¿Qué Hay Detrás?
33 Assim Será Melhor Meu Bem
Notas iniciais
Oi gente,
Gostaria de dar uns avisos aqui antes de postar o capítulo, porque o espaço para notas não é suficiente.
Primeiro, feliz ano novo para todo mundo, um pouco atrasado eu sei. Desejo que vocês tenham um 2015 maravilhoso, com muitas realizações e conquistas!
Como alguns já sabem, eu comecei uma nova fic, o nome é Inevitable (http://fanfiction.com.br/historia/573246/Inevitable/), ainda tem só um capítulo, porque estou querendo terminar essa aqui antes para me dedicar 100%, e espero que vocês leiam e gostem :)
Falando em fic quase terminando, eu acho que serão só mais dois ou três capítulos para terminar, mas queria já agradecer em antecedência a todos pelo tempo gasto aqui lendo, comentando e esperando posts da autora relapsa.
Espero que gostem do capítulo...
***
POV Maxi
Na manhã seguinte eu acordei e Naty dormia tranquilamente com a cabeça sobre o meu peito. Tentei reorganizar minhas ideias lembrando-me de tudo que havia acontecido na noite anterior enquanto observava-a dormindo. Tão linda, tão nova e já passou por tanta coisa na vida. Com certeza ela não merecia mais esse sofrimento de me cuidar de mim, gostar de mim enquanto eu me esforçava para lembrar-me do momento o qual Naty fez parte da minha vida. Eu precisava conversar com ela logo sobre e acabar de vez com esses sentimentos mal resolvidos.
Continuei deitado alisando o cabelo de Naty, não queria levantar e fazê-la acordar, Naty precisava descansar depois da noite cheia que teve e por conta de tudo que havia passado essa semana. Algum tempo passou até que ela começou a se remexer na cama e eu sabia que ela acordaria. “Como eu sabia?” pensei comigo. Naty coçou os olhos, abriu-os e olhou para mim. Sorri.
– Bom dia – ela falou.
– Bom dia! — respondi.
– Que horas são?
– 10h00min.
– Aí como eu adoro final de semana, pra poder dormir até mais tarde – ela sorriu, e foi o sorriso mais lindo que eu tinha visto na minha vida. Ela sentou-se na cama e fitou a janela observando o sol que brilhava na rua. Eu apenas admirava aquela cena do sol iluminando os cabelos de Naty enquanto ela respirava profundamente. Então, a mesma quebrou o silêncio. — Obrigada, Maxi.
– Pelo quê? — perguntei um pouco confuso.
– Por ontem... Por ter me feito entender que a vida sempre continua apesar de tudo!
– Ah Naty, não me agradeça, apenas viva sempre!
– Vou sempre me lembrar disso quando nada for como eu gostaria que fosse... — eu senti um aperto diferente no meu peito quando Naty falou a última sentença. Então ela se levantou da cama e saiu em direção ao banheiro sem falar mais nada.
Fiquei sentado mais algum tempo em minha cama apenas olhando para o horizonte enquanto ouvia Naty abrindo e fechando e chuveiro até que a mesma saiu do banheiro já vestida e com os cabelos molhados. Ela me olhou com um olhar triste e foi para a cozinha. Eu realmente não estava entendendo o que havia acontecido nos últimos minutos.
Resolvi tomar um banho, dar um tempo para o que acabara de acontecer e tentar falar com Naty depois. Após o banho coloquei uma calça de moletom e uma regata e sai. Um cheiro de comida tomava conta do ambiente e ao mesmo tempo da minha cabeça. Parecia que eu já havia sentido aquele cheiro outras vezes. Caminhei em direção à cozinha. Naty estava em frente a mesa, cuja qual estava muito arrumada, sentei-me na cadeira vazia de frente para ela.
– Naty – eu falei assim que me sentei. — O que aconteceu?
– Nada – ela respondeu séria. — Por quê?
– Porque vocês estava tão bem essa manhã, e do nada ficou séria, triste... Eu falei algo errado? — perguntei preocupado.
– Não Maxi, não falou, tá tudo bem... — ela soltou um suspiro. — Coma – ela falou se levantando e indo em direção a sala.
– Não Naty! — segurei o pulso dela quando a mesma passou ao meu lado. — Eu sei que não está tudo bem. Por favor, me diz o que aconteceu! — levantei-me e fiquei olhando fundo nos olhos dela.
– Eu não deveria estar aqui... — ela falou após um segundo longo suspiro.
– Do que você está falando?
– Ah Maxi, após nossas conversas ontem e hoje, eu conclui que quem deveria estar aqui era a Camila, vocês tem uma história juntos da qual você se lembra, só precisam conversar um pouco. Você nem ao menos lembra de mim, e por mais que estejamos tentando, está sendo difícil pra mim toda essa situação... E bem, eu vou aprender a superar tudo isso. Eu vou sofrer? Vou. Vai doer? Vai. Porém, isso vai passar, e um dia ficarão só as boas lembranças... — ela repetiu as palavras que eu havia dito na noite passada. — É melhor eu ir – disse se virando e saindo em direção a sala.
– Ir? — eu perguntei confuso.
– Para casa Maxi – ela falou pegando as malas que estavam arrumadas na sala e que eu não tinha reparado quando saí do banheiro.
– Não! — foi a única coisa que consegui falar.
– Vai ser melhor assim... E por favor, ligue para alguém vir ficar com você – ela falou aproximando-se novamente. — Eu vou ficar mais tranquila quando saber que tem alguém aqui, e se não o fizer, eu farei – falou por fim. Depois Naty me abraçou e eu a abracei forte não querendo largar nunca mais.
– Tchau, Maxi – ela falou e soltou, mesmo eu fazendo muito esforço para que isso não acontecesse. Naty pegou as bolsas no chão e saiu sem olhar pra trás. Eu fiquei parado no meio da sala olhando tudo aquilo acontecer e algumas lágrimas brotaram em meus olhos.
POV Naty
Eu saí da casa de Maxi aos prantos, porém, eu sabia que isso era a coisa certa a ser feita. Nossa conversa na noite anterior me fez entender que eu posso aprender a viver sem ele apesar de tudo, então decidi que seria melhor me afastar, assim Maxi reaprenderia a ter de volta a vida a qual já estava acostumado.
Eu estava sem chão, não sabia exatamente o que fazer. Peguei um táxi em frente ao prédio de Maxi e apenas pedi para ir para casa. Chegando lá entrei e entrei direto para o meu quarto. A única coisa que consegui fazer foi me jogar na cama e chorar por muito tempo. Depois de algumas horas eu desci, provavelmente não estava com o rosto mais apresentável, mas vovó entenderia. Precisava conversar com ela sobre a decisão de que acabara fazendo.
– Vovó!? — eu disse assim que adentrei à cozinha.
– Oi minha amada... Tudo bem? — ela perguntou, mesmo sabendo a resposta.
– Ah vovó, eu não consigo mais, tudo isso é muito difícil pra mim...
– Vai ficar tudo bem! — ela falou calma e tranquila.
– Eu sei que vai – concordei. — Porém, eu fiz uma decisão por enquanto, queria ver o que a senhora acha – e contei a ela o que havia decidido.
– Se é isso que você quer minha amada, nós concordamos... E quando vai ser?
– Hoje mesmo – falei convicta.
Depois disso vovó e eu ficamos conversando e decidindo tudo.
POV Maxi
Eu havia passado o dia inteiro pensando no que acontecera pela minha em minha casa. Naty indo embora de repente e falando sobre esquecer tudo. Resolvi sentar, pensar e resolver os meus problemas comigo mesmo. Decidir qual seria o certo a fazer, e claro que eu decidi que o certo era correr atrás do possível e fazer isso acontecer, mesmo que para Naty já tivesse acontecido antes. Sim, isso mesmo, eu havia decidido que o certo era ficar com Naty e correria para falar isso para ela.
Troquei de roupa, peguei as chaves do carro e desci para a garagem. Entrei no carro e logo dei a partida, não demorou para muito para que eu estivesse em frente a casa de Naty. Aquela casa tão conhecida minha. Desci do carro e não hesitei, bati à porta assim que cheguei em frente a mesma. Demoraram alguns minutos até que a avó de Naty abriu.
– Oi Ruth (N/A: sim, ela tem nome!) — falei excitado.
– Oi Maxi... Como você está? — sorrindo.
– Estou bem... Estou procurando pela Naty, ela está?
– Ah menino – ela falou e desmanchou o sorriso. — Ela foi pra Buenos Aires...
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