Quem Sou Eu?

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Esse capítulo ficou meio curto e meio enrolado por que eu estava sem idéias. Aliás, decidi que vou postar meus capítulos a cada 15 dias por que achei que estava indo rápido demais e gostaria que a história durasse mais.
Mais aqui está, divirtam-se (divertido falar assim).

- Haiden, aqui.

— Oi, Ed.

— você foi vista?

— Não. Não vai começar com segredos.

— É só para não suspeitarem de nada e nem grampearem seu celular. Pega.

— Vou ganhar um celular?

— É temporário e vamos conversar por ele, não sabemos quem ou se podem estar ouvindo. Ricky e eu travamos ele ontem e limpamos todos os programas suspeitos. Ele é seguro.

— Valeu.

— Sua mãe não desconfia de nada?

— Não, ela é fácil de enrolar, com ela tudo bem, o problema é meu pai e meu irmão mas eles só chegam em casa a noite, se não ficarmos sumindo e nem ficarmos conversando até tarde da noite eles não vão nem ligar. Ah, e eles querem te conhecer por que, sabe, é meu primeiro amigo em 11 anos.

— 11 anos! Não sabia que era possível ficar sem conversar com ninguém por 11 anos!

— Não foi ninguém, eu falei com a minha família.

— Isso não conta mas ok.

— O Ricky nos mantemos em segredo. Eu gostei dessa idéia por que aí não sumo, eles vão saber onde estou e não vai gerar suspeitas.

— Ainda assim temos que tomar cuidado. Me avise se eles suspeitarem.

— Sim senhos, capitão — falei em um tom de brincadeira.

— É sério!

— Eu sei, capitão.

— Hey.

— Mal, eu gostei de brincar com você.

— Oiii. Então achou ele.

— Ster! É achei.

— Só toma cuidado pra ele não fugir de novo.

— Pode deixar, se ele fugir sei como encontrá-lo.

— Isso, põe ele numa coleira.

— NÃO! Não fale como se ele fosse um cachorro e como se tivéssemos algo. Não temos nada.

— Eu ainda tô aqui.- Ed falou cortando a conversa e nos fazendo rir.

Nisso o sinal tocou Ed foi para a sala enquanto eu tinha que ver meu treinador. Quando nos separamos trocamos um olhar de cuidado a que eu assenti de volta. Ele está preocupado, não que não confie em mim mas não confia nos outros e não sabe quem pode nos trair. Agora, tudo a nossa volta é perigoso, todos são o inimigo e a vítima ao mesmo tempo e não podemos confiar em ninguém ao mesmo tempo que não temos escolha. Não sei se foi assim que isso lhe passou pela cabeça mas é assim que eu vejo minha vida, agora e até o fim disso.

— Vou ter cuidado. Não se preocupe.- sussurrei para ele enquanto nos afastávamos.

— Eu sei- ele sussurrou de volta e foi embora.