Racers of Life
30 Primeira vez
Notas iniciais
A música boa, o copo na mão e as pessoas agitadas contribuem para os planos de Itachi.
Um DJ anima a festa e ele aproveita dançando coladinho a sua Pimentinha. Já tinham perdido as contas de quantos copos foram virados, de quantas bebidas misturaram e de quantos beijos quase foram roubados.
– Você é muito abusado, Uchiha – Manu grita toda embolada bebendo mais um pouco sem deixar de se balançar com a música.
Itachi sorri de lado grudando mais a ela e descendo a mão livre pela cintura dela até perto do quadril e subindo novamente coordenando o ritmo da música com seu corpo.
– Você ainda me mata, pimenta... — ela sussurra no ouvido dela.
A garota dá um risadinha e se vira descendo até o chão e voltando sem perder o contato com ele.
Itachi abre a boca apertando o copo na mão sem tirar os olhos dela.
– Não sei se merece – ela diz debochada virando o resto da bebida e pegando o copo dele.
Itachi a enlaça de novo colando as testas e ela começa a rir embriagada.
– Não brinca... — ele respira em seu rosto e o cheiro da cerveja a atiça.
Ela coloca o copo na boca se afastando um pouco e bebe um gole pequeno. Sem cerimônia, ela o puxa pela nuca e despeja a bebida na boca dele. Ele engole sofrego tentando aproveitar a oportunidade, mas ela se desvencilha rápido e corre pro meio do povo.
Itachi ergue a cabeça no mar de gente atrás dela e vê Shisui sem camisa sendo levantado e passado de mão em mão enquanto gira a camisa nas mãos.
Ele já está tonto por causa da bebida e o quase beijo o deixou ainda mais fora de si. As pessoas dançam, pulam, se agarram, cantam, bebem, gritam, apertam...
A música explode ainda mais e todos começam a pular.
– PIMENTA... PIMENTINHA!!! — Itachi grita e é embalado na balbúrdia do lugar.
– … àgua!! — Itachi consegue ouvir a voz dela depois de um tempão rodando sem rumo naquela lugar — Moço, dá água!
Ele a vê com as mãos estendidas na direção de um segurança que a ignoro com louvor.
– Manu! — Itachi a segura pelo braço puxando-a pra longe do ármario – Vem curti comigo...
– Amor – ela diz manhosa – Traz a garrafa d'água!
– Hein? — ele grita sem entender!
– Água! Traz água, amor!
Itachi não raciocina direito, mas ser chamado de amor ele entende.
– Que água, o quê? — Itachi a abraça pelo ombro e levanta o copo, Manu sorri abrindo a boca e Itachi despeja o líquido alcoólico.
Os dois pulam juntos se divertindo e pedindo mais bebida. Shisui aparece depois de um tempo todo arranhado no peito e abraço os dois pulando juntos.
Umas garotas aparecem para se juntar ao trio e Manu quase avança em uma. Itachi não sabe se ela iria bater ou agarrar a menina, mas a parou mesmo assim e tentou beijá-la, novamente sem sucesso.
Shisui agarra a outra garota e a beija sem pudor algum, deixando Itachi maluco de frustração.
A sua frente, Manu pula de costas para ele e com as mãos para cima seguindo o DJ que anima o pessoal.
Sem pensar, ele a gira e captura a boca dela. Ela tenta se desvencilhar, mas a mão em sua nuca não deixa escapatória.
O joguinho acabou.
***
Mikoto se deita assim que Sakura sai de seu quarto. Sorri sozinha feliz por seus meninos estarem vivenciando um sentimento tão bom...
Com um suspiro, ela tira uma fotografia da gaveta do criado-mudo e uma lágrima solitária some em seu travesseiro.
Uma família aparentemente perfeita. O homem em pé, com a mão no ombro da esposa que está sentada com o filho menor no colo e o maior em seu lado sorrindo timidamente para a câmera. Todos em roupas sociais e perfeitamente alinhados.
Um sentimento antigo e doloroso pesa em seu peito e o rosto de Fugaku, sempre sério e austero, prende toda a sua atenção.
Desde que adoeceu não dormem mais no mesmo quarto, e consegue contar quantas vezes o viu desde então.
Ela engole o bolo em sua garganta. Só queria uma família feliz, não precisava ser perfeita. Só feliz.
Não pode reclamar de seus filhos em momento algum, eles foram a força que lhe faltou quando descobriu a doença e mais ainda quando soube a dificuldade de conseguir um doador.
Mas, Fugaku...
Nunca soube o que sentia por ele.
Há muito tempo foi tratado que se casariam para reerguer a empresa da família dele juntando com a sua. Aprendeu a conviver com o jeito difícil dele e até se acostumou com as suas manias.
Amor? Não, isso não tinha. Respeito? Teve, não mais.
Parou de reclamar da vida depois de um tempo, até conseguiu se conformar em perder aquele que amava par sempre quando soube de seu casamento com outra. Teve os dois meninos e decidiu que aquela não seria uma má vida, até que a ganancia o modificou e o transformou no monstro que é hoje.
Droga, armas, e não sabe mais o que ele já se meteu ambicionando mais dinheiro e destruindo o lar deles.
Ela sofreu. Sofreu demais vendo todos aqueles homens estranhos e mal encarados entrarem na sua casa e teve medo de que seus filhos fossem atingidos.
Seu olhos brilham tristes ao ver o pequeno menino em seu colo, olhando sério para a câmera.
As palavras dele quando foi até o hospital vê-la ainda ecoam por sua mente.
“ – Eu vou destruir tudo. Vou acabar com esse negócio nojento dele.
– Filho, por favor... não mexa com isso. Eu imploro.
– Confie em mim, mãe.”
Quando seu menininho virou aquele homem? Tão confiante, tão decidido e, sobretudo, tão maduro.
Com um sorriso triste, ela guarda a foto e tenta relaxa o corpo para se entregar ao sono.
***
“(…)
– Você quer? — ele pergunta num tom rouco irresistível.
Sakura arqueja quando os beijos retornam para seu pescoço.
– Sim.”
Isso soou como música nos ouvidos de Sasuke, e com um sorriso ele começa a saborear a pele dela.
Seu lábios passam pelo pescoço, a clavícula, o início dos seios e volta novamente para o pescoço.
Ele sente as mãos dela se mexendo em seus cabelos, costas, voltando ao lençol sem saber exatamente o que fazer, e o corpo dela está um pouco trêmulo embaixo do seu.
Ela está nervosa, inquieta. Não poderia deixá-la desistir. Não agora que ele não suportaria...
Sakura respira rápido sentindo aquelas carícias abusadas e tentando relaxar pra aplacar a timidez. Está gostoso, mas a vergonha é maior e seu corpo treme de nervosismo, timidez e excitação.
Essa é a primeira vez de Sakura.
Essa é a primeira vez de Sasuke... com uma virgem.
Ele sabe que terá que fazê-la relaxar, curtir o momento. Fazer de tudo para que seja uma experiência boa... pra que venham mais depois.
A respiração entrecortada dela o deixa maluco, mas precisa se refrear e se lembrar de como fazer uma mulher relaxar e se entregar.
Ele levanta o dorso a olhando nos olhos enquanto puxa na memória quando precisou ser carinhos pra conseguir o queria, mas ao olhar naqueles olhos brilhantes com uma pontada de medo ele esqueceu tudo e todas. Um sorriso se fez em seu rosto e ela correspondeu timidamente.
Sasuke tira uma das mãos do corpo dela e entrelaça seus dedos nos dela. Sakura morde o lábio olhando para todos os lados, constrangida.
– Sakura – ele assopra perto de seu rosto, os olhos se encontram novamente.
Nada mais é dito, a boca dela é beijada de forma calma e as mãos continuam entrelaçadas.
Sakura sente seu corpo relaxando e o dele solta mais o peso em cima dela.
“Fala alguma coisa...” ele pensa vendo que não sabe o que vai poder fazer depois.
Não que ele não saiba o que fazer, mas tudo o que passa por sua cabeça iria decididamente assustá-la.
Ele desliza a boca para seu pescoço novamente e sente seu cheiro.
Cheirosa.
– Cheirosa.
Sakura arrepia, dando uma arfada. A língua dele desenha círculos na pele dela, deixando quente.
Ele levanta o dorso novamente beijando o rosto dela.
Macia.
– Você... é macia.
– Sasuke... — Sakura deixa escapar sentindo a respiração quente dele passar por seu rosto analisando tudo.
Ele coloca as pernas em cada lado dela e sustenta seu peso nelas, deixando a mão livre percorrer pela lateral do corpo dela, chegando até a coxa.
Ele a aperta e sobe a mão até a barra da blusa dela, despindo-a. Sakura tenta passar o braço livre por cima dos seios mas ele faz que “não” com a cabeça. Ela respira fundo se entregando e sentindo o rosto queimar.
Os olhos dele passam pelo dorso nu. Gosta do sutiã simples, e do que ele esconde, a pela branca, os seios redondos...
Gostosa.
Sasuke sorri de lado passando a mão livre pelo decote e descendo até a barriga e sentindo o corpo dela dar mais uma tremida.
– Linda.
Sakura sorri sem mostrar os dentes e passa a mão timidamente na barra da camisa dele. Sasuke sorri mais abertamente soltando as mãos entrelaçadas e tirando a camisa pela parte de trás do colarinho.
Sakura o olha umedecendo os lábios. O corpo bem definido dele e afeta e ele consegue perceber isso.
– Me toca, Sakura. — ele pede pegando a mão dela e colocando em seu peito.
Sakura engole mexendo os dedos timidamente. Sasuke se deita novamente certo de que pode ser mais ousado.
A pega num beijo mais intenso e começa a massageá-la na barriga e subir as mãos ao mesmo tempo em que ela vai ficando mais desinibida em tocá-lo. A mão dele chega até a base dos seios e logo ele a passa por baixo do sutiã e aperta o seio direito numa massagem.
Sakura solta um gemido mudo se livrando da boca dele e olhando para a parede.
Sasuke aproveita e beija seu pescoço sem tirar a mão no lugar.
Muitas coisas passam pela cabeça dos dois, nessa troca de intimidade.
Sakura tenta relaxar e aproveitar aquela experiencia nova. Está com medo, com vergonha, mas queria sentir, queria fazer... e com ele.
Sasuke luta com todas as suas vontades e desejos provando tudo da forma mais lenta e mais carinhosa possível. Era a primeira vez que fazia isso, assim tão doador de prazer. Mas, estranhamente, está gostando mais dessas preliminares... ainda mais sendo com ela.
O sutiã se solta sem que Sakura tenha percebido e seu peito nu toca com o dele trazendo uma sensação gostosa. Sasuke desabotoa a própria bermuda sem que ela perceba e se deita de corpo inteiro em cima dela.
Sua ereção a faz respirar mais forte quando se encontra com a sua intimidade salva pela calça.
Sasuke volta a atenção para a boca dela e começa a fazer movimentos quase imperceptíveis com seu quadril em atrito com o dela. Sakura sente e arfa sentindo o corpo tremer, agora em antecipação.
– Vai ser bom – ele ronrona no ouvido dela chegando as mãos no cós da calça dela.
– Vai? — ela pergunta num sussurro distante não conseguindo parar de respirar pela boca.
A resposta dele vem quando o botão se abre e o ziper desliza junto com seu dedo para baixo. As pernas dela se fecham na mesma hora num gesto de proteção e timidez, mas ele não repele. Aumenta a intensidade dos beijos e tenta afastar a calça justa daquelas coxas que ele sempre quis sentir a seu toque.
Surpreendemente, ele sente a mão dela o ajudando e logo se livram da calça que cai num baque surdo no chão.
Sasuke não quer deixá-la mais constrangida, mas sua vontade de olhá-la por inteiro grita em sal mente.
Respirando fundo, ele esconde a cabeça em seu pescoço sentindo aquele cheiro que começa a deixá-lo hipnotizado e só percebe o que está fazendo quando escuto o gemido e as pernas se mexerem num espasmo.
Ele arregala um pouco os olhos quando sente-a úmida.
“Droga, rápido demais!” Ele pensa erguendo a cabeça sem tirar a mão.
Ele a vê mordendo o lábio inferior com força e as bochechas extremamente vermelhas.
– Me morde – ele pede mais tranquilo com um sorriso sacana.
Sakura o abraça e morde o lábio inferior dele, como fez no carro uma vez. Ele gosta.
Continua estimulando-a sentindo ela se entregar cada vez mais. O corpo treme ainda, mas ela está disposta a chegar até o fim.
O peito que sobe e desce rapidamente, o toca nesses intervalos e Sasuke sente uma coisa tão diferente e tão excitante. Mais alguma coisa passa na cabeça dele, mas ele não sabe ainda do que se trata. Só sabe que aquela garota está levando à um lugar que ele nunca foi, a um estágio do prazer que ele achou que não fosse possível sendo tão vagaroso.
O beijo afoito se torna dificil de ser acompanhado enquanto ele aperta um seio e a acaricia intimamente com a outra mão.
O coração de Sakura dispara quando sente a mão que a aperta descer e sumir e quando a mão que a acaricia deixar sua intimidade e começar a descer sua calcinha.
Sasuke sente a mudança na tensão do corpo dela. Agora era a hora em que ela deveria ficar mais relaxada. Não queria machucá-la. Queria que ela sentisse prazer também, tanto quanto ele iria sentir.
A sua cueca é removida e a calcinha dela está na metade das coxas.
– Relaxa – ele sussurra em seu ouvido lambendo o lóbulo – Vai ser gostos, confia em mim?
Sakura geme novamente sentindo um dedo penetrá-la e seu corpo espasma novamente.
– Confio. — solta num suspiro agonizante.
Sasuke sorri em seu pescoço e retira a calcinha dela. No processo a olha por inteiro e delira com a imagem tão inocente e tímida. Sakura também o olha e seus dedos se mexem inquietos diante da visão.
Sasuke não esconde o desejo que sente ao vê-la e precisa se controlar para não começar do jeito que gostaria. Ele se coloca entre as pernas dela, sem deixar de acariciá-la e olhar nos olhos dela.
Ele passa a língua pelos lábios sentindo-a tão molhada e se deita grudando seus corpos.
Estrategicamente, ele coloca seu membro perto da entrada dela e começa a beijá-la e tocá-la fazendo os movimentos de vai e vem sem penetrá-la.
Sakura aperta os joelhos aos lados dele e passa as mãos pelas costas dele se entregando ao beijo e aquele desejo que a assoma.
O beijo vai se tornando lento e ele desce uma mão para encaminhar seu membro até a entrada.
Sakura interrompe o beijo sentindo-o entrar. Ela abafa um grito apertando bem os lábios. Sasuke sente o corpo dela travar e olha para seu rosto fazendo de tudo para não se mexer. Coisa quase impossível para ele.
Mas ele para ao ver a dor no rosto dela. Sente-se extasiado, quer continuar, não iria conseguir segurar se continuasse naquele meio termo e ela estando tão apertada.
Sua boca encontra a dela e aos poucos ela vai cedendo ao beijo.
El vai se enfiando aos poucos e sentindo-a apertada... muito apertada. Ele arf junto quando chega até o fim e para por um momento para não machucá-la.
– Tudo bem? — pergunta entre dentes olhando nos olhos.
– Dói – ela diz fechando os olhos um pouco.
– Vai passar – ela diz mais pra si expirando fundo e tentando não acabar com tudo cedo demais.
Um tempo curto depois, ele sente o quadril dela se movimentar lentamente. Ele solta o ar preso e a olha nos olhos. Os verdes brilham em um pedido pra que ele continue, e sem dizer nada ele a atende.
O movimento de vai e vem é lento e bem aproveitado. Os beijos descem pelo pescoço e vão até o seio dela. Aos poucos ele deixa o antigo Sasuke tomar conta e vai aumentando o ritmo e saboreando-a.
Os gemidos de prazer o fazem ficar maluco e quase se esquece de onde estão.
Rapidamente captura os lábios dela, calando-os num beijo sem perder o moimento de entra e sai.
– Shhhh – ele assopra em seus lábio – Minha mãe vai ouvir.
Sakura arregala os olhos apavorada e ele se diverte aumentando o ritmo novamente.
– Fala o meu nome – ele pede fechando os olhos e subindo o troco.
– Sa-sasuke – ela geme com a voz falha.
Ele aperta os lábios voltando seu olhar para ela. O movimento vai aumentando.
– Fala...
– Sasuke.
– Sakura – ele arfa apertando a coxa dela e colocando o o outro braço como apoio ao lado da cabeça dela.
Sasuke sobe a coxa dela aumentando as estocadas e Sakura aperta os lábios para não gemer. O suor desliza pela testa dele e pinga no dorso dela.
Ele sente que vai chegar lá. Mas sente que vem forte e uma uma sensação muito maior o toma quando goza dentro dela.
Ele sai de dentro dela e vê o sangue misturado com seu líquido. Sorri orgulhoso e olha para ela.
Os dois se fitam ofegantes por um momento, se deliciando com o brilho que compartilham nos olhos.
Sakura o olha com um sorriso contido e ele a beija, encantado com sua inocência.
– Foi bom pra você? — ele pergunta ofegante.
– Dói... um pouco. — ela diz tímida cruzando as pernas com vergonha.
– Na próxima vai ser mais gostoso. Foi uma delícia pra mim. — ele diz deixando um beijo na testa e se levantando em seguida. — Banho?
Sakura assente dando a mão para ele e sobressaltando quando ele a puxa pela cintura grudando os corpos novamente. O beijo é apaixonado e suado, ela sente as pernas bambearem mais do que já estão.
As mãos safadas descem para as nádegas dela e abruptamente ele pára se lembrando de algo.
– Me fala que você toma remédio.
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