Radioativo
3 Capítulo 3 "Shadow Corporation"
Notas iniciais
4 dias antes da pandemia...
Sophia Kinberth andava observando todos naqueles corredores, e estava cada vez mais confusa. Aquele local era cada vez mais obscuro do que ela tinha imaginado, pessoas com um tipo de uniforme andava para lá e para cá tensas, quando passavam pelo Dr. Grey abaixavam a cabeça como um sinal de respeito ou um tipo de medo e submissão.
Os corredores eram brancos e no teto tinha tubos de ventilação, as portas pelas quais Sophia passava tinha uma segurança muito rígida, um leitor de digital e da íris ocular em cada porta.
– Sim, senhorita Kinberth — falou Dr. Grey, com um tom de voz calma e seria — nós estamos no subterrâneo, se é isso que você está se perguntando, aqui é bem seguro e sigiloso.
– Seguro de quê?
– Do mundo lá fora. Você saberá logo.
Ao chegarem em uma porta, no fim da ala norte, Simon Grey colocou sua mão no leitor ao lado direito da porta, e ela se abriu — a sala era ampla, com um projetor em uma das paredes, ela era escura a não ser por uma luz acima de uma mesa oval. Na mesa estavam sentados oito pessoas, seis homens e duas mulheres, estavam justamente esperando o Dr. Grey. Ele pediu para que Sophia se sentasse em uma das duas cadeiras vazias na mesa. E logo foi falando, com uma voz clara e direta.
– Meus caros gênios da ciência, vocês devem estar se perguntando por que estão aqui?... não é mesmo? eu lhes digo que o mundo que vocês conhecem hoje, jamais será o mesmo — um silêncio ressoo por algum instante naquela sala e as feições daquelas pessoas as denunciavam cada vez mais aflitas — um vírus, mais conhecido como vírus da raiva — continuou o Dr. sem nenhum sinal de compaixão — sofreu uma mutação que agora assombra todo o mundo, creio que algum país com objetivo de descobrir novas curas para doenças, cometeu um erro terrível, deixando escapar o vírus mais perigoso até agora, um vírus capaz de acabar com o mundo que todos conhecemos em questão de dias. Essa doença já desolou uma boa parte da América, Europa e África.
– Mas quem são vocês? — questionou um cientista alemão.
– Nós somos uma organização secreta para casos como este que estamos vivendo agora, casos de interesses internacionais. Nós, a Shadow Corporation, e vocês, cientistas de todo o mundo, foram trazidos aqui para nos ajudarem a encontrar uma cura, sabemos que algumas pessoas possuem imunidade própria a essa doença, por isso abrimos uma comunidade na superfície, e fazemos pesquisas sobre os habitantes. Agora vejam o que está acontecendo no mundo...
E então o projetor foi ligado, e notícias de todo o mundo estavam a mostra para eles, pessoas sendo atacadas e mortas, depois voltando a vida e matando mais. Lágrimas saíram dos olhos de alguns que estavam ali, Sophia Kinberth se emocionou ao lembrar-se de seu noivo.
– E nossas famílias, o que aconteceu com elas? — falou Sophia.
– Suas famílias estão em outro local, não queremos que as emoções os atrapalhem nesse momento. Vocês precisam estar aptos para o que será designado a cada um.
Ao terminar as transmissões Simon Grey comentou algo sobre todos ali:
– Vocês devem ter percebido que falta alguém naquela cadeira, bem ali — falou ele apontando para a cadeira ao lado de Sophia — eram para ser dez de vocês, mas uma jovem de 20 anos não está presente no momento. Ela roubou a arma de um dos nossos agentes, na nossa tentativa de trazê-la para cá, e matou dois deles fugindo, e é considerada perigosa. Você à deve conhecer senhorita Kinberth.
– Como assim?
– Ela trabalhou com você no Centro de Estudos Virais, Clara Black.
. . . . .
Agora...
– Clara você tem certeza disso? Tem certeza que você matou alguém?
– Tenho... estava muito escuro... eu não me lembro do rosto deles... só sei que queriam colocar um saco na minha cabeça e me por dentro de um furgão preto... eu sei que eles não se mexeram após os tiros... eu só atirei para me defender, foi tão rápido que a última coisa que me lembro é de ver aqueles dois homens no chão, eu largando a arma na calçada e correndo sem olhar para trás, indo para o mais longe possível dal...
– Eu achei! — falou Bony animada, interrompendo a conversa — Achei a chave do carro que está estacionado lá fora, é um carro bem espaçoso, vai ser bem... espera ai que caras são essas?
– Não foi nada Bony — respondeu Clara — está tudo bem.
– Ah bom. Então já podemos ir? Você está bem mesmo, Clara?
– Estou bem, querida, vai ficar tudo bem.
Eles pegaram suas coisas, e foram andando pensativamente para o carro. Nem perceberam o zumbi asqueroso que vinha de trás da casa em direção a eles. O zumbi possuía dentes podres, rosto desfigurado e garras sinistras que se aproximavam cada vez mais das costas de Clara, mas Bony ouviu o grunhido da criatura. Clara se assustou ao ver Bony pegar a arma e apontar em sua direção, e então o estampido da 38 ecoo em seus ouvidos, foi como 10 vezes mais ensurdecedor que um motor de avião ligado logo na hora em que uma pessoa passa do lado dele, sendo que ninguém é louco de passar do lado de um avião com o motor ligado, a não ser que esteja com um fone de ouvido bem potente. Ao olhar para trás Clara viu o zumbi estirado no chão, e ficou chocada em pensar que aquilo poderia ter arrancado um pedaço dela.
– Me desculpe, mas tive que pensar rápido — falou Bony ofegante — me desculpe, pelo barulho!
– Pelo visto eu atraio essas criaturas para perto de mim. E já é a segunda vez que vocês me salvam dessas coisas. Não tem que pedir desculpas para mim, eu que te agradeço Bony.
– Nossa eu nem notei que isso vinha para cima da gente... talvez seja porque nós passamos tanto tempo nessa cidade — falou Alex surpreso — parecia que essas coisas nem viviam aqui, por um instante pensei que estávamos livres delas. E Bony, você agiu tão rápido... você está crescendo muito rápido, já está virando uma mocinha hem?
– Ah sai dessa... já cresci bastante!
Eles guardaram as mochilas e as armas no carro prateado, e seguiram para o norte da cidade. Ao passarem por um supermercado bem grande, Alex parou o carro e disse com um sorrisinho no canto da boca:
– Quem aí quer fazer compras?
Bony respondeu instintivamente:
– Eu quero me divertir, e nada melhor que comida grátis para animar.
O primeiro a entrar no supermercado bem espaçoso, foi Alex Wehe com sua pistola .40 na mão, logo em seguida foi Clara Black com sua .38 só que segurando com as duas mãos, e a terceira a entrar foi Bony Wehe, após insistir tanto ela entrou com "uma 12" nas mãos. Cada um foi por um corredor. Clara foi no corredor dos alimentos frios, e lá estava uns zumbis com umas roupas muito curtas, estranhas, salto alto quebrado e mais brilhosos que arvore de natal, e Clara logo viu qual era o gênero musical que eles curtiam antes de se transformarem. Ela apontou a .38 para as pernas daquelas criaturas e mandou ver, sem economizar nem uma bala, e depois chegou bem perto deles e disse:
– Que pena que não curto seu estilo de música!
E então deu um tiro em cada uma das cabeças em decomposição.
Alex foi pelo corredor dos alimentos light, e tinha dois zumbis uma era uma super gorda, que estava num estado deplorável, suas roupas rasgadas e sua cara também, mas não sei como aquele zumbi conseguiu correr tão rápido pro outro corredor, fugindo assim da mira de Alex que gritou para Bony:
– Vai que é tua maninha!
E o zumbi que sobrou era um mendigo, e Alex o respeitou atirando em sua cabeça, e disse:
– Vá em paz, porque você já sofreu de mais.
Bony estava no corredor das guloseimas, onde tinha biscoitos e bombons de todo o tipo, ela colocou as balas na 12, enquanto andava em direção aquela zumbi enorme que corria em sua direção. Ela fez uma pergunta retórica e irônica para a zumbi.
– Sempre fugindo da dieta, em? E olha, você entrou por engano no corredor das guloseimas, esperta!
Mirando para a cabeça dela, Bony ainda fez uma última piadinha enquanto atirava com a 12.
– Acho que vou ter que te da uma ajudinha.
Pow!
Fale com o autor