Notas iniciais
Postei uma fanfic one-shot hoje mesmo e como minhas ideias começaram a fervilhar para essa fanfic, tive que postá-la.

Bom, como o título já diz, esse é o prólogo, a narrativa de uma cena que vai acontecer ainda mais pra frente da fanfic... só pra dispertar a curiosidade de vocês, haha.

Espero que gostem.

O barulho assustador dispertou Jane para o que havia acabado de acontecer. Uma simples e pequena bala podia acabar com a sua felicidade para sempre. Tudo começou a acontecer em câmera lenta.

Um homem armado apontava um revólver na direção das duas. Jane e Maura estavam lado a lado. Ele estava descontrolado e não hesitaria em atirar, ambas sabiam disso. Jane tentava a todo custo acalmá-lo para que ele não fizesse nada, preocupada com Maura. Mas a loira percebeu que Jane não precisaria se preocupar. Ele não iria atirar nela. Ele iria atirar na detetive e foi o que fez, após um surto acompanhado de um grito histérico, o rapaz atirou na direção de Jane. Maura não pensou em mais nada e guiada pela suas emoções se jogou na frente, sentindo algo atravessar sua pele, dilacerando-a no peito.

De repente o corpo de Maura ficou fraco, ela olhava ao redor e tudo rodava, iria cair, se Jane não a segurasse rapidamente nos braços. Maura estava completamente coberta de sangue que jorrava do ferimento de entrada em seu peito que as duas bem sabiam o que era. Um tiro. Jane sentou no chão, deitando Maura com cuidado. Colocou a cabeça dela em seu colo. Seus olhares se encontraram. Jane pôs uma das mãos abaixo do ferimento de Maura e a mesma ficou completamente suja de sangue. A outra mão tocava no rosto que estava suando.

Medo.

Angústia.

Amor.

Eram esses os sentimentos que podiam ser vistos nos olhos escuros da detetive, que estava aterrorizada, numa expressão de pânico e de impotência. Lágrimas começaram a rolar de seus olhos sem que ela pudesse fazer nada. Assim como o sangue de Maura jorrava ali sem que ela pudesse fazer nada também. Não havia sensação pior do que a de impotência.

— Chamem uma ambulância! — Gritou para as pessoas que passavam ali e olhavam assustadas — Chamem uma ambulância! Agora!

Dor.

Isso é que estava visível nos olhos verdes de Maura, aqueles olhos verdes tão vivos e brilhantes que Jane amou assim que viu pela primeira vez, há tantos anos atrás, agora estavam sem brilho, sem vida, tão distantes. Lhe davam uma sensação terrível que era a de ver Maura agonizando em seus braços.

— Jane... Jane... — Chamava, com a voz fraca, os olhos quase se fechando.

— Eu estou aqui com você, ok? Vai ficar tudo bem. Eu não vou te deixar, não vou. Vou ficar com você até a ambulância chegar e vou para o hospital junto de você.

Maura tossiu, sentia uma dor excrucitante vinda do peito, não sabia bem onde se localizava a bala, não iria conseguir olhar. Por mais que fosse uma médica-legista excepcional e possuísse um conhecimento fora de série da ciência, Maura Isles não podia fazer nada agora por si mesma. Ela era como uma das tantas vítimas que ela e Jane viam todos os dias, com uma única diferença: Ela ainda estava viva.

Com muita dificuldade, ela ergueu sua mão direita e Jane prestou bastante atenção nesse gesto. Maura conseguiu tocar o rosto da morena e limpar algumas lágrimas, até que Jane segurou na mão dela com a sua mão suja de sangue e entralaçou seus dedos.

— Jane, você me perdoa? Eu... eu... não queria... que você sofresse... eu não queria... ter... te... deixado... eu te amo... — Conseguiu dizer, mesmo com a voz falhada e a respiração cada vez mais escassa, e de repente seus olhos se fecharam, o que deixou Jane em pânico.

— Maura! Maura! — Começou a gritar, sendo tomada pelo pânico, seu rosto ficando submerso em lágrimas. Tocou o rosto da legista suavemente e ela estava ficando gelada. — NÃO! MAURA! ACORDA! NÃO ME DEIXA NOVAMENTE! Eu também te amo... — Disse, por fim, soluçando, abraçando-a, encostando sua testa na dela. Suas lágrimas caíram no rosto de Maura.

A ambulância havia chegado, assim como várias viaturas da polícia. Frost e Frankie prenderam o rapaz, que desde que atirou em Maura havia se jogado no chão, de cabeça baixa, com as mãos sobre a mesma e a arma largada no chão ao seu lado, ele estava encolhido como uma criança, murmurava, desacreditado, sem parar "Ela está morta, ela está morta", "Eu a matei, eu a matei".


Notas finais
Esse é o prólogo. Reviews?