Quil e Claire, uma história de amor precoce
11 Capítulo 11
Notas iniciais
11
Quil
Eu rosnei para ela mostrando os dentes. Ok controle-se Quil, pensei. Mas meus instintos não estavam conseguindo acompanhar meus sentimentos.
Ela continuou me olhando boquiaberta, não acreditando que eu tivesse me transformado em sua frente.
Foi então que eu o vi. Jack, pai de Claire.
Ele também tinha sido transformado em um vampiro. E não pareceu gostar nada de ter um lobo rosnando para sua filha vampira.
Ele veio correndo na minha direção, para me atacar.
– Pai não!- Gritou Claire. Mas foi tarde demais.
Ele já tinha vindo para cima de mim e me deu um soco. Foi tão forte que um uivo de dor saiu de mim. Eu fui lançado pelo ar quebrando varias árvores atrás de mim.
Por sorte estávamos longe o suficiente do castelo, então suponho que nenhum humano tenha ouvido.
Senti os ossos das minhas costas se quebrando. Uivei de dor mais uma vez.
Não tive tempo de me levantar, Jack já tinha vindo atrás de mim e agarrou meu pescoço. Ele apertou tão forte, e considerando que minhas costas já estava dolorida, eu acabei me transformando em homem novamente. E eu apaguei.
****
Quil
Eu morri. Morri, morri, morri... Pensei. Era melhor morrer do que pensar que Claire não queria voltar comigo. Era melhor morrer do que cogitar a ideia de que perdi o amor da minha vida para sempre. Para todo o sempre.
Ela estava linda. Perfeita. Deslumbrante. Como sempre. Mas me doía, mais do que a dor insuportável que eu estava sentindo no meu corpo, pensar que nunca mais a teria.
Nesse momento desfiz todos os meus planos de amor. Casar, ter filhos... Tudo. Poder ter Claire para sempre comigo, e nem a morte iria nos separar. Ficariamos em qualquer lugar em que fiquem os mortos. Mas nossas almas estariam juntas, como sempre estiveram.
Lembrei do primeiro dia que a vi. Tão linda, tão doce, tão inocente. Com apenas 2 anos.
Lembrei da primeira vez que ela passou as férias em La Push comigo, sem os pais, aos 7 anos.
Lembrei de quando Nick, irmão dela, morreu. Foi horrível para todos nós. Ele era uma criança super amável, e até pensamos que Leah iria sofrer imprinting por ele (embora isso fosse impossível) aos 10 anos.
Lembrei do primeiro garoto que a viu como uma mocinha, e da minha primeira crise de ciumes, aos 13 anos.
Lembrei da primeira menstruação dela, embora ela não saiba que eu soube. O desespero em seu olhar e como ela não queria que eu chegasse perto dela por estar com vergonha (ficamos quase 4 dias sem se falar).
Lembrei de quando os pais dela se separaram e ela ficou chorando nos meus braços por 3 dias. E só queria à mim. Fiquei super feliz por isso, embora a situação não fosse agradável. E foi nesse dia que eu soube que ela me considerava seu melhor amigo.
Lembrei da mudança dela para La Push, e a felicidade que eu tive quando ela pulava em mim todas as vezes que eu ia buscá-la na escola. Sempre especial.
Lembrei do primeiro encontro dela, e de como fiquei nervoso com medo de perde-la. Lembrei do nosso primeiro beijo de amor, e de quando ela aceitou namorar comigo.
E lembrei do dia mais agonizante de minha vida, quando ela ¨sumiu¨. Lembrei do meu desespero e de como cheguei até aqui.
Claire não ia voltar comigo, mas ela podia voltar sozinha. Para a mãe dela, para Emily, Sam e todos os outros... Valia a pena não tê-la para deixa-la viver ao redor de familiares.
Mas agora eu estava morrendo, ou já estava morto... Mas morto não deve pensar, e eu estou pensando... Será que isso é possível?. Não, provavelmente não. A dor deve estar me fazendo delirar. E eu nem tive tempo de me despedir pra valer dos meus irmãos, da minha família... Mas eu fiquei com Claire, nesses últimos minutos de vida, e isso valia a pena.
****
Claire
Não acreditei no que meu pai fez. Não acreditei no que Quil fizera. Não acreditei no que eu fizera.
Eu ataquei Quil.
Quil me atacou.
E o meu pai se enfiou no meio de tudo.
Merda! Merda! Merda!
E agora o que eu faço?.
– Jack...- Falei num sussurro. Mas lógico que ele ouviu. E veio correndo até mim.
– Que foi minha filha?.- Perguntou-me ele como se nada tivesse acontecido.
– Por que você fez isso?.- Perguntei abestalhada. Claire sua tonta.
– Esse... Bicho... Estava prestes a te atacar Claire. Fiz o que qualquer pai faria por uma filha.
– Não sou sua filha.- Falei zangada e o fuzilando com os olhos.
Jack e eu não se entendemos desde quando se vimos. Fora Diego que estragara minha vida. E por culpa dele Quil estava morrendo.
– Quil...- Sussurei. Pelo menos acho que o fiz sendo que não escutei minha própria voz.
Corri até onde Quil estava. Peguei a bermuda, que por sorte não arrebentou quando ele estourou em um lobo gigantesco. Coloquei desajeitadamente nele, tentando não olhar pra qualquer lugar que me fizesse ficar constrangida.
Senti o real peso de Quil quando o ergui.
– O que você está fazendo?.- Gritou Jack para mim.
Eu o ignorei. Corri com todas minhas forças para longe dali.
– Claire!.- Gritou, novamente, Jack. Não entendi por que do grito sendo que ele estava bem ao meu lado.
– Vou levar o Quil para casa.
Bom... Não era bem uma casa. e sim um pequeno quarto de um hotel no meio do oceano.
Tive sorte de encontrar. Ele era perfeito. E não tinha muitos humanos por perto.
– Você vai levar essa... Coisa fedida para o quarto?.- Latiu ele.
– Não fale assim do Quil!- Gritei.
– Quil?.
– Sim, esse é o Quil. Ele veio até aqui para me encontrar.- Jack me olhou assustado como se não acreditasse.- Veio me chamar para ir embora. Me ofereceu abrigo com uns vampiros que moram em Forks.
– O que?.- Jack me olhou como se eu fosse doida.
– Vai embora Jack. Me deixa em paz. Já não basta eu ser o que sou agora?. Eu te odeio.
– Não fale assim comigo!.- Disse ele.- Eu ainda sou seu pai.
– Nunca que foi!.- Eu disse tentando segurar Quil de uma forma que não piorasse os machucados que com certeza ele deveria ter.- Você deixou de ser meu pai a partir do momento que trocou minha mãe e eu pela miss Texas! Você nunca se importou comigo! Sempre pra você era o Nick. Eu também o amava mais que tudo, só que não era motivo para você deixar sua família depois da morte dele.
– Eu fui transformado nesse monstro por sua causa! Você acha mesmo que eu deveria te amar?.
– Eu. Te. Odeio.- Eu não gritei dessa vez. Falei o mais baixo possível. Fazendo com que toda a sinceridade que havia no meu coração, ou em qualquer outra coisa que estivesse dentro de mim, já que meu coração não batia mais.
Ele me olhou por um longo tempo. Levantou a mão como se fosse me dar um tapa. Mas não o fez. Só abriu um sorriso cínico.
– Vai ter volta.- Disse-me ele. E eu sabia que teria. Mas eu estaria preparada.
Eu não tive tempo de responder. Ele se virou bruscamente e correu.
Olhei para Quil nos meus braços. Meu Quil. Morrendo por minha causa!.
– Eu vou cuidar de você, Quil.- Sussurrei em seu ouvido.- Você vai ficar bem logo, e voltará para casa em paz.
Segui correndo para o hotel.
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