Racers of Life

6 Problemas familiares


Notas iniciais
Oi pessoas!!!! Eu não ia postar hoje, só amanhã, maaaas eu recebi uma Recomendação!!! Imaginem a minha felicidade quando vi a primeira recomendação com tão poucos capítulos? Nossa, Evie Poppy!! Você sabe como fazer uma autora feliz *pausa pra Pan chora*, menina que coisa mais linda! Muito obrigada!! Esse capítulo é todo dedicado a você, flor!!! Espero que gostem!! Enjoy!

Sasuke dirigia sentindo todo o seu corpo protestar de cansaço. Já havia se arrependido de ter saído de casa assim que desligou o celular.

Paro seu carro em frente a bela mansão de Karin. A ruiva já o esperava do lado de fora e foi correndo para o lado do passageiro quando ele estacionou o carro.

Antes que a garota alcançasse a porta, Sasuke saiu e trancou o carro acionando o alarme.

Constrangida, Karin parou no meio do caminho e se voltou para Sasuke. Deu um sorriso sedutor e se aproximou ainda mais do Uchiha.

Impaciente, Sasuke cruzou os braços desejando dormir neste momento e se escorou na porta de seu carro.

– O que você quer? — pergunta sério suprimindo um bocejo.

– Precisamos conversar sobre nós. — ela responde lambendo os lábios e enrolando uma mecha do cabelo nos dedos.

– Karin, por favor... — começa Sasuke passando a mão o rosto já sem paciência.

– Sasuke, me escuta. — ela pede se colocando a centímetros dele. — Eu te perdoo pela traição, mas...

Sasuke bufa alto endireitando o corpo e crescendo pra cima de Karin.

– Não sei que ideia louca sua cabeça criou a partir de mim e você, mas nunca fomos nada. Nunca houve traição e nunca houve nós. To passando por um momento chato agora, então não me venha querendo se tornar um problema também. — despeja Sasuke de forma seca já mais que arrependido de ter atendido o telefone.

Karin dá passos involuntários para trás contorcendo a boca querendo chorar, sendo que seus olhos não produziam uma lágrima sequer.

– Você é um insensível...

Sasuke balança a cabeça inconformado e entra no carro deixando Karin falando sozinha. Sua cabeça já anda cheia demais pra ficar se preocupando com um estorvo como Karin. Saiu de casa, não somente por ela.

Sentia todo o seu mundo desabar estando fechado em casa sem saber o que fazer pra mudar toda a situação de sua vida.

Via sua mãe definhando a cada dia sem ter forças de salvá-la. Via seu pai se afundando e agindo como o bandido que era sem poder quebrar a cara dele por respeito a sua mãe. Via seu irmão sendo perseguido pelo pai para que participasse de suas transações...

E todas as veze não via solução para nada.

Tudo o que podia faze era fechar os olhos e abri-los no outro dia para viver tudo mais uma vez e desejar que o fim de semana chegue logo para que ele pudesse extravasar tudo o que o atingia.

Mas o tempo sabia ser um bom aliado, assim como um forte inimigo.

Seus olhos, involuntariamente, começaram a se nublar e seu corpo foi se entregando à exaustão. O carro foi indo mais rápido e saindo do caminho. Um som alto de buzina fez Sasuke despertar e aflito conseguiu controlar o carro antes de dar de frente com um ônibus.

Ofegante e com o coração acelerado, ele estacionou o carro na calçada e pousou a cabeça no volante. Ali ele despencou e sentiu todo o peso sobre si cair nas lágrimas, que bravamente vinha guardando durante muito tempo.

E pela primeira vez, implorou por um milagre.



***



Sakura janta com o irmão e conta sobre o exame que fez. Sasori conta sobre a noite anterior e indaga o que ela fez.

– Ah, fiquei em casa... — disse tentando parecer casual.

Sasori da um risada anasalada descrente e leva seu prato para a pia, lavando-o.

– Foi bem cômodo pra você fazer amizade com o Uzumaki, não? — pergunta o irmão de costas.

Sakura dando um sorriso amarelo coloca o prato na pia e começa a arrumar a mesa.

– Eu tomei cuidado, tá bom? Eu corri de Ferrari! — diz Sakura tentando se justificar.

– Sakura, você mal fez 19 anos... — começa Sasori, mas Sakura o interrompe já sabendo aquela ladainha de cor.

– E eu não sei as malandragens da vida... e blá blá blá... Credo Saso, eu não sou criança. — reclama enxugando os pratos lavados e levando um olhar de repreensão do ruivo. — E se alguma coisa acontecer comigo, tenho você pra me defender. — completa com um sorriso maroto.

Sasori passa a mão cheia de espuma nos cabelos de Sakura ignorando os protestos dela.

– Toma cuidado, ok? — ele pede suavizando seus olhos cansados para preocupação.

Sakura assente apertando os lábios e dando um tapa descontraído no braço do irmão.

Na hora, um barulho de vidro quebrado e a porta da sala se fechando com estrondo fazem os irmãos se olharem cúmplices e em entendimento. Na porta da cozinha aparece um homem de barba e cabelos desgrenhados. Roupas surradas e os olho verdes anuviados.

– Vai pro quarto, Sakura. — manda Sasori seriamente já fechando as mãos enquanto o cheiro de álcool os atinge.

Sakura engole em seco encarando a figura moribunda do pai. Sempre causou arrepios nela o ver naquele estado.

Tão deprimente.

Sakura deu um passo para chegar as escadas, mas o homem se desequilibra em sua próprias pernas e vai para cima de Sakura tentando se segurar em algo.

Enojado, Sasori o empurra com força para o outro lado. Mas o homem, eu seu estado de devaneio e alucinação vê isso como uma ameaça e se joga para cima de Sasori com a mesma força.

– Não! — grita Sakura vendo os dois rugirem se atracando no chão.

O cheiro podre do álcool impregnado nas roupas do pai e os gritos raivosos de Sasori, fazem Sakura se impulsionar para cima deles para separá-los até que algo pior aconteça.

Sasori soca tudo o que encontra pela frente enquanto grunhi furioso maldições e todos os palavrões possíveis. O pai rebate os socos com certa falta de pontaria, mas igualmente dolosos, e grita coisas embargadas e incompreensíveis em toda a sua alucinação.

– Por favor, parem – implora Sakura já sentindo as lágrimas virem à tona quando vê um filete de sangue descendo da lateral da boca do pai e se perdendo na vastidão de barba.

Nenhum dos dois sabe quem foi ou o que aconteceu. Mas num momento Sakura está tentando puxar o braço de Sasori e no outro ela está estatelada no chão em cima de uma das cadeiras tombadas.

– Sakura! — grita Sasori rouco dando um empurrão no velho bêbado e correndo acudir a irmã.

– Dói... — resmunga Sakura segurando o pulso com força.

– Bando de... filhos ingratos. — grita o pai de Sakura tentando se levantar do chão e caindo miseravelmente em seguida.

Sasori ignora o pai e corre ajudar a irmã caída.

– Acho que foi só uma torção. — diz preocupado avaliando o pulso de Sakura que começa a ficar roxo e inchado.

– Dói. — reclama Sakura tetando mexer a mão.

– Não mexe. — orienta Sasori pulando por cima do pai e pegando gelo na geladeira. — Vamos ao hospital.

Sakura sai na frente segurando o gelo no pulso dolorido enquanto Sasori pega as suas chaves e apaga a luz da cozinha.

– Vai deixar ele lá? — pergunta Sakura controlando o nó na garganta.

Sasori respira fundo e dá de ombros com o maxilar trincado.

Chegando ao hospital, Sakura vê a diferença gritante entre este e o hospital que foi mas cedo. Este está lotado, com as cadeiras de espera gastas, o chão encardido e pessoas reclamando pela demora.

Sasori começa a se acalmar com o tempo afagando as costas da irmã e Sakura só remói os acontecimentos.

Não deveria reclamar tendo Sasori como irmão, mas por que não podia ter uma família normal como todos?

Ela suspira e joga a cabeça para trás.

1 hora depois o gelo já virou água quente e o pulso ainda a incomoda com a dor pulsante. Sasori já está no ponto de gritar com alguém se ninguém atender a irmã. Finalmente são chamados.

– Boa Noite, Srta.... Haruno. — diz o médico idoso num tom cansado. — O que aconteceu com meu pulso?

Ele pega a mão de Sakura e começa a examinar minuciosamente.

– Eu cai – ela responde com uma careta de dor. — na cozinha.

O médico ergue os olhos caído como se pudesse lê-la e depois volta sua atenção para o braço.

– Mexa os dedos. — ele pede e Sakura, dolorosamente, o atende.

– Não temos nada quebrado. Vou somente imobilizar e você estará novinha em folha em 7 dias. Neste período não faça nenhum esforço ou movimento brusco. Entendido?

– Dirigir eu posso? — pergunta com medo da resposta.

– Não. Não vai poder movimentar o pulso direito e nem os dedos com brusquidão para não ferir ainda mais. Repouso total deste braço, hein mocinha. — diz o médico receitando uns anti-inflamatórios.

Sasori aperta o ombro de Sakura enquanto uma enfermeira enrola a faixa em torno do pulso inchado.

O celular de Sakura toca e Sasori é quem atende. No visor vê o nome de Naruto. Estranhando ele franze a sobrancelha para Sakura e atende a ligação.



***



Depois de dormir a tarde inteiro e ter certeza que sua mãe está bem, Sasuke veste sua jaqueta de couro por cima da camiseta branca e sai com o carro em direção à Port Royal. Seu humor vai melhorando a cada quilômetro rodado e um sorris já é percebido quando encontra os carros parados e os amigos festejando.

– Sasuke! Vem beber uma gelada, amigo! — diz Gaara abrindo os braços com duas garrafas em cada.

– Fala aê. — cumprimenta todos aceitando uma das garrafas.

– Sua mãe tá melhor? — pergunta Ino mordendo a ponta do dedão.

– Na medida do possível. — responde observando tudo a seu redor.

Vê Karin o encarando e virando o rosto com o nariz empinado quando ele a olha de volta. Ele bufa e volta a sua cerveja.

– A Hinata e a Sakura fizeram hoje o exame de compatibilidade. — diz Neji se aproximando do amigo e dando um tapa em seu ombro.

– Quem? — pergunta Sasuke tentando lembrar dos nomes.

– Minha irmã Hinata e a Sakura, a mecânica do Naruto. — diz Neji dando uma risadinha no final.

Sasuke para a garrafa no meio do caminho olhando sem entender para Neji. Gaara começa a rir como se lembrasse de uma piada muito engraçada.

– Você tinha que ter visto. Aquela garota de cabelo rosa tá consertando o Maserati. — Gaara comenta balançando a cabeça e dando mais um gole em sua bebida.

Sasuke dá uma fraca risada não acreditando no que ouvia. Lembra-se da garota olhando com desejo na direção dele... Não foi exatamente pra ele aquele olhar.

– TEMEE!! — grita Naruto dando um tapa nas costas de Sasuke. — Consegui mais duas pra fazer o teste. — diz orgulhoso.

– Eles já me contaram, valeu. Mas que história é essa que uma mulher tá mexendo no seu carro? — pergunta Sasuke mais bem humorado.

Naruto arregala os olhos se lembrando de algo e pega o celular.

Os amigos encaram ele curioso.

– Sakura? — pergunta alegre, mas sua expressão murcha segundos depois. — Hã... er... E aí Sasori? Tudo tranquilo? — Os amigos seguram a risada enquanto Naruto começa a corar feito um pimentão. — Posso falar com a Sakura? — ele morde o lábio e logo começa a ficar preocupado. — Acontece alguma coisa? Ela tá bem? — as risadas se cessam e Ino se aproxima de Naruto pra saber mais. — Entendo. Tudo bem, manda melhoras pra ela. Tchau.

– O que aconteceu com a Saky? — pergunta Ino tentando desvendar a expressão de Naruto.

– Ela tá no hospital, parece que machucou o pulso, mas não foi nada grave. — diz o loiro cabisbaixo guardando o celular no bolso.

– Que pena – diz Ino enlaçando o braço de seu namorado. — Gostei dela. Sorte que a Hina tá aqui, daí eu não fico sozinha, né Hina?

Hinata dá um sorriso fraco se colocando ao lado de Neji, este se mexe incomodado tentando dar distância, mas a irmã o segue.

Sasuke percebe agora a presença da garota e a cumprimenta com um aceno de cabeça.

– Hinata, né? Valeu por fazer o teste. — diz erguendo a garrafa como se fosse brindar.

– Po-por nada. — ela responde cutucando a costela de Neji imperceptivelmente.

Neji aperta os lábios desgostoso e dá um suspiro irritado.

– Hey Naruto, a Hinata queria que eu a levasse pra correr, mas não tô muito bom. Você não corre com meu carro hoje e leva ela? — pergunta entre dentes levando um cutucão mais forte na costela.

– Claro. — responde Naruto dando um sorrisão. — Vem Hinata, vamos acabar com o Gaara.

A garota sorri e acompanha o loiro até o Porsche. Ino observa tudo com um sorriso de lado.

– Vem Ino, você vai ser meu amuleto. — diz Gaara puxando a namorada para o Camaro.

– Sério? — pergunta surpresa.

– A mulher de todo mundo tá indo, por que não a minha também? — responde dando de ombros e saindo atrás de Naruto.

Dessa vez, uma garota de cabelos castanhos e saia curta se coloca no meio dos carros com um lenço branco. Ino olha para o lado e vê Hinata a encarando de volta. As duas piscam cúmplices e os carros arrancam.

Gaara sai na frente, mas logo o Porsche os ultrapassa seguido por um grito de Naruto. Na curva de volta Gaara consegue controlar melhor o carro e termina emparelhado com Naruto. Ino e Hinata piscam pela primeira vez. Suas pernas ficam bambas e seus corações explodem no peito querendo sair. As duas se encaram enquanto Naruto e Gaara discutem quem foi o vencedor, agora não há sorrisos nem piscadinhas, somente rostos pálido e bocas escancaradas.

– ISSO FOI DEMAIS! — grita Ino saindo torta do carro.

A noite foi regada de mais cerveja e corridas. Sasuke nunca riu tanto e a realidade que vive pareceu tão distante. Mas uma hora a farra acaba e a semana começa com todas as sua surpresas desagradáveis...

Sasuke estranhou muito a falta de interesse do pai em saber onde Itachi se metia e o irmão começou a comprar livros... ele nunca lê. Todos só dias, Itachi saia do serviço e chegava tarde com uma sacola cheia de livros, levando-os para a mãe. Passava por Fugaku, mas este nem lhe dava atenção.

Naquela quarta, Sasuke se sentia inquieto, estranho... como se pressentisse algo ruim... ou grande. Passou o dia todo enfurnado no escritório terminando alguns balancetes e tentando manter a cabeça longe dos homens estranhos que entravam e saiam a toda hora do prédio. Quando chega em casa, vê seu pai e Orochimaru conversando livremente sobre seus assuntos na sala de estar.

– Sasuke, onde vai? — pergunta Fugaku quando Sasuke passa reto indo para as escadas.

– Ver a mãe. — responde parado na escada.

– Venha aqui. — Fugaku manda sem olhar em sua direção.

Sasuke respira fundo e se vira lentamente encontrando o olhar sinistro e o sorriso cordial de Orochimaru em sua direção. Ele acena a cabeça por educação e olha para o pai esperando o resto.

– Como seu irmão não está interessado em...

– Também não estou interessado. — interrompe secamente.

Fugaku o olha com repreensão e dá um último gole em sua bebida.

– Você não tem escolha. — diz o pai calmamente tirando um risinho rouco de seu parceiro.

Sasuke morde o lábio inferior para não falar tudo o que se passa em sua cabeça. Sabia que esse dia chegaria, Itachi sempre foi melhor que ele para se fazer de desentendido e escapar do pai.

– Dê um tempo para ele pensar. — diz Orochimaru em sua voz rouca e sibilante. — Mostre as vantagens e o deixe ver que é um bom negócio por conta própria. Aliás, Sasuke é muito mais inteligente.

Sasuke respira fundo três vezes e fecha o punhos controlando a vontade de fazer besteira.

– Quando sua mãe morrer...

Não dá tempo de Fugaku terminar a frase. O punho de Sasuke o acerta em cheio no nariz e o pé acertaria seu peito se Orochimaru não o tivesse segurado.

– Cala essa boca! — grita Sasuke furioso tentando se desvencilhar dos braços que o seguram.

Fugaku estanca o sangramento no nariz com sua gravata e olha Sasuke fulminando-o. Itachi aparece na escada com os olhos arregalados.

– O quê tá acontecendo? — pergunta vendo o pai caído e Sasuke ofegante com o punho fechado.

Ele corre na direção do irmão e o arrasta pra longe do pai.

– Sasuke... não cai na provocação... — sussurra Itachi deixando o irmão enfurecido de costas para a sala. Vê Orochimaru pegando o braço de seu pai e o levando para fora. O olhar de Fugaku, antes de passar pela porta, estremece.

– Ele... aquele... — murmura Sasuke tentando se acalmar.

Itachi abre a boca para falar, mas uma empegada bastante assustada aparece no cômodo com o telefone no peito.

– Se-se-senhores, é a Dra. Tsunade. — diz a mulher olhando para todas as direções da sala com os olhos esbugalhados.

– Obrigado, Mita. — agradece Itachi pegando o telefone e sem tirar os olhos de Sasuke. — Dra.?

Sasuke sente um peso sair de si quando a raiva vai passando. Ele olha para Itachi e vê os olhos do irmão aumentando e se enchendo de lágrimas. Sasuke o olha preocupado pedindo uma resposta com o olhar, mas Itachi levanta uma mão o calando.

– Tem certeza? — pergunta com a voz embragada e dá um sorriso com a resposta da Dra. — Obrigado.

Ele desliga o telefone e Sasuke percebe os dedos trêmulos do irmão.

– Fala logo. — pede Sasuke aflito.

Itachi fecha os olhos com força e respira fundo. Olha para Sasuke dando seu mais bonito sorriso.

– Eles acharam. Acharam alguém compatível.

Notas finais
Quem será?? Quem será?? É claro que é a Saky!! Eu não vou fazer suspense pq é meio óbvio... hehehehe Falando nela, tadinha né? machucou o braço por causa do pai bêbado :( e o Sasuke quase sofrendo um acidente???? Tomara que um alivie a vida do outro quando ficarem juntos né? Hinatinha atacando!! ahahahaha coitado do Neji!!! falando em Neji, vai rolar um NejiTen, oq acham? Já a tenho na cabeça hahahaha e um ShikaTema? Topam? Bom, até mais então ;)