Bella dava as últimas instruções para o pessoal do buffet, enquanto Esme, Rosálie e Alice terminavam de acertar alguns detalhes.

Bella olhou no relógio e constatou que tinha pouco tempo para se arrumar. Correu até a responsável pelo buffet e deu as últimas instruções.

— Gente, eu vou subindo. Tenho que tomar banho e me arrumar. – ela passou pela sogra e as cunhadas, que também disseram que estavam indo se arrumar.

Bella tomou banho e rapidamente se secou e colocou o vestido. Parou em frente a penteadeira e iniciou sua maquiagem.

Edward provavelmente já estava pronto de devia ter ido conferir os meninos.

Bella ouviu uma batida na porta e logo sua filha entrou no quarto.

— Mamãe? – Renesmee avançou um pouco mais e quando viu a mãe se levantando da cadeira, já com a maquiagem feita, ela soltou um assobio e sorriu de modo irreverente. – Wow, que mãe mais gata essa minha.

Bella sorriu.

— Olha quem fala. Com certeza a garota de dezessete anos mais linda do mundo. – Bella elogiou.

— Papai é um homem de sorte. – Renesmee acrescentou.

— Assim como o Sean também é um rapaz de sorte. – Bella comentou e Renesmee sorriu. – Ele virá?

— Sim, ele me ligou, já deve estar chegando. E está trazendo um uísque doze anos como presente para o papai.

— O garoto sabe como agradar o sogro. – Bella brincou.

Renesmee pediu um par de brincos emprestado e logo saiu do quarto, deixando Bella sozinha.

Bella caminhou até a frente de um espelho e se examinou minuciosamente.

Cinco anos se passaram desde a crise que tiveram e que ocasionou em uma breve separação.

Obviamente, houve muitas brigas nos últimos tempos, alguns choros e dias sem se falarem direito. Porém, todos esses eventos acabaram com declarações apaixonadas e os dois se amando e idolatrando um ao corpo do outro.

E hoje, aquele menino magrelo que ela conheceu quando ele tinha doze e ela oito anos, estava completando quarenta anos de idade.

Em dois meses ela completaria trinta e seis anos de idade e dezoito anos de casamento.

Bella deu uma ultima olhada em seu visual e se aprovou.

Antes que ela pudesse se virar e deixar o quarto, Edward entrou com um enorme sorriso.

— Sou o homem mais afortunado do mundo. – ele foi até ela e lhe deu um singelo beijo na boca. – Está linda, senhora Cullen.

— E você até que é um quarentão bem gostoso. – ela provocou.

Um sorrisinho cheio de segundas intenções surgiu na face do marido.

— Não me provoque, Isabella, ou eu começo a festa aqui mesmo. – ele deu uma boa avaliada em seu corpo sendo abraçado pelo vestido. – A cada ano que passa fica mais deliciosa.

— Edward... Não comece. Temos convidados a receber. – Bella o empurrou de leve e passou por ele.

Edward a seguiu e ambos desceram para receber os primeiros convidados que já chegavam.

— Pai, posso ir ficar com Cory e Brian? – Anthony, que era um menino bem alto e magro para seus treze anos, assim como o pai foi um dia, perguntou aos pais.

— Sim, querido. Vá ficar com seus amigos. Mas venha antes do jantar ser servido para tirarmos as fotos da família toda, ok? – Bella o avisou.

— Pode deixar, mãe. – o garoto ia saindo de perto dos pais quando viu Renesmee caminhando na direção em que estavam, de mãos dadas com Sean, o namorado. – Ih pai, o Sean veio. – Anthony não pode deixar de provocar. Achava engraçado ver o pai morrendo de ciúmes do namorado da sua irmã mais velha.

— Ótimo, a festa está completa. – Edward resmungou irônico.

— Amor, pare com isso, ok? Sean é um bom rapaz, e você sabe disso. E Renesmee está à beira dos dezoito anos, ela cresceu, meu bem. – Bella o lembrou.

— Eu sei, eu sei. – Edward resmungou rendido.

— Pai, Sean queria vir lhe entregar pessoalmente. – O rapaz lhe estendeu uma bela caixa da marca de uísque preferido de Edward, e doze anos ainda. Edward teve que admitir, o moleque sabia como puxar o saco do sogro.

— Espero que goste, senhor Cullen. – o rapaz sorriu um pouco inseguro.

— Eu apreciei muito o presente, Sean. Fique à vontade na festa. – Edward sorriu de forma educada para o garoto e ele se sentiu mais seguro.

— Você está sendo hipócrita, meu querido. Se bem me lembro, nós começamos a namorar quando eu tinha treze anos. – Bella cantarolou quando sua filha e o namorado se afastaram. – Demos sorte que Renesmee não encontrou um magrelão de olhos verdes penetrantes que a fizesse se apaixonar tão nova, não é mesmo?

Edward não pode evitar um sorriso.

— Ok, você venceu. Eu até gosto do garoto, é de boa família e parece realmente gostar dela. Mas não me julgue por sofrer ao perceber que minha menininha já não é mais tão menininha. – Bella sorriu e abraçou Edward de lado.

— Essas são as etapas da vida, meu amor. – Edward lhe deu um beijo na testa. – E eu, como sua mulher e companheira pra toda vida, passarei todas as etapas ao seu lado. – Bella completou, levantou um pouco a cabeça e roçou seus lábios nos de Edward.

A festa de aniversário de quarenta anos de Edward foi bem movimentada. Muitos convidados e obviamente, a família toda reunida.

Muitas fotos foram tiradas, tiveram que dar atenção a todos os convidados, e no momento em que a pista de dança foi liberada e a banda que tocava apenas Jazz e blues, até o momento, engatou ritmos dos anos 60 e 70, a festa ganhou outro clima.

Bella dançava animada com as cunhadas. Sentia-se uma mulher jovem e bem disposta aos 35, quase 36 anos. Tomava uma batida de frutas tropicais e cantarolava a letra de dancing queen quando foi abraçada por trás e sentiu aquele arrepio familiar que por anos vinha sentindo.

— A gatinha está sozinha? – Edward perguntou enquanto salpicava beijos na nuca de Bella, exposta pelo penteado.

— Talvez eu não esteja mais, o que me diz? – ela contra-atacou sedutora.

— Hummm, para quem nunca flertou, a senhora está muito bem treinada. – Edward deu uma longa lambida atrás da orelha dela, a fazendo estremecer.

— Quem disse que nunca flertei? – ela provocou e sentiu Edward enrijecer atrás dela. – Ei, calma senhor ciumento, eu já flertei sim, e muito, mas foi com você. – ela virou-se em seus braços e ficou de frente pra ele, ainda com o corpo colado ao do marido. – Não é porque já somos casados por tanto tempo que não devemos flertar. Nós sempre flertamos meu amor, faz bem para o relacionamento. Eu te paquero o tempo todo, e você, mesmo sem perceber, vive me paquerando.

— É mesmo, você está correta. – Edward sorriu relaxado e a abraçou mais apertado. – E já que a gatinha estava sozinha, que tal eu ser a companhia que irá alegra a sua noite? – ele voltou a jogar.

— Convença-me. – Bella sussurrou ao pé do seu ouvido.

— Eu posso garantir que sou uma boa companhia. – Edward, que já se sentia excitado pela brincadeirinha de casal, empurrou seu membro já um pouco ereto contra a barriga de Bella. – Eu tenho uma enorme garantia de que você não irá se arrepender de passar a noite comigo.

Enorme, huh? – Bella lhe deu um olhar faminto. – Será que é enorme mesmo?

— Posso afirmar que sim. – Edward lhe deu seu sorriso torto.

— Talvez eu queira me certificar se realmente é enorme. – Bella mordeu o lábio inferior e deu uma rápida olhada para seus corpos colados.

Edward abaixou a cabeça até sua boca estar colada ao ouvido dela.

— Cinco minutos. Biblioteca. – ele comunicou e a deixou de forma repentina.

Bella sorriu ao sentir a necessidade de seu marido de fazer uma travessura em plena festa de aniversário.

Bella saiu da pista de dança e viu Anthony junto com seus amigos sentados numa mesa parecendo estar num papo bem entretido. Renesmee caminhava de mãos dadas com o namorado, e Daniel, que ainda tinha seus nove anos, andava de um lado para o outro com os amigos da mesma idade, filhos de amigos da família ou conhecidos dos negócios de Edward.

Bella sorriu e entrou correndo em casa. Não faria nenhuma mal se desse uma escapadinha com o marido, faria? Não, não faria.

Entrou correndo na biblioteca e levou um susto ao ser agarrada por Edward, que a imprensou contra a porta e assaltou sua boca com ferocidade.

O beijo era quase animalesco. Quem olhasse de fora, poderia pensar que eles não se tocavam há anos, quando na verdade, na noite anterior tinham feito amor e dormido de pernas entrelaçadas.

— Não sabe a vontade que estou de me afundar em você. – Edward rosnou as palavras enquanto desci beijos para o colo exposto de Bella.

— Então não espere para fazer isso. – Ela o encorajou.

— Amor, você quer uma rapidinha, huh? – ele brincou enquanto abaixava a parte frontal do vestido de Bella e abocanhava um seio dela, mamando como um bebê faminto.

— Sim... Eu quero... Vem Edward. – ele não esperou outro convite. Levou uma mão por dentro das coxas dela e puxou sua calcinha de lado. Tocou a intimidade da esposa e a estimulou um pouco mais para ela estar totalmente lubrificada.

— Gostosa. – ele sorriu torto, e Bella abriu a calça dele, abaixou o zíper e desceu um pouco junto com a cueca.

Edward enganchou uma perna dela em sua cintura e tomou seu caminhou no meio das pernas dela. De um jeito não muito confortável, eles se encaixaram e ambos gemeram com o contato.

Edward passou a dar estocadas fortes contra o corpo de Bella e ela agarrava os fios bronze do cabelo do marido.

Talvez fosse pela adrenalina de estarem transando em plena festa de aniversário e com mais de cem convidados na propriedade, ou o clima de flerta de alguns minutos antes, ou simplesmente fosse a intensidade da paixão naquele ato, pois ambos estavam à beira de seus orgasmos e não conseguiam mais evitar.

— Bella... – Edward gemeu quando se derramou dentro dela, ainda estocando para que ela viesse junto.

— Eu estou quase, mais um pouco... – ela pediu entre arfadas e gemidos. Edward estava cansado pela força aplicada nas investidas, porém continuou com vigor, até sentir Bella se contrair e seu corpo todo enrijecer. – Óh sim...

Ambos permaneceram calados, apenas deixando suas respirações se acalmarem.

Alguns minutos de silêncio e o de fôlego recuperado, Edward saiu de dentro dela e ajeitou sua calça e cueca, enquanto Bella ajeitava a calcinha e tentava desamassar o vestido.

— Vem cá, amor. – Edward a chamou e Bella foi para seus braços.

Eles ficaram abraçados, escorados na grande mesa de madeira maciça que havia na biblioteca.

— Feliz aniversário de novo. – Bella comentou com um sorriso.

— Será que no meu aniversário de 90 anos ainda vamos fazer essas estripulias? – ele perguntou com humor.

— Bem, se o seu amigão não funcionar, ainda podemos apelar para sua língua. – Bella comentou sem vergonha e Edward gargalhou.

— Ah pequena, te amo tanto. – ele a apertou em seus braços e respirou fundo. – Essa é a grande certeza da minha vida. Eu amo você.

— Também amo você, querido. – ela acariciou o rosto dele de forma carinhosa.

E essa era uma verdade incontestável. Se amavam muito. Enfrentaram problemas no casamento, problemas com os filhos, problemas financeiros e pessoais... Porém, todos esses problemas eles enfrentaram juntos, e até mesmo quando pensaram que estavam separados, estavam lutando juntos para manter essa união tão cheia de amor.

Cúmplices, companheiros, amigos e amantes. Assim poderíamos descrever Edward e Bella. Juntos em todos os momentos. Na riqueza atual e na pobreza do início da relação, na saúde atual e na doença que muitas vezes manteve um ou outro de cama ao longo dos anos, na alegria da maior parte do casamento e na tristeza dos períodos em que brigavam e até mesmo na vez em que ficaram quase quatro meses separados. Contudo, juntos... Até que a morte os separasse... Ou até mesmo nem a morte teria esse poder... Talvez, o destino de suas almas seria ficarem juntas...

...Para sempre.

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