¿Qué Hay Detrás?

15 Confie Em Mim


Notas iniciais
Oiii povo! Não demorei muito, né? Aqui mais um capítulo pra vocês, mais ou menos, mas tá melhorando! Gostei muito de saber que mesmo abandonando a fic um tempão, você ainda estão aqui comigo, obrigada

POV Maxi

3h00min da manhã, meu celular desperta, com um pouco de preguiça desligou-o e me preparo para tomar o remédio. O mesmo estava sobre meu criado-mudo, ao lado de um copo d’água, tudo milimetricamente planejado por Naty para que eu não precisasse me levantar.

Falando na Naty, olhei para o sofá, e lá estava ela dormindo serenamente, tão linda, tão sensível, tão boa. Passou por tanta coisa e mesmo assim está sempre pronta para ajudar e para cuidar. Admirei-a dormir por alguns minutos enquanto o sono não voltava e do resto não lembro mais.

POV Naty

6h00min. Assim como em todas as outras manhãs, meu celular desperta. Levanto-me, e olho Maxi que ainda dorme, me aproximo e coloco a mão em sua testa. Sem febre. Então, começo a me arrumar para a faculdade.

Tomo um banho, coloco uma roupa simples e vou para cozinha preparar o café, Maxi não demora muito para entrar lá.

– Bom dia – falou coçando os olhos encostando-se à porta.

– Bom dia – sorri.

– Senti cheirinho de café, precisei levantar.

– Não havia necessidade, eu levava pra você – comentei.

– Mas já estou me sentindo melhor, na verdade, até estava um pouco quente embaixo de tanto cobertor.

– Que bom sinal de que você está melhorando, porém, ainda tem que se cuidar... Nem pense em sair de casa.

– Pode deixar... Vou ficar fazendo umas listas de exercício que estão acumuladas – comentou. – Não vou sair!

– Muito bem – eu ri. – Hoje vou passar pra deixar seu atestado com o técnico, não queremos que ninguém seja expulso e não jogue no Estadual, não é mesmo?

– Obrigado, Naty – ele agradeceu sentando-se à mesa -, você está sendo um anjo na minha vida!

– Que isso, Maxi, não estou fazendo nada de mais, você faria o mesmo por mim – sorri colocando o café na mesa, que já estava com pães, frios e outras guloseimas em cima, e sentei-me de frente para o Maxi.

– Com certeza eu faria!

– Eu sei, mas agora coma, vai te fazer mais bem ainda.

Tomamos café da manhã em silêncio, depois que já estávamos satisfeitos, coloquei a louça na pia, guardei o que estava na mesa, escovei os dentes e peguei minha bolsa para sair. Maxi já havia voltado para a sala, e estava sentado no sofá assistindo à televisão.

– Vou indo, se precisar de qualquer coisa, me ligue! E quando sentir fome, deixei comida na geladeira para você, só esquentar – exclamei sorrindo.

– Pode deixar, obrigado – ele sorriu de volta. – Boa aula, diga a todos que mandei lembranças.

– Direi... Tchau!

– Tchau...

Antes de sair peguei a chave reserva que Maxi havia comentado, e saí fechando a porta atrás de mim.

Como a casa de Maxi era mais perto da faculdade que a minha, em pouco tempo já estava adentrando na UNC. Fui direto para a sala, Vilu já estava lá, como nos outros dias, sentei-me ao seu lado e ficamos conversando até a aula de Antropologia II começar.

– Oi Naty.

– Oi Vilu...

– Tudo bem?

– Sim e você?

– Também... E o Maxi?

– Acordou dizendo que se sente melhor, mas ficou em casa repousando, porque ainda tem dois dias de atestado.

– Ah, que bom... E quer dizer que você está lá com ele? – ela falou toda sorridente.

– Sim – senti meu rosto corar -, mas não pense besteiras, só estou cuidando dele, já que não podia ficar sozinho, porque por ele, ia melhor logo, sem remédios, sem repouso...

– Homens... – Vilu riu.

– Então quer dizer que você e Maxi estão ficando há um dia e você já está dormindo na casa dele – uma voz conhecida soou atrás de mim -, parece que minha opinião sobre você não estava errada!

– O que você quer dizer com isso, Camila? – virei-me para encará-la, sua sombra Ludmila estava parada ao seu lado.

– Que você não é nenhuma santa! Chegou aqui tomando o namorado alheio e em um dia já está frequentando a casa dele...

– Olhe aqui – levantei-me para poder ficar cara a cara com ela -, eu não roubei o namorado de ninguém, se o Maxi terminou com você, porque você é insuportavelmente chata e ciumenta, isso não é problema meu! E bem, eu tenho meus motivos para estar frequentando a casa do Maxi, mas isso também não é problema seu, porém, para que não fiquei por aí espalhando mentiras, como é o seu costume, fiquei sabendo que Maxi está doente e estou cuidando dele! – cuspi todas as palavras e quando terminei até senti que minha voz estava um pouco exaltada.

– Maxi doente, sei... – comentou irônica. – Isso é desculpinha!

– Tanto faz o que você acha – falei, dando por encerrada a conversa, pois logo me sentei novamente ao lado de Vilu e virei para frente.

Não demorou mais que um minuto após o término da “discussão” para que a professora entrasse na sala e iniciasse sua aula, que, diga-se de passagem, foi um saco! De todas as matérias que estava fazendo esse semestre, Antropologia I era a pior de todas. Na hora do intervalo fomos para o refeitório encontrar o resto do pessoal. León, Francesca e Federico já estavam comendo, juntamo-nos a eles.

– Oi pessoal – disse sorridente.

– Oi Naty – responderam em uníssono.

– E então, o que aconteceu com o Maxi? – León questionou.

– Andou tomando mais chuva do que deveria, e aí pegou um resfriado daqueles.

– Garanto que ele tomou chuva por uma boa causa – Francesca riu após comentar isso.

– Enfim – tentei continuar a conversa, antes que tomasse outro rumo -, o médico foi até lá e fez uns exames, deu atestado e receitou alguns remédios, agora Maxi está em casa repousando e diz ele que, estudando.

– Dessa eu vou ter que duvidar! – Federico riu.

– Eu também – León concordou -, mas contanto que esteja em casa, já é um começo... Duvido muito que se você não tivesse ido até lá e feito todo o resto, Maxi teria se preocupado muito com a saúde dele.

– Isso é verdade, ele hesitou bastante a minha ideia, mas no final tudo se resolveu!

– Melhor, vou passar lá depois do treino – León falou -, preciso passar algumas informações da aula para ele...

– Aliás – falei puxando o atestado de Maxi da bolsa — poderia entregar isso ao técnico de vocês?

– Claro!

– Obrigada...

Ficamos o resto do intervalo conversando, e depois voltamos para nossas respectivas salas. Minhas segundas aulas, de Introdução à Psicanálise passaram rapidamente, despedi-me de Violetta e fui direto para casa de Maxi ver como ele estava.

POV Maxi

Passei o dia todo em casa como havia prometido à Naty. Fiz uma lista toda de exercícios, mas ainda tinha uma para fazer, porém, resolvi guarda-la para o dia seguinte, no qual ainda ficarei de molho em casa. Estava assistindo alguns seriados na televisão, quando meu celular começou a vibrar em cima do criado-mudo, levantei-me para atender e o fiz sem olhar quem era, imaginando ser a Naty, pensei errado.

– Maxi? Você está mesmo doente? – aquela voz conhecida falou no outro lado da linha.

– Oi Camila, estou...

– Quer dizer então que a Natália não mentiu...

– Hãn? Não entendi – comentei confuso.

– Nada não! O que você tem? – agora ela parecia preocupada.

– Só estou resfriado...

– Hm, e quando você volta pra a aula?

– Em dois dias, por quê?

– Porque precisamos pensar no que vamos fazer no projeto final da aula de desenho, infelizmente vamos ter que trabalhar juntos! – voltou a ser a velha Camila.

– Sexta-feira eu já vou estar de volta e resolvemos isso!

– Acho bom... Até logo, então.

– At – nem consegui responder, pois a mesma já havia desligado.

Depois da conversa estranha que acabara de ter com Camila, resolvi comer alguma coisa, e quando abri a geladeira descobri uma macarronada que parecia muito boa e que Naty havia deixado pronta para mim, esquentei-a, comi e minha meu pensamento só se confirmou, estava realmente muito gostosa, depois de comer, voltei à sala para assistir mais um pouco de TV enquanto Naty não chegava.

Não demorou muito para que ela adentrasse em meu apartamento, carregando sua bolsa e algumas sacolas nas mãos.

– Oi Maxi – ela sorriu assim que terminou de fechar a porta.

– Oi!

– Como está?

– Melhor agora – ri. – É muito chato ficar aqui sozinho o dia todo...

– O que você fez?

– Uma lista de exercícios e assisti à televisão, deixei a outra para amanhã, pra ter algo com o que preencher um pouco o dia. Ah, e também comi a macarronada que você deixou aí, deliciosa!

– Que bom que gostou – ela comentou indo em direção à cozinha, fui atrás dela.

– Só fico me perguntando em que hora do dia você a fez...

– Enquanto você dorme eu fico “sozinha”, aí ocupo minha cabeça cozinhando, lendo e tals – ela comentava enquanto tirava alimentos das sacolas e guardava nos armários.

– E isso tudo, o que é?

– Comida!

– Isso eu sei, mas para que tudo isso? Brócolis, cenoura, frutas, eu nem gosto disso...

– Isso tudo tem vitaminas, é disso que você está precisando agora – ela sorriu e continuou guardando os legumes, frutas e verduras na geladeira.

– Mas eu não gosto disso, não quero comer!

– Ah Maxi, você parece uma criança – ela riu e se aproximou de mim. – Se não vai comer por você, coma por mim e pelos outros que querem te ver melhor logo – piscou.

– Com você pedindo assim, posso até pensar melhor...

– Isso, pense com carinho – ela se aproximou mais e me deu um selinho.

– Desse jeito, nem preciso pensar mais muito não – rimos juntos.

Ajudei Naty a terminar de guardar as compras, e quando ela começou a cozinhar, a campainha tocou. Eu não estava esperando ninguém, mas fui até a porta e a abri. Eram León e Violetta.

– Oi pessoal – falei sorrindo. – Legal ver vocês aqui!

– E aí cara, como você está? – León perguntou.

– Hoje estou melhor... Entrem! – dei espaço para que eles entrassem, Violetta me cumprimentou com um beijo rosto, deixou sua bolsa em cima do sofá e foi procurar Naty. León entrou e se sentou, fechei a porta e sentei-me no sofá também. – E então, como foi o treino?

– Foi bom, pegamos bem pesado nesses últimos dias... Na semana que vem o técnico já vai fazer a escalação oficial.

– Pow, que droga, eu acho que vou ficar fora dessa então...

– Não vai, você é um bom jogador, não é porque precisou faltar dois dias, que vai ficar de fora né.

– Espero que não...

POV Naty

León e Violetta vieram visitar Maxi como haviam comentado na Universidade, enquanto os meninos estavam na sala conversando sobre futebol, eu e Vilu estávamos na cozinha. Eu preparava algo para comermos, e ela estava me ajudando.

– Ainda não consigo acreditar naquilo tudo que a Camila disse! – Vilu falava indignada enquanto descascava batatas.

– Nem eu, mas nem vou me apegar muito a essa história, pelo que notei, ela vive inventando coisas por aí...

– Ah, isso sim, mas é que fiquei chateada por você, por ela inventar logo isso, tipo, o que você fez à Camila para ela pensar algo desse tipo a seu respeito?

– Camila? O que ela fez? – olhei para a porta e Maxi estava lá, segurando duas caixas de remédio.

– Me falou muitas coisas, como já fez outras vezes, mas depois conversamos melhor – preferi não falar nada agora para evitar qualquer coisa.

– Tudo bem – Maxi concordou, aproximou-se do filtro, encheu um copo com água, tomou seus remédios e voltou para a sala.

– Vocês parecem casados! – Violetta comentou descontraída.

– Por quê?

– Olha só, Maxi está sentado na sala conversando com León sobre o dia deles, e você está na cozinha preparando o jantar. Ele veio até aqui, questionou nossa conversa e você preferiu falar sobre o assunto depois, bem coisa de casal – ela riu.

– Só até o atestado do Maxi terminar, depois voltaremos a nossas vidas de universitários que mora sozinho ou com a família.

Terminamos de preparar o jantar, comemos os quatro juntos, eu e Vilu arrumamos a cozinha, depois ela e León foram embora. Tomei um banho, e quando cheguei à sala, Maxi estava assistindo à televisão.

– Oi.

– Oi – ele respondeu. – E então, temos um assunto pendente.

– Pensei que você tivesse se esquecido disso, mas então... – contei a Maxi tudo que havia acontecido e como tinha sido.

– Por isso ela me ligou perguntando se eu estava doente mesmo, e quando confirmei, mudou totalmente de assunto – Maxi comentou, e fiquei com muita raiva de Camila, mais do que já tinha.

– E sobre o que ela falou depois?

– Sobre o trabalho da nossa disciplina de Desenho Geométrico e Forma Tridimensional, aquele que infelizmente vamos ter que fazer em dupla... Ela queria saber se eu volto para aula sexta, que é o dia da matéria.

– Hmm claro, o trabalho.

– Tá com ciúmes?

– É claro que estou... Ela é sua ex-namorada – falei cabisbaixa.

– Eu não gosto mais dela, agora gosto de outra pessoa – falou piscando.

– Ah é, e quem é? – perguntei rindo.

– É uma menina aí, estuda lá na faculdade, morena, olhos brilhantes, até que é bonitinha.

– Bonitinha é? Vou lembrar-me disso da próxima vez – eu ri.

– Estou brincando, você é linda, e sabe disso! – Maxi falou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. – E não se preocupe com a Camila, só vamos fazer esse trabalho juntos, porque eu não tive saída.

– Tudo bem, eu confio em você.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem seus reviews com sua opinião, suas críticas e sugestões! Qualquer coisa, estou sempre no tt: @inlovegarnier Bjbj!