RE - FUNDAÇÃO

6 05 - Em Um Instante...


Era decisivo!... As missões progrediam, e as mudanças começavam; Os seres de luz não enxergavam mais os humanos como seres vazios, haviam compreendido o quão maleável eram, sabiam que diariamente eles eram moldados e modificados, resulto das batalhas que travavam consigo mesmo e com o mundo.

Realmente os parabenizo — A voz de Ella ecoou na sala.

Reunidos os seres traçavam uma meta decisiva para concretizar tudo o que coseguiram.

É um crédito do grupo — Verena sorriu distraidamente.

Will, o líder, pensava que tudo vinha sendo fácil demais. Amber também desconfiou, mas para não serem estraga prazeres continuaram calados, e prosseguiram ''comemorando''.

Com exceção de Arthur, que não estudava na mesma escola que os demais, o restante dos humanos marcaram de encontrar-se pela noite; Uma felicidade mútua reinava sobre o ar.

Verena convidou Arthur, este quando recebera o convite suou frio.

Á noite na sorveteria hóspedes, hospedeiros e as missões (Assim apelidados os humanos) encontravam-se sentados próximos aos outros. Só tinha uma incógnita que pairava sobre os seres de luz... Quem era Gustavo. O humano não parecia ser problema, era comum, e não os dava incerteza alguma. O que lhes tranquilizaram foi o acesso as recordações dos hospedeiros e puderam ver a convivência que tinham.

Ann levantou-se com uma taça cheia de sorvete e uma colher em outra mão:

Quero fazer um brinde! — Era o centro das atenções, os humanos estranhavam o gesto de Gabriel — Um brinde a todos nós, um brinde a amizade!

Levantaram-se com suas taças repetindo o gesto.

Por duas horas riram, sentiram-se parte de algo. até mesmo Arthur se entrosava com os demais.

Perto de se despedirem, duas vans pretas aproximaram-se do recinto, cerca de 20 homens encapuzados desceram, cada qual carregava um estranho utensílio metálico de porte médio, no qual se assemelhava a um controle remoto.

Armou-se uma grande confusão, pessoas corriam sem rumo. E naquele instante Amber e Will souberam que suas suspeitas estavam certas... Tudo estava sendo fácil demais.

Os encapuzados em uni gesto posicionaram seus braços em frente ao grupo dos escolhidos, seres de luz sabiam que era à hora de usarem suas habilidades, mas ao tentarem agir caíram ao chão, já era tarde, os encapuzados tinham disparado suas armas, tudo o que puderam ver fora um barulhento clarão vermelho que eletrizara seus corpos.

...

22h13min...

Em um instante e todos caíram...

Marcy pode ver por uma greta de sua estranha cela uma silhueta negra que andava de cá pra lá, movimentando-se no que parecia ser um corredor cheio de outras celas parecidas com a sua.

O que você fez com a gente? — De uma das celas ecoou em alto e bom tom a voz ofegante de Wandra.

Lith dirigiu-se até ela, e abaixou próxima a greta por onde ela o observava. Não disse nada, colocou apenas um de seus diabólicos olhos pela fenda, e Wandra quando o viu sentiu uma grande tontura que percorrera todo seu corpo.

Verena era uma das únicas que podia se teletransportar, essa era uma das diversas habilidades que tinha, mas ao tentar não obteve sucesso. Assim fora com todo o restante dos seres de luz; Haviam encontrado um inimigo maior que as bestas cotidianas dos humanos, não lidavam mais somente com a essência humana, o não físico, agora contavam com um inimigo de 'carne e osso'. Um real.

As celas dos seres de luz eram acochadas com um tipo de material impenetrável. Enquanto os humanos foram desacordos e postos numa mesma cela.

O estranho aparato tecnológico nada mais e nada menos tinha como função retirar momentaneamente a força vital de qualquer ser existente. Sem sua energia todo o ser era destinado ao fracasso.

Ann era filho da trindade criadora, sabia o equilíbrio certo entre a vida e a morte, em sua última encarnação fora um menino índigo, um ser celeste, e desde essa sua última vinda à Terra tinha adquirido a habilidade de ter pequenas visões do futuro. Este fora um dos momentos onde pode espiar um pedaço do que viria, quando se sentou em uma posição que mais parecia uma posição de yoga, seu eu espiritual desconectou-se dali e conectou-se a outra dimensão. Sem ninguém ao alcance começou a transcrever palavras aleatórias: “Sombra; Amon; Ninfa dos bosques; Orfeu; Dicotomia; Donnie Darko; IM01’’”.

Lith encontrava-se ao alcance da cela de Ann e pode escutar atentamente todas as palavras, uma em particular lhe assombrara: Amon.

Os humanos despertos não sabiam que passara. Desconheciam a causa de terem sido raptados (Se fora visto como rapto). Compartilhavam da mesmo cárcere, e juntamente da mesma angústia e incerteza. Os cinco especulavam diversas explicações sobre o ocorrido, e concluíram que juntos poderiam tentar por fim naquele pesadelo.

O tempo passava, rápido até, e Lith, com ajuda de seus comparsas, começara a transladar um por um dos seres de luz até uma sala que continha aparelhos de pura tecnologia desenvolvida.

O grupo dos humanos observou tal feito, e puderam ver que os outros eram o restante de seus amigos.

Imobilizados e incapazes... Não sabiam o que fazer, e nem ao menos poderiam fazer nada.

...

Câmara de congelamento (00h12min...).

Estirados sobre brancas macas que mais se assemelhavam com grandes incubadoras, Marcy, Verena, Liz, Will, Amber e Ann desfrutavam dos doces sonhos provocados pelo conjunto da aplicação do éter dietil e um estranho líquido incolor que conduzia há um estado de catalepsia.

Uma mulher alta, de longos cabelos negros, e olhos castanhos, vestida com um jaleco branco anotavam todos os procedimentos ocorridos e pautava detalhadamente os que ainda sucederiam.

Lith que observava a Lua em seu resplendor máximo, esta em período de cheia, até que fora incomodado pela bela cientista, que era poucos anos mais velha que ele.

Aqui esta — Disse-lhe.

Lith virou-se, e ela não demonstrara se quer fagulha de medo pelos olhos negros.

Ótimo! Prossigam... E que terminem antes do amanhecer.

Sim senhor — O respondeu firmemente.

Havia 6 estranhas cápsulas, do tamanho de colchões de solteiro, metálicas, blindadas e aparentemente impenetráveis.

O plano era simples... Extrair todos os hóspedes de seus hospedeiros.