Rainbow Carnage
6 Timbre
Já era tarde, Justin ainda não estava indo para o trabalho, ainda sobre a desculpa de estar de luto, mas na verdade agora estava tentando juntar pessoas para limparem a cidade junto com ele e Amelia. De manhã havia ido até o Loyal's cobrar as informações de Marshall, este lhe dera uma lista de cerca de uns dez nomes e apelidos de pessoas e mercenários que tinham habilidades incomuns. Estava indo atrás da primeira da lista, seu apelido era Blackhood, aquilo soava muito familiar, lembrava de um dia que tia Lara chegara no hospital reclamando que um tal de Blackhood estava causando muitos problemas.
Ele esperava não ter que partir para a briga, mas mesmo assim, carregava seu bastão. Chegou no local onde disseram que poderia encontra-la, era um pequeno prédio azul claro encolhido entre dois prédios comerciais, disseram que era um prédio com cerca de cinco apartamentos e em um deles vivia os dois mercenários, Redhood e Blackhood.
Justin bateu na porta e aguardou, dali alguns minutos uma mulher atendeu. Alta, magra, pernas longas e fortes, vestidas em um short curto, usava uma regata branca e uma jaqueta de couro preta, pele clara e seus olhos estavam escondidos debaixo de um óculos escuros, seus louros esbranquiçados estavam bagunçados e batiam em suas costas.
— Quem é você? O que você quer? — Ela levantou as sobrancelhas, parecia cansada e irritada. A mulher entrou na casa e esperou pelo jovem que entrou logo atrás. A casa esta meio bagunçada, empoeirada e por mais estranho que pareça, boa parte dela parecia carbonizada, mas ele resolveu não comentar.
— Justin Walker… — Ele respondeu a primeira pergunta e a mulher pareceu paralisar por um segundo, voltando a olhar para ele com um pouco mais de curiosidade — Eu preciso de ajuda!
— Com o que? — Ela respondeu parecendo meio rude, pegando uma garrafa que estava na bancada e a abrindo.
— Tenho o objetivo de livrar a cidade das mãos de bandidos e mafiosos que tornam isso tudo uma merda! — Justin responde, estava começando achar aquela mulher meio familiar — Procuro ajuda de pessoas com habilidades como a sua para me ajudar!
— Por que eu aceitaria isso? — A mulher deu um gole o olhando com as sobrancelhas arqueadas.
— Não sei… Não quero te obrigar nem te convencer — Ele da de ombros — A escolha vai ser sua!
Ela pareceu pensativa. Sentia que devia algo para ele e estranhava um pouco o fato dele ainda não ter a reconhecido. Já tinham se passado dez anos, mas quem se esquece da pessoa que arruinou sua vida? Ela tirou os óculos e a expressão de confusão tomou a cara de Justin.
— Erin! — Ele a reconheceu na hora — O que?! Como está viva?
— Não sou uma humana frágil… — Ela revirou os olhos — Te surpreenderia se eu dissesse que sou de outro planeta?
— Para falar a verdade, não muito… — Justin da de ombros — Me surpreende mais o fato de você ter se tornado uma mercenária telecinista que vive em um apartamento de trinta metros quadrados sendo que quando é a pessoa mais genial que eu já conheci…
— Ok… — Ela da mais um gole, dando de ombros — Eu estou dentro desse seu plano, mas só vou fazer isso pois tenho uma divida com você!
— Valeu! — Ele teve a vontade dar um pulinho de felicidade, mas se contentou em apenas abrir um sorri — Certo, primeiramente eu preciso de informações… — Ele tirou um bloco de notas do paleto e olhou para ele — Soube que andou trabalhando em uma especie de espionagem investigando as ligas!
— É verdade! — Erin andou na direção da estante e começou a vasculhar as gavetas e os andares da estante até achar uma pasta — É que teve uma época na cidade em que um monte de loucos tentaram eliminar as gangues e mafias que estavam causando problema na cidade!
— E eles conseguiram? — Justin perguntou curioso, aquilo que os caras fizeram era exatamente o que pretendia fazer.
— Não, só aumentaram o problema — Ela abriu a pasta olhando para o que havia dentro dela — As mafias se dividiram em varias partes, para trabalharam mais discretamente se disfarçando no meio de agencias e empresas. Chegou uma hora que eles voltaram a se unir usando nomes códigos, cada uma tinha o título de Liga mais uma cor do arco-íris!
— E o que aconteceu depois? — Perguntou pensando nos caras que tentaram impedir as mafias.
— Bom, os caras conseguiram desmanchar algumas, mas permaneceram umas três … — Ela respondeu fechando a pasta — Quando sobraram apenas três ligas, elas se uniram em uma aliança temporária e acabaram por matar todos os homens que haviam se juntado para combate-las!
— E quais sobraram? — Ele a seguiu até a prateleira em que guardara a pasta.
— Purpura, Celeste e Escarlate… — Ela seu de ombros e se sentou em uma poltrona — Se for fazer alguma coisa, tente não entrar em guerra com elas tão cedo…
Ele foi abrir a boca para responder o comentário dela, mas antes que pudesse falar algo as janelas se estilhaçaram, e os barulhos de tiros cortaram o ar. Ambos foram para o chão, torcendo para não serem atingidos. Logo tudo se iluminou em um tom de vermelho, e os sons de tiros ficaram mais abafados, quando eles levantaram as cabeças puderam ver o loiro parado de pé, suas mãos levantadas e apontadas para o local em que vinham os tiros e seus olhos e as pontas dos dedos brilhando em um tom de vermelho.
— Venham rápido! — Justin ouviu a voz de Amelia, e quando olhou para a porta do apartamento, pode ver ela e Marshall os chamando.
Ele ajudou Erin a se levantar e se apressaram a correr para fora do apartamento, e Marshall os guiaram para uma saída segura do prédio enquanto Amelia permaneceu esperando Rick. O jovem andava para trás, se esforçando o máximo para barrar os tiros, mas uma hora teve que se virar para correr, mas quando vez isso acabou sendo atingido por um dos tiros.
— Rick! — Ela se aproximou dele o ajudando a levantar, e o tirando fora do alcance das balas.
— Estou bem… — Respirou fundo com a mão na cintura, tentando estancar o sangue que saia do local em que a bala o atingira — Vamos logo seguir os outros!
Ele se apoiou em Amy que o ajudou a andar rápido saindo dali, e andar até onde estavam os outros.
— Para onde vamos? — Amelia perguntou chegando lá e se sentando no chão junto de Rick.
— Como vamos sair daqui? — Masrshall indagou — Cercaram o prédio!
— Eu sei onde podemos ir se sairmos — Justin tirou o telefone do bolso e pegou uma foto da casa do lago de seu pai, que agora era sua — Ela tem um porão bem grande…
— Pode servir de base! — Amy sorriu entendo sobre o que ele estava falando.
— Base para que? — Marshall parecia confuso assim como Rick, mas logo balançou a cabeça voltando o foco para o que realmente importava — Como vamos sair daqui? — Repetiu.
— Mana… — Rick olhou para Erin balançando a cabeça, indicando a ela o que fazer.
— Tem certeza? — Ela tocou no ombro do irmão — Você está ferido…
— Se não fizermos isso, eu vou morrer, junto de todos… — Ele pegou o celular da mão de Justin e analisando a foto — Sim, eu tenho certeza — Diz passando o celular para Erin que o olha rapidamente e entrega para Justin.
— Todos segurem em um de nós — Ela disse após entregar o celular para Justin e pegar a mão do irmão.
Quando Amy e Marshall se seguraram em Rick, Erin pegou a mão de Justin, e olhou para o irmão. Quando os ambos os dois fecharam os olhos, se concentrando no que haviam visto na casa, todos puderam ouvir um zunido, e quando abriram os olhos estavam dentro de uma sala. Justin olhou pela janela e reconheceu a bela paisagem, estavam em sua casa. Marshall se colocou de pé ao seu lado e olhou pela janela.
— Wow! — Ele sorriu — Que show, teleporte! — Ele se virou para os irmãos e seu sorriso desapareceu.
— Ajudem! — Erin estava ajoelhada ao lado do irmão.
Rick estava no chão, respirava com dificuldade e tinha as duas mãos sobre a ferida, que parecia estar mais aberta ainda, ele até tentou falar mas apenas conseguiu cuspir sangue. Amelia indicou para que todos se afastassem, mas Erin não arredou, Justin teve que a segurar pelo braço a levando para longe.
— Eu posso cuidar dele! — Amy disse levantando Rick — Onde posso trabalhar? — Justin apontou para um quarto no fim do corredor.
Marshall se aproximou ajudando a mulher a carregar o jovem até o quarto que Justin havia indicado.
— Acha que posso confiar nela? — Erin olhava preocupada para o o quarto em que Amy e Marshall haviam entrado carregando Rick.
— Claro! Ela já me costurou uma vez… — Justin comentou puxando a gola da camiseta mostrando o ombro que havia sido costurado.
— Parece que você andou ocupado… — Erin disse tocando com o dedo indicador o local em que fora suturado.
— Você também… — Ele apoiou o cotovelo na janela.
— Ei… — Ela deu um passo a frente se aproximando mais dele — O que aconteceu depois da explosão?
— Muita coisa… Você e seu irmão me salvaram na hora e eu ganhei habilidades — Ele deu de ombros.
— Tipo o que? — Erin indagou cruzando os braços enquanto olhava para ele.
— Eu fico invisível — Justin sorriu de canto ao vê-la cruzar os braços
— E só por que você fica invisível você acha que pode combater as máfias? — Ela franze o cenho — Eu queria te convencer que isso é destrutivo e suicida, mas se eu me lembro bem, você é muito teimoso… — Erin sorri colocando a mão no ombro dele — Por isso vou ficar por aqui para me certificar de que você não vá se matar!
Ele sorriu, por mais que tenha falado com ela uma única vez na vida, ele tinha que confessar que havia sentido falta daquele sorriso. Ele sentia algo por ela que nunca sentira por ninguém, e achava impressionante como ela despertou seus sentimentos com tanta rapidez, não sabia se aquilo era relacionado ao fato dela e do irmão terem o salvado e o exposto a seus poderes ou apenas por ela ser bonita, só sabia que nem mesmo Amélia havia o feito sentir algo parecido.
— Por que você se chama "Blackhood"? — Ele perguntou curioso, certo, todos ali eram chamados por um nomes de justiçeiros, ele era Powder, Amy era Chilli e Marshall era chamado de Marjado. Mas por que Blackhood?
— Não sei… Quando trabalho geralmente uso um capuz preto e meu irmão usa um gorro vermelho… — Deu de ombros.
— Podemos escolher um nome melhor se estiver interessada… — Erin concordou com a cabeça, podia achar um nome melhor que Blackhood — Quais são suas habilidades?
— Telecinesia e… — Ela hesitou um pouco antes de continuar — Controlo as ondas sonoras…
— Wow… — Justin ficou impressionado, sabia apenas da telecinesia — Hmm… Que tal Timbre?
— Timbre? — Ela sorriu concordando com a cabeça — Gostei!
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