Notas iniciais
Eu sei que a maioria dos fãs que recorrem às fanfics querem que a Jane seja menos lerda do que é na série , e que a maioria desanima ao vê-las com homens,mas é preciso criar situações pra Jane acordar.Tem Rizzles aqui sim , quem continuar verá.Sim, estou atenta aos comentários e agradeço demais por eles, espero não desanimá-los nos próximos capítulos , mas , acreditem as quero juntas tanto quanto vocês, espero mantê-los por aqui ,assim como também espero novas críticas e sugestões , quem sabe me convençam a mudar o final que já existe ? Divirtam-se :*

Após desligar o celular deixando Jane sem entender o que acontecia, e rejeitar as insistentes chamadas de amiga, Maura volta a pensar, e a tentar ignorar os sinais que há tempos seu cérebro, tomado de racionalidade, lhe impedia de aceitar.

Ali, em seu apartamento, ainda sozinha, ao contrário do que Dean tentava fazer Jane acreditar que ela estava, Maura estava nitidamente triste.

Há alguns minutos atrás, ali mesmo em sua sala que tantas vezes foi cenário de agradáveis lembranças com a morena, ela só tinha uma enorme angústia a incomodando além é claro da solidão e uma confusão imensa dentro de sua cabeça, essa confusão já era tão constante nas últimas semanas , mas a todo custo ela a driblava , fazia de tudo pra não ter que encará-la ou mesmo ter que resolvê –la,possivelmente temendo tudo aquilo que pudesse vir à tona a partir do momento que ela aceitasse que algumas coisas haviam mudado dentro dela, embora há pouco mais de um mês ela já tivesse tido certeza dessas mudanças mas não dera devida importância, ainda caminhando de um lado para o outro ela só conseguia pensar no quanto se arrependera , a cada instante , do momento em que telefonou pra amiga, foi uma atitude impensada, e fazer as coisas sem ponderar,sem calcular riscos e consequências definitivamente não era algo comum pra ela.

Maura não se reconhecia, naquele instante, assim como não vinha reconhecendo suas atitudes nas últimas semanas, ela percebia sobretudo nas últimas semanas, que tudo o que envolve Jane a tirava do seu normal, e foi exatamente por agir impulsivamente, pensando na morena que ela puxou o gatilho pra esse turbilhão de emoções. Se ela ao menos tivesse pensado antes, ela teria evitado a explosão de novos e conturbados sentimentos que pelo visto, seria sua companhia pelas próximas horas, constatação essa que a apavora de imediato.

Maura dirige-se à passos de formiga e sem vontade à sua adega, e sem dedicar muito tempo a isso, escolhe uma garrafa pra ter como companhia para aquela triste e solitária sexta-feira.

Maura tinha certeza agora que aquela garrafa seria a única a fazer-lhe companhia, já que, aparentemente, sua melhor amiga, fugiria da rotina, não fazendo planos de bater à sua porta, de madrugada, frustrada por mais um encontro desastroso como eram quase todos os que ela tivera nesses últimos cinco anos.

Maura, por um instante sorri, ao lembrar do bico que Jane sempre fazia ao contar suas aventuras. Eram histórias hilárias, era até difícil pra Maura, se mostrar solidária à amiga , porque quase sempre era vencida pela veia cômica de Jane que fazia um drama tão grande que mais parecia uma comédia , e um em especial , vem à sua mente ....

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–Maura! Você tem noção? Eu estou te falando Maur , o cara era um doente ! Quem Diabos no mundo tem fetiche por pés? -Perguntava Jane, num tom que demonstrava o quanto estava perplexa com aquela ideia .

–Jane, isso não é tão raro quanto você imagina,-diz Maura num tom realmente doce — você encontrou um podólatra pra chamar de seu my friend!–diz ela agora debochando da detetive que ainda se mostra horrorizada com a ideia do homem .

–Maura, ele é louco, o que diabos ele faria com meu pé? Tendo essa beldade inteira pra ele –Jane chama atenção de Maura, deslizando sua mão pelo corpo de maneira provocativa, gesto que agora Maura percebe o quanto era o suficiente pra deixa-la sem ação.

–Bem, muitas coisas Jane, pode acreditar! O fetichista– continua Maura -

–O fetichista responde ao pé de uma maneira similar à nádegas ou seios.

Alguns podólatras, sentem prazer em ter seus genitais manipulados pelos pés do parceiro até o ponto de atingir o orgasmo e a ejaculação. Este é, provavelmente, o exemplo mais frequente de excitação com o uso dos pés capaz de levar à satisfação completa (talvez por se tratar, também, de fato, de uma forma de masturbação). Outras fórmulas em que uso dos pés por si só acabam por levar ao orgasmo e à ejaculação também existem, todavia, variando de indivíduo para indivíduo.

–Really ?-

Maura , coberta de naturalidade , ignora o comentário de Jane , que vendo que Maura continuaria, logo a interrompe dizendo :

C'mon Maur ! Não me faça sair daqui pra vomitar com tudo isso que você acaba de me falar e que eu realmente não queria saber! Agora tenho ainda mais repulsa daquele indivíduo, que era gostoso — aaah, resmunga Jane em protesto– não vou negar, ele realmente era gostoso mas, já deu, já chega, é demais pra mim, não dá, urgh que nojo!–Jane interrompe a conversa com cara de nojo. Fazendo Maura rir da cara dela que realmente parecia perplexa com tudo aquilo.

Maura volta a sua realidade, à sua solidão, mas não consegue nem por um segundo, deixar de pensar em Jane.

Será que já estão no apartamento de Jane?

Ou será que foram pra uma suíte luxuosa de algum hotel, ou mesmo um motel de Boston? Pensava a loira enquanto circulava o contorno de sua taça se afundando cada vez mais em pensamentos, na verdade, nada mais eram que suposições de como estaria sendo a noite da amiga...A solidão a forçara a um monólogo naquela noite, Maura falava, sem se preocupar com nada, as vezes até duvidada do que passava por sua boca e entrava por seus ouvidos:

– *Dean é tão prepotente, que não duvido nada que tenha gastado o que tinha e o que não tinha pra impressionar Jane.

Ele é tão idiota! Eu não sei como a Jane perdeu tempo se envolvendo com alguém como ele.Apesar de terem namorado, Dean definitivamente não conhece Jane, como eu conheço. Aliás, chego a acreditar que ninguém a conhece como eu a conheço.

Jane apesar de ser durona, por dentro é uma romântica, uma sonhadora, que até hoje não teve sorte com o amor.

– Pobre Jane! — pensava em voz alta — Jane merecia mais do que qualquer pessoa, ser amada. Mas, amada de verdade, ela precisa de alguém que a ame em cada detalhe, e que estivesse disposta a lhe doar um rim quando um dos seus precisasse do mesmo. Que estivesse disposta a matar ou morrer por ela ....Jane precisava ser a escolha de alguém, não alguém pra uma noite apenas , Jane definitivamente precisava e merecia ser amada de corpo e alma ....

– Meu Deus, a essa altura... — Maura verifica as horas — Jane já deve estar entregue à Dean, de corpo e alma — pensava a legista.

Ele deve ter marcado cada parte de sua pele bronzeada, como se pra deixar claro que ao menos por hoje, ela é sua, toda sua, como fora há algum tempo atrás e ele por ser um idiota, a deixara escapar. Certamente, à essa altura já a marcara por arranhões e chupões- pensava ela — mas subitamente, Maura é tomada por assalto por algo que a tira daquele pensamento que lhe dava asco.....

Notas finais
Tá , eu adoro vinhos tanto quanto a Maura , mas é tão ruim só ter uma garrafa de vinho como companhia :´(