Questões De Amor
4 O Que Vem Depois
Notas iniciais
Hoje, só tem cenas da Bruna e do Gustavo. E Charles e Dan
Novos personagens aparecerão no próximo capítulo
– Mas, que droga? Onde eu estou? – disse Bruna com uma forte ressaca
A visão turva foi voltando ao normal. Ela percebeu que estava na cama de alguém, Gustavo ressonava baixinho ao lado dela. Ela levanta os lençóis e vê que está nua e que o loiro também está
– Que inferno! Transei com um cara e nem lembro como foi.
Bruna só tinha transado com um rapaz em toda sua vida: Danilo. Com certeza, era bem diferente, Danilo era romântico, carinhoso, gentil. Gustavo era sarcástico, rude e totalmente anti-romântico.
“Na minha primeira transa com alguém que não fosse o Dan, eu queria pelo menos me lembrar como foi” pensou a garota.
– Putz, que ressaca. Não lembro nada da boate – ela resmungou enquanto se levantava. Para sua sorte, o estranho quarto era uma suíte e tinha toalhas limpas no banheiro
Enquanto tomava seu banho, Bruna se lembrava que assim que entrou na boate foi dançar com Gustavo na pista. Tinha sido bem legal, não conversaram muito, porém curtiram o momento. Depois de estarem exaustos de tanto dançarem, pediu pra Gustavo trazer novas bebidas enquanto procurava um lugar para sentar. Após a árdua tarefa de achar um lugar, chegou Gustavo e ela pegou seu copo de vodca, estava com um gosto bem diferente do normal, e depois... Depois... Ela não faz idéia do que aconteceu depois.
– Ele teve me dado aquele golpe, “Boa noite, Cinderela”. Boa pergunta, por que o nome é “Boa noite, Cinderela” se quem dorme nos contos de fada é a Bela Adormecida?
Bruna vestiu sua roupa, pegou sua bolsa e saiu de salto na mão. Antes de chegar à porta, ela pegou uma boa quantia da carteira de Gustavo pra pagar a corrida do taxi. Ao deixar o cômodo, viu-se em um corredor escuro e assim que foi caminhando, encontrou uma sala e tinha um cara loiro pelado nela assistindo televisão. Era o pai dele
– Oh Meu Deus! – exclamou Bruna virando o rosto para outra direção
– Desculpe, não sabia que o Gustavo tinha trago uma amiga pra casa
– Eu... Eu já estou indo embora – disse a garota correndo pra porta desajeitada e saindo como uma bala
– Será que ela se assustou com o documento ou devia ter aparado meus pelos? – se perguntou o homem de meia-idade coçando a cabeça voltando para a sala
*-* *-* *-*
– O dia está lindo hoje! – comentou Danilo enquanto observava a paisagem de uma deserta praia de sua cidade – Queria que a Bruna estivesse aqui ou o Charles — ele completou triste
– Eu acho que eu ouvi meu nome! – o loiro aparece do nada assustando o amigo
– Credo! De onde você saiu?
– Estava com a Mabi vendo o sol nascer e resolvi ficar por aqui mesmo
– Você se conciliou com ela? – perguntou o menor curioso
– Não foi fácil depois da merda que você fez
– Desculpe-me, foi sem querer
– Alguma vez, eu não te perdoei de alguma coisa? Se eu estivesse com raiva com certeza eu não estaria falando com você
– Valeu, acho que é meu único amigo.
– Você devia conversar mais. Ser menos tímido e retraído
– Gastei todo meu eu extrovertido pedindo Bruna em namoro
– Engraçadinho – Charles riu sarcástico
– Em toda minha vida, nunca achei que ia ver você acordado tão cedo
– Nem eu, para isso servem os energéticos. Estou acordado desde ontem
– Cara, você tem que parar de fazer isso. Vai fazer mal para sua saúde
– Eu sou forte como um cavalo. E daí? O fim está próximo
– Você estava aqui com Mabi?
– Não estava lá naquele quiosque que a gente vai sempre
– É um pouco longe até aqui não acha?
– 2 quilômetros nada de mais
–É, tem razão
– To todo suado. Vamos dar um mergulho?
– Claro
Enquanto Danilo tirava a camisa e a bermuda revelando sua sunga branca, Charles havia tirado todas suas vestes e estava nu
– Mas, que merda você está fazendo? Você pode ser preso por atentado ao pudor – advertiu Dan
– Fala sério. Você que é muito difícil o caminho de pedras e nenhum carro chega até aqui. E ninguém gosta dessa praia, as pessoas não se esquecem da lenda
A lenda dizia que havia um criminoso sinistro que morava em uma cabana perto daquela praia. Qualquer pessoa que passasse por lá era assaltada, estuprada e algumas até morriam. Mas, era tudo história
– Já nadou pelado no mar?
– Não
– Você é circuncidado?
– Também não
– Então vamos – disse o loiro enquanto puxava a sunga do menor rapidamente
– Por que você fez isso?
– Você vai precisar de histórias pra contar aos seus filhos e netos. Vamos lá – Charles saiu correndo puxando Dan pelo braço
Realmente, nadar nu no mar foi para Dan algo bem inusitado. Ele ficou muito feliz por não ser circuncidado ou já estaria todo ardido. Eles nadaram um pouco ficaram brincando na água.
– Você é muito louco, Charles
– E você é muito racional
– Uau! Você sabe o significado dessa palavra? – zombou Dan, mas ao ver a cara feia de Charles, acrescentou – Estou brincando.
– Acho que já chega de banho
Os dois saíram do mar, a água escorrendo pelos cabelos e o corpo molhado deles brilhava quando os raios de sol refletiam nas gotículas de água sobre a pele deles. Dan tirou uma toalha da mochila que ele trouxe e começou a se enxugar
– E você, Dan? Por que veio aqui tão cedo? Agora deve ser umas oito da manhã. E estamos conversando há muito tempo – ele disse dando ênfase no muito
– É um ótimo lugar para clarear as idéias
– O que anda te atormentando?
– Como voltar com Bruna
– Não é tão difícil assim. Basta um pouco de romance e um bom jogo de cama, se é que você me entende.
– Ela colocou uma condição
– Que condição?
– Ela acha que estou apaixonado por outra pessoa
– E você está? – perguntou Charles que pegou a toalha do amigo, agora seco
– Eu não sei
– E quem é essa pessoa?
– Essa pessoa é...
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