Notas iniciais
Estou de volta! Não sei se avisei, porque eu tenho esquecimento, mas a Fanfic está na reta final, talvez no próximo eu finalizo, talvez! Desejo a vocês uma boa leitura!

​

27 de setembro, 12:23 p.m.

– Mãe? — Entrei no escritório e mamãe parecia estar escrevendo algo em um papel.

– Oi, filha. Entra. — Ela o dobrou e colocou numa carta, depois a colocou embaixo do teclado do computador. — Já está pronta?

– Aham. — Mostrei minha mochila. — O que estava escrevendo?

– Nada. — Sorriu com o rosto vermelho. — É só uma cartinha de amor.

– Para o papai?

– Também... — Riu mais vermelha ainda. — Vamos, vou te levar para a escola.

– Certo!

Entramos no carro e eu fui no banco de trás na cadeirinha.

– Hoje você vai dormir na casa do Naruto.

– Por que?! — Resmunguei.

– Sabe que dia é hoje? — Me olhou pelo espelhinho. — É o dia da mamãe e do papai. Filhos não são convidados.

– Ah! — Cruzei o braço fazendo bico.

Ela riu e virou-se para mim fazendo carinho em minha bochecha.

– Se quiser pode ir pra casa da Chouchou...

– Eu quero! — Sorri. — O Boruto só tem carrinho. Não vai querer brincar de casinha comigo.

– Meu amor, ele é um menininho. E você tem a Himawari.

– Ela nem nasceu ainda. — Revirei os olhos e ela voltou pra frente sorrindo.

– Sarada... Você quer um irmãozinho?

– Quero! Você vai me dar? — Me empolguei. Sério que vou ter um irmãozinho?

– Posso combinar com o seu pai e ver o que ele acha.

– Ele não tem tempo nem pra mim. — Bufei.

– Você sabe que ele é ocupado...

– Sinto a falta dele. Nem no meu aniversário ele me dá atenção.

Ouvi ela suspirar, tenho certeza que concorda comigo.

– Eu falei com o seu pai hoje. Ele se preocupa com você.

– Não parece. Às vezes parece que ele nem te ama, mamãe!

– Sarada! — Me repreendeu. — Eu sei que está sendo difícil, mas dê uma chance para ele. Ele é o seu pai.

– Tá bom. — Suspirei.

– Toma. — Me deu duas notas de cem. — Não gaste!

– Para quê tudo isso? — Meu olho brilhou com tanto dinheiro.

– Chegue para o seu pai e pergunte quanto ele cobra por consulta e pague para ter um tempo com ele.

– Vai funcionar?

– Vai sim. — Sorriu fazendo carinho em minha bochecha. — Sei que deve estar difícil, mas tente entender.

– Eu sei, mamãe. — Ela ajeitou meus cabelos. — Só sinto falta dele.

– Garanto que depois de hoje ele vai mudar. Mamãe vai conversar com ele, tá bom?

– Tá.

– Agora desça, o sinal de sua escola já bateu.

– Tá bom, obrigada mãe. — Lhe dei um beijo na bochecha e ela retribuiu. — Só mais uma coisa, eu vou ter mesmo um irmãozinho?

– Quem sabe? Talvez hoje a noite eu providencie um... — Ela sorriu divertida.

– Mamãe é suja...

– Vai logo para a sua escola! — Ela riu com o rosto vermelho.

Este foi o último dia que falei com ela.

[···]

– Será que agora o senhor tem tempo para mim?

Meus olhos se encheram de lágrimas após escutar tais palavras.

– Por favor, papai! — Agarrou minha blusa enquanto chorava.

Então era isso que o Naruto e minha esposa queriam dizer?

Que eu sou um pai tão ausente assim ao ponto de fazer minha

​própria ​

filha chorar por minha causa?

No que raios eu estive pensando este tempo todo?

Eu achei que ela chorava porque sentia falta da mãe, não porque eu a havia abandonado.

Toquei em seu pequeno rosto e sorri covardemente. Assenti envergonhado de minhas ações e ela me abraçou.

Não demorei para retribuir, mas foi difícil suportar aquelas lágrimas duras e pesadas que caíam em meu peito.

Sarada... Quantas vezes você chorou por minha causa?

– Não me odeie, por favor. Se eu fiz algo errado, desculpa.

A apertei contra mim e chorei amargamente.

Por que VOCÊ está se desculpando? O culpado aqui sou eu.

– Sarada, você se sente solitária? — Ela assentiu. — Tudo bem se eu permanecer assim? Te abraçando? — A mesma resposta.

Não me contive e me derramei em lágrimas. Gritamos feito crianças naquela sala.

Depois de quase

​20 minutos

chorando, nos afastamos e eu sequei seu rosto.

– Me desculpe. — Murmurei. — Você não tem culpa de nada. Eu é quem estava errado, e fui rude com você.

– Então o papai não está com raiva de mim? — Fungou.

– Não, não tenho motivo. — Afaguei sua cabeça.

Ela sorriu e tornou a me abraçar.

– Desculpe, filha. Eu sinto muito mesmo...

– Tudo bem. — Me encarou ainda grudada em mim. — Não estou mais triste.

– Você perdoa o seu pai?

– Perdoo.

– De verdade?

– Sim.

– Eu errei tanto e mesmo assim...! -

​Me emocionei

. — Obrigado.

Mexi em seus cabelos e sequei o meu rosto.

– Talvez seja difícil, mas eu vou tentar ser mais presente, te ajudar com a lição de casa e ser o pai que você merece.

– Eu espero. Eu prometo que vou ser boazinha.

– Você já é muito boa. — Sequei seu rosto.

Minha filha sorriu e gritou contente.

– Posso ficar aqui com você? — Indagou. — Não queria ir para a aula...

– Pode, hoje é um dia especial.

​Ela comemorou toda sorridente.

– Papai, sabe...

– O que?

– Eu fiz um teste no médico do olho porque eu não conseguia ler muito bem, ficava embaçado. O tio Naruto falou para que eu pegasse o resultado hoje.

– Por que não me contou antes? — Perguntei preocupado.

– Você não me escutaria.

Suspirei me lembrando dos meus erros e me levantei.

– Bem, vamos lá então.

Saímos do meu escritório e fomos até o oftalmologista.

​O médico conversou comigo e foi me mostrando o resultado dos exames. Me perguntou sobre problemas de vista na minha família e eu respondi que apenas o meu irmão mais velho, Itachi, usa óculos.

Depois de tudo, ele me afirmou que Sarada teria que usar óculos de grau pequeno. Ela tem hipermetropia assim como meu irmão. Dificuldade para enxergar de perto.

Perguntei sobre lentes de contato, mas ele orientou que por ela ser criança, não era recomendável.

– Eu não queria usar óculos... — Resmungou enquanto caminhávamos até o carro.

– Mas é necessário, não fique chateada com isso. — Afaguei sua cabeça. — Você vai continuar sendo uma menina linda.

Ela sorriu e pegou em minha mão. Fiquei surpreso, mas era uma sensação gostosa.

Me dava um senso protetor e vontade de cuidar dela.
​

​Quando chegamos em casa, ela virou-se para mim rindo e falou:

– Bem vindo de volta, papai.

Ajoelhei-me em sua frente e lhe abracei.

– Estou de volta, Sarada.

– Papai. — Retribuiu o carinho. — Eu te amo, tá?

A encarei no fundo de seus olhos e beijei sua testa.

– Eu também te amo. — Sorri. — Eu vou me tornar muito meloso.

– Não importa, só quero o papai comigo.

​- E eu estarei, até o fim, até você se cansar de mim.

​Ela se afastou sorrindo e dizendo que estava com fome. Falei para que ela tomasse um banho e trocasse de roupa, pois iriamos comer umas porcarias numa pizzaria qualquer.

Fui até o meu escritório guardar minhas coisas que peguei do meu serviço e aproveitei para organizar minha agenda.

Afastei o computador deixando a mesa livre, mas havia algo embaixo do teclado, parecia uma carta.

A abri sem pressa e retirei um papel que estava escrito a caneta.

Eu reconhecia aquela letra, era de minha falecida esposa, Sakura...

Notas finais
O que deve estar escrito nesta carta? Alguém tem algum palpite? hehehehe