P.O.V. Mike

Ouvi aquela risadinha que eu NÃO SUPORTO.

—Argh...-murmurei, irritado.

Eu odeeeeio esse emprego.

Trabalho como vigia noturno na Human! Freddy 'n' Friends's Pizzeria. Aqui, Chica, Bonnie, Freddy e Foxy são humanos. Como se não bastasse, o irritante do Puppet, também humano, e o pé no saco do Balloon Bitch estão aqui para fazerem meu trabalho ainda pior.

E o Ballon Bosta estava com aquela risadinha de merda do meu lado.

Eu vou pegar aquele balão e enfiar dentro da boca dele.

—MIKEY!-Jeremy me chamou a atenção quando agarrei Balloon Bastard pelo pescoço.

Bufei e larguei o robô no chão.

—Você tem que ser bonzinho com eles-Jeremy falou.

Ele é tipo...a inocencia em pessoa. Parece uma criancinha.

—Até com o Balloon Bagulho?-perguntei.

—MIKEY!-Jeremy disse com uma irritação forçada.

Ele também não gosta daquele robôzinho que já xinguei o bastante por um dia. O loiro estava segurando o riso. Por um momento, franziu a testa.

—Sinto que estou esquecendo de algo...-murmurou.

Por alguns segundos, até Balloon Besta ficou em silêncio.

—Está tão quieto...-ele comentou.

Arregalei os olhos e Jeremy e eu olhamos um para o outro.

—A CAIXA DE MÚSICA!-gritamos ao mesmo tempo.

Puppet apareceu.

—Hey, gente. Por que pararam a música? Eu estava dormindo-ele reclamou.

—Oi-Balloon Boy disse

—Hey!-Puppet cumprimentou.

Só para a sua informação, a única coisa que esse bosta sabe fazer é ficar me lembrando da droga da caixinha de música a cada dois minutos.

—Desculpe-Jeremy disse-Eu estava separando o Mike do BB e esqueci.

Puppet pareceu não entender. Balloon Boy olhou Jeremy. Eu revirei os olhos.

—Que foi?-perguntou.

—Você é inocente demais, cara. Eu estava tentando estrangular o Balloon Bobo e Jeremy me afastou dele-expliquei melhor.

Então percebi algo estranho. As cordas do Puppet estavam no chão. Mas elas ficam meio esticadas quando ele está na minha sala, porque fica longe da caixa de música.

—Puppet, por que suas cordas estão assim?-perguntei.

Ele franziu a testa e arregalou os olhos ao vê-las no chão.

—O quê? Parece que as cortaram...-seu tom era baixo.

—Hã...Mikey...-Jeremy chamou, puxando a manga da minha camisa.

Virei-me para ele e o vi encarando o sistema de câmeras no celular. Segui seu olhar e arregalei os olhos.

—Puppet...-chamei.

O garoto olhou para a câmera e deu um grito.

—MINHA CAIXINHA DE MÚSICA SUMIU!-gritou.

—SHHH!-olhei ao redor.

Todos se calaram, me olhando sem entender. Pensei ter ouvido passos, mas deve ter sido...

Ouvi de novo!

Os outros pareceram ter percebido isso também.

—São cinco e meia-disse Jeremy em voz baixa-Deve ser algum dos funcionários diurnos limpando as coisas.

Peguei o celular e olhei para a Sala de Lanches. Realmente, tinha alguém limpando. Usei as luzes para ver melhor o que estava acontecendo.

—Tem uma sombra no canto da tela-falei.

De repente, o som de um tiro. O cara que limpava uma mesa caiu no chão, que logo ficou manchado de sangue. Com o susto, larguei o celular no chão.

Levantei-me da cadeira e corri até a porta, pegando um taco de baseball. Jeremy foi atrás de mim.

—Você não pode ir sozinho!-ele exclamou.

Segurei sua mão.

—Que seja. Só não saia de perto de mim-falei, em um tom de ordem.

—Qual é o plano?

—Vou chegar por trás, bater em seja lá quem for com esse taco. Enquanto ele estiver atordoado, pego a arma dele, aponto-a para ele, fazendo-o ficar quietinho. Você liga para a polícia e pronto.

Mas, quando chegamos lá, não havia ninguém além do cara morto. Jeremy emitiu um som parecido com o de um gato sendo estrangulado.

—Calma-falei.

—Será que o assassino roubou minha caixinha de música?-perguntou Puppet, que simplesmente apareceu ali.

Tampei a boca de Jeremy antes que ele gritasse.

—Nada de sons altos. Talvez ele ainda esteja aqui-eu disse.

Puppet e o loiro se calaram. Caminhamos em silêncio dali até a saída. Não havia ninguém em lugar nenhum. Soltei o ar que prendia Jeremy segurou minha mão com menos força, o que é ótimo, porque ela já estava formigando.

Então, senti algo em meu ombro.

—Puppet...-comecei-Você está com a mão no meu ombro?

—Não...-ele respondeu.

—Jeremy...

—Mikey...-pelo seu tom, vi que estava assustado.

Soltei a mão do loiro e segurei o taco com as duas mãos. Em um movimento rápido, girei o corpo e teria dado uma porrada boa na cabeça do sujeito atrás de mim, se este não pulasse para trás.

—Cara, o que eu te fiz?-disse uma voz.

Olhei o robô. Era o Golden Freddy humano.

—Ah, é você. Pensei que fosse o assassino-voltei a segurar o taco com a mão direita e o abaixei.

—Assassino?-ele ergueu as sobrancelhas.

—Alguém matou um cara que estava limpando as mesas-Jeremy explicou.

—E roubaram minha caixinha de música!-Puppet reclamou.

—Mas como entrariam aqui? O cara da limpeza sempre fecha a porta-Golden Freddy falou.

—Eu não sei. Mas deveríamos des...-tentei falar, mas me interromperam.

—MIKEY!-Jeremy gritou, segurando minha mão livre com força usando suas duas mãos.

Virei-me na hora e vi uma sombra humana na porta. Arremessei o taco de baseball e a pessoa gritou. Corri até a sala, seguido pelo loiro e os dois robôs. A respiração de Jeremy estava acelerada e eu já não sentia a minha mão esquerda.

Quando olhei para a pessoa que estava no chão, esfregando a cabeça, soltei o ar que eu prendera mais uma vez.

—MIKE! O QUE FOI ISSO?!-Scott perguntou.

—Desculpe, achamos que fosse o assassino-Jeremy contou.

—Assassino?

—Vi uma sombra na câmera da Sala de Lanches, ouvi um tiro e o cara que estava limpando as mesas caiu no chão-expliquei.

Levamos Scott até a sala e ele suspirou.

—Por que sempre tem que ter sangue no chão de algum estabelecimento Fazbear?-perguntou mais para si mesmo do que para mim e os outros.

—Temos que descobrir quem fez isso-falei.

—É, mas não agora. Temos que limpar isso tudo antes de abrir. Chame os outros robôs para nos ajudarem.

—Pedir ajuda de um jeito que faça qualquer um concordar é coisa do Jeremy.

—Estou indo-o loiro saiu saltitando, sorridente.

—Ele é uma criança-revirei os olhos.

—O que é isso?-Scott pergutou-Parece que tem um sorriso no seu rosto, Mike.

—Quer outra tacada na cabeça?

—Peguei o recado.