Quero te ter junto a mim
16 Odeio gente falsa
Notas iniciais
Sorry, tô sem tempo :( mas vou passar a postar com mais frenquência.
Então, obrigada a todas que estão comentando e favoritando muito! :)
O cap está sem revisão, não liguem para os erros kkkkkkkk
Pov Germán
Passou-se um dia. Mas sei lá, me parecia que eu tinha perdido outro dia, pois Angie estava estranha comigo do nada. Eu não lhe dei motivo algum para ela estar estranha! Aquilo me incomodava.
Ela me ignorava, e quando respondia, era fria, curta e seca. Muitas vezes cínica. E eu juro que não estava entendendo absolutamente nada. Ou Angie está de muito mau-humor, ou eu não sei. Eu não fiz nada pra ela, por que me tratar assim então? A única coisa que eu fiz foi cuidá-la, ela está frágil desde que saiu do hospital e precisa de cuidados. Mas mesmo assim, ela não me deixa nem me aproximar.
- Angie! Angie! — a chamava. Eu estava deitado na cama, embrulhado no meio dos edredons enquanto a loira estava no banheiro.
- O que você quer, Germán? — falou em tom impaciente.
Respirei fundo e me levantei da cama, caminhando até o banheiro. A porta estava aberta, então não tinha nada que eu não pudesse ver. Adentrei o banheiro e me encostei na porta cruzando os braços.
Sorri ao vê-la daquela forma. Angeles estava fazendo cachinhos em seu cabelo com um aparelho qual eu não sei o nome. Ela tinha uma carinha de cansada e estava realmente fofa. Angie me viu pelo espelho, mas ignorou minha presença por completo. O que estava acontecendo para ela estar tão fria comigo? Havia um nó em minha mente. Qual o motivo disso tudo?
De repente, Angie deixa o aparelho escapar de suas mãos e ele estava caindo. Sorte que eu corri e o segurei. Com isso, fiquei um tanto próximo da loira. Seu semblante era de preocupação, mas em seu olhar havia tristeza. A curiosidade para saber o que se passava em sua cabeça estava me matando.
Ah, vai ver ela está na TPM e esteja de mau-humor com todo mundo, deve ser isso. Ah, não, cara! Até agora estávamos no restaurante e ela estava tratando Violetta e León super bem. O problema era comigo, estava óbvio.
- Quero saber por que está assim comigo. — respondi.
- Assim como? Eu lá sou sua namorada para te dar satisfações? — retrucou irritada. Eu hein, o que deu nela?
Depois dessa me calei e me afastei de seu corpo enquanto ela voltava a fazer seus cachos.
- Você é linda. — murmurei, ainda oservando-a.
- Hm.
Nem um elogio ela conseguia responder direito? Credo!
Pra falar a verdade, meu coração batia rápido e meu sangue estava quente. De nervosismo, preocupação e outros sentimentos do gênero. Sei lá, vê-la agir assim comigo me angustiava. Eu me sentia mal em pensar que ela estava brava comigo, pois eu a amo e ninguém gosta que a pessoa que você ama esteja com um pé atrás com você. Principalmente quando não se sabe o motivo disso.
Angie terminou de arrumar seu cabelo e tirou de um estojo um rímel. Passou delicadamente em seus cílios. Ela estava realmente linda, eu não havia mentido. A loira saiu do quarto e caminhou em direção à porta enquanto colocava seu casacão.
- Aonde vai? — questionei andando atrás.
- Passear com minha sobrinha. — foi direta e seca, bateu a porta e se foi.
Cocei a cabeça expressando confusão e me joguei na cama. Aquilo estava me chateando. Não gosto, não quero que Angie me trate assim. O que eu fiz pra merecer isso?
- Mulheres, mulheres... por que tão complicadas? — murmurei para mim mesmo.
- As mulheres são uma caixinha de mistérios que, eu acho, que nunca iremos desvendar. — León comentou adentrando o quarto, com uma cara emburrada.
- Problemas com a Violetta? — questionei.
- Ah, nem eu sei mais. Ela brigou comigo por uma coisa tão boba ontem! Vai entender... e você? Problemas com a Angie? — o garoto sentou-se ao meu lado na cama.
León era um bom menino, eu estava começando a perceber isso. Estava começando a aceitar o namoro deles. Acho que... ele fazia bem pra minha filha, cuidava bem dela. Isso era ótimo.
- Ter problemas com a Angie não é novidade alguma. É incrível como discutimos tanto, e mesmo assim...
- E mesmo assim vocês se amam. — León completou distraído e eu lancei-lhe um olhar de interrogação.
- Quê? Não! Quem disse isso? — tentei disfarçar e ele me olhou com uma cara de "ah, fala sério, Germán." — Ok, ok, eu gosto da Angie. Mas quem disse que ela também gosta de mim?
- Ah, qual é, Germán. Tá na cara! — abri um sorriso esperançoso, mas que logo se desfez ao lembrar de como Angie estava me tratando.
- Ah, sei lá. A gente briga tanto, tanto, tanto! Até uns dias atrás nós só sabíamos discutir. Sorte que eu tomei coragem em fazer as pazes.
León soltou uma risada e eu franzi o cenho.
- Você está perdidamente apaixonado por ela. — León me olhou. — Vejo em seu olhar. Eu sei reconhecer bem, Germán. Quando você a olha, seu olhar demonstra carinho e paixão.
Sorri fraco.
- Preciso ir, vou tomar um banho. Até mais tarde, quando as meninas voltarem podemos sair os quatro juntos, o que acha? — o garoto se levantou.
- Ótima ideia. Vou ficar por aqui, pensando.
León assentiu e se retirou. Assim que a porta fechou, me deitei na cama e agarrei o travesseiro da Angie. Como esperado, seu perfume estava ali. Enfiei a cara no travesseiro e fiquei muito tempo inspirando aquele cheirinho doce, que eu tanto amava. O cheiro dela me fazia bem. Como isso era possível? É tanto amor que... qualquer coisa que venha dela me fazia bem.
Adormeci.
Pov Angie
Fui com Violetta passear em um parque próximo. Eu queria me distraír um pouco, eu estava mal. E por incrível que pareça, esqueci dos problemas enquanto tinha um bom momento com minha sobrinha.
Caminhamos, tomamos chocolate quente em uma cafeteria, e depois ficamos sentadas em um banco cantando e conversando. De todos os dias que passamos aqui no Canadá, este foi o menos frio. Claro que ainda estava bem frio, mas nem tanto como antes.
Infelizmente o tempo passou rápido. Começara a anoitecer e tivemos que voltar... ah não... rever Germán. Eu não queria vê-lo. Eu estava decepcionada com ele. Furiosíssima. Nunca pensei que ele seria capaz daquilo que fez. Fiquei magoada demais e agora estou o tratando como ele merece.
Tentando desviar destes pensamentos, fui prestando mais atenção nas coisas que Vilu me contava, e me animei um pouco mais. Conversar com a Violetta me fazia bem, ria muito com ela. E enfim chegamos ao nosso corredor do hotel. Nos despedimos e cada uma entrou em seu quarto.
Entrei com cautela e respirei fundo para manter controle e não voar na cara daquele desgraçado mentiroso do Germán quando eu o visse. Eu estava com tanta raiva dele que nem sei do que eu era capaz. Pessoas falsas como ele conseguem me irritar do pior jeito.
Para minha surpresa, o encontrei dormindo. Agarrado ao meu travesseiro. Foi uma cena um tanto fofa, e eu não consegui me controlar. Acabei sorrindo abobalhadamente e mordendo os próprios lábios inferiores. Ficava uma graça dormindo. Seu semblante era sereno e sua respiração era pesada, me dando vontade de correr até ele e beijá-lo como se não houvesse amanhã. Mas... eu não podia. Não depois daquilo.
Sacudi a cabeça e tentei desviar o olhar dele. Eu não sei como eu continuava gostando de alguém que, aparentemente, adora partiu meu coração em mil pedacinhos sem dó nem piedade.
Me aproximei dele e o observei. Suspirei fundo e disse a mim mesma:
- Lindo, porém falso. — fiquei com raiva e cerrei os punhos. Aquilo me frustrava. Se tem uma coisa que me tira qualquer vestígio de paciência é a falsidade.
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Estávamos em um museu de história, nós quatro. Havia passado duas horas desde que encontrei Germán dormindo no quarto, logo ele acordou e resolvemos sair. Afinal, a semana estava acabando, tínhamos que aproveitar.
León e Violetta andavam de mãos dadas, e Germán tentava se aproximar de mim toda hora, mas eu dava um jeito de me esquivar. Qualquer coisa que Germán me falava, eu ignorava. Me irritava o modo que ele tentava se aproximar de mim com sua doçura quando era um completo interesseiro. Raiva. Minha vontade era de socá-lo. Para que me fazer sofrer assim? Pra quê?
- Angie, vem ver isso! — ele apontou para um lado qualquer. Mas será possível que ele ainda não entendeu que eu não quero falar com ele?
- Vilu, faz um favor pra mim? — ignorei Germán e me referi à Vilu enquanto vasculhava minha bolsa à procura de minha carteira.
- Arrã... — Vilu assentiu confusa enquanto olhava para mim e para o seu pai com um ar de interrogação. Ela percebeu o que estava acontecendo.
- Ótimo. Vá na lojinha do museu e compra uma lembrancinha para o Pablo? — pedi e senti Germán se encher de ciúme atrás de mim. Nem liguei.
- Tá... — ela pegou o dinheiro da minha mão e foi.
- León, vamos ver os ossos de dinossauros? — me virei para o meu aluno e disse sorridente. Estava mais que óbvio que eu estava ignorando Germán com todas as minhas forças.
O garoto me olhava com uma sombrancelha erguida. Eu sorria simpáticamente a ele.
- Claro, vão indo lá que eu preciso ir ao banheiro. É rapidinho. — León disse e saiu. Droga, estava sozinha com aquele homem.
- Angie...
- Caramba, Germán! Para de me encher o saco! Não tá vendo que eu não quero falar com você? — explodi.
- Se acalma, Angie! Por que você tá assim comigo? O que eu te fiz?!
- Eu tô assim por um simples motivo: não gosto de me meter com gente imbecíl, falsa e idiota como você. Me decepcionou, Germán. Nunca pensei que eu poderia ouvir algo parecido vindo de você.
- Eu ainda não entendi do que você está falando.
- Ah, me poupe, Germán. — saí andando, batendo o salto no piso de madeira do museu.
- Angeles! — gritou puxando meu braço. Seu tom de voz mudou um pouco. Como ele me puxou, acabei ficando muito perto dele. — O que está aconteceu?
Ele parecia preocupado. Parecia.
- Você me aconteceu, seu falso, imbecíl, idiota! Sai, me larga! — tentei me soltar, mas em vão.
- Eu não entendo, Angeles! O que eu te fiz?
Ele tava de brincadeira com a minha cara, né? Depois de tudo ele ainda pergunta o que ele fez? Ah, vá para o inferno!
- O que você fez? — ri irônica. — Você jura que tá me perguntando o que eu fiz? Ah, Germán...
- Eu juro pela Violetta que eu não sei. — ele me interrompeu. Ainda segurava meu braço com força.
Passei meu olhar incrédulo do rosto dele para o meu braço e disse impacientemente:
- Tá machucando. — ele suspirou e largou meu braço pedindo desculpas. — Quer saber o que você me fez, Germán? Tem certeza que não sabe?
- Eu não sei, te juro. Me conta! — ele implorava juntando as mãos. Germán era muito insistente, e fazendo toda aquela manha estava fofo.
E mais uma vez me pego pensando em como ele é lindo. Mais que droga! Preciso parar com isso. Germán Castillo é uma farsa. Não posso cair no seu joguinho, não de novo. Não vou cometer o erro de me apaixonar por ele mais uma vez. Eu não posso. Não posso me apaixonar por uma pessoa mentirosa e não confiável.
E pensar que o Germán era uma pessoa assim, me deixava com um misto de ódio e decepção. Estava tudo bom de mais pra ser verdade. Estava tudo MUITO fácil para ser verdade. Era óbvio que havia algo para acabar com o paraíso em que eu vivia. E isso, despertava o mal em mim. Minha vontade era de sair correndo e gritar. Precisava liberar a dor.
Pois é. A vida só traz dor. Estou cansada disso. Pena que, infelizmente, a dor precisa ser sentida. Faz parte da vida. Por um minuto tive vontade de chorar. Era como se eu estivesse flutuando e em seguida, começava a cair até desabar no chão.
Cruzei os braços e olhei em volta. Nenhum sinal de Violetta ou León. Respirei fundo e voltei a encarar Germán. Ele mantinha o olhar fixo em meus olhos, mas eu não via mais o brilho castanho que ele normalmente transmitia.
- Sabe o que aconteceu? — resolvi falar. — Vou te contar o que aconteceu. — mas ainda estava sendo fria.
Flashback On
"Separei a roupa para você, Angie. Estou aqui no salão de jogos do hotel, com a Violetta e o León. Quando terminar de se arrumar, me liga do interfone do quarto que eu subo para te ajudar a descer até aqui".
Sorri ao terminar de ler. Germán estava cuidando de mim com tanta delicadeza que eu até estranhava, mas de um jeito bom... Enfim, me arrumei rapidamente. Não passei nenhuma maquiagem.
Em dez minutos eu tinha ficado pronta. Sorri enquanto ajeitava meu cabelo no espelho, e suspirei. Era para eu chamar o Germán para ele subir aqui, mas achei que eu podia descer sozinha. Não iria incomodá-lo. Não seria tão difícil caminhar até o elevador, certo? Então não tem pra que tanta cerimônia. Tudo bem que minha perna está frágil, mas se eu consigo andar me apoiando nas coisas de um lado ao outro do quarto, então eu consigo andar do quarto até o elevador me apoiando na parede.
Peguei meu celular e caminhei com cautela. Minha perna doía muito. Se eu a apoiasse, parecia que eu ia desabar. Ela não tinha forças, os músculos estavam doloridos. Maldita tábua de madeira que caiu em cima dela. Evitando pensar muito e focar em meus passos até o elevador, eu mesma interrompi meus devaneios e fui.
Ao chegar lá no salão de jogos, que por sinal era imenso, procurei por Germán ou Violetta ou León. Não os vi. Já resmungando de dor na perna, continuei mancando até encontrá-los. Mas eu já não me sustentava mais. Me sentei em um banco e abri minha bolsa, revirando-a em busca de meu celular. Ia ligar para Germán.
Cadê meu celular? Havia de tudo na bolsa, menos o bendito celular. Retirei os objetos de dentro para ver se ficava mais fácil encontrar o aparelho, mas morria de vergonha com os olhares estranhos que as pessoas me lançavam quando viam cada coisa que eu tirava da bolsa. Eu tinha de tudo, até comida.
Finalmente encontrei o celular! Liguei para Germán. Deu ocupado. Que raiva. Olhei para frente e vi o perfil de um homem parecido com Germán, não era possível ver muito pois uma parede em sua frente tampava metade da visão. Decidi ir até lá.
Ao me aproximar, percebo que é Germán mesmo, pois escuto sua voz. Ele falava no telefone com... Esmeralda? Mesmo sabendo que é errado, a curiosidade foi maior e eu acabei ficando escondida atrás da paredezinha escutando a conversa.
- Pois é, Esmeralda, foi uma semana e tanto. Desculpa mesmo não ter te ligado, eu realmente não tive tempo.
- Ah, tudo bem, meu amor... Eu entendo. — ouvi Esmeralda responder. "Meu amor". Aquilo fez-me contorcer de raiva. — Mas me conta em detalhes o que aconteceu.
- Foi só isso mesmo que eu te disse. — Germán fez uma pausa. — Ocorreu o incêndio e Angie ficou presa lá. Por sorte ela ainda está viva, foi um risco e tanto.
- Então é verdade o que eu vi na TV? Você a salvou do incêndio? — a voz de Esmeralda escoou do aparelho celular. Por sorte o volume estava alto e eu conseguia ouvir perfeitamente.
- Sim, Esme. Eu voltei e salvei Angie.
- Hm. — Esmeralda resmungou e eu cruzei os braços, já sabendo onde isso ia parar.
- O que foi? — Germán questionou inocentemente. Sério mesmo que ele tinha perguntado? Que burro! Era óbvio que ela estava com ciúmes.
- Você salvou a Angie, Germán. — ela fez uma pausa e ele suspirou, entendendo aonde ela queria chegar. — Você gosta dela agora? Ai, Germán, eu...
- Esmeralda, não começa. Angie precisava de minha ajuda.
- Viu! Até a defende. Você é um traidor, Germán. Você tá comigo mas ama a ela. Idiota! — Esmeralda elevou o tom de voz. Chegou a ser um grito.
- Esmeralda! Para! Eu não sou apaixonado pela Angie!
- Ahá! É claro que é, viu, em nenhum momento eu insinuei que você estava apaixonado por ela, eu só disse que você a amava! Viu, Germán? Como é imbecíl!
- Qual é a diferença, Esmeralda? — bufou impaciente.
- Ai, quer saber? Pra mim chega, Germán! Não suporto gente falsa e...
- Não! Me escuta! Eu não salvei a Angie porque eu sou apaixonado por ela! Entenda isso! Eu não sou apaixonado por ela! Pra mim Angeles pouco importa. Ela é só a tia da minha filha. E é por isso que eu a salvei, pela Violetta. Violetta precisa da Angie. Por isso que eu a salvei. Não por mim. Não sou apaixonada por ela, não tenho interesse em Angie, ouviu?
Depois dessa, nem fiquei para escutar o final da conversa, saí correndo para o banheiro mais próximo — nem sei como consegui correr — e deixei a raiva escorrer pelos olhos.
Flashback Off
- Foi isso que aconteceu. — cruzei os braços, com a paciência completamente esgotada. Aquilo me tirou do sério. Depois do que ele tinha ido à Esmeralda, eu fiquei com raiva dele. Muita raiva. Odeio gente falsa, primeiro ele diz que me ama e depois fala aquilo. Jurei a mim mesma que nunca mais cairia na dele e passei a tratá-lo mal.
Germán me olhava sem saber o que dizer. Ele tinha a boca aberta e um semblante sério. Obviamente ele estava surpreso, pois ele não tinha visto que eu espiava a conversa.
- Angie, eu... Olha... Foi um mal entendido, Angie.
- Um mal entendido? Era só o que me faltava. — falei alto, incrédula, e virei as costas. Saí andando dali, não suportava mais um segundo.
Notas finais
Comentem viu?
Beijos.
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