Eu estava cochilando até os primeiros raios solares baterem na janela do carro, cemicerrei os olhos tentando ver aonde estavamos, porém só havia mato ao nosso redor e a estrada que se prolongava a frente, nenhum sinal do campus da faculdade. Olhei para o lado e me deparei com minha mãe que ainda choramingava porque sua filhinha estava indo para a faculdade, uma das mãos dela estavam no volante e a outra tampava a boca para que não fizesse barulho enquanto eu dormia, eu havia dito a ela que tudo bem pegar o trem para New Haven como o resto dos alunos, porém ela fazia questão de me levar, queria presencear meus ultimos minutos em seus braços, então não hesitei. Haviamos decidido partir pela noite, já que a viagem era longa e eu teria que chegar cedo para resolver toda a papelada e arrumar meu novo dormitório. Dormitório... Só de pensar em dormir ao lado de uma garota chata, que devia tagarelar a noite inteira e cantar Barbra Streisand enquanto fazia bobs no cabelo me arrepiava. Porém essa era Rachel, e a mesma a essa hora estava há centenas de quilometros tomando capuccino no sol alaranjado da manhã de Nova York, e não havia outra Rachel no mundo, ela era irritantemente única. Quando percebi eu estava sorrindo ao me lembrar de Rachel, haviamos passado bons momentos na McKinley, isso se tirar o fato de ter engravidado ou quase ter ficado alejada para o resto da vida, também esquecendo os momentos em que tentei afoga-la no vaso ou colar um absorvente sujo de ketchup em suas saias de vovó, mas de qualquer forma, Rachel e eu nos tornamos grandes amigas com o passar do tempo e o passe livre que eu tinha dentro da mala nesse exato momento, me lembrava da saudade que eu já tinha da mesma. Não só de Rachel, mas do colégio McKinley, eu ia sentir falta do clube do coral e a forma que sempre me ajudava a dar a volta por cima, ia sentir falta das cheerios e de como eu me sentia poderosa usando aquele uniforme, sentia falta da coroa, do cargo de rainha do William McKinley High School. Porém agora era faculdade, era meu futuro que estava em jogo, eu não sou mais Quinn Fabray, a garota bonita e inteligente que havia engravidado de Noah Puckerman e pregado o clube de celibato enquanto namorava Fnn Hudson, agora sou uma jovem universitária com um futuro pela frente, um futuro longe de filhos chorando ou maridos tentando me mandar. Eu estou no caminho para o sucesso. Lembranças da despedida do New Directions ainda rodava pela minha mente, a última festa, quando todos nos abraçamos — exceto Rachel, que havia sido despachada graças a Finn que finalmente fez algo que prestasse e tendo mostrado a ela qual devia ser o seu futuro -, quando cada um prometia manter contato e se encontrar em cada ocasião especial que acontecesse, mesmo eu sabendo que uma hora ou outra teriamos que nos desgrudar de vez. Mercedes parecia cintilar ao contar de como havia conseguido passar para a faculdade graças a Sam, Kurt e Finn não pareciam muito bem, com motivos, é claro, o senhor Schue que tentava o tempo inteiro segurar o choro ao dizer adeus para seus alunos, e é claro, Brittany e Santana, que eu havia passado o ensino médio inteiro grudada. Eu ia sentir falta da ingenuidade — burrice — de Brittany e da forma atrevida de Santana ver as coisas, eram minhas melhores amigas e afastar o laço que era a trinidade ingloriosa era quase uma tortura. Seco as lágrimas que haviam começado a cair, não queriamos outra chorona no carro. Foi quando eu ouvi as lágrimas da minha mãe que aumentaram e suas mãos tremulas que agora sacudiam meu braço. — Quinnie, querida, olhe! — balbuciou em meio a choradeira, apontando em seguida para a imagem que começava a surgir diante da janela do carro. As construções antigas de Yale, os prédios construidos em 1701 que hoje abrigava milhares de alunos de todo o mundo. Era realmente mais bonita pessoalmente, com todas aquelas torres e pedras claras, conforme o carro se aproximava, eu começava a ver o jardim de entrada do campus, com rosas brancas bem cultivadas e uma vegetação mais verde do que toda Ohio poderia conseguir cultivar. Aquele era meu novo lar, eu estava longe de Ohio, de Noah Puckerman e de Finn Hudson. Os portões se abriram diante do carro e começamos a trajetar em direção ao estacionamento, olhei para minha mãe com um largo sorriso no rosto, porém a mesma parecia se acabar em lágrimas e gemer algo do tipo "Oh, Lucy...". Apenas suspirei e me reconfortei no banco, com a explosão de alegria que batia dentro do meu peito e disse:

- Bem, parece que chegamos.

Notas finais
Primeira fanfic, então espero que gostem ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.