Quimera
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Então, dessa vez eu tenho uma explicação decente para o atraso >->
Eu tinha acabado a capitulo a tempo, MAS tive um compromisso, voltei tarde demais E me proibiram de entrar aqui.
Pelo menos postei no dia seguinte ne? Eu não dormi direito, então ainda considero hj como sábado-qn
Sem mais delongas, boa leitura.
Os ponteiros completavam mais uma volta no relógio quando o sol alcançou o pico, trazendo claridade ao quarto até então na penumbra. Escondeu o rosto com os braços, protegendo suas pálpebras do clarão incomodo. Rolou para um canto da cama onde ainda havia sombra, resmungando um palavrão qualquer ao perceber que seu sono tinha se dissipado. Como odiava acordar com a luz solar.
– “Por que diabos eu não fechei a porcaria da janela?”- sentou preguiçosamente, penteando a franja pra trás que retornou à sua testa, coçando a cabeça. Conforme sua mente se habituava a estar desperta, a consciência do que havia feito noite passada lhe assolou, seus olhos se arregalando.
– PUTA QUE PARIU EU DORMI!- pulou da cama, se arrependendo amargamente ao receber uma fisgada de dor nas costas e entre as nádegas. Não podia acreditar, nunca em hipótese alguma dormia após o sexo. O cara podia ser um anjo, sua desconfiança tratava de deixava-lo em alerta, sempre!
– Minhas coisas!- voou até o armário, quase quebrando as corrediças pela força com que abrira, inspecionou rapidamente se estava tudo em ordem, não notando nada faltando ou fora do lugar.
Checou todas as prateleiras, gavetas, criados mudos, álbuns de fotografia, qualquer coisa que lhe pertencesse e fosse comprometedora para si e sua carreira. Estava tudo ali, menos as roupas que havia emprestado para o maior no dia anterior.
Respirou aliviado, como pensava ele era honesto. Deu uma volta de 360 graus em sua própria orbita, observando todo o quarto, sem sinal dele.
– “Era de se esperar”- uma risada doentia fez com que olhasse para cama, encontrando Kyo rolando de tanto rir.
– Você precisava ver a cara de desespero que tava fazendo– falava entre um ataque de risos, praticamente roxo- “Oh não! Será que ele me roubou, será que eu fui estuprado?”–levou as costas da mão à testa, em uma pose dramática. Ruki franziu o cenho com aquela imitação horrível de sua voz, não conseguia achar a graça daquilo tudo.
– “Da onde ele tirou a parte ‘ser estuprado’?”- o senso de humor do demônio era bizarro.
Kyo suspirou após se controlar, sentando-se na cama e acendendo um cigarro.
– Ele ta lá na cozinha e pelo cheiro até que ta bom– deu de ombros como se o que falasse fosse completamente normal, mas não para Ruki.
– Ele está aqui? – apontou para o piso, enfatizando o “aqui”.
– Ta surdo porra?– bufou, soltando a fumaça pelo nariz- Já disse que ele ta na cozinha.
Colocou a primeira roupa que encontrou, saindo do quarto semse importar com a resposta malcriadado demônio, estava surpreso demais para ligar. Todos os seus amantes iam embora logo depois de terem o que queriam, por que Reita seria diferente?
Parou diante à entrada da cozinha, por mais que não acreditasse, ele estava ali, focado em virar as panquecas na frigideira. Vestia um avental cinza azulado, com uma bandana branca presa na cabeça- provavelmente para evitar que algum fio loiro caísse na comida- além da usual faixa no nariz.
Transportava um tanto atrapalhado as panquecas para o prato, sorrindo satisfeito ao terminar, olhou para o lado encontrando o vocalista observando-o, enrubesceu, mas conseguiu camuflar.
– Bom dia Ruki-san- desamarrou o avental das costas e tirou o lenço da cabeça, pendurando-os em um suporte na parede.
O menor continuava a encarando-lo sem se mexer, nos mangás shoujo quando uma cena muito romântica ou um personagem muito bonito é descrito, aparecem flores e brilho ao seu redor, era assim que estava vendo-o no momento.
– “Ofuscante”- desviou o olhar para a mesa circular e mediana, onde estavam dispostos uma jarra de suco natural, um rocambole de chocolate, torradas, geléia, requeijão e as panquecas. Dois pratos e dois copos foram colocados por Reita nas “extremidades” do móvel, este permanecia em pé do lado de uma das cadeiras, esperando que saísse do seu estado pré-catatônico.
– Você fez... tudo isso por mim?- o outro assentiu sorrindo, sentou na cadeira oposta a do maior, fitando pasmado a comida a sua frente, um leve ardor colorindo suas bochechas.
– Você esta bem Ruki-san?- sentou-se também, um pouco surpreso ao constatar o tom rosado em sua face, ele estava corado?
– Estou...é que, ninguém nunca fez algo assim pra mim- olhou para o prato, constrangido pela primeira vez em muitos anos. Não se lembrava da ultima vez que havia tomado café com alguém, porém aquilo não o entristecia, já fora o tempo de se sentir melancólico por coisas fúteis como solidão.
– Ah.. – acompanhou o olhar do menor, encarando o próprio prato, sem jeito por seu constrangimento. Estava feliz por ter feito algo especial para ele, mesmo que fosse uma coisa simples
– Né, o rocambole eu comprei na padaria, eles tinham acabado de fazer, experimenta ta fresquinho- disse ansioso para quebrar o silencio, cortou um pedaço e colocou no prato alheio, levantando-se no processo.
– Obrigado- os lábios se curvaram no mais sincero e belo sorriso que Reita havia visto na vida, seu coração palpitou.
– “Tão lindo”- afastou-se, voltando a se sentar- De... nada.
– Hum...- comeu uma parte do doce, soltando um gemido exagerado ao curvar a cabeça pra trás- Isso ta muito bom, você tem que comer.
Assentiu, pegando um pedaço para si também, ao colocar na boca um gemido involuntário lhe escapou, era uma delicia!
– Umai! – comeu mais um pouco, sentindo o doce se desfazer em seu paladar, nada se comparava ao prazer do chocolate, a não ser...
– Agora vou provar as panquecas- o baixinho interrompeu seus pensamentos, se servindo da massa fina e fazendo altas caretas enquanto mastigava — Hum..maravilhoso, já pode casar.
Riu, negando com a cabeça, estar com Ruki daquela forma descontraída era mais prazeroso do que todo chocolate do mundo. Ficaram conversando asneiras durante todo o café da manhã, o vocalista algumas vezes soltava piadas indecentes, mas nada que fizesse Reita se envergonhar.
Depois de acabarem a refeição e insistir em lavar a louça enquanto o menor fazia sua higiene matinal, foram pra sala conversar mais um pouco. O mais novo se mostrava um companhia além de meiga, muito interessante e o melhor, gostavam de quase as mesmas bandas. Reita lhe revelou seu desejo secreto de ser cantor, mas que não tinha talento nenhum para tal e Ruki contou que no começo desafinava tanto, que chegava a quebrar os vidros de casa.
O maior estava deitado no colo do outro, em uma intimidade que o deixava um pouco desconfortável, mas não menos feliz, o papo havia acabado há algum tempo e ambos divagavam em silencio. O vocalista parou de mexer nos fios descoloridos, com uma duvida em mente.
– Reita- chamou, fazendo-o abrir os olhos que nem notou ter fechado- Você não era virgem né?- se sentou rapidamente, a vermelhidão voltando ao seu rosto como nunca antes.
– Como... como você?- Ruki tampou a boca tentando ao máximo segurar o riso, mas foi inevitável, logo gargalhava escandalosamente. Suzuki escondeu o rosto em uma almofada, apoiando-a sobre os joelhos dobrados, humilhado.
O outro loiro percebeu o que fazia, mordendo o lábio inferior para controlar as risadas, algumas ainda escapando por estes. Não queria deixá-lo sem graça, apenas estava curioso. Ajoelhou-se ao seu lado, fazendo um tenro carinho em suas costas.
– Desculpe Reita-kun, não era a minha intenção, eu só fiquei surpreso- ele ficou ainda mais tenso, soltando um “Ruki-san hidoi!” abafado pela almofada, sorriu- É que você foi tão bem ontem à noite, que eu não pensei que fosse mesmo virgem- continuou o afago, sentindo seu corpo amolecer- Você nem broxou, mas acho que gozou meio rápido quando eu te chupei.
– Ruki-san!- levantou a cabeça abruptamente, ultrajado com o comentário.
– Gomen, gomen, só queria que olhasse pra mim- abraçou-o pela nuca, mantendo as faces em uma proximidade tentadora, Reita estava com um pequeno bico, ainda injuriado com a brincadeira. Roçou os lábios, seu tom mudando de divertido para sensual- Você estava tão másculo, me mostre esse seu lado de novo.
O maior arfou, tomando sua boca com volúpia, o pequeno sabia bem como seduzi-lo. Deitou-o no estofado, abaixando sua calça com uma das mãos afoitas. E mais uma vez deixaram-se levar pela luxuria.
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– Hahahahaha Rei-reitaaa haha yamete! – o outro parou de beijar seu lombo, fitando-o.
– Ruki-san sente cócegas nas costas?- riu, não sabia que ele era tão sensível.
– Ha.. se for um toque muito leve.. sim- falou entrecortado pela recente crise de risos.
– E assim? – lambeu a linha de sua coluna até a nuca, recebendo um gemido manhoso.
– Hum.. assim é bom..AH — teve o quadril erguido pelas mãos fortes, uma estocada rude alcançando o fundo de seu ser. Voltaram a copular, o barulho das molas rangendo juntando-se com os outros sons obscenos que preenchiam o quarto, como o falo úmido contra sua cavidade e os gemidos proferidos no êxtase.
Daquela forma, não demorou muito para que chegassem a mais um orgasmo. Reita deitou ao seu lado, antes que o menor reclamasse de falta de ar, sorrindo bobamente.
– Tsc – sentou, não se importando com o sêmen que escorria por suas pernas, era desconcertante a felicidade do maior com uma simples foda. Pegou um maço de cigarros no criado mudo, acendendo um dos cilindros brancos.
– O que foi?- perguntou ao mais novo, que escondia o nariz e a boca com o travesseiro.
– Soualergicoafumaçadecigarro- falara rápido e abafado pelo pano, o vocalista fez uma cara de desentendimento, então reformulou a frase, desencostando o travesseiro da boca- A fumaça do cigarro faz a minha rinite atacar.
– Ah! Desculpe- esticou o braço, mantendo o cigarro a distancia, enquanto que com a outra mão abanava o ar, dispersando a fumaça- Melhorou?
– Um pouco- continuava protegendo o nariz com o travesseiro, olhando-o por cima deste- Ne Ruki-san- começou tímido- Você não deveria fumar, faz mal pros seus pulmões e pra sua voz, também estraga o gosto da sua boca — enrubescendo minimamente pela ultima parte.
– Não deveria, mas fumo- cortou seu argumento friamente, não iria parar nem que pegasse câncer. Foi para janela, tomando cuidado para que a fumaça não entrasse no quarto, não era só por que queria se matar, que iria fazer o mesmo com Reita.
– Ruki-san- se sentou, sua voz saindo hesitante- Amanhã é segunda e nós dois voltaremos para as nossas rotinas- respirou fundo antes de continuar- Como posso vê-lo de novo?
– “Não pode”- era o queria dizer, mas as palavras morriam antes de alcançarem sua boca. Havia quebrado mais regras com o maior do que com qualquer outro, então se fosse para quebrar mais uma, tinha que ser com ele, não é?
– Entenda uma coisa, nós transamos e você é um cara legal, só- mirou-o de canto, ele não parecia ofendido, nem magoado com o que dissera.
– Então vamos repetir outras vezes- argumentou confiante.
Suspirou, estava se arriscando muito ali e sinceramente não sabia se valeria a pena, mas o outro era fácil de se manipular, se desse errado poderia sumir da vida dele, e ninguém sairia ferido, fisicamente. Sim, de quebra arranjaria um bom parceiro de sexo, era perfeito.
Apagou o cigarro no parapeito da janela, pegando a caneta mais próxima, sem aviso agarrou a mão de Reita que até então estava com um ponto de interrogação desenhado na face, escrevendo seu numero de celular.
– Anota o seu- lhe estendeu a caneta, o de faixa pegou ainda surpreso, fazendo o que o vocalista disse- Não ligue pra mim antes que eu ligue pra você, se eu quiser sexo vou te chamar- sorriu, dando um rápido selinho em seus lábios, passando a vestir uma blusa de botão que estava jogada no chão.
– Estou com fome, quer pedir comida pronta ou quer me ajudar a fazer- se virou para olhá-lo, este mantinha uma expressão pensativa até que sorriu, seus olhos brilhando de animação.
– Eu quero ajudar!- ergueu o braço, como uma criança que sabe a resposta da pergunta da professora. Saltou da cama, tratando de se vestir.
Riu com sua reação, deixando o quarto rumo à cozinha, não gostava muito de cozinhar, mas seria divertido fazê-lo com Reita. Vasculhou o armário a procura dos ingredientes, ignorando a presença de Kyo que se aproximava.
– Isso vai dar merda.
– Idiota, eu não cozinho tão mal assim– colocou o pacote de macarrão, mais o molho de tomate em cima da mesa, estava pensando em fazer espaguete, fácil, rápido e gostoso.
– Não estou falando disso tapado, quero dizer essa sua relação com o pivete, vai dar merda.
– Por que acha isso?- pegou as panelas no armário de baixo da pia, indiferente ao que dizia.
– Porque você é uma puta carente e ele um pirralho romântico.
– E daí?- parou, fitando-o de braços cruzados, já sabia aonde ele queria chegar.
– E daí que você vai acabar se apaixonando por ele– a risada que recebeu foi irônica e cheia de cinismo.
– Kyo essa foi a maior besteira que você já disse, serio – não havia se abalado com suas palavras, até porque não concordava. Se conhecia mais do que ninguém e sabia até que ponto podia chegar.
– Pelo contrario Ruki, essa foi a coisa mais sensata que eu já disse e você sabe disso– o outro permanecia impassível.
–Você está enganado Kyo, Reita..– olhou para porta do quarto, vendo-o pulando para que a calça que havia emprestado entrasse, riu, sabia que ia ficar apertada- ele..- pigarreou, se recompondo- é uma diversão, se eu começar a me envolver demais, a diversão acaba– deu de ombros, prosseguindo com o que fazia.
– Faça como quiser– fixou-se no sofá de pernas cruzadas, observando o garoto a quem se referiam se aproximar, quase flutuando de alegria. Fez uma cara de nojo que mudou para desconfiança ao constatar que a sombra que havia visto no dia anterior permanecia lá, seguindo-o, agora bem mais nítida chegando a ter uma forma..
– Uma silhueta.
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Notas finais
Eu notei um pequenino aumento nos leitores, mas só minhas amoras *mandabeijo* deixaram reviews no ultimo capitulo.
Então leitores anonymous(-q) se ainda estiverem lendo isso, revelem-se.
Tiveram o trabalho de ler essa joça até o final, o que são mais 20 segundinhos de seu tempo mandando uma review para deixar a autora feliz?
Por isso, reviews u-u now!-q
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