Querido Sirius...

1 Querido Sirius...


Notas iniciais
Espero que gostem da One, demorei vinte minutos para escrever. Enjoy!

Walburga estava sentada na cadeira da casa dos Black’s. Olhava as folhas de papeis em branco, planejava escrever alguma coisa a seu filho, Sirius.

“Querido Sirius...”

Ela parou de escrever. Hesitou. Botou a pena no papel um momento, uma grande mancha estava no papel, ela suspirou e amassou o papel.

E recomeçou a escrever.

“Querido Sirius...”

Novamente parou a escrita, ele acreditaria que eu chamei-o de “querido”?, pensou ela. Mas, continuou a escrever.

Esperaria que você lê-se essa carta, queria. Mas, duvido que você leia, você me odeia. Sinceramente.

Tudo que você sabe fazer é me odiar? Certo? Não sei. Você me amou uma vez, Sirius? Me amou? Você não devia ter fugido...”

Ela parou de escrever, lágrimas saiam dos seus olhos, enxugou-as e prosseguiu:

“Sirius, você poderia voltar para casa? Seriamente, estou com saudades. Mesmo eu sendo aquela velha chata – como você sempre me chamou – venha para casa, por favor. Eu suplico. Sua personalidade sempre foi assim, né? O destemido Sirius! O corajoso Sirius! E tal. Mesmo você achando que Régulo é o nosso preferido, Sirius, por favor, volte!

Estou pintando um quadro meu, iria pintar um da nossa família se você estivesse aqui. Mas, não! Você tinha de ir! Você é a “Ovelha Branca” da família – não dá pra ser preta, pois, nosso sobrenome é significa “preto”

Se desse para voltar no tempo... eu voltaria. Seriamente, fizesse tudo certo. Daquela vez.

Você acha que apoiemos Você-Sabe-Quem? Acreditavam que Você-Sabe-Quem estava certo quanto a purificação da raça bruxa e prezavam os ideais sangue puro, e você, Sirius? Há quem é fiel?

Dumbledore ou Você-Sabe-Quem?

Explique-se...”

De repente, Régulo apareceu na sala, vendo a mãe chorar parou um pouco e hesitou.

— Sirius? – perguntou ele, suavemente.

— Sim, Régulo – respondeu Walburga –, mas, não conte para ninguém!

Ele entregou um pano a mãe, que enxugou as lágrimas.

— Você não pode ficar chorando assim, mãe. – disse Régulo, abraçando a mãe, de lado. – Quando terminar a carta, envie a casa dos Potter’s, ele deve estar lá com o seu amigo – ele fez uma cara de superioridade e continuou falando: – traidor de sangue do James Potter, ficando perto daquela sangue-ruim da Evans...

— Bom, Régulo, vá buscar um copo d’água para mim, vá, vá, querido – ela mandou, levantando da cadeira.

— Tá, mãe. Mas, não chore mais por causa de Sirius, ele quis assim. – Régulo tentou consolar a mãe, mas não deu certo.

— Vai logo, Régulo!

— Tá, mãe.

Ela foi até o quadro que ela estava pintando, pegou um novo, começou a pintar, olhando uma foto velha de Sirius.

Régulo apareceu com o copo d’água, chocado, vendo a mãe pintar o irmão.

— Mãe...! – ele chamou.

— O que foi, Régulo? – ela perguntou, antes de se virar.

— Quem chamou Lily de sangue-ruim? – perguntou Sirius.

— Sirius! – ela exclamou.

— Achei que não gostasse de mim, mamãe – ele disse. – E, Régulo, não chame Lily de sangue-ruim, ou James de traidor de sangue, senão... você fica sem a sua cabeça. Vai ficar linda na escada.

Régulo semicerrou os olhos, observou o irmão.

— Eu chamo quem eu quiser e... do que eu quiser... seu cachorro molhado!

— Não se xinguem! – berrou Walburga. – Sirius, o que veio fazer aqui?

— Buscar algumas coisas no meu antigo quarto, você ainda tem esperança que eu venha te visitar? – perguntou ele, frio.

— Sirius, não vá! – ela berrou, antes de Sirius correr para cima. – SIRIUS! – ela urrou, pegando a carta. Numa fração de segundos, hesitou, mas, rasgou-a no meio, como se não valesse nada. Será que não valia nada para Walburga?

— SIRIUS, VOLTE AQUI! – berrou ela. – SIRIUS!

Ela pegou todos os pedaços da carta e jogou na brasa.

Quem é você, Sirius Black?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!