick.

- Ele mereceu o tapa que levou da filha. – Disse Jim.

- Mereceu. – Concordou Ecklie.

Enquanto a confusão terminava, Grissom lia o diário de Gabriella.

1º De Junho de 2008

Querido Diário,

Hoje minha mãe saiu com meu pai. Estou sozinha em casa. Vou ligar para as meninas virem aqui, para fazermos uma noite só das meninas. Hoje também eu falei com Gustav... Ele me faz suspirar. Nunca pensei que sentiria algo tão grandioso como isso... Estou apaixonada por ele. Mais tem aquela vadia da Mariah pra me atrapalhar... Idiota.

Gil virou a outra página do diário com cuidado.

2 de junho de 2008

Querido Diário,

Meu pai pensa que me engana. Ele diz pra otária da minha mãe que ele está viajando, mas eu o peguei com uma mulher do trabalho dele, dentro do carro. Ele até tentou explicar, mas não conseguiu. Aha! Agora vou conseguir tudo o que eu quero...

Sua Gabi.

- Isso é muito interessante. – Disse Gil.

- Com quem você fala Gil? – Perguntou Sara.

- Comigo mesmo Sara. Leia isto. – Disse, entregando o caderno cor-de-rosa à Sara.

Sara leu. Não acreditou que uma menina de apenas quinze anos seria capaz disso.

- Eu não acredito! Ela era má.

- Sempre desconfie de uma menininha com um rostinho doce. – Completou Gil.

- É. Então o pai dela tinha motivos suficientes para matá-la...

- Tinha.

- Grissom? – Chamou Jim. – o mandado saiu. Podemos investigar o escritório e a casa do suspeito.

- Obrigado Brass. Vamos Sara?

- Claro.

Grissom, Sara e Greg ficaram com o escritório. Catherine, Warrick e Nick, com a casa.