Notas iniciais
Olá, espero que gostem, não esqueçam de comentar haha

— O que você acha de falarmos sobre a importância de manter o celular desligado durante as aulas?

Fala sério o que essas garotas têm na cabeça? Eu que sou a presidente dessa droga vivo com o celular na mão, tenha professor ou não dentro da sala, não vou mandar as pessoas fazerem coisas que eu não faço, é contra as regras.

Apoiei minha cabeça na mão enquanto observava a Marina e mais duas garotas discutirem sobre o que escrever na primeira edição desse ano. Pergunto-me porque diabos resolvi entrar nessa palhaçada, preciso urgentemente parar de querer competir com todo mundo, principalmente com o Bernardo.

O que?

Não, não pense naquele bastardo inútil, essa competição boba que a minha mãe inventou só está servindo para fritar meus nervos, aquele garoto além de insuportável é bipolar, onde já se viu estar conversando amigavelmente com alguém e no momento seguinte lhe dar uma cortada que te deixa tonta a noite toda? Argh! Preciso parar de pensar nele, foca no que é importante Maria. Mas o que é importante?

— Eu não sei! – gritei esfregando as mãos na cabeça.

Eu vou pirar, eu vou pirar.

— Aconteceu alguma coisa? Você está calada desde que chegou – Marina perguntou sentando-se do meu lado – ainda a aposta?

— É – respondi cruzando os braços em cima da mesa – a minha mãe é louca. Mas quando essa aposta acabar, eu juro que mato aquele infeliz.

As outras meninas se levantaram nos deixando sozinhas, pelo menos respeitam a privacidade da presidente dessa bodega. Outra coisa, eu deveria ter uma sala só minha, como o chefe da minha mãe tem na redação.

Ajeitei-me na cadeira olhando para a outra que batia a ponta da caneta na mesa. Marina já sabia da aposta – óbvio – e também que eu estava quase comendo papel queimado de tanta raiva que o infeliz me fazia passar.

— Então, não vai falar nada? – Marina pergunta tentando decifrar minha expressão.

— Deixa quieto – respondi pensando em como ela ficaria no meu pé se soubesse dessa trégua momentânea, ela está toda apaixonada.

— Tudo bem – ela se levantou sorrindo – se me dá licença, agora eu tenho um encontro naquela sala vazia do ultimo andar.

Ah, a sala onde a Malu vivia se atracando com os garotos. Coitada da minha amiga, acabou levando a pior.

Levantei-me com ela arrumando os papeis que as preguiçosas deixaram espalhados pela mesa, tinham lembretes adesivos organizando as matérias que faríamos mudança no cardápio, chegada de livros para a biblioteca, possível feira para arrecadar alimentos – ideia da Melissa Toledo soltar esse boato. Essa cadela só ferra minha vida.

Não chame a garota de cadela só porque você não gosta dela.

Entre aqueles nomes, um piscou para mim. Puxei o papel vendo possíveis títulos: Professor estagiário pode se tornar contratado?

Que?

Joguei aquela folha novamente na pilha e enfiei numa gaveta, respirei fundo tentando não pensar sobre aquilo, as meninas sabem fazer o trabalho, deixa a talvez entrevista para elas, e a última coisa que preciso por esses dias é pensar no Tadeu.

— Com quem é esse encontro tosco? – perguntei jogando a mochila nas costas enquanto saímos da sala.

— Bernardo – respondeu cantarolando.

Fiz cara de nojo, ou raiva... Tanto faz, não gostei nenhum pouco de saber, onde já se viu a minha amiga ficar trocando saliva com meu melhor inimigo? É por isso que a Marina ainda não está no nível de amizade da Malu, e depois disso eu confio menos ainda nela. Ora, interagir com o inimigo é inadmissível, ainda mais quando o garoto em questão mora dentro da minha casa e dorme num quarto na frente do meu.

— Não toque em mim antes de tomar um banho com água sanitária – resmunguei vendo-a virar para o outro lado enquanto eu descia.

— Deveria arrumar um ficante também – gritou.

Por favor, eu sou Maria quase Capitolina, não preciso de um ficante, e nem quero um. Eu preciso de comida.

Provavelmente a dona Laura ainda não está em casa, como é raro tê-la na hora do almoço, Claudio deve estar preparando uma de suas lavagens. Brincadeira, ele cozinha melhor do que a minha mãe, graças às madrugadas que passa fazendo maratonas de programas de culinária, pois é ele é um caso a ser estudado, nem eu gosto de programas de culinária, só servem pra dar mais fome.

Desci rapidamente as escadas querendo pegar algo na cantina antes de ir para casa, se é que ainda havia alguma coisa pra comer. Se tivesse pratos sujos eu poderia até lavar, quem sabe o Bernardo não aparecesse e terminasse de falar sobre a mãe dele?

Eu poderia ser uma boa menina e deixar isso quieto, se ele ficou tão sério enquanto falava é porque deve ser doloroso, ou a mulher não gosta dele. Quem gosta? Se eu fosse a mãe daquele verme com certeza teria o mandado pra longe.

Você é cruel Maria!

Minha consciência me recriminava dando-me um tapa na nuca. Tudo bem, ser rejeitado pela mãe não é nada legal, eu já escrevi algo do tipo ano passado. Como foi mesmo? Ah. Puxei o tablet da mochila procurando o texto nos meus arquivos, muita coisa aqui, tenho que limpar essa porcaria.

Levantei a cabeça no exato momento em que me bati com alguém, a pessoa me segurou pelos cotovelos rindo.

— Se queria um abraço era só pedir – revirei os olhos afastando-me dele.

— Prefiro abraçar porco espinho irritado. – resmunguei abraçando o aparelho – não está atrasado para enfiar a língua na boca da Marina?

— Ciúmes? – perguntou erguendo a sobrancelha.

Estreitei os olhos irritada demais para responder aquela pergunta idiota. E para o meu azar eu estava fazendo bico, Claudio diz que eu sempre faço bico quando estou fazendo birra.

Ele riu.

— Mudando de assunto – comecei enquanto ele brincava com uma mecha do meu cabelo – sobre ontem – Bernardo olhou para meu rosto – eu falei algo que não gostou?

Ah, ele super vai falar tudo com essa pergunta, boa Maria, se fosse você a fazer as entrevistas para o jornal, estaria no olho da rua antes de pronunciar a palavra "fofoca".

— Não foi nada com você – respondeu soltando meu cabelo e voltando à seriedade – agora tenho que ir, tem uma gatinha me esperando cheia de amor pra dar. Não fique brava, espere sua vez.

— Babaca – rosnei.

Bernardo sorriu aproximando a orelha do meu rosto.

— O que disse?

Merda Maria, controle-se.

Fechei os olhos buscando paciência, o segredo de tudo é respirar fundo, é só um garoto chato querendo ganhar a aposta. Empurrei-o para o lado e segui meu caminho ignorando suas provocações como a garota madura que sou – na maioria das vezes.

— Que você é adorável – gritei ouvindo-o rir.

Bem, pelo menos eu não fiz nada que ele não gostou. Qual é Maria, vai ficar contente por isso? Seu trabalho é irritá-lo, quem sabe ele não até perca a aposta por causa de uns gritos e xingamentos?

Balancei a cabeça voltando ao que estava fazendo antes, procurei novamente o texto e encontrei mais fácil do que a última vez. Sorri vendo os prints que tirei da página naquele dia, foi ali que conheci o Bernando, o primeiro comentário dele foi justamente no texto sobre mães. Que estranho e... Interessante.

[...]

Assim que cheguei em casa fui correndo para meu quarto, joguei minha mochila na cama e arranquei os malditos sapatos que só serviam para me deixar com calor. Enrolei meu cabelo no alto e corri de volta para a cozinha com o uniforme ainda.

Senti o cheiro de tempero cozinhando assim que desci as escadas, me aproximei saltitante como uma criança de cinco anos e vi meu padrasto no fogão. Estava sem camisa e usando um avental da minha mãe. Pausa. Sério mesmo que eu tenho que ter um pedaço de mau caminho desses como padrasto? Okay, pode soltar.

Nota mental, mandar minha mãe arrumar um marido mais feio.

— Do que está rindo? – ele perguntou tirando-me do transe.

Sentei-me numa das cadeiras e sorri novamente para ele.

— Nota mental, mandar minha mãe arrumar um marido mais feio – repeti fazendo-o gargalhar.

— Depois não venha me pedir pra voltar quando topar com um cara barrigudo e peludo aqui dentro.

— Se voltar vai ser como meu namorado – rebati rindo.

Essa era a melhor parte de tê-lo como meu padrasto, a ousadia e sinceridade exagerada. E não, minha mãe não se importava com nosso xaveco de mentirinha, sabia que nos amávamos como pai e filha, mesmo que quase nunca nos chamássemos assim.

— Bernardo não veio com você? – perguntou tirando a panela do fogo e derramando na outra.

— Deus é bom não é? – me levantei indo até ele – a ameba ficou enfiando a língua na boca da Marina, tomara que se engulam. Não sei como ela tem coragem de beijar aquele garoto, sério, se fosse uma Bernadete eu entenderia, mas a Marina? Francamente.

— Opa – disse sorrindo – alguém está com ciúmes.

— Cala a boca – falei levando o dedo até o molho.

Ele segurou minha mão e depois a outra.

Mordi o interior da boca enquanto ele ligava a torneira e jogava sabão nelas. Às vezes esse jeito de pai me irrita.

— Como estão indo as coisas no colégio?

O Tadeu, aquele cara que me humilhou na frente de todo mundo, está me dando aulas.

— Bem – respondi pegando um prato no armário – tirando seu afilhado, aquilo lá é o demônio.

— Sei, ele deve ser horrível mesmo – comentou divertido – você não cansa de desfazer do garoto. Sabe o que dizem, não é?

Quem desdenha quer comprar – repeti com nojo.

— Me poupe, se poupe, nos poupe.

Ouvi alguém entrar, pelo não-som de passos, aposto um dedo que é a ameba. Oh, ele não faz barulho quando anda pela casa, coisa que me causa vários sustos quando estou quase dormindo e vejo um vulto passar pela porta do meu quarto. Esse miserável.

Voltei a me sentar e o vi entrar na cozinha com toda a sua insignificância, certo, vou parar de "desfazer" o garoto, ta ficando chato até pra mim depois do que o Claudio me disse.

— Vocês dois, vão tomar banho para almoçar – Claudio falou alto para que ouvíssemos.

— Juntos? – Bernardo perguntou rindo.

— Se a Maria aceitar – o lutador respondeu acompanhando-o.

Revirei os olhos resmungando alguns palavrões e subi correndo para o banheiro, não demorei muito, estava com mais fome do que me sentindo suja. Enrolei-me numa toalha e saí com o cabelo pingando e os pés molhados, certamente devo estar querendo me suicidar, não tem lógica uma pessoa fazer tudo para facilitar acidentes. Sai de mim espírito do mal.

Essa frase, me sentei na cama lembrando-me da pessoa que vivia falando ela.

Eu estava treinando com o Claudio quando vi Tadeu passar, corri em sua direção pulando em suas costas como sempre fazia. Era uma brincadeira nossa desde que eu parei de tentar matá-lo, não tenho culpa se ele era um ser desprezível como o Bernardo é hoje para mim, os garotos de lá riam das nossas besteiras e viviam dizendo que Claudio ia ser vovô cedo, bobagem de lutador. Naquele dia eu lembro bem quando eu pulei em suas costas e ele me jogou no tatame sentando em minhas pernas, ele riu, falou algumas coisas e me beijou na frente de todo mundo, meu primeiro beijo na vida foi com aquele imbecil, se eu soubesse o que ele faria comigo mais tarde eu teria dado-lhe um soco. Mas eu estava apaixonada, como poderia imaginar uma coisa dessas?

Foi uma época feliz apesar de tudo ter sido uma mentira dele.

Limpei o rosto e abri a gaveta onde escondia o diário com as fotos, puxei o livrinho e o abri no lugar certo. Ali estavam elas, momentos felizes e inesquecíveis. Repito, eu já deveria tê-las queimado.

Peguei a primeira onde eu estava enrolada em seu pescoço num campeonato, foi naquele dia em que ele me pediu em namoro e eu disse não.

Ri limpando a lágrima que escorreu.

— Você tinha que estragar tudo?

A resposta era óbvia, as lembranças vinham automaticamente.

— Para com isso, Tadeu – eu ria enquanto ele fazia cócegas em minhas costelas.

Estávamos num dos quartos da casa de um amigo dele enquanto todos comemoravam seu aniversário lá embaixo, subi com ele para pegarmos um dos jogos que estavam empoeirados dentro de uma caixa, estávamos apostando polichinelos com o pessoal da academia.

— Vai pedir arrego? – perguntou enquanto eu me desvencilhava dele.

Nós rimos um para o outro, parecia estar vivendo um romance clichê americano. Seus olhos brilhavam em minha direção e ele sorria de um jeito que eu nunca vira, e eu, bem, eu estava entregue, jamais havia me apaixonado por alguém antes e no auge dos meus quinze anos um cara de dezessete estar gostando de mim, era a coisa mais especial do mundo.

Tadeu se aproximou de mim segurando minha mão trêmula com as deles, minha palma era gelada em relação a sua pele quente. Minha garganta estava gelada e eu tinha aquela sensação estranha de borboletas no estômago.

— Capitu, eu vou perguntar de novo, e eu espero que a resposta seja sim — ele começou tocando meu rosto — namora comigo?

Eu sorri em resposta, as estrelas pareciam ter descido à janela para assistir àquele momento e tudo o que eu vi foi o seu sorriso em resposta.

— Claro que sim!

Então nos beijamos novamente, sem brincadeirinhas ou provocações, éramos nós dois apaixonados, adolescentes e selvagens. Não que eu ainda não seja uma adolescente.

Quando resolvemos descer ele me deu mais um beijo na frente de todos, os gritos e aplausos estouraram ao nosso redor e quando ele me soltou, eu estava mais vermelha que um tomate. Girei nos calcanhares vendo os garotos pulando e rindo como macacos, eles rodearam Tadeu gritando coisas que só depois eu assimilei.

— Mano, são exatamente onze horas, por muito pouco você não perdeu.

— Merda! Eu já estava até comemorando sua derrota.

Olhei sem entender para Tadeu que tentava conter os rapazes.

— Perdeu o que? — perguntei me aproximando dele novamente.

Antes que ele me respondesse, foi arrastado para cima do sofá por um dos garotos que começaram a puxar um coro pedindo discurso, eu sorri tentando me enturmar. Mas aí quando ele pegou uma garrafa e virou alguns goles eu comecei a entender, estava tudo tão óbvio.

— Eu, Tadeu Assis de Oliveira — ele começou erguendo a garrafa — me orgulho de ter conseguido ganhar a aposta. A Capitu aceitou namorar comigo.

Todos gritaram.

Meu sangue ferveu. Meu corpo parecia se incendiar a cada respiração, minhas mãos ficaram geladas novamente, mas dessa vez era ódio.

— Levou ela pra cama?

Alguém perguntou.

Abri a boca indignada olhando na direção de Tadeu, que desviou os olhos do meu rosto e sorriu.

— Bom, não subi para procurar uma porcaria de jogo.

— Você o que, desgraçado?

Claudio gritou atrás de mim.

Ele foi puxado para o chão com brutalidade, agradeço ao Claudio por isso, depois de quase estrangular aquele idiota e muita luta dos outros para afastá-los, meu padrasto veio até mim e me trouxe pra casa, pedi que não contasse à minha mãe – que estava viajando – e ele aceitou, sabia como eu era e como aquilo me deixou, por isso ele nem toca no assunto.

Balancei a cabeça jogando o diário dentro da gaveta novamente e me levantei, vesti uma roupa confortável e me joguei na cama abraçando meu travesseiro. Talvez eu devesse conversar com o Tadeu, perguntar por que ele ter feito aquela aposta ridícula com os amigos e ter mentido, tenho certeza de que não foi só pelo dinheiro, pelo que sei a sua familia vive muito bem. É, não vai ser tão fácil assim, eu posso não ter coragem o suficiente. Não Maria, coragem você tem, vergonha na cara é o que te falta, você consegue, é só chegar nele e conversar, talvez gritar e xingar um pouco, vai depender do momento.

— Capitu – levantei a cabeça vendo Claudio entrando – você parece meio distante hoje. Aconteceu alguma coisa?

Sentei-me na cama abraçando o travesseiro com as pernas e sorri para ele. Talvez eu devesse contar sobre o Tadeu, isso é tão seguro quanto dançar rumba na frente de um leão.

— Eu tava lembrando... Daquilo – falei enrolando os dedos na fronha.

Se eu não posso contar tudo, pelo menos uma parte vai ser de grande alívio, a Malu já está cheia dos meus dramas em relação a isso, pelo menos eu acho. É como dizem... Não sei o que dizem, mas dizem alguma coisa.

— E o que aconteceu pra você voltar a pensar nisso? – perguntou se sentando – alguém tentou fazer algo?

— Não eu só pensei mesmo, queria saber por que ele fez aquilo.

Claudio suspirou pesadamente olhando para mim, encarei aquele par de olhos castanhos esperando seus berros e novas ameaças sobre ele se aproximar de mim novamente. Mas ao invés disso ele esticou o braço e acariciou minha testa sorrindo de lado.

— Fica tranquila, ele não vai voltar tão cedo – será? – e se voltar eu o mando direto para o hospital com algumas costelas quebradas, talvez um braço também.

Ah meu Deus, tenho um assassino em potencial dentro da minha casa. Okay, vamos relembrar, nada de contar sobre o Tadeu, muito menos deixar que ele o veja com os próprios olhos.

Respira, inspira.

— Tá sentindo esse cheiro de queimado? – perguntei cheirando o ar.

— Merda, a batata.

É, Claudio deveria entrar na maratona pela velocidade com que correu.

Ri me levantando, já chega de pensar, vamos comer, comer é bom e nos dá força.

Parei na porta do quarto e olhei para a de Bernardo, eu poderia encher sua paciência um pouquinho, quem sabe eu não ganho a aposta? Não, vamos deixar a ameba quieta por uns minutos. Quando cheguei à escada ouvi meu celular tocando, dei meia volta praguejando e fui procurá-lo pelo quarto, revirei tudo e não achei.

Certo, vamos lembrar de colocar uma bolsa no meu pescoço e nunca mais tirá-lo dali. Santa mãe, eu tenho mesmo que esquecer onde coloquei essa porcaria cara?

Banheiro!

Corri até lá, mesmo que o aparelho tenha parado de tocar, empurrei a porta dando de cara com o ser escovando os dentes. Quem escova os dentes antes de comer?

— Costumam bater na porta antes de entrar – falou voltando ao que fazia.

— E eu costumava te xingar, mas como você vê, não podemos fazer tudo o que queremos.

Apanhei o celular vendo duas chamas perdidas da Malu, mordi o lábio e abri sua mensagem.

"Três da tarde, aqui em casa. Vamos comprar roupas para a Constança."

Notas finais
Esse capítulo foi reeditado.