R&I - Wish You Were Here

20 Capítulo 19 - Outrageous


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Nize.

Um capítulo grande...

Nossa Lauren é a Scarlet Johansson ruiva, para quem tem curiosidade.

Já digo logo que é preferível ler esse capítulo de madrugada, rs.

Não era apropriado Maura ficar brava com Jane por estar sentindo ciúmes daquela cena. A morena havia acabado de ter uma das semanas mais difíceis de sua vida esperando que ela acordasse do coma e ainda a recepcionou com aquelas lindas declarações e um pedido de casamento que ela precisava responder.

Ficou parada dentro do carro vendo elas ainda abraçadas e depois conversando. Respirou fundo e pensou em simplesmente voltar para casa, fingir que não havia visto aquilo e esperar que Jane entrasse em contato com ela, mas pensando por outro lado, a morena nos últimos dias não estava tão "em cima" de Maura, indo vê-la ou ligando sempre, porque Maura sabia que ela tinha medo de passar a impressão que estava pressionando-a para lhe dar uma resposta. Mas Jane mal sabia que Maura já havia aceitado o pedido antes mesmo dele ser feito.

Coincidência ou não, Alex estava indo até o apartamento de Jane também. Como sabia que a morena andava incomodada com a demora da resposta de Maura, ela pensou que seria bom ficar com ela, jogar conversa fora e beber umas cervejas. Alex havia parado seu carro logo atrás do carro de Maura e viu que ela estava ali observando Jane e a tão famosa Lauren que ela desconhecia. Sorrio de forma divertida, já imaginando os pensamentos da amiga, então desceu do carro e vou bater no vidro dela, despertando-a.

– Que é que cê tá fazendo? Resolveu virar detetive, foi? — Falou de forma irônica, se abaixando e enfiando a cabeça para dentro após Maura abaixar o vidro — Não quer um binóculos emprestado, loira?

– Seu senso de humor é algo que me comove, detetive Vause.

– Estou falando sério. Seria melhor um binóculos para você enxergar melhor.

Maura revirou os olhos e permanecia fixando Jane e Lauren conversando, daria tudo para ouvir aquela conversa. O que será que a ruiva de olhos azuis queria ainda com sua Jane? Será que estava querendo-a de volta? Maura sequer conseguia pensar nessa hipótese.

– Vamos lá, Maura. Desça desse carro e vamos fazer o que viemos fazer aqui.

– O que viemos fazer aqui? — Ela olhou para Alex.

– Visitar a Rizzoli? Bom, mais especificadamente eu vim pra beber com ela, você eu já não vou comentar porque o horário não me permite... — Deu um sorriso debochado que fez Maura fazer cara de tédio e revirar os olhos novamente.

– Você é impossível. Eu não vou ir até lá. Ela está ocupada conversando com a Lauren.

– Sério que você tá com ciúme da vadia ruiva depois de tudo que rolou entre você e a Jane?

– Eu confio nela e não vou brigar por causa disso, mas ciúmes é inevitável. Não posso controlar ou acha que eu gosto de me sentir assim?

– É, deve ser foda mesmo essa parada de ciúmes. Nunca senti na vida.

– Você tem sorte.

– Talvez. Mas deça do carro. Agora!

– Que? Nem pensar! Eu não vou ir lá atrapalhar a conversa delas. Vai soar como se eu estivesse indo "marcar território". Isso é muito estranho.

– Porra Maura, deixa de ser louca. Você veio aqui ver sua noiva, não veio? — Maura sorrio ao ouvir a frase "sua noiva". Era à primeira vez que alguém dizia isso, antes mesmo dela aceitar o pedido. — Desce e vai lá falar com ela.

– Eu posso voltar depois e deixar elas conversarem.

– Elas não tem nada pra conversarem! — Alex disse meio irritada. — A Jane tá aérea, meio chateada, ela tá achando que você não quer casar com ela.

Maura olhou para Alex com os olhos arregalados.

– O que? Como assim? É claro que eu quero me casar com ela. Vim aqui justamente para dizer que aceito.

Alex abriu um sorriso de orelha a orelha. Era a resposta que precisava ouvir.

– Se você veio aqui para isso, é o que vai fazer. Já que não quer ir lá interrompê-las pra não perder sua pose, deixa que eu resolvo isso. Fica aí e observe! — Ela piscou para Maura que realmente não fazia ideia do que ela pretendia fazer e foi entrando em pânico a medida que Alex caminhava na direção das duas.

Jane que estava de frente para a direção de onde Alex vinha, viu-a por cima do ombro de Lauren e abriu um sorriso ao vê-la.

– Alex! Que você está fazendo aqui?

– E ai? Vim fazer uma vistinha fora do expediente.

A voz fina e totalmente sexy, num tom de risada causou uma curiosidade em Lauren para ver o rosto da dona daquela voz, e então ela se virou de súbito e deu de cara com Alex, bem próxima de si. Se viu até um pouco assustada ao vê-la. Ela era linda. Os cabelos pretos e lisos soltos ao vento, os olhos pequenos e azuis atrás dos óculos mostravam toda sua líbido que ela não fazia questão de esconder. Sem conseguir conter a surpresa com a beleza de Alex, Lauren desceu os olhos reparando no corpo e nas roupas. Mesmo sendo mais velha e trabalhando no mesmo lugar que Jane, Alex era totalmente diferente, estilosa, jovial e sexy.

Alex também deixou de esconder sua surpresa ao conhecer Lauren. Pensou infinidade de coisas ao seu respeito, mas não imaginava que ela fosse tão bonita. Os cabelos ruivos eram enormes e faziam ondulações perfeitas nas pontas. Ela era bem branca, parecia até mais branca do que Alex própria era e tinha leves sardas nas maçãs do rosto e no nariz, o que dava um charme especial em seu rosto angelical, de traços suaves. O nariz era pequeno, delicado. Lauren toda aparentava ser delicada, e era mais baixa do que Alex. Tinha o estilo idêntico ao dela.

Jane notou que as duas ficaram se entreolhando sem dizer nada e mesmo sem entender direito aquilo, ela interveio:

– Alex, essa aqui é a Lauren, minha amiga que te falei. Lauren, essa é a Alex, minha colega de trabalho e afinal, uma grande amiga também.

– Então você é a famosa Lauren, à ruivinha — Disse de forma descontraída, olhando Lauren de lado, como se a estudasse, propositalmente, tentando intimidá-la, mas Lauren não era dessas garotas que Alex intimidaria facilmente.

– Famosa? Por quê? Falou muito de mim por aí, Jane? — Mesmo a pergunta sendo para Rizzoli, o olhar da garota mantinha-se fixado em Alex e as duas sorriram. — Espero que tenha falado bem, ou então a detetive Vause ficará com uma péssima impressão ao meu respeito.

– Eu nunca falaria mal de você! — Jane se apressou em dizer mas logo notou que nada do que ela falasse seria importante. Lauren só disse aquilo para dar continuidade a "brincadeira" de Alex. Brincadeira das duas essa que era inacessível para ela. Estava sobrando ali.

– Eu não ficaria com péssimas impressões. Na verdade, eu gosto de eu mesma conhecer e avaliar as pessoas para tirar minhas próprias conclusões.

– Interessante isso, detetive Vause — Lauren mordeu seu lábio inferior — Então se acha boa em avaliar as pessoas?

– Sim. Na verdade eu sou boa em muitas coisas.

A ruiva fingiu espanto com aquela afirmação, mas sabia bem o que Alex estava querendo fazer e ela não estava nem um pouco intimidada. Estava achando interessante aquele flerte, aquele jeito que a mulher em sua frente possuía.

– Defina "muitas coisas".

– Se eu contá-las assim, não tem graça. É muito melhor descobrí-las, uma de cada vez.

– E como vou fazer para descobrir?

Alex de repente estava muito próxima de Lauren, sua cabeça levemente inclinada para frente para encarar Lauren, que era mais baixa. Mesmo usando os óculos, seus olhos conseguiam ter um olhar mais intenso do que qualquer outro sobre à ruiva.

– Acho válido nós sairmos para beber. Quer dizer, você já tem idade pra isso?

– O que? — Lauren ficou meio indignada, cruzou os braços — Está achando que eu sou alguma criança?

– Bom, mais nova do que eu, tenho certeza que você é.

– Você fala como se fosse muito mais velha. E pra alguém do seu estilo, preconceito com idade não pega muito bem, não acha?

– Não é preconceito. Só não quero ser processada por induzir uma criança ao álcool e qualquer outra coisa — A parte final da frase foi dita num tom mais baixo e rouco, fazendo Lauren sorrir, sapeca, de lado.

Jane olhava boquiaberta para às duas e Maura permanecia no carro observando e não entendia porque diabos Alex e Lauren conversavam tanto, deixando Jane de lado. Pegou seu celular e enviou uma mensagem para a Alex, já deduzindo o que provavelmente estava acontecendo.

Por favor, pare de flertar com a ex da minha mulher,

ou melhor, vá flertar com ela em outro lugar. Obrigada!

Alex sentiu o celular vibrar no bolso de trás e o pegou rapidamente, leu a mensagem de Maura e deixou escapar uma risadinha breve. Já havia se esquecido que à loira estava no carro esperando que ela tirasse Lauren do "caminho".

– Não se preocupe, eu tenho idade suficiente para arcar com a responsabilidade dos meus atos — Retrucou Lauren, observando a reação de Alex ao ler algo no celular. — O convite é sério?

– E eu tenho cara de quem brinca, garota? Claro que é sério. Mas só se for agora.

Ela arqueou as sobrancelhas.

– Agora?

– É. Jane não se incomoda se eu roubar sua amiguinha, certo? — Jane balançou a cabeça negativamente, ainda surpresa com tudo aquilo — Então ótimo! — Ela passou por Lauren e se aproximou da amiga, sussurrando perto de seu ouvido — Maura está ali mais pra frente dentro do carro. Ela tá esperando Lauren sair daqui pra falar com você. Acho que hoje você terá sua resposta.

Jane ficou surpresa ao ouvir aquela revelação. Olhou para Alex com os olhos arregalados, como se perguntasse "Really?" e ela devolvia o olhar confirmando. Até que Jane olhou e viu o carro de Maura e sorrio, mas se conteve, porque Lauren ainda estava ali e não sabia bem como agir na frente dela.

– Tchau Jane, foi bom te ver novamente! — A ruiva disse de forma carinhosa, se aproximando e abraçando-a novamente — Boa sorte com Maura e fique longe desses seriais killer's, por favor!

– Pode deixar. Não quero ficar tão perto de um de novo por um bom tempo!

As três riram e então Lauren se afastou de Jane.

– Até logo, parceira — Alex piscou para ela e começou a caminhar do lado de Lauren.

– Você realmente pensa que eu sou uma criança comparada a você ou eu tenho cara de idiota? — Apesar da pergunta soar meio bruta, Lauren não estava irritada, apenas curiosa.

Alex a olhou surpreendida e continuou caminhando até chegarem em seu carro.

– Não entendi sua pergunta.

– Acha que eu não vi o carro da Maura estacionado desde a hora que ela chegou? Eu sei que me convidou para sair só pra eu não ficar lá atrapalhando.

– Na verdade não — Ela abriu a porta do passageiro para Lauren, que ficou parada a encarando — Eu sei que você é esperta, garota. E eu também sei que você não ia ficar lá pra atrapalhar.

– Por que me convidou, então?

– Porque eu realmente estou afim de saber mais sobre você e ver se você responde mesmo pelo seus atos, como disse. Porque parecer ousada é fácil. Quero ver se você realmente é, Lauren.

– Estou me sentindo tentadoramente desafiada — Sorrio enquanto arqueava as sobrancelhas finas — E eu não resisto a desafios! — Ela entrou no carro, sentando-se e então Alex fechou a porta. — Para onde vamos?

– Se eu disser, perde a graça.

[...]

Fazia exatamente uma semana que Maura havia saído no hospital, e contanto com a semana que ficou em coma, faziam duas que ela e Jane não se tocavam direito, o que somava com o fato dela ainda não ter dado uma resposta ao pedido e deixava o clima ainda mais tenso.

Maura notou Jane olhando-a da porta de seu prédio depois que Alex e Lauren foram embora. A morena cruzou os braços e ficou com aquele sorrisinho presunçoso esperando que Maura tivesse a atitude de ir até lá. Sentindo-se tola por sua atitude e não vendo outra alternativa, ela desceu do carro e foi caminhando até a direção de Jane.

– Achei que você não fosse sair do carro hoje.

– Foi uma hipótese tentadora essa, mas achei melhor eu vir até aqui.

– Não sabe como me deixa feliz por isso. Alex me disse que ficou receosa porque Lauren estava aqui. Ela só veio saber como você estava depois do que aconteceu — Tratou de explicar logo, com medo que a namorada pudesse ficar brava. — Vamos entrar.

Sem responder nada em relação aquilo, Maura apenas seguiu Jane, subindo as escadas e adentrando o prédio. Elas entraram no apartamento e Jane parecia bem sem graça, incomodada realmente. Tirou algumas coisas de cima do sofá e correu jogar fora uma caixa vazia de pizza que estava em cima da mesinha da noite anterior.

– Eu não arrumei o apartamento essa semana.

Maura sabia que a namorada estava agindo desse jeito por causa do pedido de casamento. Ela não estava nem um pouco incomodada com a bagunça de Jane. Já havia se habituado. Também não estava incomodada com o fato de ter visto ela e Lauren. Maura só estava silenciosa e com aquele olhar indecifrável porque estava sentindo-se ansiosa.

– Jane... — Maura chamou, parada do lado do sofá, enquanto a morena continuava andando de um lado para o outro e já esfregava suas mãos — Não me incomodo com a bagunça. Eu vim aqui porque precisamos conversar.

Ela parou de andar e gelou ao ouvir aquilo. Maura estava séria. Ela não aceitaria o pedido. Ela diria que ainda era cedo demais, que foi algo precipitado, que não era o pedido que ela esperava, feito em um hospital, sem uma aliança, sem nada de especial, que elas deveriam esperar mais o pouco e Jane com certeza se sentiria muito ridícula, mesmo sabendo que Maura a amava e um dia casaria com ela.

– Maura, se for sobre o pedido de casamento, não precisa me responder, eu sei que o pedido foi precipitado e eu...

Maura avançou na direção de Jane, segurou na cabeça dela, atrás, enfiando os dedos pelos fios negros e beijando-a de forma intensa.

– Eu aceito.

– O que? — Ela olhou para os olhos verdes procurando confirmação do que ela havia acabado de dizer. — Você o que?

– Eu aceito me casar com você. O que eu mais quero nessa vida é ser sua mulher, Jay — Respondeu num sussurro, enquanto puxava levemente os cabelos dela. Maura mordiscou o lábio inferior da morena e beijou-a novamente. — Eu te amo. E sim, mil vezes sim.

Jane não conseguia conter sua felicidade. Sentiu uma euforia tão grande dentro de si que poderia ficar gritando e pulando feito uma louca, mas naquele momento, toda aquela euforia foi transformada em um desejo absurdo de ter Maura novamente, especialmente ao ver nos olhos e no sorriso da loira que a recíproca era verdadeira.

– Minha mulher você já é — Sussurrou no ouvido dela, suas mãos envolvendo a cintura e descendo até a bunda, apertando-a com força e puxando Maura mais contra si — Desde aquela noite no chalé...

– Sou? — A pergunta foi só para provocá-la.

– Claro que sim. Tem alguma dúvida?

– E se eu estiver?

– Terei que te mostrar, então.

O beijo delas era o mais intenso. Suas mãos se perdiam no corpo uma da outra e elas pareciam estar brigando para ver quem tomaria o controle da situação. Maura sabia que inicialmente seria Jane. E ela não se importava, pelo contrário, adorava, mas gostava de provocá-la antes.

Enquanto se beijavam, Maura se livrou de seus saltos e começou a abrir os botões da camisa de Jane. Elas se afastaram poucos centímetros para a morena conseguir tirar a blusa da loira de dentro da saia e arrancá-la. Jane tirou o cinto de sua calça que carregava seu celular, revólver e distintivo e o jogou no chão. Maura puxou-a pela cintura com força, fazendo seus corpos se colarem novamente. Tratou de se livrar da camisa dela definitivamente antes de cravar suas unhas na pele das de suas costas, enquanto Jane não perdia tempo e vasculhava todo o pescoço de Maura, descia pelos ombros até o colo dos seios, dando beijos e mordidas. Ambas arfavam.

De repente Maura empurrou Jane com força até derrubá-la sentada no sofá e a morena a olhou com um sorriso malicioso e uma sobrancelha arqueada, querendo entender o que ela pretendia. Os olhos verdes a fitavam de forma maliciosa. Ela tirou sua saia lentamente, ficando só de lingerie vermelha, fazendo o coração de Jane pulsar e seu corpo todo estremecer com aquela visão. Provocativamente, Maura passou a língua por entre seus lábios e abriu aquele sorrisinho cheio de malícia inocente.

– Vamos brincar... — Disse, olhando os olhos de Jane quase negros de desejo — Você só poderá me tocar quando eu disser que pode, ok?! — Ela assentiu, obediente.

Ela virou de costas e Jane soltou um ruído, mordendo seu lábio inferior ao observar a perfeição da "musculatura glútea" de Maura. A loira até o rádio. Perto do mesmo havia alguns CD's. Ela rapidamente passou os olhos por eles e encontrou algo sugestivo. Um CD da Britney Spears. Ela virou e mostrou o CD para Jane, com um sorriso ainda mais sapeca.

– Eu não imaginava que você gostasse desse tipo de música.

– Você sabe que eu sou bem eclética, em todas as áreas — Foi a resposta maliciosa da detetive, que estava sentada no sofá toda largada, com a calça afrouxada.

– Vamos ver... — Maura colocou o CD no rádio e começou a passar as músicas, ela parou de mudá-las assim que começou a tocar Outrageous — Essa mesma que eu queria!

A música mal começou a tocar e Jane ficou ainda mais animada, o coração batendo feroz, o sangue fervendo sob a pele só de olhar Maura com aquela lingerie.

Maura começou a mover todo seu corpo lentamente, acompanhando a batida da música. Com o braço esquerdo dobrado e erguido, ela tocou seus cabelos loiros, jogando-os para trás e o seu quadril se movia sem parar, de um lado para o outro, lentamente, enquanto suas expressões sérias e sensuais demonstravam o que ela estava sentindo: Desejo. O mesmo desejo que Jane, que já estava com vontade de pular do sofá e atacá-la.

Maura virou de costas, afastou mais suas pernas e continuou rebolando e movendo todo seu corpo, indo quase até o chão. Num movimento inesperado ela abaixou o tronco, tocando as mãos no chão e empinando sua bunda na direção de Jane que deixou escapar outro ruído dos lábios. Suas mãos estavam apoiadas no sofá e ela apertava o mesmo.

– Gostosa — Jane disse em tom alto, fazendo Maura sorrir por um instante.

Ela virou de frente novamente e sem rodeios ela tirou o sutiã, deixando seus seios perfeitos à amostra e o arremeçou na direção de Jane, caindo sobre o colo dela. A morena nem sequer mexeu. Os olhos fixados agora nos seios de Maura e logo voltando a fixar seus olhos faiscantes.

Maura encaixou os polegares em sua calcinha, ao lado de seu quadril e lentamente foi abaixando, parando e subindo um pouquinho novamente, com um sorriso provocativo e Jane a olhava de forma ameaçadora, mas ao mesmo tempo rendida, implorando que ela continuasse e então ela fez. Se abaixou para tirar sua calcinha e quando subiu novamente, completamente nua, ela jogou a calcinha na direção da morena que dessa vez ergueu a mão rapidamente e a segurou, trazendo para seu rosto e cheirando por um instante. Aquele cheiro... a deixava louca.

A música acabou, mas logo começou a tocar outra tão estimulante quanto, senão mais: Slave 4 U. Maura se aproximou do sofá, colocou seu joelho direito entre as pernas de Jane e se inclinou, apoiando as mãos nos ombros da morena que prontamente segurou-a pela cintura.

– Não! Você só pode me tocar quando eu disser...

– Really? — Fez uma careta e Maura a encarou séria, então ela obedeceu, soltando-a.

– Obediente, assim que eu gosto... — Sorrio de forma maliciosa, deu uma leve mordida no pescoço de Jane e saiu dali, voltando a ficar de pé. — Vem dançar comigo — Ela esticou suas mãos para Jane, que com um olhar desconfiado, segurou em suas mãos e se levantou. — Mas primeiro tire sua roupa. Toda.

Maura ficou parada observando Jane fazer o que ela pedia e em nenhum momento seus olhares se desviavam, embora quisessem devorar o corpo uma da outra com um simples olhar.

– Satisfeita? — Jane disse após tirar sua última peça de roupa.

– Agora sim.

– E como vamos dançar se eu não posso te tocar?

– Você vai ver como se fosse o poste. Eu sou a dançarina — Ela piscou e sorrio. Jane se arrepiou com aquelas palavras. Era bem interessante a ideia de ser o "poste" de Maura.

Lentamente Maura se aproximou dela, sustentando seu olhar e Jane permanecia imóvel, os braços ao lado do corpo, uma posição relaxada, mas ela estava com os músculos todos rígidos, estava endurecida de tanto desejo que só aumentou a medida que Maura se aproximava e o calor do corpo dela era sentido no seu.

Maura tocou os ombros de Jane e suas mãos deslizaram lentamente pelo corpo dela, tocando os seios, o abdômen, descendo pelas coxas. Um arrepio forte percorreu toda a espinha da detetive. Então ela se virou de costas para ela e se encostou em Jane. Ambas deixaram escapar um gemido baixo com o contato dos corpos. Maura começou a descer lentamente, com o corpo colado em Jane, se esfregando ao máximo e a morena mal conseguia respirar naquelas alturas.

– Maur... — Sussurrou com uma voz falhada — Eu não estou aguentando mais...

– Você quer me tocar? — Ela disse agora em cima novamente, deitando sua cabeça no ombro de Jane, sua boca perto do ouvido dela. Rapidamente ela encontrou as mãos de Jane largadas ao lado de seu corpo e as trouxe até o seu, colocando em sua cintura e apertando com força. Maura começou a guiar as mãos de Jane, fazendo-as subirem por sua barriga e os dedos da morena apertavam tanto sua pele que ela estava ficando vermelha. — Hum... que forte...

Ainda com as mãos sobre as dela, como se estivesse no controle, subiu as mãos de Jane até seus seios e a morena os segurou de uma forma que fez Maura soltar um gemido e estremecer toda.

– Oh Jay.

De repente Jane escapou suas mãos do controle de Maura, desceu sua mão esquerda até o meio das pernas dela, apertando seu sexo, passando seus dedos por entre os grandes lábios, começou a estimular o clitóris de Maura vagarosamente, que quase caiu se não fosse o braço direito de Jane envolvê-la pela cintura.

– Ooh... eu não deixei você me tocar aí...

Jane mordeu o ombro dela, deu alguns beijos no pescoço enquanto brincava com o clitóris dela sem parar, logo mordiscando sua orelha.

– Se você quiser, eu posso parar...

Maura não respondeu nada, estava de olhos fechados e movia seu quadril lentamente enquanto sentia os dedos de Jane. Inclinou mais a cabeça, virando-a pro lado e mordendo o pescoço de Jane com força ao sentir os dedos de Jane escorregarem até sua entrada e afundarem ali. Rapidamente Maura levou a mão direita para a cintura de Jane, cravando as unhas ali e a outra ergueu para trás, pegando nos cabelos dela.

– Me diz, Maur, você quer que eu pare? — Sussurrou no ouvido dela novamente, deslizando os dedos para dentro e para fora, bem devagar, querendo provocá-la ao máximo.

– Não, não... Continua...

Jane virou-a de frente para si, ergueu Maura pelas coxas e a carregou até a cozinha, colocando ela sentada na beirada do balcão e fazendo-a deitar no mesmo, que era grande o suficiente para isso e estava vazio. Sem pensar duas vezes, Jane abriu aquelas pernas deliciosas e afundou o rosto na parte mais saborosa da loira, degustando mais uma vez daquele sabor.

[...]

Enquanto Alex diria seu carro, ela e Lauren conversavam sobre muitas coisas, e conversavam de uma forma tão introsada que não viam o tempo passar e nem se importavam com o trânsito enorme que estava fazendo em Boston naquela noite.

Lauren falou sobre sua faculdade, sobre morar em Boston sozinha e dividir apartamento com uma colega. Contou um pouco de sua família, das coisas que gostava de fazer e Alex se via cada vez mais interessada nela. Era uma garota realmente diferente, especial.

– Você me encheu de perguntas, detetive Vause, mas não me falou muito sobre você até agora.

– O que você quer saber? Pergunte e eu te direi — Ela sorrio, olhando para a ruiva de lado, enquanto prestava atenção no trânsito.

– Idade? Signo? Lugar onde nasceu? Tem irmãos? Como você soube que queria ser detetive? — Ela perguntava tudo rápida, estava realmente cheia de curiosidades a respeito da morena.

Alex deixou escapar uma risada.

– Tenho 31, sou de escorpião, nasci aqui em Boston mesmo e não tenho irmãos — Lauren murmurou um "hum" e ficou a encarando — Como soube que queria ser detetive? Olha, pergunta complicada essa.

– Por quê?

– Porque quando eu tinha os meus 19 anos eu só pensava em curtir a vida, em pegar todas as garotas e em fumar maconha — Confessou deixando uma gargalhada ecoar pelo carro e se impressionou ao ouvir Lauren rindo também.

– Você era maconheira? Estou espantada!

– Por quê? Todo adolescente provou ou deveria provar maconha. Achei que fosse se espantar mais com a parte de pegar todas as garotas.

– Não. Está escrito na sua cara que você é dessas — Ela disse num tom levemente sério, embora houvesse encolhido os ombros em ar de pouco caso e focado seus olhos azuis no que acontecia fora do carro.

– Dessas?

– Dessas que ficam com todas.

– Eu tenho cara de lésbica ninfomaníaca, então? — Perguntou em tom divertido, fazendo Lauren soltar uma risadinha mesmo a contra gosto e revirar os olhos. — Não me julgue pelas aparências.

– Aparências? Mas foi você que acabou de dizer que só pensava em curtir a vida e pegar todas.

– Mas quem te disse que eu ainda sou assim?

Lauren virou seu corpo, sentando de lado e olhou para as mãos de Alex.

– Você tem 31 anos e não é casada, nem sequer tem uma aliança de namoro e se veste desse jeito. Quer que eu acredite que é uma mulher madura encalhada? Desculpa mas uma mulher atraente e nesse seu estilo jamais ficaria encalhada.

Alex se surpreendeu com o que ela disse e por sorte o trânsito aumentou, fazendo o carro parar de andar de vez. Ela tirou as mãos do volante e se virou de lado também, lançando um olhar fuminante para a ruiva.

– Devo levar isso como um elogio? Se quer saber, uma garota linda e interessante como você também não faz o estilo de garotinha boba que fica chorando pelos cantos por alguém que ama outra pessoa.

– Está vendo alguma lágrima nos meus olhos? — Ela rebateu com um sorriso vitorioso.

– Esse trânsito está uma merda. Até chegarmos onde eu pretendia te levar, já vai ter amanhecido.

– O que quer fazer, então?

– Minha casa está perto, se você não se incomodar, poderíamos conversar mais um pouco lá.

Lauren olhou de lado, desconfiadamente para Alex, que fez cara de inocente.

– Eu não vou te agarrar! Já disse que não me meto com garotinhas que não se reponsabilizam por seus atos. Só vamos conversar. Será divertido. Minha casa tem algumas coisas interessantes.

– E eu já te disse que me responsabilizo por todos os meus atos — Revirou os olhos e logo a olhava com interesse — Coisas interessantes? E que tipo de coisas seriam essas? Não me diga que na verdade você é uma serial killer disfarçada de detetive e há vários cadáveres escondidos em baixo da sua cama e dentro do freezer? — As duas soltaram uma risada.

– Quem sabe. Mas pra você descobrir isso, terá que ir até lá.

– Sem problemas.

– Não tem medo que eu realmente seja uma serial killer?

– Não, você é legal e não vai matar uma coisinha linda feito eu — Ela piscou para Alex, que riu.

– Lauren, você é muito modesta.

– Já me disseram.

[...]

Depois de transaram no balcão, no sofá e se atracarem pelo corredor do apartamento, Jane e Maura finalmente estavam na cama. À loira por cima, dominando a situação, sua boca viajando pelos seios, pescoço e orelha da morena enquanto seus dedos trabalhavam no meio das pernas dela, estimulando-a vagarosamente antes de começar a penetrá-la. Jane respirava de forma ofegante, pela boca e gemia ao mesmo tempo, o que excitava Maura ainda mais.

Jane levou sua mão esquerda para o meio das pernas da loira também e de surpresa afundou dois dedos em seu interior, fazendo ela soltar um gritinho e jogar a cabeça para trás. A outra mão a morena segurou na nuca dela, agarrando os cabelos e puxando, trazendo o rosto de Maura para colar no seu.

Elas se possuíam ao mesmo tempo enquanto se beijavam sem parar, perdendo cada vez mais o fôlego e a noção de tudo. Estavam pegando fogo há tempos.

Quando gozaram ao mesmo tempo, Jane abraçou o corpo da loira fortemente, e suas testas se encostaram.

– Isso foi bom...

– Isso foi incrível — Maura disse baixinho, e as duas riram.

– Incrível. Isso. Você é incrível.

Elas ficaram imóveis mais alguns minutos, recuperando o fôlego, até que Maura saiu de cima de Jane e puxou as cobertas para cima, cobrindo-as, virou de lado e Jane também, abraçando-a por trás, formando uma conchinha.

– Minha ma vai ficar louca quando souber que você aceitou se casar comigo.

– Ela já sabe do pedido? — Maura parecia surpresa.

– Sim, o Frankie boca grande contou. E desde então ela não para de ficar me enchendo com o assunto. Ela disse que temos que casar logo porque ela quer netos!

Maura se encolheu e apertou-se nos braços da morena enquanto soltava uma risadinha.

– Diga a ela que daremos vários netinhos.

– Vários? Tem certeza disso? Porque eu não pretendo engravidar.

– Eu sei que não, não faz muito seu estilo — As duas riram juntas — Mas eu sempre quis engravidar. Imagino como deva ser incrível a sensação de carregar um pequeno ser dentro de mim. Fora que sempre que estive com um bebê nos braços, o meu lado materno quase explodiu de felicidade.

– Você ficará linda com aquele barrigão enorme, usando aquelas roupas de grávida...

– Só espero que depois meu corpo volte a ser essa maravilha que é.

– Convencida — Jane roçou o nariz na nuca dela, aspirou o perfume dos cabelos — Claro que vai. Você só come essas coisas sonsas e verdes, se exercita e ainda faz yoga. Voltará ao normal rapidinho. Mas mesmo você engravidando, como pretende dar "vários" netos, vai querer fazer igual cadela e parir um monte de filhote? — Perguntou em tom de brincadeira.

– Jane! — Beliscou o braço dela levemente, fazendo-a resmungar. — Me respeita! Não. Não vou "parir" uns cinco ou seis "filhotes", por favor. Eu acho que engravidaria no máximo três vezes.

Jane engasgou com a própria saliva, assustando Maura que virou um pouquinho para encará-la.

– Três vezes? Três bebês?

– Eu não disse três bebês, eu disse que engravidaria três vezes.

– Mas se você engravidar três vezes, terá três bebês.

– Ou mais, porque podem ser gêmeos, ou tri gêmeos. Inseminação dá mais chance de isto ocorrer.

– O quê? Mais de três bebês? Você enlouqueuceu? — Jane parecia desesperada, e então Maura riu, se virando ainda mais e dando um beijo na bochecha dela.

– Não se preocupe, nós não teremos filhos suficientes para montar um time de baisebol. E também, eu tenho o desejo de adotar, nem que seja uma única criança.

– Really? — Os olhos da morena brilharam ao imaginar uma criança adotada — Sabe que eu também tenho?

– Desde criança quando fiquei sabendo que eu era adotada, fiquei pensando no assunto. Quero engravidar também, acho algo mágico, mas adotar uma criança que vive em um orfanato, que está sozinha, que precisa de amor e carinho é algo... inexplicável.

– Então está decidido. Você vai engravidar e vamos adotar uma criança. Teremos uma família grande e vamos deixar minha ma felizona. E TJ também, porque ter vários priminhos é uma delícia.

– E nós vamos casar em cima de um vulcão ou no campo do Red Sox? — Maura perguntou em tom de brincadeira.

– Você ainda se lembra disso?

– Claro que sim.

– Não dá para nós casarmos em nenhum dos dois, e isso é bom porque assim não começaremos brigar antes mesmo de casar — Jane disse com um sorrisinho.

– Sua bobona...

[...]

Ao chegar no apartamento de Lauren, a ruiva de olhos azuis não se surpreendeu ao ver as diferenças nítidas do mesmo para o apartamento de Jane, afinal, Alex era bem jovial, exótica, ao contrário de Jane, que era mais séria e clássica. Só se surpreendeu ao ver que o apartamento dela era mais limpo e organizado do que de Jane.

Lauren não esperou convites e já foi se sentando no sofá espaçoso.

– O que você quer beber, garota que responde pelo seus próprios atos, vinho? — Alex, que estava em pé, perto do barzinho que ela possuía no canto da sala perguntou.

– Vinho? — Lauren revirou os olhos — Bebida de velho. Não tem tequila, não?

– Claro que tem. Aqui tem tudo o que você imaginar — A frase soou ambígua e Lauren apenas correspondeu o sorriso de lado e cheio de malícia que Alex lhe dera. Era inegável que estavam atraídas uma pela outra e flertando desde o primeiro instante. — Aqui...

Alex se aproximou e esticou o copo com tequila na direção de Lauren.

– Obrigada.

Alex sentou no sofá, estrategicamente perto de Lauren e ambas beberam um gole do líquido nos copos ao mesmo tempo enquanto se olhavam. Claro que como uma "pegadora" nata, Alex estava mais do que acostumada com todo aquele clima de sedução, sabia muito bem o que dizer, como dizer. Ela era rainha naquele assunto. E desde o primeiro instante ela havia se interessado por Lauren e até agora a garota dava sinais que a recíproca era verdadeira, mesmo, supostamente, ainda gostando de Jane. Mas muito mais do que um clima de sedução, aquela situação toda tinha um Q a mais que elas não sabiam o que era, mas seria delicioso descobrir juntas.

– Onde você pretendia me levar se não estivesse todo aquele trânsito? — Lauren perguntou num tom mais baixo, indicando intimidade.

– Em algum lugar que pudéssemos dançar. Você é jovem e tem cara de travessa. Deve se acabar numa pista de dança, estou certa?

A ruiva sorrio, assentindo.

– Está certa. Adoro dançar e desconfiei mesmo que fosse me levar em algum lugar do gênero. Mas e você, Alex? Também dança?

– Demais. Danço todo tipo de música que você imaginar.

– Agora fiquei realmente chateada por não termos conseguido chegar no lugar que me levaria. Queria dançar com você... — Ela disse as palavras de um jeito e com um olhar que causou um arrepio profundo em Alex.

Alex não pensou duas vezes. Colocou seu copo em cima da mesa e delicadamente pegou o copo de Lauren de sua mão, colocando-o sobre a mesa também e se levantou, esticando a mão direita para ela.

– Vamos dançar.

– O que? Aqui? Agora?

– Tem espaço suficiente para dançarmos.

– E música?

Alex se encaminhou até seu aparelho de som e o ligou. Começou a tocar uma música aleatória qualquer, mas era lenta, romântica e ao mesmo tempo tinha umas batidas fortes. Voltou a se aproximar do sofá, estendendo a mão novamente para Lauren, que sorrio e não hesitou em segurá-la, se levantando. Alex a guiou, dando a volta para trás do sofá, no espaço da sala que era maior. Elas se aproximaram, parando uma de frente para a outra. Alex colocou a mão esquerda na cintura de Lauren e permaneceu segurando a mão direita dela. Lauren prontamente colocou a outra mão no ombro da morena e elas começaram a dançar como um casal, lentamente.

– Você até que dança bem pra uma velha — Disse Lauren apenas para provocá-la, porque Alex não era tão mais velha assim.

Alex nada respondeu, ou melhor, respondeu com um sorrisinho. O clima de tensão sexual entre elas já estava num nível máximo naquele momento, tanto que quando Alex se soltou de Lauren, segurando apenas sua mão e fazendo-a girar para longe, na hora que a puxou de volta, Lauren foi para seus braços com tudo, segurando em seu rosto com a mão direita e passando o braço esquerdo ao redor de seu pescoço enquanto suas bocas colidiam num beijo sôfrego.

Nenhuma das duas sabia como haviam chegado ali. Foi algo tão espontâneo, tão não planejado, mesmo as duas tendo noção que estavam atraídas uma pela outra. Estavam dançando, Lauren foi para longe e na volta suas bocas se encaixaram de forma perfeita, assim como seus corpos.

As mãos agéis de Alex apertavam com firmeza a cintura da ruiva, colando mais ainda seus corpos que já emanavam um calor vindo do desejo forte que sentiam, enquanto suas línguas brigavam por espaço. Lauren segurou nos cabelos negros de formas diferentes e firmes, descabelando-a. Ela estava louca de desejo por Alex. Um desejo que nunca havia sentido por ninguém, nem mesmo por Jane. Alex era completamente diferente de tudo que ela conhecia, mesmo sendo parecida com ela. E a morena já havia feito muito em tê-la convidado para sair e levado-a para sua casa. Era a vez de Lauren demonstrar serviço.

Ainda beijando Alex, com toda sua força, que nem ela sabia que era tanta, empurrou-a ferozmente até a parede mais próxima, derrubando um vaso que ficava do lado ao chão, fazendo um barulho alto, mas nenhuma das duas se importou. Alex olhou surpresa e com os olhos claros faiscando de desejo para Lauren, que arrancou o casaco dela e em seguida, num único puxão, abriu sua camisa, arrebentando os botões da mesma, deixando seus seios num sutiã preto à amostra e parte da sua pele branca e macia também visíveis. Rapidamente as mãos de Lauren passaram pelo corpo de Alex antes de voltar a beijá-la de forma enlouquecida. A morena de repente agarrou as coxas nuas, porque Lauren usava saia, ergueu-a do chão e a empurrou do outro lado do apartamento, encostando-a em outra parede com força, fazendo seu corpo bater ali e um gemido alto escapar de seus lábios.

– Alex... — Chamou mais gemendo do que qualquer outra coisa, com a mão direita afundada nos cabelos dela, enquanto sentia os beijos e chupões em seu pescoço, deixando-a louca. — Eu quero você... — Sussurrou no ouvido dela, de forma provocativa.

Alex ergueu o rosto e a encarou por um instante. Apertou mais o corpo dela contra a parede para que não caísse e a garota já havia cruzado suas pernas firmes no quadril da morena, que soltou suas coxas presas ali e arrancou em dois segundos sua blusa, voltando tocar seu corpo, agora diretamente na pele macia.

– O seu desejo é uma ordem.

Notas finais
Lauren e Alex... Laulex quem shippa?