Querido Diário... Coisa Mais Clichê!
9 Morcegos, aboboras e músicas da Cuca
Notas iniciais
Ok. Tudo bem com vocês? Muito obrigada pelos review's passados. Senti falta de umas pessoas, mas ta tudo bem. Gente, desculpa a demora para postar, mas eu tinha escrito um capítulo, mas ficou tão horrivel, ridículo digno de todos me deixarem sozinhas, dai eu acordei hoje e tarãm... Saiu esse!
Boa leitura!
1º dia — Morcegos
Primeiro dia das compras para a festa.
Tudo que eu mais detestava: compras!
Isso mesmo, eu detesto sair para fazer compras. Acho que criei um tipo de fobia. Tenho pavor de entrar em lojas, vendedoras e tudo que envolvesse uma tarde de compras entrando em lojas e gastando dinheiro a toa comprando coisas desnecessárias que iremos usar apenas uma vez. Acho que a rara exceção desta minha fobia era uma livraria. Amo entrar em uma, ficar horas e horas lá dentro procurando vários e vários livros. O que obviamente, infelizmente não era o meu caso.
Arrasto-me atrás daqueles dois seres que se eu sou obrigada a conviver por um bom tempo, graças a uma coisa chamada: castigo. Nunca vi nenhum garoto mais entusiasmado com compras do que aqueles dois. Só falta os olhinhos brilharem... Opa! Isso acaba de acontecer. Passamos por uma loja de coisas para skate. Não sei que nome se dá para isso.
- Eu queria saber andar de skate! — Eu murmuro. Para a minha surpresa os dois garotos escutam e se viram para me olhar.
- Se quiser eu posso te ensinar! — Thiago disse com um belo sorriso.
- Se eu fosse você não perdia tempo tentando ensinar essa daí! — Marcos disse cortando todo o meu "barato".
- Ei! — Eu protestei. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Thiago continua.
- Terei todo o prazer de te ensinar Amy! Sou diferente de certas pessoas que desistem de alguma coisa, pois sabem que é quase impossível acontecer. — Ele disse.
Eu fiquei olhando para o Thiago não acreditando no que ele acaba de dizer. Eu não posso com isso. E eu achava o Thiago um poço de educação, mas é claro que eu estava enganada!
- Vocês são impossíveis! — Eu digo passando pelos dois e indo em direção a nossa primeira loja para visitar.
Eu paro na frente da tal loja de decorações. Minha primeira reação foi fugir dali. Na verdade, eu tentei fazer isso, mas é claro que não deu certo. Marcos sabe da minha "fobia" e me puxou para dentro da loja antes mesmo deu reclamar. Thiago que não sabe de nada disso ficou emburrado.
Entramos na tal loja chamada "Morcegos e Cia". Que tipo de pessoa tem uma loja com esse nome? Não poderia ser mais criativo? De primeira me deparei com vários "fantasmas" pela loja. Isso mesmo eram as vendedoras ou vendedores que trabalhavam na estupida loja fantasiada. Nada poderia ser tão ridículo. Opa. Retiro o que digo. Achei algo realmente ridículo.
- Você é tão idiota! — Eu digo olhando para Thiago que estava com uma daquelas tiaras que é um machado na cabeça coberta de sangue. E para piorar ele estava fazendo uma careta. Isso ganhou dos fantasmas-vendedores.
- Mas você me ama! — Ele disse mostrando a língua.
Eu apenas revirei os olhos. Olhei para o lado e Marcos estava ao meu lado analisando a cena com uma cara de quem comeu e não gostou.
- Olá crianças! — Disse um fantasma. Pela voz, supôs que fosse uma mulher. — O que desejam?
- Estamos aqui para comprar algumas coisas para a festa que estamos organizando na escola. — Disse Marcos emburrado.
- Ah! Venham por aqui, por favor. — Ela disse andando entre algumas prateleiras. Nelas se encontravam tudo, desde sapos de plásticos até caldeirões enferrujados. — Procure o que quiser, qualquer coisa é só me chamar.
- Obrigada! — Eu digo agradecendo que ela estava indo embora.
Odiava vendedoras, ainda mais aquelas chatas que ficam atrás de você o tempo todo te empurrando coisas por cima, como se você fosse comprar todas as aquelas coisas horríveis.
- O que precisamos? — Eu perguntei olhando para uma fantasia muito estranha. Não sei se era uma ervilha ou era um E.T. Seja o que for era terrível!
- Precisamos disso... Disso... Disso... Disso... Daquilo... Isto... Daquilo... Ah! Não podemos esquecer isso... Amy me passe isso ai do seu lado... Marcos seja bonzinho e me passe à coisa verde em cima de você... Será que precisaremos de aranhas? Vamos levar... Amy pega essa coisa verde, não sei o que é, mas eu gostei... Marcos me alcance àquela coisa preta com rosa, não sei para que sirva, mas depois descobriremos... Acho que acabei por aqui! — Disse Thiago olhando para um carrinho cheio de coisas.
Fiquei surpreendida com a rapidez dele. Digamos que cada "disso" ele pagava umas dez coisas sem ao menos olhar direito. Ótimo! Assim acabaremos rápido!
- O que você vai fazer com a ervilha/E.T? — Perguntei apontando para aquela coisa estranha.
- Não sei... — Ele disse dando os ombros. — Mas deve ser legal ver a cara das pessoas tentando descobrir o que seja.
- Claro! — Marcos disse irritado.
O que há com aquele garoto?
- Vamos pagar? — Eu digo loca para sair daquele lugar que me dava arrepios.
- Sim! — Thiago disse indo em direção ao balcão para pagar. Eu iria segui-lo, mas alguém me deteve.
- O que foi? — Eu digo olhando para Marcos que estava segurando o meu braço e indo em direção a uma prateleira cheia de morcegos de mentira.
- Eu preciso falar com você! — Ele disse me encarando com aqueles belos, perfeitos olhos castanhos.
- Fala!
- Seu irmão veio falar comigo hoje. — Ele disse ainda me encarando.
O que meu irmão queria com ele?
- Ele quer que eu a mantenha longe do Brown. — Marcos disse sério. — Nas condições atuais eu não posso te manter afastada, mas irei cuidar de você.
- O que meu irmão tem haver com a minha vida? E o que você tem haver com ela também? E o que Thiago fez de tão ruim? — Perguntei.
- Não posso te falar ainda, mas não quero que ele te machuque. — Marcos disse como se a minha vida estivesse correndo perigo.
- Ai estão vocês! — Disse Thiago antes que eu pudesse falar alguma coisa. — O que vocês estão fazendo aqui?
- Precisamos de... — Eu digo olhando para o lado e encontro morcego. — Morcegos! Não tem festa sem morcegos!
- Eu concordo! — Disse Thiago pegando uns dez e levando para pagar.
Marcos e eu não conversamos mais sobre aquele assunto o dia todo.
Mas algo estava errado!
Na verdade, muitas coisas estavam erradas ultimamente!
***
2º dia — Aboboras
Segundo dias de compras.
Que beleza! Faltam agora... Seis dias até o grande dia, a festa!
Hoje iremos ver as aboboras para enfeitar o colégio todo.
Eu achei um desperdício de aboboras, mas Thiago disse que ia ficar mais legal comprar aboboras de verdade e entalharmos nós mesmos do que comprar prontos. Por algum motivo, ele achou engraçadas as pessoas pegarem as abobora e comerem depois.
O que achou Marcos? Na verdade ele não fala mais nada desde ontem. Por algum motivo que eu não sei os dois garotos andam se estranhando muito, e quando um fala com o outro sempre acaba em briga que eu tenho que apartar.
Estávamos agora em uma feira da cidade. Havia muito adulto e quase nenhuma criança/adolescente na rua. Claro, tem motivos muitos bons para isso, como quem iria para uma feira? Nós, é claro!
- Thiago, tem certeza que temos comprar as de verdade? — Eu disse olhando para as barracas de comida. Um cara de 40 anos mais ou menos, careca e gordo piscou para mim e lambeu os dedos. — Não estou me sentindo segura aqui!
- Qualquer coisa eu te protejo Amy! — Thiago disse me abraçando.
Marcos que estava atrás de mim, deu uma tosse fingida que logo Thiago me largou lançando um olhar indignado para Marcos.
- E como iremos fazer as aboboras ficarem iluminadas? — Eu perguntei.
- Colocaremos lanterna dentro. — Thiago disse como se fosse obvio e saiu de perto da gente, pois viu alguma coisa que ele gostou.
- Como ele espera que entalhemos as abobora? — Eu digo. — Isso irá durar séculos!
- Temos até sábado para terminar. O gênio ai nem deve ter se tocado disso antes de ter inventado isso.
- Ainda temos quase uma semana ainda para fazer compras. – Eu suspiro de desgosto.
- Amy? – Marcos me chama.
- Oi! – Eu digo.
- Você sabe que o baile tá chegando...
- Não tem como eu esquecer.
- E cada um tem que levar um acompanhante...
- Sim... – Eu digo isso e meu coração acelera.
- Eu queria saber se você...
- Sim...?
- Amy, venha ver isso daqui! É magnifico! – Ouço Thiago dizer me puxando para longe de Marcos.
Thiago eu vou te matar na primeira oportunidade que tivermos. Não acredito que você não deixou Marcos falar o que ele queria. Estava tão perto... Será que ele iria me convidar para o baile? Eu tinha até esquecido que tínhamos o baile e que precisava de um acompanhante. Na verdade, nunca liguei para esse baile. Sempre fugi dele.
- Não é magnifico? – Thiago pergunta apontando para uma grande, imensa gigante, redonda e laranja abobora que estava na minha frente.
- Você não esta me querendo dizer que vai levar essa abobora para a escola, não é? – Eu digo desesperada.
O que aquele garoto tinha na cabeça? Sinceramente, quem em sã levaria uma abobora gigante do tamanho de um monumento para uma escola? E o pior, quem iria entalhar aquela coisa?
- Amy, você precisa ver as oportunidades nas coisas mais bizarras. – Thiago me disse. – E já comprei!
- O que? – Eu digo. – Você não pode simplesmente sair por ai, comprar uma abobora gigante e me avisar.
- Desculpa!
- Tá, tá, tá. – Eu digo e me viro para ir encontrar Marcos. – Agora, só quero que saiba que é você que vai arrumar essa abobora gigante. Não me peça ajuda!
- Está bem! – Ele disse com um sorriso.
Esse garoto é louco!
Andei em direção da feira. Aquele mesmo careta, gordo piscou novamente para mim e eu corri até Marcos. Não sabia se aquilo foi para mim, ou sei lá. Só sei que não queria ficar naquele lugar nem mais um minuto. Para a minha felicidade, Thiago anunciou que havia comprado já as aboboras e poderíamos ir para casa.
Bem, eu passei mais da metade da noite tirando tudo de dentro das aboboras, e desenhando os olhos, nariz e boca nas aboboras.
Ninguém merece ter que organizar essa festa!
***
3º dia – Músicas
Terceiro dia de compras e eu não aguento mais.
Não sei como tem gente que ama sair para comprar várias coisas. Se eu ainda pudesse parar em uma livraria, mas parece que os meninos estão decididos a ignorar os meus pedidos, resmungos, xingamentos e tudo mais.
Mas também, ninguém aguentaria sair para comprar essas coisas que já levamos para a escola. Tipo, quem sai e compram diversas aboboras? Ou uma coisa que não sabemos nem a utilidade se são uma ervilha ou um E.T?
Só essas coisas acontecem comigo, eu só acho!
Pelo menos hoje, não iremos comprar algo tão bizarro... Na verdade, acho que nem iremos gastar dinheiro para uma festa ridícula que eu não estou a fim de ir. Por que além de ser eu a organizadora não tenho nenhum parceiro ainda, isso mesmo, ninguém convidou a Amy aqui. Isso é uma coisa horrível!
Todos já têm pares, até mesmo os nerds lá da sala. E é claro que a Charlote vai com o Chay, Peter com a Rebecca e os outros casaizinhos está formado. Menos eu! Acho que vou levar o meu pato como acompanhante, uma boa escapatória não?
- Amy? – Diz Marcos estalando os dedos na minha frente.
- Que é? – Eu digo mal humorada. Será que uma garota não pode ter brigas internas em paz?
- Nada! – Ele disse me olhando torto.
- Então vamos logo decidir que músicas irão tocar. – Disse Thiago aparecendo do nada no meu lado.
Entramos na loja de c.ds chamada “Música é show!” É cada nome mais tosco que o outro, vou te contar hein. Na loja, não há muita coisa interessante, exceto muitas filas e filas de C.ds espalhadas pelo local, uma música de elevador tocando na loja, um atendente com uma fantasia de controle remoto e diversos pôsteres espalhados nas paredes escuras.
- Quais músicas deverão tocar? – Pergunto.
- Apenas sobre o Hallowen! – Thiago diz
- Eu acho que não teremos uma grande variedade desse tipo! – Marcos fala. – Podemos tocar de tudo um pouco.
- Eu concordo com ele! – Eu digo e Marcos me dá um sorriso lindo.
- Eu não! – Thiago disse. Tinha certeza que era só por que Marcos havia falado — É uma festa de assustar, devemos ter as músicas de acordo com o tema!
- O que? Você acha que vai encontrar muita música que fala de terror? – Eu digo pegando um C.D do Sitio do Pica-Pau Amarelo na mão. – Olha, aqui tem uma música que combina com o tema da festa!
- Qual?
- Da Cuca! – Eu digo como se fosse obvio.
- Nunca ouvi!
- Claro que sim... É aquela... “Cuidado com a Cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.” – Eu canto o começo da música. Thiago fica me olhando com cara de “Que merda é essa?” e Marcos fica rindo de mim, por que quando eu cantei digamos que eu fiz uma dancinha muito ridícula. – Qual é? Todo mundo já ouviu essa música.
- Canta o resto, vai ver que eu me lembre.
Suspirei forte e recomecei a cantar: — “A cuca e malvada e se fica irritada a cuca e zangada cuidado com ela a cuca e matreira e se fica zangada e cuca e danada cuidado com ela.”.
Marcos estava se matando de tanto rir. Thiago não ficava atrás. E eu, é claro, tinha pagado o maior mico do ano naquela loja. Até o controle remoto estava rindo da minha atuação.
- Eu conheço a música sua boba! – Disse Thiago tentando controlar os risos. – Só queria ver você cantando!
- Amy... Nunca... Mais... Cante... Em... Publico! – Disse Marcos em meios de risos.
- Vocês são uns idiotas! – Eu digo ficando emburrada.
- Não fica assim tá minha linda, você já pode trabalhar como palhaço! – Disse Thiago caindo na gargalhada novamente.
Tive que ficar esperando uns bons dez minutos até que os dois se controlaram, mas o controle remoto que nem é da história ficou rindo por mais tempos. Ignorei-o, por que nem sei quem seja, e ele não tinha o direito de rir de mim, não era eu que estava com vestida como um controle.
- Quais músicas que irá tocar? – Eu digo por fim.
- A gente pede para o D.J tocar qualquer uma que deixa a galera feliz. E em sua homenagem eu peço essa música! – Thiago disse dando tchau para o tal controle esquisito remoto.
- E quem vai ser o D.J?
- Meu primo! – Marcos se pronuncia com um sorriso de felicidade, como se não tivesse esquecido ainda da minha performance terrível como cantora.
- Ok.
Depois disso, eu convenci os garotos de irmos até uma livraria. E comprei uns três livros, quer dizer, eu comprei um e ganhei um de cada garoto como forma de desculpas depois de outro acesso de risos que eles deram e minha ameaça de não falar com eles.
Notas finais
O que acharam? Engraçado? Terrível? Quero opiniões sinceras. E o que acham que o Thiago fez de tão errado? E o que acharam da abobora gigante?
Se não tem o que comentar, que tal me dizer qual é a sua casa em Hogwarts, ou qual distrito tu foi designada, ou qual deus é o seu pai ou mãe? Ou sei lá, me diga o que vai fazer nas férias, qual filme você mais gosta? Sei lá!
Ahh, estou aguardando review's e que tal recomendação???? Não? Ok.
O próximo capítulo sai quando eu tiver quatro capítulos beleza? beijos!
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