Quente e Frio
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Natsu ignorou os olhares alheios à sua roupa. Ele já sabia que estava molhado, enfrentara uma tempestade dentro da guilda há poucos minutos, não estava muito preocupado com isso. Tudo que ele pensava naquele momento, tudo o que lhe preocupava naquele momento, era saber onde estava Gray.
Natsu andou pelo centro da cidade, passou por quase tudo. Parecia que Gray tinha desaparecido do nada. Mas não desistiria tão fácil. Não quando tinha algo tão importante para dizer para ele.
Passou pela sua cabeça de que ele teria voltado à casa dele. Mas, de alguma forma, ele não acreditava de que Gray realmente estaria lá. Não fazia a mínima ideia de onde ele estaria. Então caminhou à toa.
Até que o sol começou a se pôr e Natsu lembrou-se daquele lugar, daquele horário em que tomara uma iniciativa e perguntara se Gray não queria ir numa missão com ele. Correu para aquela ponte e, metros antes de chegar lá, já podia ver Gray parado lá, escorado nas grades encarando o pôr do sol. Algo dentro de Natsu disse para ele voltar atrás, mas Natsu ignorou essa pequena vozinha e seguiu em frente. Deu passos decisivos, em nenhum momento hesitou ou receou. Ele tinha certeza do que estava fazendo dessa vez.
Gray percebeu Natsu chegando. Mas não se moveu, não mostrou que percebeu que ele estava ali, até Natsu parar ao seu lado. Então, virou-se para Natsu e olhou fundo em seus olhos. Tinha algo diferente naqueles olhos. Não eram os mesmos que o encarara com vergonha dois dias atrás.
—Gray. — Natsu disse, dizendo para si mesmo o discurso que prepara durante o caminho. Mas algumas se perderam no caminho e nos poucos segundos que tomara para puxar o ar e tomar a coragem de dizê-los, várias partes foram perdidas e a linha de pensamento foi embora. Ele teve de improvisar. — Eu sei que você... Você me perguntou uma vez o que eu sentia por você. Na hora, eu não pude dizer nada porque eu não queria admitir, mas agora eu sei.
Gray trancou a respiração por um segundo. Era aquele o momento decisivo, em que Natsu finalmente diria. Ou seria não, ou seria sim. De qualquer forma, aquele momento de leve hesitação antes da resposta definitiva, aqueles dois segundos que Natsu deu para respirar mais uma vez para dizer sem gaguejar, pareceram demorar mais do que duas eternidades.
—Eu te amo. — Parecia uma mentira que Natsu estivesse ali na sua frente dizendo aquelas palavras que ele queria ouvir, tanto que Gray ficou quieto por mais alguns segundos antes de dizer algo para ter certeza de que ouvira direito. Gray ainda não conseguia respirar. — Desculpa por demorar tanto para dizer as palavras que você mais queria ouvir, mas eu... — Nesse instante, Natsu deu uma pausa de alguns segundos enquanto pensava nas próximas palavras, mas Gray se inclinou e segurou-o para tomar seus lábios. Então as palavras sumiram da mente de Natsu, ele não conseguiu mais pensar direito... Ah, dane-se! Os lábios dele eram tão macios...
Então, Gray afastou-se de Natsu e olhou dentro de seus olhos castanhos para dizer, com um resquício de fôlego que saíra num suspiro fraco.
—Eu também te amo.
***
Nenhum dos dois poderia estar mais seguro daquilo.
Num consenso mútuo, decidiram ir para a casa do Gray. No entanto, antes mesmo que Gray pudesse abrir a porta, Natsu se jogou nos braços dele, os lábios um no outro, Gray teve de empurrar a porta com as costas para abrí-la e Natsu teve de chutar para fechá-la.
Mas Gray não pode aguentar mais. Apertou Natsu contra a porta, ainda envolvido no mesmo beijo. Então, soltou-o para respirar. Natsu gemia enquanto Gray beijava seus lábios, sua bochecha, seu pescoço. Gray assoprou sua orelha, Natsu arrepiou por inteiro. Mordiscou o lóbulo de sua orelha, Natsu sentiu cada pelinho de seu corpo eriçar. Natsu enfiou sua mão por debaixo da camisa de Gray, brincando enquanto passava a mão nas costas dele, lentamente tirando sua roupa. E, da mesma forma, Gray enfiou sua mão dentro das calças de Natsu, atiçando-o enquanto acariciava sua região mais sensível.
Os dois estavam levando aquilo rápido demais.
Mas eles queriam.
Estavam conscientes do que estavam fazendo, e queriam aquilo. Não era preciso dizer mais. Eles não iam parar tão cedo.
Gray deixou de apertar Natsu contra a parede, apenas para levá-lo para o sofá, ambos já sem camisas e nem calças. Completamente nus, em frente um ao outro.
E aquilo não parecia estranho de maneira alguma. De fato, parecia completamente perfeito. Parecia que o mundo inteiro tinha parado somente para aquele momento, os dois sozinhos, juntos, finalmente!
Gray sentou no sofá e Natsu ajoelhou-se na sua frente. Com sua mão brincalhona na bunda de Gray e outra em seu membro, Natsu abriu bem a boca e sugou-o. Gray não conseguiu segurar o gemido, mordeu os próprios lábios levemente. Natsu continuou com seus movimentos, o gosto doce de Gray, acariciava seu saco enquanto estimulava a si mesmo. Não ia aguentar mais. Queria Gray, queria-o ali, naquele momento.
Sempre olhando fundo nos olhos um do outro, com muito cuidado, Natsu tentou sentar-se encima do Gray. Ele pôde sentir o membro molhado na entrada de trás.
—Espera, Natsu. — Gray pediu. — Assim não.
Um pouco decepcionado, Natsu saiu de cima do Gray e sentou-se ao lado dele. Sem dizer nada, Gray empurrou Natsu contra a guarda do sofá com as mãos, fazendo-o ficar de quatro ali mesmo, na sua sala.
Natsu se animou novamente.
Gray lambuzou seus dedos em sua boca, e então os enfiou por trás de Natsu enquanto que o massageava com a outra mão. Observando os gemidos do Natsu, Gray foi aumentando e diminuindo o ritmo, tanto na frente quanto atrás. E então, quando decidiu que Natsu estava pronto, um pouco antes de Natsu atingir o clímax, Gray abriu caminho por trás, depois de ter certeza de ter lubrificado suficientemente.
Natsu gemeu mais alto, e embora o ritmo fosse quase doloroso para Natsu, Gray estava sendo atencioso e gentil. Não demorou muito para que aquilo ficasse mais gostoso para Natsu. Ele pôde sentir ter ficado mais excitado ainda. Com a boca contra a guarda do sofá, tentava abafar seus gemidos. Aquele som abafado deixou Gray mais excitado ainda.
Gray meteu um pouco mais fundo, jogando seu corpo encima do de Natsu, seu peito encharcado de suor grudou nas costas do Natsu, e suspirou em sua orelha enquanto brincava com os mamilos dele. Natsu não aguentou mais e grudou sua boca na guarda do sofá segurando o tecido com força. Gray gozou quase instantaneamente ao ver Natsu ir ao êxtase daquela forma.
Gray saiu de Natsu e, cansados, quase exaustos, deitaram no sofá, a cabeça do Natsu no peito de Gray.
Gray sorria enquanto mexia nos cabelos rosados do Natsu. Ali, aquele momento de tranquilidade, de paz, fazia todo aquele sofrimento e todo aquele drama valerem a pena.
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