Radioactive

1 New Era - Prologue


— Capítulo Um: A nova era _

Washington — 2010

Necrotério da delegacia de Washington

Merida andava de um lado para outro, impaciente. A ponta de seus saltos se chocavam com o chão, fazendo um barulho irritante. Seus cabelos se balançavam conforme seu corpo ia se mexendo. Ela andava desconfortável, alguma coisa a incomodava.

—A cada passo que você dá, eu sinto que esse chão vai se abrir a qualquer momento — Doutor Jensen, ou melhor Evan Jensen, melhor amigo e chefe de Merida. Seus olhos varriam a folha do quadrinho preferido dele, enquanto ouvia o barulho irritante dos salto da loira.- O que você tem Meri? — Abaixou sua revista e deixou um suspiro cansado sair.

—Eu não sei. — Ela continuou andando de um lado a outro, seus dedos rodavam o pingente do seu colar, era uma tentativa falha de se acalmar. — Eu não sinto mais vontade de comer cérebro, meu cabelo começou a escurecer...Alguma coisa aconteceu comigo, eu sinto — Parou na frente do amigo, incomodada.

—A única coisa que aconteceu e que desde que chegou não para de andar — A garota revirou suas íris. Um suspiro cansado veio da parte dele, automaticamente se levantou se pondo na frente da amiga desorientada. — Meri, nada aconteceu, apenas é seu organismo reagindo a cura — Segurou seus ombros, encarando seus olhos azuis. — Não está nada anormal, apenas está voltando a ser a Merida de antes — A garota suspirou e saiu das mãos do amigo, voltando alguns passos para trás. Parando em frente a maca de ferro.

—Algo está diferente e confuso — Subiu com facilidade na maca. — Parece que as coisas estão mudando e que nada é igual a antes — A loira desabafou, enquanto deitava seu corpo no ferro gelado.

—Tudo está normal Meri — Evan, afirmou ao se aproximar da maca — Talvez seja o efeito colateral da cura ou apenas, sua mente humana voltando. — Passou sua mão, pelos cabelos claros, esparramados no alto da cabeça da menor. Assim, que sentiu o toque, fechou seus olhos, mentalizando o que estava acontecendo.

Merida era uma mulher de dar inveja a qualquer outra, apesar de ser mais pálida que as outras, continuava bonita e Evan não discordava, sempre teve uma paixão secreta pela sua assistente, ninguém nunca soube e ele preferia assim, sem perigos a sua amizade com a loira.

—Estou atrapalhando algo? — Kevin Lancaster, o detetive do setor de homicídios. Perguntou desconfiado, após ver a cena de seus funcionários.

—Não — Evan, rapidamente parou de mexer no cabelo de Merida e consertou sua posição a colocando ereta, cruzou seus braços esperando o que seu superior tinha pra dizer.

—Só meu momento de contemplação a vida — Kevin revirou suas íris escuras. A loira levantou seu tronco, ficando sentada e com seu olhar para seu chefe.

—Temos um assassinato novo — Lancaster, jogou a ficha que tinha em mãos no colo da garota e a mesma pegou para ler.

—A essa hora da noite? — Ela ergueu sua sobrancelha direita, ao ver o horário _ que passava tarde da noite _ em seu relógio de pulso. Estendeu sua mão para trás, deixando que seu amigo pegasse a ficha.

—Pois é. Parece que houve um tiroteio na principal….Quem topa fazer um passeio noturno? — O superior colocou suas mãos na cintura, em sua típica pose. Perguntou divertido, achou o caso um tanto curioso e precisava de seus dois melhores funcionários.

— * _

—Sabe, eu sempre adorei passeios de noite, acho muito exótico — Evan, brinca contemplando a noite estrelada. A garota apenas riu balançando a cabeça. Sempre amou o senso de humor do seu amigo, ele era um tanto que divertido.

A dupla passou pela porta e logo visualizaram vários policiais com luvas, procurando alguma evidência que pudesse desvendar o caso. Subiram apressados ao corredor, parando no final do corredor com uma única porta.

—Vejamos, o que temos aqui — Wiesman, pressionou a maçaneta do cômodo indicado na ficha, e jogou a porta para trás, visualizando todo o quarto.

Um quarto de casal simples, nada de especial a não ser pelas duas vítimas com buracos nas testas, mortas em cima do carpete escuro.

—Os vizinhos disseram que havia dois carros parados, na frente da casa… Talvez pode ter sido uma gangue ou algo do gênero. — O detetive adentra ao quarto, ele varre seus olhos pelo cômodo, antes de começar a sua procura.

—Isso não foi uma gangue. — A menor comentou, enquanto verificava o corpo feminino. — Podemos notar que, houve outra coisa a não ser o tiro na cabeça ou seja, uma única pessoa com sede de vingança — Seus colegas sempre se impressionaram com ela, a mesma era ágil em decifrar os casos.

—Detetive — Um policial interrompe o detetive, antes mesmo que ele falasse. — Encontramos isso no freezer da cozinha — Ele entregou o saco plástico transparente, que era só usado para guardar evidências. Dentro do mesmo, havia pedaços de cérebros, cérebros humanos.

O detetive olhou aquele plástico em sua frente, com uma expressão confusa e curiosa. A dupla se olhou assustado, eles sabiam o que significavam e com certeza o casal era uma das vítimas da festa 4 de julho. A expressão de Merida mudou, eles não podiam descobrir a verdade ou se nao aconteceria um apocalipse zumbi, igual dos filmes, ela precisava impedir aquilo, só não sabia como.

Notas finais
Perdoem qualquer erro, comentem, opinem, adoraria saber o que vocês estão achando!

Próximo capítulo já pronto, se gostarem posto o próximo.

Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.