R&I - Wish You Were Here

33 Capítulo 32 - O Começo de Algo Novo


Notas iniciais
Olá, meninas. Estou aqui com o último capítulo da fic. Eu sei que havia dito que teria mais alguns, mas depois de muita reflexão e de conversar com algumas leitoras eu percebi que não vou conseguir me desapegar tão cedo dessa Jane e Maura que criei nesse Universo, tampouco dos personagens únicos e carismáticos como Jonathan, Alex e Lauren, por isso eu decidi que farei uma CONTINUAÇÃO dessa fic, mostrando a vida de casada de rizzles, dando continuidade ao relacionamento Laulex e trazendo novos casos, novas histórias e tudo mais...

Mesmo esse não sendo o fim da história, mas apenas o fim desse ciclo da fic, queria agradecer a TODAS as leitoras, as que me acompanham desde o começo, as que chegaram depois, as que nunca comentaram, as que comentam sempre, as que comentam de vez em quando, as que tem vontade de me matar às vezes, rs, enfim... Todas. Sem vocês eu nada seria. É um prazer escrever para vocês e termos essa "relação" onde vocês interagem com o Universo que criei. Nada me faz mais feliz que isso. Obrigada a todas.

Quero dedicar toda a cena +18 desse capítulo, em especial, para Kel por motivos de: cinta pau, para Nize e Manu, que são farofeiras da pior espécie e o capítulo num todo eu quero dedicar a todas as leitoras!

Depois de uma cavalgada de poucos minutos, Jane finalmente chegou ao destino delas: um chalé afastado dos outros, onde elas teriam um espaço privado para aproveitarem à noite de núpcias.

A morena desceu do cavalo antes da loira e a ajudou descer, mas antes que Maura ficasse por muito tempo com os pés descalços no chão gramado, Jane pegou-a no colo, como uma noiva que ela era, e carregou-a para dentro do chalé, fechando a porta com o pé. Ainda com a loira no colo, Jane tirou seus sapatos desajeitadamente na sala e foi caminhando até o quarto com a loira no colo. Suas malas prontas para a viagem de lua de mel estavam no quarto, no chão.

– Finalmente sós, Senhora Rizzoli — A morena disse sorridente enquanto colocava cuidadosamente Maura na cama, que sorria sem parar, feliz e encantada com tudo.

– Finalmente. Dançamos demais... a festa estava linda, não estava?!

Jane assentiu e sentou na beirada da cama.

– Estava maravilhosa. Assim como todo o casamento. Os convidados se divertiram um bocado. E Jonathan e Alex pegando o buquê? — As duas gargalharam.

– Acho que logo mais teremos mais dois casamentos saindo...

– Gostou das surpresas?

– Se eu gostei? — Maura se aproximou de Jane e beijou os lábios dela rapidamente — Eu amei. Eu amo tudo com você... — Se perdeu nos olhos castanhos por alguns instantes e então se levantou da cama e esticou as mãos para ela — Vem, quero dançar agora só eu e você.

– Quer dançar? — A morena perguntou surpresa, segurando as mãos dela e se levantando. — Mas sem música?

– Não precisamos de música pronta. Nós faremos nossa própria música.

As duas, que já estavam descabeladas e suadas por toda a agitação na festa, ainda tinham forças para mais uma dança. A dança que elas fariam agora. Jane segurou na mão de Maura e envolveu sua cintura, guiando-a como sempre. Assim que elas deram o primeiro passo, Maura começou a fazer uma "música" com os lábios.

– Tan-tan-tan...

Jane soltou uma gargalhada baixa, mostrando o quão engraçado e até ridículo era elas estarem dançando sem música e Maura "criando" uma com a boca, mas nenhuma das duas se importavam. Tudo estava maravilhoso, lindo.

– Não ria da minha música. Me ajude, Jay...

– Ok — Ela suspirou, ainda se moviam devagarinho — Parã, parã, parã, parã, parã, parã, tarararan...

Maura começou a rir feito boba com Jane imitando aquela música e acabou parando de dançar e se abrançando a ela pelo pescoço, beijando seu rosto várias vezes, em lugares diferentes, de forma carinhosa, até que Jane olhou bem para o quarto, enquanto sentia os beijos, e viu um rádio.

– Pronto! Estamos salvas... olha... — Se soltou de Maura rapidamente e correu até o rádio, sorridente — Não precisamos mais criar música. — Ela ligou o rádio e estava tocando uma música de batida forte e sensual, Jane arqueou as sobrancelhas de forma maliciosa e à loira correspondeu — Que cê acha dessa música?

– Hum... sugestiva, Detetive Rizzoli, muito sugestiva! Inclusive... — Foi se aproximando de Jane com um olhar quase predatório, pegou-a pelo colete e a puxou até a cama, jogando-a ali no meio e virou de costas para ela — Abra meu zíper, por favor.

Obediente e já excitada, mal podendo esperar para tocar Maura, porque mesmo não sendo à primeira vez, agora seria diferente, porque seria à primeira noite de amor estando oficialmente casadas, Jane levantou, afastou os cabelos loiros para o ombro esquerdo e começou a abrir o zíper do vestido lentamente, e conforme fazia o mesmo descer devagar, a morena sentou na beirada da cama e deixou o vestido cair ao chão. Segurou na cintura da loira e beijou-a no meio das costas, lentamente, roçando os lábios ali de maneira a fazer Maura se arrepiar completamente.

Jane ficou em pé, ainda segurando na cintura da loira, que agora estava apenas de calcinha pois não usava sutiã. Passou suas mãos para frente, tocando a barriga macia, as mãos lentas e delicadas subiram até os seios e o apalparam delicadamente; era incrível como suas mãos encaixavam perfeitamente nos mesmos, como se fossem feitos um para o outro.

– Jane... — Maura arfou de olhos fechados, colocando sua mão direita sobre a mão de Jane em seu seio e sentindo a outra deslizar para baixo em direção à sua calcinha. — Oh...

A morena foi mordiscando o pescoço de Maura e subindo pelo rosto, mordendo sua mandíbula até alcançar seu ouvido.

– Você é a noiva mais gostosa... minha noiva, minha esposa. Agora você é minha mulher, oficialmente — Sussurrou antes de prender o lóbulo da orelha dela entre os dentes.

Maura estava completamente arrepiada e já excitada, tanto que quando a mão de Jane adentrou sua calcinha, no primeiro toque já pode sentir o quão molhada ela estava.

– Posso fazer o que eu quiser com a minha mulher...

– O que você quiser!

E em um movimento, Maura virou e atacou Jane, beijando seus lábios com voracidade enquanto suas mãos agéis tiraram o colete e já iam abrindo rapidamente os botões da camisa branca, com urgência de tocá-la, de sentir o calor daquela pele morena.

Agora só de calça e sutiã, Jane apertava Maura contra seus braços enquanto a beijava, suas mãos deslizando livremente pelo corpo dela, apertou-a pela bunda com força, fazendo Maura ficar na ponta dos pés por alguns instantes. As unhas da loira deslizavam pelos braços e pelas costas da morena até suas mãos alcançarem a cintura e então passarem para frente, onde ela abriu o cinto e o retirou, deixando-o cair no chão. Abriu a calça de Jane e deixou que a mesma caísse sozinha e a morena não deu nem tempo suficiente disso acontecer e já juntou Maura pelas coxas, tirando-a do chão, colocando-a em seu colo e prontamente a Senhora Rizzoli apertava suas pernas no quadril de sua esposa.

Caíram desajeitadas no meio da cama, Jane por cima de Maura, o beijo ainda durando, intenso, árduo e ao mesmo tempo tranquilo, tudo junto. Maura tirou o sutiã de Jane e a beijou no pescoço, de um jeito que sabia que a deixava enlouquecida. Subiu a mão direita até os cabelos desgrenhados, enfiando os dedos nos mesmos por de baixo, na nuca, arrepiando-a por inteiro. Seus corpos bem colados, os seios em contato, só aumentando o desejo que sentiam. Ambas estavam tão felizes e tão cheia de vontade de terem uma a outra pela primeira vez após se casarem que entraram numa espécie de "briga" pelo domínio da situação. Em um instante, Maura virou seus corpos, ficando por cima de Jane e sua boca rápida descia pela clavícula da morena até os seios, dando beijos molhados e atenciosos, enquanto suas mãos apertava-lhe às laterais do corpo até as coxas. Jane soltou uma risada que era uma mistura de desejo com contentamento pela voracidade de sua loira.

– Que pressa é essa, Senhora Rizzoli? — Jane ergueu um pouco o tronco para encará-la ao sentir a boca da loira quase sobre sua calcinha, seus olhares se encontraram e os verdes faiscavam desejo.

– Eu preciso provar minha esposa — Foi à resposta acompanhada de um sorrisinho malicioso no canto dos lábios.

Maura puxou com força a calcinha de Jane para baixo, e seus lábios foram de encontro a virilha dela. A ponta de sua língua passeando por ali de baixo para cima e vice versa algumas vezes, causando arrepios e aumentando a rigidez do corpo de Jane, que mal poderia esperar para sentí-la. Suas unhas brincavam nas coxas, arranhando-a de forma suave, e sem que fizesse nada muito exigente, de própria vontade, a morena abria-se toda para ela, querendo se expôr na tentativa de dizer-lhe que queria sentí-la.

– Vai, Maura... — Resmungou em tom ainda mais rouco e sofrido, os olhos suplicando. Estava com os cotovelos apoiados na cama, o tronco erguido como antes. — Vamos lá, eu quero te sentir...

Apesar da brincadeira de provocar, Maura também não podia esperar mais para tê-la. A urgência que estava em ter Jane naquele momento era maior do que sua vontade de provocar. Elas teriam uma lua de mel inteira para serem mais "calmas" ou para brincarem. Agora ambas queriam a mesma coisa.

Maura encostou a ponta da língua no sexo encharcado de sua esposa, encostando inicialmente apenas nos grandes lábios e descendo, mas na subida, sua língua tocou toda a região, os pequenos lábios também até pincelar o clitóris rígido e arrancar um gemido alto da morena, que no mesmo instante jogou-se na cama, abrindo os braços e inclinando a cabeça para trás, em abandono. Maura sorrio largamente com aquela visão. Queria tomá-la toda para si, mas ainda precisava de mais um "incentivo". Afastou o rosto dali e sua mão direita assumiu o controle, seus dedos provocando os instintos de Jane ao tocar em seu clitóris em movimentos leves enquanto sua boca subiu rapidamente pelo abdômen torneado até estar com o rosto na altura do seu.

– Maur... — O olhar de Jane parecia ameaçador, continha avisos que claramente à loira ignorava, sem medo do perigo — Por favor... — Sua expressão era séria, os olhos imploravam. Não era uma ordem, embora Jane fosse praticamente uma espécie de leão voraz que gostava de devorar e especialmente de comandar. Foi um pedido, um pedido desesperado. — Eu preciso te sentir.

– O que quer que eu faça, Jay, hm? — Mordeu com força seu queixo, fazendo-a fechar os olhos e soltar um risinho agoniado — Me diga de forma específica, só assim poderei atender seu pedido — Sussurrou com os lábios contra os seus, roçando-os de forma sensual antes de capturar o inferior dela e chupar com certa pressão. As mãos de Jane apertaram Maura pela lombar, pressionou as unhas com certa força na pele branca.

– Você... é... terrível... — Disse visivelmente rendida, com um sorriso que embora mostrasse seu fracasso ao tentar duelar com a loira, também mostrava sua satisfação ao afirmar aquilo.

– Isso é bom ou ruim? — A voz continuava num sussurro provocativo, e os dedos da loira deslizavam livremente pelo sexo de Jane, como se estivessem vasculhando, mas sempre voltavam para o clitóris, para a provocação tão enlouquecedora.

– Isso... isso é... um ruim muito bom... — Olhou-a de forma maliciosa e as duas soltaram um pequeno riso — Agora eu preciso, amor — Jane viu no olhar de Maura que ela não faria nada enquanto não dissesse, e só não soltou um bufo de irritação e girou os olhos porque não tinha condições para fazê-lo — Maura, eu quero a sua boca, eu quero que você me chupe...

– Oh... — À loira deixou escapar um gemido após ouvir aquelas palavras ditas de uma forma tão séria, tão firme, os olhos castanhos quase negros de desejo por ela, pelo seu toque; tão irresistível.

Maura não esperou mais nem um minuto, desceu e afundando-se entre aquelas pernas finas e morenas, devorou-a agilmente, fazendo Jane gritar, literalmente.

Os movimentos eram rápidos, intensos. Maura precisava de mais da morena, precisava sentí-la estremecer ao chegar no seu limite e gozar em sua boca. Jane também precisava de mais. Precisava ser aliviada pela loira, que não afastava os lábios e a língua daquele órgão tão apetitoso. Só acrescentou seus dedos para ajudar no trabalho, afundando-os no interior da morena, fazendo movimentos rápidos para combinarem com os de sua língua. Jane mal tinha respiração naquelas alturas. Ofegava muito e só conseguia respirar pela boca, enquanto suas mãos se perdiam nos cabelos loiros, às vezes acariciando com leveza e outras, puxando fortemente, até que chegou no seu limite e se rendeu ao prazer absoluto.

Depois de degustar do sabor agridoce do orgasmo de sua esposa, Maura, agora lenta e tranquilamente, passeava os lábios pelo corpo da morena, que estava toda arrepiada e ainda sob efeito dos espasmos. Beijou às coxas, subiu pelo abdômen perfeito, passou pelo vão dos seios e depois pelos próprios, subiu pelas clavículas, alternando e encaixou os lábios na curvatura do pescoço, dando leves e fortes mordidinhas que faziam Jane recuar e soltar um riso baixinho enquanto envolvia sua esposa nos braços afetuosos, abraçando-a contra si fortemente, afim de sentir seus corações batendo juntos, os dois, como se fossem apenas um.

– Minha mulher, minha esposa — Maura passeava a mão direita pela lateral do corpo da morena até deixá-la ao lado, apoiando no coxão enquanto a esquerda tocava o rosto dela. — Acho que agora nada mais vai nos separar, ainda que temporariamente.

– Nada, Jane, absolutamente nada — A morena se perdia naquele rosto perfeito, os cabelos loiros tão desarrumados agora quanto os seus, algumas mexas caindo na frente do mesmo, dando um ar tão sedutor para sua Maura — Nada vai nos separar.

Se beijaram agora devagar, embora o beijo fosse tão apaixonado e intenso quanto todos os outros. Mas esse beijo era calmo, doce. Sabor de felicidade serena, de entrega real. Lentamente as mãos da morena serpenteavam pelo corpo da loira enquanto o beijo acontecia, até ele pegar mais intensidade e elas girarem pela cama grande e espaçosa e novamente a morena estar por cima. Maura enroscou as pernas no quadril da morena, que correspondeu apertando seu corpo, com os braços envoltos no mesmo.

– Como eu esperei por esse momento... — Jane sussurrou no ouvido dela antes de começar a beijá-la no pescoço, de cima para baixo — Como eu esperei... você, minha esposa...

– Oh Jay, eu também... — Fechou os olhos ao sentir um chupão forte no colo de seu seio direito, segurou com força nos cabelos morenos — Eu quero você pra sempre.

Sem precisarem dizer mais nada, os movimentos seguiram, porque o desejo que ambas sentiam estava no ápice, e à noite seria longa, pelo visto.

Os lábios de Jane encontraram todos os cantos possíveis do corpo de Maura. Primeiro eles desceram rápidos, dando mordiscadas fortes por onde passava, deixando à loira com marcas vermelhas. Depois, na subida, Jane se mostrava mais suave e lenta. Iniciou o percurso de seus beijos pelo tornozelo direito e depois alternou para o esquerdo, beijando as duas pernas do começo ao fim. Como se quisesse revidar a provocação, ao estar no meio das pernas de sua noiva, ela se mostrou ainda mais lenta do que antes, beijando e dando leves chupadinhas em suas virilhas, brincando com a língua em seus lábios superiores mas não tocando logo onde ela tanto precisava, fazendo Maura se contorcer toda e até mesmo implorar do jeito que ela gostava.

Todas as vezes que fez amor com Jane foi algo maravilhoso. Porque Jane era maravilhosa, porque sabia tocá-la como Maura tinha certeza que ninguém saberia, e principalmente porque elas se amavam. Mas agora, naquela noite, de volta àquela fazenda, dentro do pequeno chalé, às coisas estavam ainda melhores, mais intensas. Cada toque de Jane parecia arrebatá-la para um outro Universo, ou até mesmo para o "céu" tão ansiado pelos cristãos. Talvez estivesse se sentindo assim porque agora, diferentemente das outras vezes, agora ela tinha a certeza concreta de que não havia como elas se separarem. Porque elas haviam acabado de se casar.

Maura gemia alto, enlouquecida pelos lábios e língua de sua esposa. Se contorcia na cama, segurava nos lençóis quando não nos cabelos da morena. De pernas bem abertas, Maura se entregava ali naquele momento de corpo e alma.

Já tinha atingido seu primeiro orgasmo quando depois de alguns amassos Jane levantou e caminhou em direção até uma das malas.

– O que você vai pegar aí? — Maura perguntou curiosa e num tom baixo, ainda ofegante.

– Eu trouxe uma coisa — Olhou-a por cima do ombro com um sorriso malicioso e logo em seguida ao achar, retirou o strap-on da mala, mostrando para Maura, que correspondeu o sorriso — Nosso brinquedo.

– Não acredito que você trouxe... — O sorriso da loira era maior, passou a língua por entre os lábios.

– Eu não poderia deixar de trazer, não acha?

– Claro. Uma lua de mel completa... Gosto assim.

– Então isso significa que você aprova? — Perguntou Jane, fazendo um certo charme, segurando o strap-on pela cinta e balançando no alto.

– Hum... — Maura se pôs de quatro na cama e foi engatinhando sensualmente para perto da beirada, fazendo Jane fixar seus olhos no corpo inteiro da loira — Claro que eu aprovo. Vem, deixa eu vestir em você... — Esticou a mão direita na direção de Jane e a chamou com o indicador, causando uma aflição gostosa no estômago da morena.

– Seu pedido é uma ordem.

Jane se aproximou ali da cama, ficando de frente para Maura e lhe entregando o strap-on. À loira ajoelhou na cama, segurou a cinta de uma forma que Jane pudesse enfiar suas pernas e assim que ela o fez, a loira lentamente foi prendendo o acessório de forma correta no corpo de sua esposa e ao terminar, subiu suas mãos lentamente pelo abdômen até os seios, apertando com certa pressão, continuou subindo, passando pelos ombros até tocá-la no rosto enquanto a encarava cheia de desejo.

Ambas se olhavam de forma séria, os olhos quase avelãs e os castanhos esverdeados carregavam os mesmos sentimentos, e o mesmo desejo enlouquecedor que o momento pedia. Seus corpos mesmo após o orgasmo ainda queimando, até mais do que antes, e os corações batendo descontroladamente.

Por conta do olhar que Maura lhe dava ali de joelhos, com o corpo quase colado ao seu, irradiando todo seu calor, Jane esperava que ela dissesse qualquer coisa, fizesse qualquer pedido erótico e desnecessário, porque Jane a tomaria para si de qualquer maneira, mas não esperava que ela fosse dizer tais palavras, não naquele momento:

– Eu te amo.

E às três palavras foram ditas carregadas de tanta emoção, com tanta veemência que mesmo Jane sabendo disso e já tendo ouvido a mesma frase várias vezes anteriormente, seu coração bateu mais forte e todo seu corpo reagiu como da primeira vez em que Maura disse a mesma frase. Ela estava se apaixonando, de novo, pela mesma mulher.

As mãos de sua esposa tocavam seu rosto de forma carinhosa, os olhos estavam carregados de amor e desejo e o rosto agora era iluminado por um pequeno sorriso, que brilhava mais do que uma dúzias de diamantes.

Suas bocas se encaixaram de forma perfeita e um beijo intenso aconteceu. Maura nem teve tempo de pensar. Sentiu os braços lhe envolverem o corpo e em seguida estava caída na cama novamente, com o corpo magricela sobre o seu, lhe cobrindo. Jane a abraçava e tocava de forma muito intensa, assim como a beijava da mesma maneira, como se fosse sua forma de responder "eu te amo".

Novamente elas se perderam em beijos sôfregos, mordidas e chupões por todos os cantos, puxões de cabelo e arranhões. Antes mesmo de Jane começar a usar o strap-on, suas costas já estavam cheias de marcas, mas ela não reclamava. Quando desceu para sugar os seios de Maura novamente, puxou-a com força pelas coxas que estavam abertas e ao seu redor, para se encaixar melhor ali. Usando a mão esquerda, ela encaixou o dildo vermelho na entrada de Maura e antes de empurrá-lo para dentro, segurou-a na cintura com as duas mãos e deixou seu corpo pesar totalmente sobre o dela, colados. Maura, entendendo o gesto, abraçou-a fortemente e encostou o queixo em seu ombro.

– Oh Jay...

Em um movimento, o "brinquedo" estava dentro de Maura. Um gemido alto causou um forte arrepio no corpo da morena.

Lentamente o quadril da morena passou a se mover, assim como o dildo, que entrava e saía do interior da loira, que já ofegava e soltava gemidos sem parar, atiçando ainda mais os instintos de sua esposa.

Maura arranhou Jane com força por toda região das costas. De cima para baixo, de baixo para cima, cravou mais ainda as unhas em sua lombar, depois arranhou-lhe os braços, puxou-a pelos cabelos, às vezes fraco, mas na maioria das vezes com força. Tudo isso era resposta aos movimentos cada vez mais rápidos e intensos de Jane, que a enlouquecia.

Jane ajoelhou na cama, ainda no meio das pernas de Maura e continuou a penetrá-la. À loira se contorcia toda, jogava a cabeça para trás, inclinava seu tronco, puxava os lençóis. Passou a segurar e apertar o quadril de Jane, depois arranhou seu abdômen com força. Os olhares entre elas eram fixos, e só por eles aquele chalé já poderia ter explodido, pois eles eram fogo e gasolina.

Depois de alguns minutos, elas estavam deitadas de lado, com os corpos encaixados. A perna de Maura erguida, sendo segurada pelo braço da morena, que por trás, ainda a penetrava, agora, novamente de forma lenta, enquanto roçava o nariz em sua nuca e logo passava a beijar seu ombro até o pescoço, deixando-a toda arrepiada. Maura, agora um pouco mais "calma", mas ainda assim muito excitada, gemia mais baixo e de olhos fechados.

Jane soltou a perna da loira e usou a mão do braço que a segurava para tocar-lhe no centro, estimulando seu clitóris conforme passava a movimentar-se novamente de forma mais rápida, estocando o dildo o mais fundo e forte que podia, fazendo os gemidos de Maura serem cada vez mais altos e contínuos, enlouquecendo-a cada vez mais.

– Oh... oh oh oh... oh sim, Jay... sim... me fode, vai... assim...

O dildo escorregou de dentro da loira e elas desfizeram a posição, virando-se de frente uma para a outra e voltando a se beijarem loucamente.

Maura não esperou nem um minuto para subir em cima de Jane e sentar no colo dela, encaixando sozinha o dildo em seu interior novamente. Apoiou as mãos no toráx da morena, segurou em seus seios e começou a mover-se sentada no dildo, rebolando lentamente, movendo todo seu corpo, enquanto Jane olhava alucinada para ela, descia o olhar pelo seu corpo, passando a língua por entre os lábios. Depois, Maura começou a subir e descer no dildo, aumentando a velocidade aos poucos. Seus gemidos eram altos e sua respiração ofegante, assim como de Jane, que a ajudava, segurando em seu quadril e movendo-se em baixo dela, fazendo as estocadas serem mais intensas.

Jane colocou Maura de quatro, que ficou deliciosamente bem naquela posição. Deu-lhe leves tapas nas nádegas, mordeu-as, deixando a bunda da loira toda avermelhada antes de segurar com firmeza em sua cintura e voltar a afundar o dildo em seu sexo pulsante, fazendo-a gritar. Maura se mantinha firme naquela posição, as mãos espalmadas na cama seguravam com força o lençol. Em poucos minutos, ela mal conseguia manter-se de tão enlouquecida. Jane soltou sua cintura e com as duas mãos segurou em seus cabelos, puxando-os para trás com força e ao mesmo tempo delicadeza, fazendo-a inclinar a cabeça, de olhos fechados, numa entrega alucinante.

Gozaram. Depois de tantos movimentos, posições, gemidos e gritos, respirações ofegantes, adrenalina, as peles suadas em contato, pegando fogo de desejo, gozaram. Gozaram de forma alucinada, e estavam exaustas.

Assim que terminaram o ato, Jane se livrou do strap-on, levando-o até o banheiro e deixando o mesmo na pia para depois ser devidamente lavado e guardado. Voltou para a cama, encontrando uma linda loira de olhos esverdeados tão cansada mas ao mesmo tempo tão feliz quanto ela. Deitou na cama ao seu lado, agora em baixo dos lençóis e de uma pequena manta e se abraçou a ela numa conchinha perfeita, envolvendo-a pela cintura.

– Estou tão feliz, Jane — Maura sussurrou baixinho, com as mãos sobre os braços que lhe envolviam — O que eu mais quis na vida isso: me casar com você. E sempre fiquei imaginando como seria nosso casamento, nossa primeira noite de amor...

– Consegui alcançar suas expectativas? — A voz rouca da morena era um sussurro calmo.

– Mais do que isso. Superou todas as minhas expectativas. Foi mais maravilhoso do que imaginei que pudesse ser e eu não poderia estar mais feliz.

– Eu também, meu amor, eu também. Eu te amo, Maur — Disse agora ao pé do ouvido da loira, antes de roçar seu nariz no cangote dela e apertar mais seus braços no corpo da loira.

– Eu também te amo.

Passado alguns minutos, Jane estava de olhos fechados, mas tão acordada quanto à loira.

– Jay?

– Hm?

– Está acordada?

– Sim, Maur. Que foi?

– Estou cansada... e já está tarde. Nós vamos viajar amanhã cedo?

– Não se preocupe. Pode dormir e descansar a vontade. Nossa viagem é daqui três dias. Pensei que você fosse querer ficar aqui pelo menos uns três dias, só eu e você, aproveitando a natureza...

Maura vibrou de felicidade, desvincilhou-se um pouquinho dos braços da morena para virar o suficiente e enxergar seu rosto. Jane sorrio ao ver o sorriso de sua amada.

– Acertou! Esse lugar é muito especial e queria aproveitá-lo um pouquinho contigo antes de irmos para nossa lua de mel, que eu ainda não sei onde vai ser... — Disse fazendo um leve biquinho.

– Se eu te contar iria perder toda a graça!

Jane roubou-lhe um beijo, fazendo-a sorrir.

– Chata.

– Aproveite os dias que temos aqui, depois você aproveitará o resto da nossa lua de mel no lugar onde formos. Agora vamos dormir que eu também estou cansada...

– Ok. Boa noite, meu amor — Maura beijou lentamente os lábios de Jane antes de virar-se e voltar a posição original que estavam.

– Boa noite, minha esposa.

E logo adormeceram abraçadas e felizes.

No dia seguinte, por volta de umas 8h, Jane acordou com os raios solares que vinham da janela em direção ao seu rosto. Notou que sua esposa não estava mais na cama, e com suas roupas de casamento, que ontem à noite estavam amassadas e jogadas ao chão, agora estavam arrumadas e dobradas devidamente sobre a outra cama que tinha no quarto, uma de solteiro. Mas sua camisa não estava lá e as roupas íntimas permaneciam espalhadas.

Levantou da cama com relutância, estava com bastante preguiça. Achou sua calcinha ainda no chão e a vestiu, com um sorriso bobo nos lábios. Procurou Maura no banheiro, mas ela não estava e notou que o brinquedo delas estava já lavado. Continuou sorrindo. Se encaminhou até a pequena cozinha e se encostou no patente da porta ao ver sua esposa usando sua camisa e uma pequena calcinha. Maura tentava fazer um café da manhã com as coisinhas que haviam na pequena geladeira e enquanto preparava tudo, de costas para a porta, ela fazia uma dancinha sensual, requebrando os quadris, e deixando sua esposa que a assistia super excitada logo cedo.

– O que vamos ter de café?

Sorrateiramente Jane adentrou a cozinha sem ser notada e agarrou Maura por trás, pressionando seu corpo nu contra o dela, e num sussurro sexy perguntou aquilo em seu ouvido, deixando-a toda arrepiada.

– Jane! Que susto... chegou de fininho. Achei que estivesse dormindo.

– Eu estava, mas acordei e não vi minha mulher na cama. Daí tive que vir procurá-la.

Maura sorria de olhos fechados, a morena continuava com o corpo super colada ao seu, os braços lhe envolvendo e logo sentiu as mãos ligeiras começarem a abrir os botões da camisa e entrarem, tocando sua pele.

– Jay... eu estava começando a preparar nosso café...

– Hum... — Deu uma mordida no pescoço de Maura que estremeceu, suas mãos subiram da barriga até os seios, apertando-os com certa pressão. A loira deixou escapar um gemido.

– Assim... não... vou conseguir... você não está com fome? Me deixe preparar o café... — Sussurrou em um gemido, já estava rendida, embora insistisse naquela conversa fiada.

Com certa força, Jane virou Maura de frente para si, grudando novamente seus corpos. Aquele olhar já dizia tudo.

– Eu vou comer você.

E então os braços e pernas se enroscavam enquanto as bocas colidiam. Os beijos eram enlouquecidos, sôfregos. Jane grudava Maura ao seu corpo o máximo que conseguia e logo se livrou da camisa e da calcinha que ela usava. Usando toda sua força de Detetive, ergueu-a pelas coxas e a colocou na mesa de madeira, fazendo-a deitar-se ali. Abriu suas pernas e não esperou nem um segundo sequer para devorá-la com a boca. Definitivamente não havia café da manhã melhor do que o sabor de sua Maura.

As duas não queriam saber de mais nada. Estavam casadas e aquele seria o primeiro dia de sua lua de mel. Só queriam aproveitar o máximo possível o privilégio de estarem juntas 24 horas sem ter que se preocupar com casos novos, com os amigos ligando e aparecendo nas horas inapropriadas e nem com família. Era só Jane e Maura ali.

Passaram a manhã toda fazendo amor. Depois da mesa, transaram no sofázinho da pequena sala, no chão e voltaram para a cama. Maura se "vingou" de Jane fazendo-a sentar em sua boca e gozar três vezes seguidas sem uma trégua. Se enlouqueceram mutuamente e terminaram em carícias mais leves em baixo do chuveiro, enquanto tomavam banho e se preparavam para dar um passeio pelo hotel fazenda.

Desistiram de tomar café da manhã, porque quando finalmente estavam prontas e fora do chalé, já era o horário que serviam o almoço, então pularam a refeição. Comeram tranquilamente enquanto conversavam e reviviam o dia anterior, comentando sobre a festa e de vez em quando elas eram olhadas ou cumprimentadas por algum funcionário ou por alguma pessoa hospedada no hotel que viu a cerimônia do casamento e achou tudo lindo. As pessoas ficavam maravilhadas com a beleza daquele casal cheio de constrate. Era nítido em seus rostos o quão felizes estavam.

Depois do almoço saíram para uma caminhada leve pelas trilhas incríveis do hotel e depois decidiram cavalgar. Fazia anos que nenhuma das duas cavalgavam. Mas ainda sabiam. No início, meio receosas, elas andavam devagar e conversavam, mas logo saíram correndo como loucas desenfreadas apostando corrida. Maura ganhou e ficou toda feliz, enquanto Jane resmungava dizendo que havia deixado-a ganhar porque tinham casado no dia anterior.

Mais tarde, de volta ao hotel, elas fizeram um lanche da tarde e foram tomar Sol na piscina. Maura resmungava porque achava injustiça Jane ser bronzeada de natureza, enquanto ela se dispunha as vezes a ficar horas em baixo do Sol e o máximo que conseguia era parecer um pimentão vermelho. Jane ria e dizia que sua genética era boa, em tom de ironia, e então ria novamente.

O Sol já havia se posto quando elas sairão da piscina, completamente molhadas e correram de volta ao chalé, começando a agarrarem-se ainda fora do mesmo, na porta.

– Eu quero você agora — Maura disse no ouvido da morena enquanto a pressionava na parede da sala assim que entraram.

– Mas de novo? — A morena perguntou aos risos — Achei que tivesse tido dose suficiente essa manhã.

– Eu nunca terei o suficiente de você — Uma Maura séria de erotismo disse, causando arrepios na morena, que respondeu aquilo com um beijo apaixonado e logo sentiu seu biquini ser arrancado.

Ainda na sala, os biquinis ficaram ao chão. Elas seguiram até o quarto se beijando sem parar. Quando cairam na cama, Maura estava sentada sobre o quadril da morena e colocou as mãos da mesma para cima.

– Que você está fazendo?

– Espere um minutinho...

Maura se levantou, desceu da cama e foi até uma de suas malas. Pegou um lenço e olhou de forma maliciosa para Jane, que já desconfiava do que ela pretendia, e fez uma careta, embora a ideia lhe excitasse.

– Vai amarrar minhas mãos?! Mas eu quero te tocar, gosto de ficar livre pra fazer o que eu tenho vontade.

– Mas agora não é sua vez, Detetive Rizzoli — Maura subiu na cama novamente e sentou no quadril de Jane — Eu vou brincar com você agora. E a brincadeira é como EU quero! — Seu olhar era sério e Jane não ousaria contestar. Se rendeu e se deixou ser amarrada.

Com Jane imobilizava, Maura se aproveitou daquele corpo delicioso, brincando com ela de todas as formas possíveis, cheia de criatividade e ousadia, fazendo-a gozar. Ao final, quando desamarrou as mãos de Jane e foi abraçada fortemente pela mesma, Maura disse com suas testas encostadas, ambas ainda cheias de desejo:

– Eu quero usar o brinquedo.

Jane sorrio de forma maliciosa.

– Pega ele e trás aqui para eu vestir.

Ela não havia entendido o que Maura quis dizer, mas a loira firme e convicta do que queria, insistiu.

– Eu quero usar o brinquedo, em você.

Jane nunca imaginou que Maura quisesse usá-lo. Talvez tenha julgado-a errado só porque ela tinha uma aparência muito mais feminina e delicada do que a sua. Mas realmente Jane não tinha imaginado que ela tivesse esse desejo e não pôde deixar de se arrepiar ao ouvi-la dizer aquilo, com aquela seriedade e aquele tom de voz excitante. Logo desfez a cara de surpresa e abriu um sorriso.

– Então use. Vamos ver se a Dra. tem habilidade com o quadril... — O tom era uma mistura de diversão com malícia.

Maura desceu da cama, vestiu o strap-on e inicialmente se sentiu um pouco estranha com o acessório, afinal, não estava acostumada a usá-lo e estava receosa quanto ao fato de se seria boa ou não utilizando-o. Optou por arriscar.

Subiu seu corpo em cima de Jane e capturou seus lábios. Começaram a se beijar de forma calma e logo o beijo tinha grandes proporções. Maura vagou pelo corpo de Jane com suas duas mãos e foi provocando-a com mordidas e chupadinhas desde o pescoço até o colo dos seios. A morena, que já estava rendida, tinha as pernas anteriormente bem abertas agora envoltas em seu corpo, como se quisesse prendê-la ali. Maura desceu a mão direita para tocá-la no centro e viu que ela já estava suficientemente excitada. Era a hora de fazer o que queria fazer.

Receosa e meio constrangida, Maura levou sua mão até o dildo para encaixá-lo na entrada de Jane, que a olhava cheia de desejo. Depois disso, ajeitou seu corpo sobre o dela, apoiou uma das mãos na cama e a outra segurou em uma das coxas de Jane e então moveu o quadril, penetrando-a lentamente, enquanto observava com atenção as respostas da morena, como a expressão de seu rosto e os sons que saíam de seus lábios. Ao notar que ela aparentava gostar do que estava fazendo, Maura se viu encorajada a começar a mover-se de forma contínua e intensa, estocando o brinquedo sem parar até o fundo de sua amada morena, que agora, ali, em baixo de si e gemendo seu nome sem parar nem parecia a detetive durona e até mesmo machona de sempre.

Passaram mais uma noite se amando loucamente e só pausaram para comer sanduíches e logo retomaram ao esporte predileto delas: fazer amor. Jane se rendeu a Maura de todas as formas possíveis, descobrindo que a Rainha dos Mortos podia ser muito mais do que uma aparente dondoca metida a gênio. Maura também poderia ser uma amante selvagem e cheia de vigor.

Depois de três dias cheio de aventura e paixão no hotel fazenda, Maura e Jane finalmente estavam preparadas para a viagem de lua de mel. Elas tinham um mês para aproveitarem da forma que quisessem pois quando voltassem a vida de casadas e a rotina da Central as esperavam.

Jane queria tanto deixar Maura curiosa que só contou a ela o destino de sua viagem quando chegaram ao aeroporto e Maura praticamente desfaleceu nos braços da morena ao saber que iriam passar a lua de mel em Paris, a cidade que à loira mais amava desde a infância.

Para a surpresa das duas, Jonathan e Anthony, Alex e Lauren, Angela, os irmãos Rizzoli e Lydia segurando TJ nos braços, todos eles estavam no aeroporto prontos para se despedirem delas. Fizeram um "pequeno" tumulto no aeroporto, enchendo-as de beijos e abraços. Angela, dramática, choramingava e falava quase aos berros que sentiria saudade de suas meninas mas que queria que elas aproveitassem ao máximo a lua de mel, pois era uma fase inesquecível e que jamais voltava, e então caiu aos prantos ao se lembrar do seu próprio casamento, sendo consolada por Frankie e Tommy.

– Vê se você cuida bem da minha rainha, viu sua brutamontes? — Jonathan dizia com implicância, dando um tapinha no ombro de Jane antes de abraçá-la.

– Pode deixar. Vou carregar todas às sacolas de compras dela e levar os croissant's para nossa cama quando acordarmos.

Enquanto isso, Alex abraçava Maura.

– Quero muitos presentes, de preferência roupas despojadas!

Lauren, já com um leve ciúme, se enfiou no meio do abraço, e as três riram.

– Eu quero muitos perfumes... E tirem fotos!

– Bem lembrado ex cadela ruiva — Angela disse em tom divertido, desde que Lauren havia se tornado namorada de Alex que a italiana não tinha mais raiva dela — Tirem muitas fotos porque eu quero muitos porta retratos de vocês duas espalhados lá em casa.

– Pra quê, ma? — Jane fez careta. — Já tem muita foto lá!

– Mas não de vocês duas!

– Nós vamos tirar, Angela, não se preocupe. Eu convencerei sua filha de que fotos podem ser muito agradáveis — Maura disse dando uma piscadinha para Jane, que entendeu o recado.

– Ui... só eu captei a mensagem? — Alex brincou e todos riram.

– Imbecil.

– Mas agora vocês devem ir, senão vão se atrasar — Disse Frankie após a mulher no auto falante anunciar o voo delas novamente.

– É, vamos, Maur.

Jane segurou na mão da loira e começaram a caminhar, pararam no meio do caminho e olharam para trás, sorridentes. Mais do que se casarem e terem uma a outra, agora, naquele momento, indo viajar, elas perceberam que tinham tudo: Uma família e grandes amigos, que afinal, também eram família. E para Maura isso era incrível, já que ela sempre fora sozinha, ainda mais depois do rompimento com seus pais. E para Jane também não deixava de ser tudo incrível, porque sua família não era mais apenas sua mãe barulhenta ou seus irmãos bobões, mas era também grandes e admiráveis amigos, Alex, que também era sua colega de trabalho, Jonathan, Lauren, que um dia fora sua namorada e agora Anthony, que também se mostrava uma pessoa admirável.

Deram tchau pela última vez antes de embarcarem rumo à Paris, rumo a lua de mel, rumo a um novo ciclo de suas vidas que estava prestes a começar, deixando para trás ali em Boston todas as coisas ruins que tinham acontecido no último ano. Quando elas voltassem, tudo seria novo...

Notas finais
Até a continuação...
P.s: A continuação será numa fic com outro nome mas com o famoso R&I na frente para vocês saberem ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!