Quem se importa?

6 Nós dissemos boa noite. E não adeus.


Notas iniciais
Yey*-* Como vão amorecos ? To passando para agradecer aos comentários do capítulo anterior. Muito obrigada fico muito feliz com cada um deles. E também quero dizer que eu assisti A Culpa È Das Estrelas.. e gente....é simplesmente maravilhoso, perfeito, incrível, magnifico e simplesmente....ahhhhhhhhhh O filme me expirou mais ainda para escrever a fic, então agradeçam aos produtores se caso gostarem. Bom é só isso e leiam as notas finais okay ? Boa leitura..

"Quando ela era apenas uma garota
Ela tinha expectativas do mundo
Mas este escapou de seu alcance
E ela capturou as balas com seus dentes
A vida continua, fica tão pesada
A roda corrompe a borboleta
Cada lágrima, uma cachoeira
Na noite, na noite de tempestade, ela fechou os olhos
Na noite, na noite de tempestade, ela voou para longe..."

P.O.V ALLY

Eu não gosto de falar sobre o que dói.

Mais ás vezes é preciso. Às vezes é bom desabafar, e deixar tudo amontoado dentro de si, tudo que dói ou machuca e faz querer jogar tudo pro ar, desmoronar. Às vezes é bom.

As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes. Um livro me ensinou isso.

As pessoas fazem questão de serem magoadas, ás vezes até sabem que serão, e mesmo assim não fazem nada para mudar.

Não é besteira minha e nem drama.

È a verdade.

[...]

Faz uma semana que Austin e eu paramos de se comunicar.

Depois do aproximamento exagerado que tivemos no primeiro dia, me perdi um pouco. Não vou mentir. Aquilo mexeu comigo. Mais não ouse comparar isso com amor ou queda ou que raios seja.

Vi seus olhos brilharem ao se aproximarem de mim. Aquilo me deixou confusa. Foi estranho. Não sei se foi insenação ou ele realmente esperava me b... Eu não esperava isso. Também não esperava que isso fosse me incomodar tanto assim.

Às vezes tinhamos aula juntos e eu fazia o máximo para desviar meu olhar de sua pessoa. Sentia minhas bochechas queimarem quando ele me encarava sem disfarçar. Algumas vezes me mandava até bilhetes, passados pelas pessoas ao nosso redor

" Você pode me ignorar pelo resto da vida . Mais não consegue parar de olhar para mim sinal de que não está dando muito certo, certo?"

"Seus metôdos para me manter distante vão falhar"

"Tá ta, pode me ignorar amassar todos os meus bilhetes, rasgar cuspir jogar no chão e até pisar tá ? Mais esse silêncio tá me matando.."

–Senhorita ? Ally !

Olhei assustada para o professor de história que acabara de bater sua régua barulhenta em minha mesa.

–Ah, desculpe

–Sr Dansow, já faz uma semana que está em algum tipo de transe durante minha aula. Está tudo bem ?

O encarei séria.

–Na boa ?

Ele assentiu.

–Não finja que se importa.

Ele abriu a boca algumas vezes para dizer alguma coisa, mas não conseguiu. Apenas voltou a sua posição conveniente e proseguiu com sua aula.

Meu celular vibra em minha bolsa que estava em meu colo.

Abro a mochila e o pego.

Trish

" Você é louca ? "

Reviro os olhos e tento prestar atenção na aula de geografia. O que parecia impossivel.

[...]

O sinal finalmente toca e alunos saiam em desespero para a porta.

Não entendo o porque. Não estavam interassados em não se atrasar para a próxima aula.

No meio do caminho para porta sou interrompida por Trish.

–Ei, que regenção !

–Ah, qual é Trish eu tava tentando entender a máteria !-Afirmei mesmo sem ser verdade.

–Ah, nesse caso.. Ally, posso ver seu caderno ?

–O que ? Pra quê ?

Trish era muito inteligênte para qualquer um que tentasse a enganar. È claro que eu não estava prestando atenção na aula. E é claro que eu logicamente não teria anotado nada.

–Trish não é nada-Disse em meio a um sorriso falso, o que pra mim já era constume aparecer.

–Ally eu te conheço, mais que você mesma-Eu reviro os olhos e ela dá uma pequena pausa no seu discurso, pedindo para olhar para a mesma.

A encaro

–O que aconteceu ?

Mordo o lábio inferior. Eu gostaria de contar para ela sobre tudo. Sobre minha vida estar uma droga, sobre minha relação com meus pais estar se afundando em um abismo cada vez mais fundo onde o que mais profudo que se podia ouvir era ruidos do ego de nós todos.

Preferi ficar calada, e guardar para mim. Por mais que Trish seja minha amiga, eu não gostaria de revelar coisas tão difíceis e complicadas para mim para que ela simplesmente jogue ao contrário fazendo ficar fácil. Sendo que nunca vai ser fácil.

–Olha Trish-Comecei a olhando nos olhos e percebendo seu lado amiga mais que protetora vir a tona, segurei sua mão e continuei-Você sabe que te considero uma irmã-Ela assentiu devagar-Mais não é tão fácil, okay ? Às vezes a gente tem que encarar as coisas sozinhos entende ? Guardar para nós mesmo, ás vezes se torna mais fácil do que contar para alguém que você ama e também não quer fazer sofrer.-Não era exatamente o que eu queria dizer, mais foi o máximo que conseguir soltar sem magoa-la.

–Eu te entendo Ally, se quer um tempo sozinha, não tem problema, eu aceito.

–Obrigada-A abracei e ela correspondeu mais fortemente.

–Meninas, algum problema ?

–Não, não ta tudo bem-Disse Trish. Pude notar um leve tom de decepção em sua voz.

A mesma saiu da sala me deixando para trás.

Encaro o chão por alguns segundos até ouvir meu nome :

–Ally ?

Me virei e percebi o professor junto a mim na sala, arrumando sua mala para as próximas aulas.

–O que eu fiz ?-Pergunto me aproximando de sua mesa.

Vi ele sorri enquanto arrumava organizadamente suas pastas.

–Bom... você acredita que fez alguma coisa ?

Dou um pequeno sorriso de lado.

–Sabe ?

–Não

–Admirei a forma como me respondeu durante a aula.

O olhei surpreendida.

–Sério ? Quer dizer... qualquer um outro professor teria me mandado para direção ou...

–Sim, acontece que eu não sou outro qualquer professor.-Falou rapidamente.

–Ally, sabe o que Shakespeare disse ?-Ele pergunta saindo de trás de sua mesa e caminhando até o fundo da sala.

–Ser ou não ser, és a questão ?

Ele ri

"As pessoas são tão prevísiveis. Querem tudo o que não tem, enjoam de tudo qe conseguem facilmente e só valorizam depois que perdem."

–Por quê está me dizendo isso?-Pergunto me aproximando do próprio e cruzando os braços.

–Aquela sua amiga Trish, parec bem legal.

–Ela é como uma irmã !

Ele fez uma cara de surpreso.

–Sério ? Porque do jeito que a trata não parece.-Ele então cruza os braços.

–O que ?

–Não faça essa cara de do que está falando. Ally....-Ele já estava me irritando com tantos Ally's-Tentar afasta-la só irá fazer ela querer se aproximar mais de você para descobrir o porque do afastamento compulsivo.

–Não estou afastando ela.

Ele fez uma cara.

–È proibido agora querer um tempo para você mesma ?

–Não. Não é. Mas você não pode fazer isso. Não pode entrar na vida de alguém e fazer o que está fazendo...-Ele percebeu a minha cara confusa e continou sua frase-Rejentar alguém que ama.

–Não estou rejentando-a

–Para de entrar na defensiva.

–Não estou na d....ahhrg-Rosnei

Ele me encarou sério e passou a permancer em silêncio. Pareceu que estava querendo dizer alguma coisa mais não sabia como. Então desviava o olhar do meu a todo momento.

–Olha se quer me falar alguma coisa fala logo.

Não é o momento.

–Como não é o momento ?

–Ally!

Suspirei irritada.

–Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Se Trish entrou no seu caminho como o papel de irmã como você disse faça o seu papel de faze-lâ permanecer em sua vida. Ninguém sabe o dia de amanhã. Valorize-a. Você quer proteje-la, mais talvez ela não queira ser protegida.

Suspirei.

Ele veio até mim e pousou suas mãos em meus ombros.

–Somos feitos de carne mais temo que viver como se fossêmos de ferro.

Sigmund Freud

Ele sorriu, e se destanciou.

–Tenho medo de magua-la

–A dor precisa ser sentida Ally ! Ninguém foge da dor. Nem mesmo si próprio.

–Não quero fugir da dor, aliás convivo com ela todos os dias.

–Eu sei disso.-Ele disse apoiado em uma das carteiras da terceira fileira.

O olhei assustada, e mais confusa do que já estava.

–Isso é uma pergunta retórica não é ?

Não respondeu. Apenas virou e caminhou até sua mesa outra vez.

–Olha professor...

–Eu sei do seu problema com a asma Ally !

Eu solto uma risadinha.

–Idai..todo mundo sabe.

–Não. Não sabem. Você esconde a verdade de todos.

Balanço a cabeça e o encaro indo até sua direção.

–Do que está falando ? Você é um professor. Não sabe nada da minha vida, e quer saber mais ? A minha vida está uma droga okay ? O mundo está uma droga porque todo mundo decidiu ser pessoas arrogantes e falsas com a impulsivadade incontrolavel de uma sociedade banal. Enquanto isso você finge ser um professor de geografia que cita shakespeare para alunos problemáticos com uma finalidade inadequada no mundo...eu to cansada ! E pra falar a verdade....

–Não é uma simples asma não é Ally ?

Fico boquiaberta com sua pergunta indecisa e ao mesmo tempo afirmativa.

–O que ?-Disse depois de alguns segundos e com um pouco de falta de ar por meu discurso anterior ter sido argumentado rapidamente.

–Não é uma asma atômica ou avançada. È muito mais que isso não é ?

O encarei não sabendo o que bem dizer. Meus olhos lacrimejavam deixando minha visão um tanto distorcida.

Ele estava com sua cabeça baixa.

Suspirou e levantou-a

Se pronûnciando em seguida:

–Seus pulmões estão falhando, sua falta de ar é inexistemente agressiva. Sua respiração é...limitada.

Levantei minha cabeça com os olhos marejados. Mais não estava chorando. Pelo menos era o que eu pensava.

Ele me encarava com suas mãos apoiadas nos cantos da mesa.

Não iria contrazider a sua verdade, porque realmente era verdade. Eu realmente estava doente, um tanto doente que mal podia viver normalmente sem ir para um hospital com minha saliva seca e minhas glândulas sem oxigênio algum.

Eu não queria falar da asma que me consumia e me fazia estar a cada dia mais próxima do outro lado. Não havia nada sobre ela que eu não sabia e que poderia contar a ele que certamente também já possuia o conhecimento bastante agil. Ele também não iria ouvir lamentos e nem soluços de choros incomuns.

–Morrer não deve ser tão ruim assim afinal.

Ele se manifestou a ficar de frente para mim.

–No momento em que a cegueira toma conta da luz para a mesma nunca mais ser vista, é um novo mundo Ally. Um mundo em que ninguém consegue descrever sem estar nele. Você pode estar morrendo ou pensando de um lado...já pode estar morta. Mais francamente acredito que a morte possa ser um ato indomável. Você pode ameniza-lá, pode ter mais segundos, milésimos e até minutos, mais nunca irá amansa-la como deseja. A morte não pode ser controlada.

–Você ta dizendo que eu não posso lidar com isso. Que eu vou morrer sobre todas as circunstâncias da idomável morte.

Ele sorriu.

–Certamente pode ameniza-la por alguns minutos.

Sorri.

Sim eu sorri. Era verdade. Eu não tinha ideia da quantidade de tempo que ainda me restava. Ele me dizia isso em algum tipo de código. Mais eu entendi.

–Bom, agora diga a professora de artes que eu tive uma pequena conversa sobre o mal comportamento indiscreto e arriscado com uma aluna com o pé da cova.-Disse escrevendo em um pequeno papel e me entregando com um sorriso.

Sorri e peguei.

–Obrigada indomável morte.

Ele piscou e sorriu ainda mais.

Me virei e caminhei até a porta.

...

–Ei vai com calma.

O olho espantada com o esbarrão.

–O que você pensa que está fazendo aqui ? Por que está aqui ?

–Bom...-Começou-Muitas razões... O aquecimento global, meus amigos, meus pais... Ah minha faculdade de música...-Disse apontando o dedo.

Revirei os olhos e começo a andar.

–Eiiii, espera

Senti uma mão me segurar sendo incapaz de me movimentar para sair do lugar.

–O que você quer ?

–Quer saber mesmo ?

–Fala sério...

–Não não não Ally !

O mesmo me puxa de novo.

–Desculpa...

–Fala logo o que você quer !-Falei tentando ser convicta.

–Bom, você não respondeu os meus bilhetes, estou no meu direito de vim falar por eles.

Reviro os olhos e tento o máximo sair dalí mais ele me impedia de qualquer maneira.

–Tá..ta ta me desculpa okay ? Eu fui um idiota em fazer aquilo, você desabafou comigo e eu meio que aproveitei da sua fragilidade, me desculpa tá ? Eu sei que você não..

–Tá tanto faz..

–Sério ?-Ele abriu um sorriso iluminado.

–Não..-Seu sorriso sumiu e ele abaixou sua cabeça.-Com tanto que nunca mais aconteça, pra mim, já é compativel.

Ele sorriu de lado. Acabei sorrindo também

–Ei ! que tal sairmos ?

Arqueei uma sobrancelha

–Não....não....não-Ele disse nervoso fazendo gestos com a mão como um outro não–Como amigos, só amigos !

Ele especificou o "só amigos"

–Só amigos !-Garanti assentindo.

Ele sorriu, pra váriar.

–Okay-Disse

Eu sorri também balançando a cabeça negativamente:

–Dessa vez não !-Disse me diregindo ao seu pare de flertar comigo

Depois caminhei até a sala da próxima aula no caso: Artes.

Duas aulas em seguida entediantes e chatas já é sacanagem !

Já estava atrasada para a aula.

Alguma coisa me diz que aquele bilhte do professor vai me ajudar

Se é que me entende.

...

As aulas finalmente tinham chegado ao fim (hoje) e como sempre estavam irrelevantementes entediantes.

Já estava no atravessando o estacionamento da escola:

–Ei pra onde pensa que vai ? Temos um passeio para ir !

–Ah qual é Austin...não tem nada melhor para fazer não ?

–Sinceramente? Sim! Mais prefiro sair com você, claro como amigos !

Amigos

Ele sorri e eu acompanho ele até o seu carro do outro lado do estacionamento.

–Tenho um splay de pimenta na mochila,então não tente nada-Disse enquanto colocava o cinto.

Ele me olhou assustado e confuso.

Explodi em gargalhadas enquanto o mesmo ligava o carro.

–È brincadeira seu bobão.

–Haha...sabia que é muito feio mentir ?

–Sabia que é muito feio tentar beijar as pessoas ?

Era um joguinho legal o que estavámos fazendo. Cada um exibindo sua irônia perversa. Austin me encaro com um pequeno sorriso, depois voltou sua atenção ao volante.

–Pra onde estamos indo ?-Disse enquanto mantinha minha cabeça deitada em meu braço na janela.

–Surpresa

–Sério mesmo ? Odeio surpresas!

Ele fez bico.

–Ah qual é Só Ally-Reviro o olhos- Abre uma esseção. Veja o lado bom da vida.

–Lado bom da vida ?

–È-Ele sorriu-Existe um lado bom sabia ?

Ri e desviei meu olhar do seu.

Logo percebi meu sorriso desaparecer.

–Ei o que foi ?

O encarei

–Austin ?

–Acho que sou eu.-Deu um risinho

–Ficou muito tempo me esperando do lado de fora da sala ?

–Mais ou menos por que ?

–Ouviu alguma coisa da conversa que eu tive com o professor ?-Ele não poderia saber que a situação da minha asma não era a da melhor.

Ele sorriu.

–Foi tão ruim assim ?-Continuou sorrindo.

–Austin ! È sério ! Ouviu ou não ?-Perguntei garantindo certeza.

Ele ficou sério.

Paramos no farol vermelho e então ele me encarou se aproximando de mim:

–Não....não ouvi muita coisa.

Me aproximei dele.

–O que você ouviu ?

Ele ficou em silêncio.

–Austin o que você ouviu ?-Falei mais alto tentando parecer firme.

–Nada Ally, não ouvi nada, calma.-Ele disse no mesmo tom de voz que o meu.

O sinal abre e logo o loiro volta a sua atenção novamente ao volante.

Continuo a observar a janela e suas magnitudes de acordo com os movimentos que as paisagens faziam quando passavam.

Depois de uns dez minutos Austin avisou que tinhamos chegado.

Ele estacionou o carro em frente a um comércio expremido entre outros dois de cada lado.

O bairro era muito bonito. As árvores brilhavam com a iluminação do sol, os paralelepípedos da calçada davam um ar casual ao local.

Avistei uma placa circular pindurada na fachado do lugar:

http://31.media.tumblr.com/tumblr_meinmmVg371qh5ul3o1_500.jpg

–Vamos ?-Austin perguntou abrindo a porta para mim.

–Obrigada-Sussurei enquanto adentrava o lugar.

Escolhemos um lugar e nos sentamos. Não estava cheio, estava até vazio para um lugar tão agradável.

–Boa tarde ! Sejam bem vindos ao Starbucks Coffee! Querem pedir agora ?-Perguntou a garçonete alta, morena de cabelos crespos pretos.

–Ah sim...ham eu vou querer um de caramelo por favor-Disse Austin

–Ah sim claro !-A garçonete respondeu e eu e Austin nos olhamos com as sobracelhas arqueadas.

–E a senhorita ?

–Ah...eu vou querer um Double Chocolate Chip.

–Sim-Disse anotando em um bloquinho-Já retorno com os pedidos.

–Obrigada-Eu e Austin dissemos juntos.

Logo a garçonete sai.

Me encosto no banco com os braços cruzados e encaro Austin com a sobrancelha levantada. Enquanto o mesmo observava o lugar.

Ele me olha e arregala um pouco os olhos.

–O que ?

Ah sim claro !

–Não zoa Ally.

Dou risada.

–Ela tava dando em cima de você

–Fica quieta !-Exigiu.

–Ah qual é...-Me inclinei para me aproximar dele-Por quê não vai falar com ela ?

Ele ri

–Eu nem a conheço.

–Você também não me conhecia, e olha onde deu...

–Aonde ?-Perguntou sínico.

Reviro os olhos me encostando de novo no banco.

–Um caramelo e um Double Chocolate Chip-Disse a garçonete servindo os pedidos.

–Obrigada-Disse Austin pegando o seu.

–Por nada loirinho-Vi ela piscar para ele depois se retirar

Ele arregalou os olhos e a observou.

Rio com a situação.

–Ehh, por nada loirinho.

–Cala a boca Ally !

Nos dois rimos.

E assim ficamos por toda a tarde.

...

–Sério..eu vou acordar de ressaca de café amanhã-Austin disse e depois riu

Estavámos indo embora.

–È capaz ! Você bebeu mais de 3 cappucinos. Vai estar bem animadinho pro encontro amanhã.

Ele revirou os olhos.

–Como eu aceitei isso ?-Perguntou enquanto abria o carro.

–Sei lá, vai ver você tava bebâdo.

Nós rimos e entramos no carro.

–Ah dê uma chance para ela, parece se bem simpática.-Disse

–Sei.. E se ela for uma assasina em série ? Pode me matar durante o encontro.

Ri

–Que álias fui eu que arranjei. De nada.-Digo fazendo uma cara fofa, o que ficou ridícularmente rídiculo.

–Anww

Bati em seu ombro e começei a observar a rua.

–Ta bom....-Austin começou depois de um tempo-Obrigada Ally !

–De nada Austin.

Ele sorriu, e é claro eu retribui.

–AUSTIN CUIDADO!-Gritei quando quase batemos em um outro carro na contra mão.

Ele desviou rapidamente o carro para a calçada, e acabou derrubando uma lata de lixo. O que não foi o pior.

–Ai meu DEUS-Sussurei enquanto apertava firme o apoio da porta.

–Ally !-Austin disse

O olhei abrindo a porta e saindo do carro me jogando na grama verde de uma das casas do bairro.

Memórias me invadiram.

Luke rindo de mim, o caminhão, a luz, tudo.

Passava desesperadamente as mãos em meu rosto e cabelo. Sentindo uma dor me perfurando. Uma dor vindo de dentro.

Tudo voltou.

Todas as lembranças.

O olhei abrindo a porta e saindo do carro me jogando na grama verde de uma das casas do bairro.

Memórias me invadiram.

Luke rindo de mim, o caminhão, a luz, tudo.

Passava desesperadamente as mãos em meu rosto e cabelo. Sentindo uma dor me perfurando. Uma dor vindo de dentro.

Tudo voltou.

Todas as lembranças.

Lágrimas refugiavam meu rosto. Meu corpo todo tremia.

Esse é o problema da dor.

Ela precisa ser sentida.

– Ally.. — Austin me chamou carinhosamente — Está tudo bem !

O encarei.

Seu olhar estava interceptivel.

A nostalgia se fez de mim.

Minhas mãos estavam frias e suadas.

Talvez o sentimento de tristeza motivado por profunda saudade, seja algum que por consequência esvazie a humanidade que resta no mundo. Talvez ela esconda toda a dor e a sanidade restante. Talvez a dor precise ser sentida para não existir mais ou pelo menos não ser tão dolorosa quanto é.

Senti movimentos ao meu lado. Austin.

– Eu sinto muito ! -Disse encarando a rua deserta a nossa frente — Eu sinto muito, mesmo !

– Não sinta ! -Falei rapidamente

A dor que estava me perfurando já havia cicatrizado para o momento, mas não para o depois.

– Eu não culpo a dor por me machucar Austin ! -Senti seu olhar sobre mim — Eu não culpo nada. Por quê eu não sinto nada. Eu não tenho o quê culpar.

Seu olhar desviou de mim, e o próprio abaixou sua cabeça encarando a grama verde e úmida em volta de si.

– Não existe lado bom da vida Austin ! Pelo menos não agora.

Ele suspirou demoradamente.

E ainda com sua cabeça baixa, disse:

– Há três anos, quando eu entrei para o colegial, exatamente quando a loja dos meus pais começaram a ficar engrandecidas e quando minha familia era uma familia de verdade e quando eu perdi meu irmão...

O olhei surpresa.

Disse isso com rapidez. Foi uma forma clara de não deixar rastros de insegurança.

– Tayler ! ... — Ele parou um instante e me olhou soltando um pequeno sorriso — Essa é a hora em que você diz sinto muito–Ele alargou seu sorriso e eu acabei sorrindo também. Depois tornou a falar — Ele era..... um idiota — Ri com seu comentário e ele também — Mais era um idiota incrível ! — Disse isso com seu olhar direcionado a rua mais foi como se estivesse revivendo em sua mente um outro momento. Não o agora.

– Não espere que eu pergunte o que aconteceu !

Ele sorriu de lado e abaixou sua cabeça novamente.

– Ele era super alto estima, garanhão, capitão do time, saúdavel...

Quando chegou a esse ponto, não ouvi mais sua voz.

O observei, e sua agunia estava a amostra. Ele limpou suas lágrimas novamente e continuou com dificuldade.

– Até.... -Ele suspirou novamente — Ele começou a sentir falta de ar, dores no peito misteriosamente e derrepente. Ele não se importou. Claro. Pra ele era por causa do treino puxado do time... — Deu um tempo em suas palavras. As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes. Cicatrizes escondidas em buracos que ferem até a alma — Depois de um tempo as dores e a falta de ar o fez perder a conciência — Austin respirou fundo, com medo de terminar sua frase. Com medo da dor o dominar por completo. Limpou suas lágrimas e levantou a cabeça tentando demonstrar firmeza — Os enxames comprovaram !

Respirei fundo. Abraçada com minhas pernas.

Austin se calou.

Ele chorava ferverosadamente.

Mas mesmo assim continuou:

– Cirurgias, rémedios, quimioterapia ou radioterapia, mais exames... tudo. Tudo para vê-lo saudável novamente.... Eu achava que tudo ia ficar bem Ally. Mas. Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos.

O olhei. O próprio mantinha os olhos fechados. Fugindo de sua dor dolorosamente inabalável.

– Era muito grave não era ? — Perguntei aflita

Austin abriu os olhos e me encarou. Assenti e voltei a olhar para a rua.

– Já tinha se espalhado ! -Disse depois de algum tempo incalculado.

– Eu sinto muito ! -Disse verdaderamente

– Eu não ! — Eu o encarei — Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai ferí-lo — Suas palavras rodeavam em minha mente. Não éramos capazes de fugir da dor. Se ferir no mundo hoje em dia é motivo para morte — Tayler não queria nos ferir. Não quería nos ver morrer junto a ele. Então desistiu. Desistiu de tudo. Nada de cirurgias, para ver seu tumor e tentar diminui-lo, nada de remédios para fazer-lo dormir o dia todo, nada de exames para dar-lo espectativas falsas, nada de quimioterapia para destrui-lo mais e diminuir sua beleza como ele dizia — Austin sorriu lembrando. — Tivemos férias... Caribe, França, Australia, Amsterdã. Férias inesquecivéis. Piadas, brincadeiras, bagunças, travessuras, paqueras — Rimos com sua última pronûncia. E então seu sorriso desapareceu — Seis meses maravilhosos. — Austin pausou e lágrimas lentamente tomaram seu olhar — E então ele partiu.

Austin voltou a sorrir.

O pior sorriso falso que podemos soltar é o da saudade.

Conforme o tempo o sorriso da dor ameniza, mais não desaparece. Deixa marcas, deixa feridas deixa memórias e lembranças como fotos, mais nunca causa o esquecimento.

– Na viajem de Amsterdã ! — Continuou — Ele adorava lá ! Não havia melhor lugar para ele partir do que onde passou metade da vida.

– Deve ser íncrível !

– È ! — Seu sorriso de lado apareceu — Eu não importo em ser machucado Ally ! — Ele me disse depois de alguns minutos e me olhou — Eu só não quero fazer as pessoas em minha volta se machucarem.

Esse é o problema da dor... – O olhei também – Ela precisa ser sentida.

Ele assentiu e abaixou sua cabeça.

Observei a lua. Seu eixo é incrível. Sua imensidão. As estrelas. Elas não estavam muto presentes nessa noite. Talvez estivessem se apagando. Talvez o céu precisa-se de mais estrelas.

Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam. Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que uma tristeza na vida deles.

– E funcionou ?

– Você será o primeiro a saber quando eu descobrir — Revidei a resposta que ele me deu no dia em que nos conhecemos.

Ele riu.

– Um dia tudo vai mudar. Tudo vai ser diferente.

– Quem garante ?

– Eu !

Sorri para o loiro.

– Você ?

Ele assentiu

– Sério Austin ? Você está no meio de um argumento de luto e mesmo assim vai me promete que de alguma forma vai fazer tudo virar um campo de flores ?

Ele ri.

– Aparentemente sim !

Reviro os olhos e levanto, removendo alguns fiapos de grama.

– Vamos — Falei erguendo a mão para Austin. Ele a pegou e se levantou.

Adentramos no carro e logo Austin deu a partida.

Abri minha mochila e peguei a bombinha de ar.

Senti o ar passar pelas minhas glândulas era mais que aliviador.

Senti o olhar de Austin em mim.

– Você tem asma ?- Perguntou surpreso e meio despercebido por sua pergunta obvia

– Tenho ! -Digo rapidamente guardando a bombinha.

Logo voltou sua atenção totalmente ao volante, mais era impossivel não perceber seu olhar de escanteio para mim.

O caminho inteiro o silêncio estampava o espaço.

Não nos importamos.

Por quê afinal. Ninguém se importa.

...

– È....Chegamos ! — Austin disse

– È... — Disse enquanto — Obrigada, pelo dia.

– Obrigada também — O encarei

– Pelo o que ?

– Por ter se importado !

– Eu não me importei... — Disse no mesmo segundo — Sò sei o que é sentir dor — Ele encarou o vidro.

– Se importou sim — Disse me provocando.

– Não Austin, eu não me importei !

– È claro que se importou — Retrucou como uma criança.

– Não

– Sim

– Por... Thau Austin !- Disse abrindo a porta.

– Boa Noite Ally ! — Disse sorrindo

– Boa Noite Austin ! — Sorri torto

– Dissemos boa noite, não "adeus" ! — Disse enquanto eu caminhava de costas em direção a porta. Sorri sem me virar e entrei na casa, enquanto Austin adentrava a escuridão da noite. Fiquei o observando partir, eu o veria amanhã, pois como ele disse: Nós dissemos boa noite. E não adeus.

Boa noite, durma bem Sem mais lágrimas Pela manhã, eu estarei aqui E quando nós dissermos boa noite Seque seus olhos Porque nós dissemos boa noite E não adeus Nós dissemos boa noite E não adeus.

– Evanescence

Notas finais
O que acharam ? Coloquei aquele link para ficar mais fácil de se imaginar, por que também só se pode colocar 1 imagem por capitulo Espero que tenham gostado... Milhões de beijos