Querido Diário Nem Tão Otário Assim
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Acharam que eu tinha abandonado
Acharam que eu não estava mais a fim
MAS CÁ ESTOU EU!!!
Meu primeiro capítulo (de todas as minhas fics) que tem mais de 1000 palavras!!!!
Então, provavelmente muitos já pararam de acompanhar porque acharam que eu tinha abandonado [N/Lola interior: Muitos? Você não tem nem poucos!], mas vocês fiéis que ainda leem isto, EU AMO VOCÊS ♥ ♥ ♥
Caso vocês conheçam pessoas que pararam de acompanhar por causa disto, avisem que eu atualizei, okay?
E que fique claro que eu NUNCA vou abandonar uma fic, okay?
Beijos esperem que gostem!
Isabella.
A pessoa que eu menos esperava encontrar.
Não, verdade.
Imagine: Você foi para um shopping e entrou numa loja de roupas com vista para a rua. Na rua você vê a sua avó andando de patins com um biquíni micro. Eu esperava menos a Isabella.
Nós duas lá no meio da rua, encarando uma à outra. Fiquei examinando os detalhes do seu rosto. Continuava redondo feito um balão. Ainda com óculos redondos (nem sei o porquê de as pessoas do reformatório não o destruíram, pois aquilo pode matar se estiver nas mãos dela). O cabelo cresceu. Tipo muito. Muito. Já estava alcançando os joelhos. O que não é pouco, pois ela também cresceu, estava mais alta que eu, dez centímetros no mínimo (Okay, vamos combinar que eu tendo 1,60 m de altura e 15 anos não é altura, mas a Isabella devia estar com uns 1,70 ou 1,75). Passaram-se três anos e ela não cortou? Está horrível.
— Olá Jamie. Sentiu minha falta?
Nem soube o que responder. Falta? Nem sei se foi falta.
— Oi Isabella.
Estava sem ação. Eu não sabia o que dizer!
— Não sabe o que dizer?- ela disse após algum tempo- Que tal começar me dizendo o que anda havendo por aqui?
Boa ideia. Porém:
— Isabella, eu não sei se você sabe, mas já passou de meia-noite. Está tarde. Vá para sua casa, nos falamos amanhã.
— Hum, Jamie?- havia nervosismo em sua voz?- Posso dormir na sua casa?
Não sabia bem o que responder. Eu queria falar tudo para ela, afinal, ela era minha melhor amiga, mas o Lucas ainda está lá em casa.
Concordei, enfim.
Ao entrar em casa com ele foi quando eu percebi o quanto a casa estava meio destruída. Confete, copos plásticos, e vários outros objetos (teria vômito ali perto da cozinha?) espalhados no chão e o Lucas na escada. Fiquei meio sem graça.
-É, Lucas? É que, bem, podemos continuar nossa conversa outro dia?
Ele se levantou, se despediu de nós (meio surpreso ao ver Isabella novamente), e foi embora.
Subimos ao meu quarto, arrumei nossas camas.
— Então Jamie, me conte tudo.
- Tudo o quê?
— Tudo, ora bolas.
— Okay então Isabella. Começando por onde?
— Pelo início.
— Estou falando sério.
— Okay, hum... Que tal começar pela sua família?
— Vamos ver... Minha mãe ficou grávida, minha irmã é um saco, não mais que os seus irmãos, mas é muito chata, minha mãe cozinha do mesmo jeito que sempre cozinhou, e meu pai anda, sendo um pai por aí.
— Ele ainda age feito um pai? Que ruim...
Então, em alguns minutos falei tudo o que tinha a dizer sobre a escola e a família. Mas ela me pareceu impaciente:
— E o Lucas? Pegou ele finalmente?- Senti minhas bochechas corarem
— Na verdade, um pouco depois de você ir embora ele deu início a um namoro com a Angelina que durou até essa noite. Eles terminaram porque na festa que estava acontecendo aqui ele viu a Angelina pegando o Vincent. Aí, eu ia me declarar romanticamente, mas certa pessoa interrompeu.
— Quem?- ela é muito retardada. Mas acho que ela notou minha cara e disse- ah tá, eu. Você viu a Vingança correndo? Ela não é fofa?- Vingança é a ovelha. Um nome típico de Isabella.
— Muito fofa Isabella. Mas agora chega de Jamie Kelly, vamos falar sobre Isabella Vinchella.
Ela me pareceu apreensiva e disse sacudindo a cabeça:
— Nem vem que hoje não tem Isabella para você?
— Só quero saber por que você voltou!
— É, estou morrendo de sono, vamos dormir- deitou e fingiu que dormiu, pois ela demora a dormir.
E eu fiquei imaginando todos os motivos possíveis dela ter voltado. Será que foi por causa da família? Não fazia a mínima ideia. Afinal, minha cama estava muito convidativa e eu fui dormir também.
No dia seguinte, acordamos bem tarde e Charlotte ficou reclamando com a minha mãe coisas Chalottescas. “Mãe a Jamie sempre acorda tarde!” ou “Mãe por que eu tenho que acordar cedo e elas podem acordar tarde?”. Essa garota me tira do sério. Então, Isabella que não estava com fome (!!!) e eu, após pegar um iogurte saímos para passear.
Meu celular apitou, toque de mensagem:
“Mário: Oi jamie. ouvi oq houve cm o lucas. ele tah malll. Na1 qer sai de casa, mais ele disse pra n se preocupar. vamos no shopping?”
Eu perguntei para a Isabella se ela queria ir ao shopping, ela me olhou com aversão. Ela odeia shoppings.
— Por favor! Só passear. Eu compro um kit de karatê para você lá.
Convenci.
Lá, ela me cobrou logo de primeira o kit de karatê. Não achei, então fomos numa livraria e comprei um livro chamado “Violência: como bater nas outras pessoas com originalidade”. Estava na seção maiores de 18, mas eu convenci um homem a comprar para nós.
Depois, fomos à praça de alimentação e encontramos o Mário. A menina começou a ler o livro, e nem viu o meu amigo espinhento. Fomos à sorveteria, e começamos a conversar:
— Então Mário, como o Lucas está?
— Estava meio mal, acho que exagerei quando mandei a mensagem. Na verdade, não estava tão mal assim.
Isabella pediu à garçonete uma banana Split, eu pedi um sorvete de chocolate e creme, e Mário um Milk-Shake. Após uns 20 minutos conversando sem ela mostrar a cara, falei:
— Isabella, não vai falar com o Mário? Mário Pinsetti!
Ela começou a falar alguma coisa, mas interrompeu quase imediatamente. Mirou o garoto com o olhar. Seus olhos mostravam sua ira e fúria sobre o garoto, enquanto este pareceu extremamente assustado.
Ela gritou muitos palavrões, e começou a bater nele de jeitos que nunca vi antes (acho que ela aprendeu rapidamente os golpes) e depois de quase matá-lo ela percebeu que estava chamando atenção dos seguranças, então saiu correndo e eu fui atrás dela obviamente.
Após seis quadras, ela se cansou (eu acho) e eu parei também.
— ISABELLA VINCHELLA VOCÊ FICOU MALUCA?
— Jamie, você não está entendendo, aquele garoto que fez tudo.
— Fez tudo o quê?
— É complicado- estávamos em uma praça, e ela sentou no banquinho- sente-se, acho que isso vai demorar.
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