Notas iniciais
Oi pessoas!! Esse capítulo... é o começo de tudo! hummmm.... Super dedicado á uma leitora mega fofa que fez uma recomendação maravilhosa *--* Haru Chan!!!! Você é que é um amor *--* Amoooo seus reviews e vc não sabe como me deixou feliz com suas palavras flor *--* Obrigada de coração!!!! Espero que goste ;) Enjoy!

Sakura



Sasuke foi embora e eu sabia o que viria agora...

– Senta.

Sasori diz seco olhando para o chão. Acho que nunca senti tanto medo na minha vida. Sério!

Eu me sento dura na poltrona perto dele e logo meu tique de apertar as mãos mostra o quanto estou nervosa. Meu irmão e eu sempre nos demos muito bem e eu sempre pude contar com ele pra qualquer coisa, desde que isso não envolvesse “problemas femininos”.

Respirei fundo. Sabia que ele estava escolhendo as melhores palavras pra me dar aquele fumo...

– Desde quando? – ele pergunta erguendo os olhos para mim. Me surpreendi.

– Faz umas 3 semanas. – quase que minha voz não sai.

Meu rosto esquenta e minhas mãos começam a suar. Queria que ele estive aqui. Rola a aliança pelo meu dedo sem olhar para ele. Eu sei que ele está chateado, só pelo suspiro que ele deixou escapar.

– Não precisava ter me escondido.

– Você não ia deixar. – respondo na mesma hora.

Outro suspiro.

Eu me sinto mal de ter que esconder algumas coisas do Saso, mas ele não facilita! Eu entendo que ele quer me proteger de algo que só ele vê, mas eu cresci e um dia isso ia acabar acontecendo, não concordam?

– Sakura... – ele aperta entre os olhos sem me olhar. – Tem mais alguma coisa que preciso saber?

Me corpo petrifica e ele me olha chateado sabendo bem que sim.

Sinto um tremor passar por minha coluna e um nó na garganta.

– Sakura?

Droga! Eu não devia ter ido vê-la! Eu deveria ter dito antes para ele, agora ele vai me odiar!

– Sakura?

O tom dele se eleva mais e eu começo a tremer. Odeio essas situações.

– Tem... mais uma coisa. – digo temerosa e sinto meus olhos se encheram de lágrimas. Meu peito aperta.

– Não precisa chorar, eu não vou brigar com você. – ele diz controlado, mas sei que ele vai ficar maluco.

Dou uma fungada tentando adiar aquele momento, mas ele me espera paciente.

Um desespero se apodera de mim. Eu amo demais meu irmão, me sinto um lixo por ter agido pelas costas dele depois de tudo o que ele fez por mim.

– Eu... eu... – as palavras não saem. Respiro fundo secando o rosto e ele me olha impassível – Me encontrei com a mãe.

Ele se levanta na mesma hora me encarando incrédulo. Não seguro mais e soluço de culpa.

Vejo que ele se controla demais para não gritar comigo. Sasori anda de uma lado para o outro fechando e abrindo as mãos para se acalmara e puxando o cabelo às vezes.

– Quando?

– Umas duas semanas. – respondo depois de um tempo só soluçando.

Ele nem me olha. Droga!

Muito tempo se passa. Nada é dito. Parei de chorar, mas ainda me sinto muito mal pelo que fiz com ele.

Sasori se senta e me olha com as mãos juntas.

Ele parece calmo, pensativo...

– Sakura, me conta tudo. Tudo o que ela disse.

Eu senti um alívio tão grande por ver que ele não vai brigar comigo. Contei tudo, não escondi nenhum detalhe e ele me escutava com atenção. Ele parecia avaliar todas as minhas palavras e não me interrompeu uma única vez.

Seus olhos estavam tristes no início, mas depois ficaram meio surpresos...

– Ela não disse onde está? — ele pergunta desconfiado. Só balanço a cabeça negativamente. Ele respira fundo e me olha sério – Me escuta Sá, não vá se encontrar com ela, deixa que eu resolvo isso, mas nunca mais, escuta bem, nunca mais se aproxime dela.

Eu entendo que o tato guardou mágoa de nossa mãe por tudo o que ela nos fez passar, mas acho um pouco de exagero essa atitude dele. Mas se for pra eu escolher entre os dois, eu escolho meu irmão sem dúvidas, por isso eu aceito.

– Tudo bem.

Sasori encara as mãos balançando a cabeça pensativo. Soltando toda a respiração ele sai da sala e vai dormir sem me desejar boa noite.

Abraço a almofada da sala e afundo minha cara nela pra dar um grito entalado na minha garganta.

O arrependimento é enorme, mas eu agora iria concertar tudo. Não veria mais minha mãe e deixaria minhas perguntas para mim mesma.

Agora tenho Sasuke para ficar na minha cabeça, e é pensando assim que consigo pegar no sono.



***



Naruto, Sasuke, Shikamaru e Neji já estão preparados na garagem do hospital esperando Gaara sair. Finalmente o ruivo conseguiu sua alta e os amigos o aguardam ansiosos.

A casa de Naruto já estava preparada para a festa de boas vindas, e Port Royal iria esperar hoje, pois a comemoração iria durar o fim de semana inteiro.

– Naruto, nada de comentários desnecessários – Sasuke alerta o amigo quando as postas do hospital se abrem e Gaara, Ino e os pais do garoto saem.

Gaara está em uma cadeira de rodas motorizada e Io segue ao lado dele com um sorriso iluminado na direção dos amigos.

– Eita teme, Tá me estranhando? Eu sou uma pessoa muito... Gaara! Você pode quase morrer, mas não larga as 4 rodas!

– Idiota! — Neji dá um tapa na cabeça de Naruto e Gaara solta uma sonora gargalhada.

– Querido, vamos para casa, por favor não se esforce e volte cedo. — A mãe de Gaara pede dando um beijo na testa do filho e saindo como marido.

Sasuke, Neji e Shikamaru ficam sem graça sem saber o que falar para o amigo, Gaara repara isso e finge atropelar eles com a cadeira.

– Eu juro que se eu ver essa cara de enterro de novo... — Ele acelera a cadeira tirando risadas dos amigos.

Ino balança a cabeça abraçando os braços por causa do vento frio e olha ao redor.

– Não veio nenhuma menina? — ela pergunta.

– Temari está trabalhando- Shikamaru diz dando um abraço torto em Gaara.

– Sakura tem um compromisso, mas mais tarde ela vai pra lá. — Sasuke diz depois de cumprimentar o amigo também.

Naruto e Neji se olham por um momento e Naruto sorri abertamente deixando Neji carrancudo.

– A Hina já tá em casa... Dormiu lá sabe...

– Desnecessário. — Neji resmunga e Gaara ri com gosto.

– Senti falta disso. — o ruivo diz abrindo os braços e sentindo o vento da manhã batendo em seu corpo.

Ino conduz a cadeira enquanto ele fecha os olhos desfrutando da quase sensação de velocidade.

Sasuke lança um olhar cheio de significado para Shikamaru. O Nara aperta os lábio triste pelo amigo que não vai mais poder dirigir e suspira.

– O que temos pra hoje? — Gaara pergunta perto do carro da mãe de Naruto, uma caminhonete espaçosa para guardar a cadeira.

Os amigos se entreolham quando percebem que um deles terá que pegar Gaara no colo.

– Isso é muito estranho. — Naruto diz por fim depois de perder no dois ou um.

– Cala a boca, loiro maluco. Cuidado com essa mão! — Gaara resmunga nos braços do amigo enquanto os outros ajeitam a cadeira atrás da caminhonete rindo.

– Naruto, cuidado! — Ino esbraveja em tirar os olhos cuidadosos do amado.

– Ele é pesado! Por que ninguém me ajudou? — Naruto fala indignado olhando os amigos com sorrisinhos cínicos.

Depois de sentado e com o cinto devidamente colocado, Gaara recebe um beijo de Ino e Naruto vai em direção a sua casa.

– Nossa Gaara, você tem que ver o som que eu comprei pro meu bebê! Coisa linda! — Naruto tagarela e Shikamaru, à seu lado, faz de tudo para avisar o loiro de que não é pra falar sobre o carro ou qualquer coisa que lembre o racha, mas ao olhar para trás, vê Gaara maravilhado escutando tudo e comentando sobre com muito entusiasmo.

Ino observa a preocupação dos amigos de seu amado com um sorriso agradecido e faz uma nota mental para ter uma conversa séria com Neji, Shikamaru e Sasuke mais tarde. Por incrivel que pareça eles tinham algo para aprender com Naruto. Tudo o que Gaara precisa é se sentir incluído, e o jeito espontâneo e inocente de Naruto colabora com isso. Ela sabe que é normal as pessoas s sentirem receosas, mas não entendem que isso não passa despercebido pela vítima.



***



– Sasuke! Como você está lindo!

Sasuke se assusta ao ver um furacão vermelho surgir do nada e apertar suas bochechas.

– Oi Kushina – diz o moreno quando a sorridente mulher o abraça.

– Oi meu querido, como está? E sua mãe?

– Estamos ótimos, obrigado – ele diz educado vendo Minato sair com as chaves do carro na mão.

– Olá Sasuke, como está? — o pai de Naruto o cumprimenta levando apenas uma aceno de cabeça de Sasuke.

– Sasuke, vamos dar uma saidinha, por favor não deixe o Naruto chegar perto da churrasqueira. — Kushina diz séria e Sasuke ri contido vendo o casal sair.

Sempre acho a família de Naruto muito bonita, um exemplo invejável. Ele deixa um suspiro escapar e olha para o celular confirmando as horas ao ver Naruto chegando com a caminhonete.

Uma mensagem de Sakura chama a sua atenção.

Não precisa mais ir me buscar, vou fazer almoço pro Sasori e já subo aí.”

Sasuke estranha o fato dela não ter ido ver mãe, mas decide que perguntaria isso mais tarde, depois de ver Ino berrando e Naruto passando como um raio empurrando um Gaara gargalhando.

– LÁ VEM O GAARA, DESCENDO O MORRO DA VÓ KUSHINA. TACA-LHE PAU NESTE CARRINHO GAARA!! TACA-LHE PAU....

– Idiotaaaa!!!! — Shikamaru passa correndo também.

Sasuke balança a cabeça correndo na direção deles e torcendo pra que não seja Naruto o próximo a perder o movimento das pernas depois de ver a fúria de Ino atrás dele.



***



Sakura cozinha com uma agitação estranha. Ela tem a impressão de esar sendo observada, mas toda vez que olha para fora se depara com nada mais do que as ruas arborizadas e vazias.

Ela espanta os pensamentos esquisitos balançando a cabeça.

– Sakura? — Sasori entra na cozinha pegando as chaves do carro – Recebi uma ligação de um cara precisando de ajuda na rodovia, eu volto em meia hora.

– Tá, quer ajuda? — ela pergunta solícita enxugando as mãos no guardanapo.

– Acho que não, já volto.

Sai apressado e Sakura volta sua atenção para o caldo na panela. Ela apaga o fogo e começa a arrumar a mesa para comer sozinha e sair para a casa de Naruto logo, quando aquele sensação esquisita a toma novamente.

Ela olha mais uma vez para fora e agora ela vê alguém.

Uma mulher loira a olha do outro lado da rua segurando um casaco no colo.

Os olhos de Sakura se arregalam ao reconhecer a mulher que a encara fixamente.

Mebuki Haruno.

A garota não sabe o que fazer, não poderia mais fingir que não tinha visto, sendo que seus olhos não desviavam de surpresa.

Mebuki olha para os lados atravessando a rua.

O corpo de Sakura fica sem reação ao escutar a campainha tocando. Não sabe o que fazer, o que dizer.

A campainha toca novamente.

Ela segura a pulseira que Sasuke lhe deu e pensa muito ates de agir.

Respirando profundamente ela começa a andar em direção a sala.

– Droga – murmura baixinho parando em frente a porta.

O coração dispara anormalmente e seus pêlos do braço se arrepiam sem motivo algum. Ela tenta se acalmar e abre a porta já treinando uma desculpa por não ter ido no encontro.

– Oi filha. — a voz de Mebuki sai suave num sorriso estranho quando a porta se abre.

Sakura abre a boca para responder mas se surpreende quando um homem aparece a sua frente de repente e coloca um pano com cheiro forte e úmido em tapando sua boca e nariz.

Não consegue gritar e tudo o que vê antes de desmaiar é o sorriso da mãe se alargando mais.

Notas finais
Bom... prefiro não comentar kkkk Me deixem mil reviews xingando a Mebuki!!!!! Pausa para recomendação da Pan!!! Pessoas, não é por nada não, mas vocês são obrigadas a ler A Bruxa da Noite!! SasuSaku divoso demais da Nihal (pra quem não sabe a Nihal é a Manu... a pimentinha!!!!) Leiam!!! http://fanfiction.com.br/historia/622527/A_Bruxa_da_Noite/ Bom até sexta ;) Que tio Kishi não trolle agnt no Gaiden hihihih bjoooos