Notas iniciais
Oi de novo queridos! E ai muito curiosos? Eu espero que sim! kkkkk. Façam suas apostas. Quem será o assassino de Gabriella? hmmmm... Beijão e até mais meus pequenos CSIs.
OBS: O nome do técnico em documentos não é da série, eu inventei, pois não me recordo do nome dele! Espero que não influencie na leitura.

No escritório luxuoso do centro da cidade, os CSIs começaram a analisar. Tiraram algumas fotos, remexeram em tudo, cada canto do escritório, sem perder nenhum detalhe. Não encontraram sangue em lugar algum. Preparavam-se para deixar o local quando Greg viu algo na lixeira. Recolocou sua luva de látex e pegou uma caneta ensanguentada da pequena lata prateada.

– Grissom? – Chamou Greg. – olhe o que eu achei.

– Será que é a caneta usada no crime?

– Pode ser... – Disse Greg, colocando o objeto dentro de um saco e colocando junto com o resto das poucas evidências coletadas.

Do outro lado da cidade, Catherine, Nick e Warrick também estavam sem sorte. Não encontraram nenhuma prova que ligava o pai com o assassinato da filha. Saíram de lá com as mãos vazias.

– Wendy, pode analisar esta caneta pra mim, fazendo o favor? – Pergunta Sara, entrando na sala de análise de DNA.

– Claro Sara. Quando ficar pronto, te aviso.

– Obrigada.

– Oi Sara. – Disse Catherine.

– Oi Cath. Alguma novidade?

– Não. Não tivemos sorte na casa. Não tinha nenhuma evidencia que liga o pai com o assassinato.

– Encontramos a possível caneta usada no crime.

– Tiveram mais sorte que nós.

– Só esperar pra ver!

– Quer um café? – Pergunta Catherine.

– Não pode ser uma cerveja? – Diz Sara, dando uma risadinha.

– Acho melhor café.

– Que pena! Vamos tomar café então.

– Vamos.

As duas foram até a lanchonete tomar um café e voltaram pouco tempo depois. Prontas para ver o interrogatório do Sr. Bowen. Ficaram do lado de fora e Jim entrou para interrogá-lo.

– Acalmaram os ânimos senhor Bowen? – disse, com o sarcasmo de sempre.

Christopher olhou o Capitão por baixo, com os olhos cheios de ódio.

– Bom. Estou com alguns resultados de investigações no seu escritório e só lhe digo uma coisa...

– Fala logo!

– Se eu estivesse no seu lugar, eu começaria a ficar com medo.

– Tem como o senhor ser mais direto capitão?

– Claro. Sabe quanto é a pena para quem mata aqui no estado de Nevada? De vinte e cinco anos à perpétua.

– Porque fala isto?

– O sangue encontrado na caneta na lixeiro do seu escritório é da sua garotinha Christopher. Como me explica isto?

– O quê? Você acha que eu matei minha filha?

– Como você descobriu?

– Sem ironias capitão. Eu não sei quem colocou aquilo lá.

– Sabe, eu vou te contar o que aconteceu: Sabemos que você traia a sua esposa. Sua filha sabia e estava pedindo um preço muito alto, o qual você não podia pagar...

– Isso é loucura! – interrompeu.

– Eu ainda não terminei. – repreendeu. – Sabemos que sua filha era ruim e estava te chantageando. Você a fez ir até a escola, a matou lá e pendurou-a na haste da bandeira. História resumida. Agora é sua vez.

– Você usa drogas? Eu não matei minha filha! Ela era uma menina difícil, mas eu a amava. Eu faria de tudo para não fazer a mãe dela sofrer, por isso, estava aceitando suas chantagens. Eu dava um bom dinheiro para ela comprar em roupas e essas coisas de menina.

– E o estupro? O que me diz.

– Estupro? Você realmente usa drogas. Eu nunca tocaria na minha filha! Eu não sou deste tipo.

Foram interrompidos por Greg.

– Jim? Mil desculpas, mas você precisa saber que o sêmen encontrado na menina não é dele. E as digitais encontradas na caneta também não. Elas são femininas e não batem com nenhumas das mulheres que interrogamos até agora.

– Obrigado Greg. Você tem muita sorte mesmo. – Disse Jim, dando uma risadinha sem graça. – Vá, mas eu vou ficar de olho em você.

Depois disso, Gil voltou a ler o diário de Gabriella. Sentia que ali guardava muitos segredos e podia guardar também o nome de seu assassino.

10 de junho de 2008.

Querido diário.

Fiquei muito tempo sem escrever né? É que eu estava cuidando de assuntos muito importantes... Eu descobri uma coisa... Sabe quem é a vagabunda que meu pai está namorando escondido? É a...

O local em que Gabriella havia escrito o nome da mulher estava apagado, manchado com algo parecido com um esmalte ou coisa do tipo.

– Droga! – Praguejou Gil.

Para sua sorte, Adam passava no corredor.

–Hey Adam ! Pode vir aqui um minuto?

– Claro Grissom. O que deseja?

– Tem como você melhorar o borrão desta palavra?

– Vou ver o que posso fazer.

– Obrigado.

– Grissom?

– Entre Wendy.

– O sêmen encontrado na vitima é de um homem que está em nosso sistema. Seu nome é Pietro Villa e ele já foi preso por posse de entorpecentes, assalto a mão armada, tentativa de homicídio e estupro.

– Bom trabalho Wendy. – parabenizou Gil, saindo da sala.

– O que você faz para ganhar a confiança dele Simms? – Pergunta Hodges, aparecendo atrás da moça.

– Eu não sou puxa saco. Só faço meu trabalho, ao contrario de você, que fica tentando ser uma coisa que nunca vai ser.

As palavras calaram Hodges por um segundo.

– Está me saindo melhor do que a encomenda Simms. – Disse olhando fixamente para os seios de Wendy.

– Pare de olhar meus peitos Hodges! Quer outro tapa?

– Me- me desculpe. – gaguejou. – é que seus seios são incríveis! E não. Aquele que você me deu ainda está doendo.

Wendy corou com a palavra incrível. Então Hodges passava um bom tempo a observando. E ela nunca havia se tocado.

Enquanto isso, Sara se preparava para interrogar o estuprador.

– Boa sorte. – disse Gil a ela.

– Obrigada Gil. – Disse, entrando na sala.

– Nossa! Se tivessem me avisado que quem me interrogaria seria uma mulher tão bonita, eu teria me arrumado melhor.

– Sem papo furado Pietro. Quero saber a verdade. – Disse sentando-se frente a frente com o suspeito.

– Eu não estuprei aquela menina. Nós fizemos amor. Só isso.

– Amor? Ela tinha marcas evidentes de estupro. Isso não é amor.

– A menina era uma vadia gracinha. Ela transava com qualquer um.

– Ficou comprovado que a menina era virgem. Acho que está mentindo. A propósito, de onde você a conhecia?

– Eu era jardineiro do colégio que ela estudava. Sai a poucos meses de lá, quando fui pro México visitar meu pai na cadeia.

– E você a assediava?

– Claro que não! Ela era quem vinha com conversa mole pro meu lado. Ela pensava que eu não via ela dando em cima do “nerdinho”

– Quem? O professor?

– É. O de Geografia, acho. Com umas investidas daquelas, eu não resistiria. Ele nem olhava pra garota. E ela não era feia.

– Você a estuprou e a matou?

– Eu não a matei.

– Então estuprou?

O homem ficou quieto.

– Você a estuprou Pietro?

– Sabe como é né? Uma menina de quinze anos, um cara de trinta e dois. Ela estava de saia curta, salto alto. Uma delícia. Não pude resistir.

– Rodriguez, tira esse nojento daqui. – disse Sara ao policial que estava parado ao lado da porta de saída.

– Eu não a matei Sara. – Disse o homem, que era carregado até a cela.

– Vamos ver.

– Foi difícil. – Disse Gil, que assistia ao interrogatório.

– Foi. Pra mim, ele foi quem a matou.

– Não tire conclusões precipitadas Sara. Lembre-se que há uma digital feminina na caneta e temos que encontrá-la.

– Tudo bem. Mais acho que esse desgraçado está escondendo algo.

– Pode ser.

Os dois foram até a sala de convivência, onde estava o resto da equipe, todos empenhados em descobrir algo que os leve até o assassino ou condene de vez Pietro Villa, algo que por ironia, deixaram passar. Foi quando Bob entrou na sala, procurando Gil:

– Grissom? Consegui descobrir o nome que faltava no diário.

– E qual é Bob?

– Alanis Villa. Faxineira do colégio.

– Então o pai estava tendo um caso com a faxineira?

– Sim. E eu descobri que ela é irmã do seu suspeito, Pietro. Os dois são migrantes mexicanos. Ela já teve passagem pela policia por falsidade ideológica e sequestro.

– Nós falamos com essa mulher? – Perguntou Catherine.

– Eu falei. – Disse Warrick. – ela pode ter alguma coisa a ver com o assassinato? Ela parecia ser tão inofensiva.

– A primeira impressão não é a que fica, Warrick. Você coletou as digitais dela? – Disse Gil

– Droga! Eu falei que eu iria coletar depois, pois tinha esquecido meu material no carro. Quando eu voltei, ela não estava mais lá.

Todos se levantaram e foram procurar mais dados. Grissom ficou e analisou um pouco mais todas as evidências. Já passava das três horas da manhã e uma chuva gélida começava a cair sobre a cidade de Las Vegas.