Rainbow 5

8 O Grande Festival Musical de Seongju


Ao amanhecer de um novo dia, o sol lançou seus primeiros raios dourados sobre o alojamento das Rainbow 5, prenunciando o momento tão aguardado: o dia do Grande Festival Musical de Seongju, a estreia oficial da banda. As cinco jovens artistas, embora exaustas pela noite inquieta que tiveram, despertaram com uma ansiedade palpável que pairava no ar.

Sentadas no grande sofá que decorava a sala do alojamento, Lea, Di, Jia, Sun e Sing estavam reunidas, compartilhando os últimos momentos de quietude antes da tempestade. O alvoroço da noite anterior havia dado lugar a um silêncio solene, e o peso da expectativa descansava sobre seus ombros.

Lea, cujos poderes ainda a atormentavam, havia passado a noite acordada, repassando mentalmente todos os exercícios que ela e Di a ensaiaram para controlar suas habilidades. Seus olhos se fixavam no teto, perdidos em pensamentos, enquanto Di tentava acalmá-la com palavras reconfortantes.

"Lea, você consegue fazer isso", dizia Di com determinação. "Você treinou incansavelmente e mostrou um progresso incrível. Hoje é o dia de brilharmos juntas no palco."

Lea forçou um sorriso, agradecendo silenciosamente pela amizade e apoio de Di. "Eu sei, Di, é só... o nervosismo."

Também na sala de estar do alojamento, a estilista da banda, uma mulher de meia-idade e cabelos grisalhos, conhecida como Madame Celestia, estava ocupada com os trajes que já haviam sido entregues ali. Seus dedos ágeis trabalhavam nos detalhes finais, ajustando costuras e pedrarias, enquanto sua expressão mantinha a seriedade de quem se dedica a uma obra-prima.

Enquanto ela trabalhava, Sing e Sun a observavam com admiração. As roupas brilhantes e coloridas, que representavam as personalidades de cada membro da banda, reluziam à luz da manhã. Sing, com seu senso de moda ousado, não pôde conter sua empolgação.

"Madame Celestia, esses trajes estão absolutamente deslumbrantes!", exclamou, seus olhos brilhando com entusiasmo. "Eles capturam perfeitamente quem somos!"

A estilista sorriu com satisfação, apreciando o reconhecimento de seu trabalho. "Fico feliz que gostem, queridas. Cada traje foi criado com amor e cuidado, refletindo não apenas a música de vocês, mas também suas almas brilhantes."

Sun, com a tranquilidade que todos esperavam dela, assentiu, seus olhos contemplativos enquanto observava as roupas. "Hoje é um dia importante para todas nós. Espero que possamos compartilhar nossa música e paixão com o mundo."

Madame Celestia interrompeu seu trabalho por um momento, olhando profundamente nos olhos das integrantes. "Tenho certeza de que o farão, minhas queridas. Hoje é o início de uma jornada emocionante."

Os momentos de sossego passavam, enquanto as garotas iniciavam suas rotinas de preparação, o dia seria agitado e cada uma delas tinham seus afazeres.

No refeitório, Sun, Sing, Jia e Di compartilhavam o café da manhã, suas conversas cheias de entusiasmo e nervosismo. Os pratos estavam apenas meio comidos, pois a ansiedade as impedia de se alimentar plenamente.

"Não consigo acreditar que finalmente chegou o dia", disse Jia, com um brilho de excitação em seus olhos. "Nossos sonhos se tornarão realidade no palco hoje à noite."

Di assentiu, seu sorriso cheio de determinação. "Temos praticado tanto e trabalhado duro para chegar até aqui. Hoje, mostraremos ao mundo o que somos capazes."

Sun, que estava contemplativa desde que as garotas chegaram ao refeitório, acrescentou com um toque de seriedade: "Lembre-se de que estamos fazendo isso juntas. Apoio mútuo é o que nos trouxe até aqui."

Enquanto as quatro garotas compartilhavam esses momentos preciosos de camaradagem, Lea, no entanto, havia retornado ao seu quarto, dedicada a arrumar seu cabelo. O vapor da água quente do chuveiro ainda pairava no ar, envolvendo-a com uma sensação reconfortante. Porém, algo no ambiente a fazia sentir-se observada.

Ela virou-se abruptamente, seu coração batendo mais rápido. "Meninas? Alguma de vocês está aqui?"

Lea chamou suas amigas, mas o silêncio foi sua única resposta. Não havia mais ninguém no quarto. Um arrepio percorreu sua espinha enquanto seu olhar percorria o quarto vazio. Um momento de paranoia ou algo mais sinistro?

Com um suspiro nervoso, Lea voltou a concentrar-se em seu cabelo, tentando afastar seus pensamentos perturbadores. Ela então abriu uma pequena gaveta na cômoda, retirando um delicado colar de pérolas e diamantes que estava guardado. O colar, uma relíquia de família, era uma lembrança de sua mãe, uma cantora talentosa que infundira em Lea sua paixão pela música.

Lea colocou o colar em sua pequena bolsa, com todo o cuidado possível, sentindo-o como uma fonte de força e inspiração. O objeto representava uma conexão com seu passado e um amuleto de confiança para o futuro.

Quando Lea finalmente se juntou às outras no alojamento, todas estavam prontas, estavam vestindo roupas confortáveis e simples, especialmente preparadas para irem até o festival. O gerente da banda, uma figura imponente e autoritária, chegou ao alojamento. Ele fretou um ônibus, especialmente para levar as garotas da banda, bem como os dançarinos da empresa, até o local do festival.

"Garotas, é hora de brilhar", disse o gerente com um sorriso confiante. "O ônibus está esperando, e o mundo está ansioso para ouvir sua música."

O ônibus da Rainbow 5 cortava a estrada, levando as garotas em direção ao local do tão aguardado festival de estreia. O clima dentro do veículo era uma mistura de animação e nervosismo, e o motor rugindo parecia acompanhar a aceleração dos corações das integrantes da banda.

Di e Sun estavam sentadas juntas, compartilhando risadas e histórias, uma tentativa de aliviar a tensão que se acumulava. Di era a mais expansiva, seus gestos e risadas preenchiam o espaço ao redor, enquanto Sun sorria de maneira mais reservada, mas não menos sincera.

"Do que você está mais ansiosa, Di?" perguntou Sun, seus olhos escuros brilhando de excitação.

Di pensou por um momento antes de responder com um entusiasmo contagiante. "Sinceramente, eu mal posso esperar para sentir o calor das luzes do palco e ouvir a multidão aplaudindo. É a realização de um sonho, Sun."

No banco atrás delas, Sing e Jae-hyun estavam imersos em uma conversa animada, a química entre eles tão evidente quanto as faíscas que voavam quando seus olhares se encontravam. No entanto, esses flertes tinham que ser feitos de forma discreta, já que o gerente Kim Min Jae estava sempre de olho neles com um semblante severo.

Enquanto isso, Lea e Jia estavam em uma conversa mais tranquila no banco do fundo. Jia não pôde deixar de notar o delicado colar de pérolas que repousava na bolsa de Lea. Seus olhos curiosos se fixaram na joia, e ela não conseguiu resistir à pergunta que lhe queimava os lábios.

"Lea, o que é esse colar? É tão bonito", disse Jia, com um tom de admiração.

Lea olhou para a bolsa e suspirou, ela não tinha a intenção de mostrar o colar antes do show, mas sua ansiedade a fazia olhar para o mesmo constantemente com um misto de carinho e melancolia em seus olhos. "É uma herança de família, Jia. Um presente da minha mãe."

Os olhos de Jia se arregalaram de surpresa e curiosidade. "Sua mãe deve ter sido uma pessoa com muito dinheiro para possuir algo tão valioso."

Lea assentiu com um sorriso triste. "Ela era uma cantora talentosa, assim como eu sempre quis ser. Este colar era dela, e eu o guardo como uma lembrança dela."

Jia percebeu a profundidade do significado do colar para Lea e imediatamente se sentiu honrada por ser confiada com esse segredo. "É lindo, Lea. Obrigada por compartilhar isso comigo."

Lea olhou para Jia com gratidão nos olhos. "Jia, eu gostaria de pedir um favor a você. Não mencione o colar para as outras garotas. É algo muito pessoal para mim, e eu prefiro que elas não saibam. Somente a Di sabe sobre a minha família, nós crescemos no mesmo bairro."

Jia assentiu solenemente, compreendendo a importância do pedido de Lea. "Claro, Lea, seu segredo está seguro comigo."

À medida que o ônibus se aproximava do local do festival, a ansiedade das garotas da Rainbow 5 crescia. A excitação era palpável no ar enquanto o veículo parava e todos desembarcavam. Os dançarinos que as acompanhavam se despediram, desejando-lhes boa sorte antes de partirem para realizar sua própria preparação.

Sing e Jae-hyun, é claro, não resistiram à tentação de flertar mais uma vez, aproveitando a distância do olhar vigilante do gerente Kim Min Jae. Suas risadas e conversas provocantes ecoaram pelos corredores enquanto caminhavam em direção ao interior do local.

Enquanto as garotas da banda se encaminhavam para o camarim, seguindo as indicações dos funcionários do festival, encontraram-se em meio a uma aglomeração de jornalistas. Os repórteres, com câmeras e microfones em mãos, estavam todos focados em uma figura notável à sua frente.

Ela era conhecida como "Lighting Girl", uma cantora com poderes místicos que lhe permitiam iluminar partes de seu corpo de forma surpreendente e encantadora. Di, em particular, ficou fascinada ao perceber que essa idol era, de fato, uma pessoa com habilidades especiais, como ela e Lea.

Os olhares curiosos de Di se fixaram na iluminação mágica que Lighting Girl projetou, criando uma aura hipnotizante ao seu redor. No entanto, apesar do interesse de Di, as garotas da Rainbow 5, ainda não reconhecidas, passaram despercebidas no meio da multidão frenética de repórteres que se aglomeravam ao redor da estrela famosa.

Elas continuaram caminhando, finalmente chegando ao camarim que lhes fora designado. A emoção e a ansiedade eram quase tangíveis, e a energia vibrante do festival de estreia pulsava ao seu redor. O dia estava bem longe de terminar, e as garotas estavam prestes a enfrentar seu maior desafio até o momento: subir ao palco e mostrar ao mundo quem eram.

Com o camarim provido de suas bolsas e pertences, as garotas da Rainbow 5 partiram em busca do palco Teen, o local onde fariam sua estreia no festival. Lideradas por Sun, cuja determinação era inabalável, elas percorreram os corredores movimentados do festival, seguindo as indicações dos funcionários do evento.

Enquanto se aproximavam do destino, notaram a presença de algumas figuras masculinas nos bastidores do festival. A postura agressiva desses indivíduos não passou despercebida, mas as garotas não se detiveram tempo suficiente para investigar mais a fundo. O tempo era precioso, e o show estava se aproximando.

Finalmente, após um breve e decidido percurso, elas chegaram ao palco Teen. Era um local menor em comparação com o palco principal, mas não menos importante para elas. O teste de som era fundamental para garantir que tudo saísse perfeito durante a apresentação.

As garotas rapidamente subiram ao palco, e os técnicos de som começaram a ajustar os microfones e os instrumentos. Para aquecer, decidiram cantar uma de suas músicas favoritas. Di, com sua voz angelical, liderou o início da canção.

No entanto, à medida que a melodia enchia o palco, Di sentiu um arrepio gélido percorrer suas costas. Uma onda de frio perpassou todo o seu corpo, fazendo-a tremer de maneira imperceptível. Ela desviou o olhar para o chão do palco e, para sua surpresa e alarme, percebeu que uma fina camada de gelo começava a se formar sob seus pés.

A jovem cantora tentou manter a calma, concentrando-se em sua voz e tentando controlar o frio que emanava dela. A última coisa que queria naquele momento era causar um problema durante o teste de som. Ela manteve a canção fluindo, rezando para que ninguém mais notasse o gelo que se formava abaixo dela.

Di continuou lutando para controlar seus poderes enquanto o teste de som prosseguia. A fina camada de gelo que se formara sob seus pés estava agora se transformando em uma grande poça de água, que se espalhava lentamente pelo palco. Gotas de água brilhante se formavam em sua pele, mas ela se recusava a deixar que sua preocupação e ansiedade dominassem sua mente.

Com determinação, Di concentrou-se em sua voz e na letra das canções, e gradualmente, conseguiu recobrar o controle. O gelo que antes ameaçava prejudicar o teste de som começou a derreter rapidamente, transformando-se em água líquida que se misturava às placas de metal do chão do palco.

Quando a música finalmente chegou ao seu fim, os funcionários do festival começaram a se perguntar de onde aquela água havia surgido. Lea, que estava próxima a Di durante a apresentação, olhou para sua amiga com preocupação nos olhos. Ela sabia o quão difícil era para Di controlar seus poderes, e essa situação só aumentava sua apreensão.

As Rainbow 5 rapidamente deixaram o palco e retornaram ao camarim. O tempo estava passando rápido, e havia muito a ser feito antes do show. Elas precisavam colocar os trajes brilhantes que havia sido escolhido para cada uma, fazer a maquiagem e ajeitar o cabelo. O dia estava se esgotando diante delas, e a pressão só aumentava.

Enquanto se apressavam, perceberam que boa parte do dia já havia se passado. O relógio parecia estar contra elas, e a tensão no camarim era palpável. Cada uma das garotas sentia a ansiedade crescer à medida que o momento da estreia se aproximava rapidamente.

O camarim estava repleto de uma energia frenética enquanto as garotas se apressavam para se arrumar. Sun e Di já estavam vestidas com os trajes brilhantes escolhidos para o show, mas ainda estavam no processo de aplicar a maquiagem com precisão artística. Seus rostos eram como telas em branco, esperando para serem adornados com cores vibrantes que realçariam sua beleza natural.

Enquanto isso, Lea e Jia saíam de um rápido banho, ainda despidas das roupas deslumbrantes que usariam no palco. A água morna do chuveiro havia aliviado um pouco a tensão em seus músculos, mas a ansiedade ainda latejava em seus corações.

Foi nesse momento que Sun, com um pincel de maquiagem na mão, experimentou uma sensação estranha. Ela ergueu o olhar, sentindo como se alguém a estivesse observando. Seus olhos se moveram freneticamente pelo camarim, examinando cada canto e recanto, mas ela não encontrou ninguém além das outras garotas. Por um breve momento, teve a certeza de ver um borrão verde com sua visão periférica, mas olhando novamente, não havia nada naquele canto.

Uma pontada de paranoia a atingiu quando ela considerou a possibilidade de uma câmera de segurança oculta, mas uma busca minuciosa revelou que não havia câmera alguma. Sun olhou para suas amigas, que estavam igualmente focadas em suas tarefas, e decidiu que devia estar deixando a tensão do momento afetar sua mente.

Sacudindo a cabeça para afastar os pensamentos intrusivos, Sun voltou sua atenção para a maquiagem, determinada a ficar perfeita para o show que se aproximava rapidamente.

As garotas se apressaram em se arrumar, aplicando o batom com precisão, ajustando cada detalhe de seus trajes e ajeitando o cabelo para que caísse perfeitamente em seus ombros. Cada minuto era precioso, e a lua já estava bem visível no céu quando finalmente terminaram.

Com a rapidez de quem estava em uma corrida contra o tempo, as garotas deixaram o camarim para trás. Seu coração batia em uníssono com o ritmo da música que logo preencheria o ar. Seu momento de estrelato estava próximo, e elas não podiam perder um segundo sequer. A apresentação começaria em questão de minutos, e elas tinham um palco a conquistar.

O palco do festival de estreia das Rainbow 5 estava pronto para receber suas estrelas. As garotas estavam posicionadas no centro, com os dançarinos alinhados ao fundo, prontos para iniciar a coreografia que tinham ensaiado com tanto empenho. Embora o público estivesse disperso em volta do palco Teen, uma multidão estava espremida próximo ao palco principal onde a atração principal se apresentaria em breve, jornalistas ansiosos já haviam se acomodado em pontos estratégicos, câmeras prontas para capturar cada movimento das garotas.

Quando a batida da música começou, a ansiedade que havia atormentado as garotas deu lugar ao seu carisma encantador. Como se uma energia mágica as envolvesse, elas se entregaram à performance com paixão e confiança. Cada movimento era executado com precisão, e a sincronia entre elas e os dançarinos era impecável. Os olhares cativantes e os sorrisos radiantes atraíram a atenção do público mais próximo, que logo se viu encantado pela presença das garotas.

Sing, em particular, adorava cada segundo da atenção que recebia. Seu charme natural brilhava no palco, e ela jogava olhares provocantes para a plateia, que respondia com aplausos e gritos de admiração. Era como se o palco fosse o lugar onde ela mais pertencia, e seu carisma era inegável.

No entanto, sem que as garotas percebessem, a atenção que estavam atraindo também havia despertado o interesse das figuras ameaçadoras que elas tinham notado nos bastidores do festival. Esses indivíduos sinistros observavam a apresentação das Rainbow 5 com olhos penetrantes, como predadores à espreita.

À medida que as músicas iam se sucedendo e a energia da plateia continuava a crescer, as garotas se entregaram completamente à música e à dança. O tempo parecia desacelerar enquanto o show continuava, e elas sabiam que estavam criando um momento que seria lembrado por muito tempo.

Finalmente, após algumas músicas eletrizantes e uma coreografia sensual, as garotas agradeceram ao público, rostos brilhando com um misto de euforia e gratidão. Elas saíram do palco sob aplausos intensos, deixando para trás um público que havia sido cativado por sua estreia deslumbrante.

Com uma alta dose de adrenalina correndo em seus corpos, as garotas se reuniram nos bastidores, com sorrisos de triunfo e uma sensação de dever cumprido. Eles haviam conquistado o palco e, mais importante, o coração de quem as assistiu. Mas o que elas não sabiam era que os olhos sinistros que as observavam no meio da multidão indicavam que os desafios desta noite ainda não terminaram.

As garotas da banda, ainda tomadas pela emoção da noite memorável que haviam vivido, retornaram ao seu camarim após a empolgante estreia. O caminho de volta foi marcado por alguns olhares discretos que as seguiam, mas as garotas estavam tão absortas em sua alegria compartilhada que não perceberam a presença das figuras sombrias que as observavam.

Dentro do camarim, um abraço coletivo selou o sucesso da noite. A adrenalina que ainda percorria seus corpos era palpável, e a conexão entre elas se fortaleceu ainda mais. Era como se nada pudesse deter as Rainbow 5 naquele momento.

No entanto, Lea, mesmo no meio da celebração, sentiu uma dor de cabeça súbita. Ela não queria estragar o clima de felicidade, então, discretamente, informou às amigas que precisava tomar um pouco de ar fresco e saiu sozinha do camarim. A noite estava tranquila, e as estrelas brilhavam no céu, proporcionando uma atmosfera serena.

Mas a garota não estava sozinha. Nas sombras dos bastidores, várias figuras masculinas a observavam com interesse, seus olhares fixos no colar que pendia delicadamente em seu pescoço. Ela se afastou ainda mais do camarim, a dor de cabeça se intensificando a cada passo. Os homens, sem que a jovem percebesse, a seguiram, permanecendo nas sombras.

A garota continuou a caminhar, lutando contra a dor que pulsava em sua cabeça. A agonia se tornou insuportável, e ela se abaixou, soltando um grito abafado de dor. Nesse momento, uma onda de energia rosa emanou de seu corpo, irradiando a alguns metros ao seu redor. A garota não tinha consciência do que estava acontecendo.

À medida que a energia se espalhava, os homens que a seguiam ficaram repentinamente imóveis. Seus corpos permaneciam de pé, mas seus olhos estavam vidrados e suas mentes, completamente vazias. A única evidência de vida era a lenta respiração, que diminuía gradualmente.

O poder telepático de Lea, sem que ela soubesse, apagou a consciência daqueles homens, deixando-os em um estado vegetativo, enquanto a garota, aliviada da dor de cabeça, se recompôs e retornou ao camarim, onde suas amigas aguardavam.

O que ela não imaginava era que sua habilidade telepática tinha salvado sua vida, protegendo-a de uma ameaça invisível. Enquanto isso, aqueles homens, que antes pareciam tão ameaçadores, permaneciam inertes, presos em uma existência sem pensamentos ou consciência.