Rain Of Demons
5 Don't Surrender
Notas iniciais
Yuki estava parada em frente à loja de lamen, estranhou por ela estar fechada,
analisou o bilhete que estava na porta.
- Humm... Fechado por problemas pessoais! — ela coçou a cabeça e deu de
ombros pegando a chave de dentro do bolso da calça.
Subiu as escadas e abriu a porta do apartamento, havia varias cobranças em
frente à porta, ela as encarou (¬¬\'), e empurrou para baixo do tapete com o pé.
A casa estava uma bagunça como sempre roupas por todos os lados, ela
vasculhou os armários a procura de algo para comer, achou algumas balinhas de
goma apanhou o pacote e se dirigiu para a sacada sentando-se na poltrona do
lado de fora. Depois de um tempo tomou um banho quente vestiu-se com suas
roupas normais, a camisa vinho, bermuda mesclada de preto e vermelho, a
jaqueta preta por fora e vermelha por dentro e o coldre de cintura, abriu a ultima
gaveta do armário e pegou uma pistola e balas, antes de sair calçou as botas
beges. Parou em frente à loja de lamen e analisou a placa novamente puxou o
relógio de bolso checando as horas e partiu.
Parou em frente a loja de instrumentos musicais, colocou a mão no bolso e
pegou a carteira de patinha, olhando o pouco dinheiro que tinha até se
desanimou \"Não devia ter parado para comer!!\", se lembrou da parada que deu
na lanchonete, tomou vários Milk shake e algumas batatas fritas. Olhou as
guitarras e acabou por levar a mais barata \"Vou até a escola da Mizuki-chan,
mas o que eu to pensando?!”, a sobrancelha dela estava contorcida “ARGH, QUI
TENSÃO É ESSA NA MINHA SOMBRANCELHA.\" Sem perceber ela estava segurando
a cabeça com as duas mãos e se contorcendo.
- Eu vou pra casa! — sussurrou apertando entre as duas sobrancelhas com o
dedão e o indicador.
Colocou a guitarra nas costas e voltou para casa, chegando em frente a loja de
ramem notou que a porta de ferro estava aberta pela metade, se abaixou e
entrou, quem estava lá era o pai de Kaname.
- Ola senhor Mori!
- Ah... Ola Yuki-sama! — ele pareceu ter se aliviado ao ver que era ela — A quanto
tempo!!
- Humm... É verdade. Está tudo bem? Porque não estão abrindo ultimamente?
Ele sorriu meio desconfortável.
- A Kana-chan... Ela não esteve bem... Bom seja como for semana que vem
vamos reabrir! — ele sorriu desconfortavelmente novamente e passou
rapidamente para o lado de fora. — Venha eu tenho que ir!
- Ahn... T-Tudo bem — ela se abaixou novamente passando por debaixo da porta — Senhor Mori mande melhoras para kana-chan! ^^
- Ah... É verdade Yuki-chan seria muito bom se pudesse ver Kana-chan no
hospital, ela disse que tem algo para te contar mas não quis me dizer o que era!
Ela coçou a cabeça (^^)
- Bom é que eu estava prestes a viajar, mas... Bom antes de ir eu, vou dar uma
passada lá para vê-la.
- Eu agradeceria muito! — ele sorriu um pouco mais relaxado.
Ele deu as costas para ela e acenou entrando na combi.
- Que estranho! — ela juntou as palmas como de costume quando se lembrava de
algo — Eu estou com fome.
Entrou em seu apartamento removendo as botas e encostando a guitarra em um
canto, foi até a pilha de mangás pegando qualquer um puxou uma caixinha de
balas de soda apanhando um e guardando o resto, se jogando no sofá
apoiando a cabeça em uma almofada e as pernas em outra, repousou o mangá
no rosto e começou a cochilar...
Yuki espreguiçou-se apanhando o mangá que estava sobre sua face jogando-o
sobre a mesinha de centro, estralou os dedos dos pés e esticou os braços o
maximo que pode.
- Aaahhhhhhh... Estou com tanta fome!! — resmungou batendo na própria
barriga.
De repente sentiu algo vibrar no seu bolso e a musiquinha tema do anime
começou a tocar.
- Ahn... O que?!?! — Meteu a mão no bolso e puxou o celular — Alo?
- Onde você estava te liguei umas dez vezes?
- UAAH... Eu estava dormindo!
- Será que você só dorme?... Eu consegui uma passagem pra você hoje!
- Podemos conversar pessoalmente?
- Claro!! Venha até a lanchonete daqui uma hora.
- Sim, sim! Adeus!
Deu um pulinho para fora do sofá se colocando ereta, \" Não posso me esquecer
de ver a Kana-chan!\", apanhou algumas balas do bolso e enfiou na boca e se
dirigiu até a porta calçando as botas e saiu.
Ao sair deu uma parada na porta afundando as mãos nos bolsos da bermuda
suspirando pesadamente.
- Ahhhh... Ser pobre é muito ruim, todos os lugares são tão longe e eu tenho
que ir a pé. E juntando todo o dinheiro que eu ganho só ia dar pra comprar um
patinete.
Ouviu um barulho vindo de dentro da loja de ramem, ele coçou a própria cabeça
lançando um olhar desconfiado para a porta. Ela estava com o cadeado
estourado.
- O que?
Ela puxou a arma do coldre da cintura e levantou a porta calmamente para que
não fizesse nenhum ruído, conseguiu ver uma sombra por de trás do balcão, na
mesma hora que o vulto se levantou ela disparou.
- O QUE? NÃO ATIREEE!!
- Me de um bom motivo para não explodir sua cabeça...
- Por que... Por que. — ela disparou novamente — DESCULPE, DESCULPE! -
encolhendo-se com as mãos na cabeça
- Você é um humano bem patético.
Ele lançou para ela um olhar de desaprovação, mas Yuki não se intimidou abriu
seu sorriso psicótico.
- E então? Ainda não me convenceu a não matá-lo...
- Desculpe, eu... Eu estava procurando ISSO! — ele puxou uma espécie de sino
com formato de coração flamejante e balançou-o, gargalhando maleficamente.
Yuki lançou-lhe um olhar curioso.
- E então garota não ia me matar?!
- Huh... Se for o que quer!- Ela mirou na perna do garoto e disparou.
Ele caiu ajoelhando ainda segurando o sino.
- O que? Por quê? — ele apertou o sino violentamente — QUEM É VOCÊ?
Yuki se aproximou acertando no jovem um chute na barriga.
- NÃO GRITE COMIGO! Idiota... — ela viu o objeto na mão do rapaz — Hãm... \"esse
sino, eu já vi em algum lugar.(pensamento)\", ARGH...Eu devia prestar atenção
nas explicações do velho!!
Ela tomou o objeto da mão do rapaz com um tapa, ela sem querer deu uma
balançadinha, no mesmo instante o rapaz agarrou sua perna e começou a
esfrega-se nela como um gatinho em busca de carinho.
- Qual é o seu problema.... ME LARGAAA!!! — ela balançou a perna mas não
adiantou — Não baba na minha perna... ME SOLTAAAAAAAAAA! — ela o chutou com
a outra perna laçando-o contra a parede.
Ela bateu palmas subitamente.
- É isso, já me lembrei o que é isso — Yuki jogou o sino para o alto e o apanhou
no ar — Então... Onde conseguiu isso?
O rapaz pareceu ter voltado a realidade depois do tranco, e respondeu
acariciando o enorme galo que se formou em sua cabeça.
- Isso é meu , eu sou Kimi.... Eu ganhei isso do meu pai ele disse que iria me
ajudar a me tornar um bom demônio.
- HAHAHAHAHHAHAHAHAHA... — ela não pode se conter ria descontroladamente.
- O que?... O que foi??? Pare de rir de mim!!
- HAHAHHA... Você realmente é bem patético, não é nem demônio e nem sequer
pode ser considerado humano, é um misto uma escoria. Você é tão patético...
Ela deu as costas e antes de sair olhou para o rapaz com rabo se olho.
- Se machucar a Kana novamente você morre...
- Porque não me mata agora? Fui eu que a mandei para o hospital... — ele sorriu
desafiadoramente.
- Entendo... Mas não luto com demônios classe D, seria muito fácil um desperdício
de tempo.
- Sua...
Ela o deixou falando sozinho. \" Hahahaha... Que chato, não tem tido muita ação
ultimamente\", Yuki se dirigiu para a lanchonete.
DENTRO DA LOJA DE RAMEN
- vaca. — o jovem abriu um largo sorriso — Yuki finalmente te encontrei.
- Mestre Nero, por que não me deixou matá-la? — emergindo da escuridão um
demônio usava roupas de couro preto remendadas por toda parte tinha plumas
nas mangas e na gola, tinha um cabelo em forma de tigela, um remendo no lado
esquerdo do rosto.
- Não diga besteiras... Se quisesse eu mesmo teria a matado mas...seria muito
fácil, eu só estou começando a me divertir. Choco!
- Sim mestre.
O rapaz deu um meio sorriso.
- Termine com Mori Kaname, sim!
- Como quiser.
Yuki havia acabado de chegar a lanchonete se sentou na mesa de sempre
removendo a jaqueta e colocando de lado, a mesma garçonete se dirigiu em sua
direção com o sorriso costumeiro.
- Vai querer o de sempre.
- Sim,sim...
A garçonete já estava indo buscar o pedido quando Yuki a chamou.
- Seu nome é Hoshi, certo?
Ela confirmou com cabeça sorrindo por Yuki ter lembrado seu nome.
- Então Hoshi-chan, você não viu o Miyazaki-sama??
- Não ele não passou por aqui hoje.
- Entendo — ela sorriu simpaticamente — Obrigada.
A jovem foi buscar o pedido e em pouco tempo o entregou a Yuki que
acidentalmente enganchou a manga da jaqueta na pulseira da jovem, as duas
acabaram entrelaçando os dedos, Yuki não se importou muito e rapidamente se
desenganchou, quanto encarou a jovem ela estava tão vermelha que parecia
que sua cabeça iria explodir.
- Hoshi-chan você está bem? — perguntou com um tom sonso como se não se
estive entendendo nada.
- Ahn... AAAAAAAAAAHHHHH, DESCULPE! — gritou deslizando rapidamente para
longe de Yuki.
- Mas... O-O que?! — ela ignorou o ocorrido e continuou a beber seu Milk
- O que aconteceu aqui?
Ela permaneceu de olhos fechados de modo sereno, enquanto bebia seu milk
sem parar.
- Você está atrasado... — comentou impaciente.
- Heheheh... Aqui está a passagem! — ele estendeu a mão entregando-a
- Ahn... Eu vou precisar de mais uma.
- Por quê?
- Não é da sua conta... Arranje mais uma se não, não irei
- Certo, certo... Depois de amanhã passe aqui para buscar...
- O.K! — ela terminou a bebida e se levantou para ir embora.
- Ei, era só isso?
- Sim.
- Podia ter falado por telefone.
- Eu sei mas eu estava sem dinheiro e estava com fome(^^) Hoje a conta e sua.
- AH...Argh... Sua, você não muda nunca!
Ela acenou ainda de costas e foi embora, estava se encaminhando para o
parque como de costume quando saia da lanchonete, mas de repente ela parou
de andar agarrou a própria cabeça e começou a se contorcer “Droga esqueci da
Kana-chan\", ela saiu correndo em direção ao hospital. Ao chegar à recepção foi
conversar com a recepcionista.
- Pois não? — perguntou a jovem recepcionista
- Ahn... Eu gostaria de sabe onde é o quarto em que Mori Kaname está!
- Deixe- me ver — ela digitou algo em seu computador e depois respondeu — Ela
está no terceiro andar no quarto 245.
- Eu posso ir até lá?
- Desculpe, mas o horário de visitas já acabou! Porque não volta amanha de
manhã...
- Tudo bem! — ela cruzou os dedos atrás da nuca.
Esperou a recepcionista se distrair e deu um jeito de chegar até o elevador, o
elevador parou no segundo andar, apavorada deu um jeito de se prender na
parte de cima, algumas enfermeiras adentraram no elevador, e desceram no
terceiro andar, Yuki esperou que todos saíssem para poder sair também, estava
aliviada mais de repente uma delas retornou.
- Eu já vou meninas, esqueci meu relatório lá embaixo.
- Merda — apavorada sem saber o que fazer se jogou sobre um maca vazia e se
cobriu, a enfermeira estranhou.
- Ei esse paciente já estava aqui?
- Mary, anda logo...
- Ahn... Sim, me desculpe eu volta já. — ela correu para dentro do elevador.
Yuki esperou a porta do elevador se fechar e se descobriu, estava quase
descendo da maca quando algo acertou sua cabeça.
- Iteeeeeee... Ei porque fez isso?
- Quem é você? Não deveria estar aqui!!
A jovem gritava Yuki tapou sua boca com a mão esquerda e a puxou para um canto no qual não seriam vistas.
- Calma, eu só vim ver uma amiga prometo que vou embora assim que falar com
ela — a jovem tentava falar algo — Eu vou destampar sua boca, não grite.
Ela concordou com a cabeça mas assim que Yuki a soltou ela começou a gritar,
sem ter tempo de raciocinar Yuki lascou um beijo na jovem a calando.
- Desculpe... Pode me levar ao quarto 245?
- C-Claro... — sussurrou meio zonza — É por aqui.
Yuki a segui até o quarto, as duas ouviram gemidos vindo.
- Tem alguém ai com ela??
- Não o pai dela já foi embora a algum tempo e eu fui a ultima a entrar e aplicar o
medicamento!
Yuki cerrou os dentes, puxando sua pistola da cintura.
- Se afaste!
A jovem se abaixou próxima as pernas de Yuki, a qual abriu a porta
cautelosamente, e por uma pequena fresta pode ver as sombras na cortina,
alguém estava sobre Kaname tapava sua boca com uma das mãos e acariciava
seus seios com a outra.
- Uhuhuhu... Fique quietinha enquanto eu me divirto... — Kaname se debateu
tentando se libertar , mas o agressor deu uma pequena balançada na cabeça e
Yuki pode ver um sino idêntico ao que ela havia apanhado do rapaz na loja de
lamen, na mesma hora Kaname ficou parada, a enfermeira se levantou
acariciando o próprio sexo estava quase entrando na sala mais Yuki teve tempo
de dete-la.
Yuki a abraçou tapando sua boca, ainda espiava o agressor, ele se abaixou e
começou a beijar o pescoço de Kaname que não mostrava reação.
Yuki deu um chute na porta a escancarando.
- Não vai rolar monstrengo! — ela atirou contra o demônio que estava em forma
de gente.
Ele foi atingido no braço que fez um buraco razoavelmente grande, ele lançou
para ela um sorriso meio curingastico, afastando-se de Kaname sem se virar
andou de costas até o parapeito da janela e saltou caindo exatamente sobre
ele.
- Vem me pegar...
Yuki disparou novamente, nisso Kaname pareceu sair de um transe, do rapaz
surgiram duas asas e ele saiu voando pela janela, Yuki correu até o parapeito e
se dependurou pode ver ele pousar na rua e chamá-la com a mão.
- Maldito — sussurrou entre os dentes cerrados.
- Y-Yuki-senpai?
- Hnnn... — Ela se aproximou de Kaname e se debruçou cuidadosamente sobre
ela aproximando seus rosto — Isso foi só um sonho...
Kaname corava cada vez mais com a aproximação de suas faces, faltando
apenas dois dedos para as bocas se encontrarem Yuki assoprou de leve e
Kaname desmaiou.
- Cuide dela por favor! — pediu para enfermeira que olhava com os olhos
arregalados para janela, Yuki se aproximou do parapeito e antes de pular disse:
- Não conte isso para ninguém vão achar que você não tá batendo bem das
bolas.
Ela saltou pela janela, a jovem enfermeira também desmaiou ao ver Yuki saltar,
Yuki caiu dando uma leve cambalhota para amortecer sua queda e começou a
correr ferozmente atrás do rapaz, o que acabou a levanto até o parque, ela
olhou ao seu redor mais ele havia desaparecido, resmungou se dando por
conformada e resolveu ir embora.
- Até a próxima, feioso.
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