Quer Ficar Comigo?
16 15ª parte
Notas iniciais
Desesperadamente, corro atrás de minha amiga, sem um rumo vejo enfim que estou perdida. Abro os braços e digo:
_ Pode vir! Eu te espero – dizia ao estranho misterioso que não estava ali presente, mas como ele adorava fazer uns “sumiços” aqui no bairro, uma pobre e indefesa menina ia ser de bom agrado para ele. – Vamos, venha! – gritei.
Quando ele apareceu finalmente para me raptar, uma voz conduzia-me dizendo para eu entrar em um buraco negro que havia se formado na minha frente, corri até o buraco, e percebi que não estava sozinha, quando enfim pulei lá dentro, recebi um forte abraço, ou uma proteção. O homem misterioso percebeu que havia alguém me acompanhando e levou-a para outro lugar, caí no chão. Com certa dificuldade para me levantar, olhei para os lados, não havia ninguém.
Estava somente eu ali, agora sim, indefesa. Porque com a queda que tive, não havia forças para levantar-me. Permaneci ali por alguns minutos, mas depois tentei me levantar, e com sucesso consegui.
Por um momento vultos passavam em minha frente, tentando me tocar, tentando me machucar.
Flechas, acertavam o meu corpo, que já não estava em boas condições, o chão logo se enchia de sangue. Vi duas imagens em minha frente, imagens de Cê e Luke.
_ Cebola, Luke – gritei, ou tentei. Minha voz não saia mais.
_ Você só pode ter um Mônica – dizia a voz estranha. – um deles, digamos que terá que morrer!
_ Mas eu quero os dois, eu os quero perto de mim, você não vai tirar nenhum dos dois de perto de mim, e ninguém vai morrer! – nesse momento eles foram arrastados para longe de mim, sumindo aos poucos – Cê, Luke! Não!!!
Eu não queria os dois como namorados, eu queria somente os dois perto de mim, pessoas tão especiais não devem ser afastadas de quem as ama.
[Cascão]
Preso, há dois dias. Tendo ilusões, continuas.
Já não enfrentava mais as ilusões, ou o homem que as comandava, viria tudo para mim e me machucaria mais do que já estou machucado. Ou pior, machucado pra mim, aqui é apelido.
_ Cas – gritou uma voz familiar, correndo até mim, era Magali. Não conseguia me levantar para correr até ela, quando finalmente fiquei de pé, alguma coisa me deixava paralisado no mesmo lugar, era como se eu corresse, mas não me movesse, era só mais uma ilusão, acredito. – Cas! – disse Magali chegando mais perto, era real? Ela estava realmente ali?
Ela me deu um forte abraço. Mas um vento extremamente forte nos afastou. Ela foi empurrada com força para o chão e continuava sem poder me mexer, sem poder fazer nada para ajudá-la. Gritei o seu nome, mas não havia respostas, e ela permanecia imóvel. Eu queria estar perto dela, não poderia viver longe dela, eu a amava mais que tudo nesse mundo.
_ EU TE AMO! – gritei.
Após alguns segundos, o que me deixava paralisado no chão cedeu, consegui me mover, corri até onde ela estava. Mesmo adormecida, falei em seu ouvido “Eu te amo!”, e encostei meus lábios aos seus.
[Cebola]
O homem misterioso preferiu ficar comigo ao invés de ficar perto de Mônica, a qual eu tentara proteger na hora em que entramos no buraco negro. Mas eu preferia que ele continuasse aqui me ferindo, do que ferindo Mônica, eu devia protegê-la.
Os poderes do homem, tiravam sangue de mim em um piscar de olhos, quase não via o que acontecia. Quando finalmente me recuperei, sem ele me ver naquela escuridão, cheguei perto dele para lhe dar um soco, mas parece que tudo o que eu fizesse nele, eu que me machucava.
_ Não adianta mais. – disse o homem com um sorriso no rosto. – Eu finalmente venci vocês crianças tolas. Todos vocês, Cascão e Magali – mostrou uma imagem dos dois, mas somente Magali estava desacordada – Sim, ela está morta e ele não sobreviverá sem ela por muito tempo – o homem disse – Mônica... – mostrou uma imagem na qual ela estava em péssimas condições, o chão estava cheio de sangue, mas ela permanecia de pé.
_ Liberte-os – gritei.
_ Não! – disse o homem com um sorriso no rosto e não com uma voz séria.
_ Sabe, você pode se esconder debaixo dessa capa negra, mas não pode esconder sua identidade Capitão Feio!
_ Quantas vezes eu vou ter que dizer que agora eu sou Poeira Negra?
_ Desculpe, é força do hábito!
_ Imagine, mas agora é bom lem... Quer dizer, agora eu vou acabar com você!
_ Vem neném. – ouvi. Era Irene. – eu jamais vou acreditar em você seu feioso, e nunca mais vou ajudá-lo em seus planos para acabar com a turma da Mônica – logo Irene posicionou-se em minha frente, de braços abertos como se fosse me proteger de qualquer coisa que acontecesse contra mim.
_ Eu acabo com os dois em um piscar de olhos se duvidar.
_ Pode vir então – Irene dizia enfrentando-o.
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